Mídias digitais são alternativa para jovens empreendedores

Investir em um novo negócio não é tarefa fácil. Inserir uma marca ou produto em determinado setor exige pesquisa, determinação, espírito empreendedor e, principalmente, persistência, já que nem sempre o empreendimento dá certo logo de primeira. É por isso que muitos jovens têm recorrido à web na hora de empreender. Não apenas pela vantagem dos custos reduzidos, mas pela abrangência e repercussão que a internet é capaz de alcançar no cenário atual.

Pensando em dez anos atrás, somente grandes empresas eram capazes de comercializar um serviço ou produto na internet. Hoje, com o avanço da tecnologia e mídias digitais, qualquer membro de uma rede tem a possibilidade de utilizá-la para dar início a um empreendimento.

Bianca Virgilio, 20 anos, é estudante de Moda e enxergou a internet como uma possibilidade rentável antes mesmo de concluir a metade da graduação. Ela uniu os conhecimentos adquiridos na faculdade com a experiência do irmão, que é analista de sistemas, para desenvolver uma loja virtual e comercializar acessórios de prata. A loja, criada em fevereiro de 2016, também ganhou uma conta no Instagram, canal em que seriam feitas as divulgações.

Apesar da grande contribuição da internet, Bianca conta que, com o tempo, as vendas passaram a se tornar presenciais. A loja virtual acabou ficando em segundo plano e o Instagram serve como meio de divulgar e se comunicar com as clientes que acompanham as novidades da marca. “Hoje, minha maior venda é presencial e o Instagram é na verdade uma forma de divulgação”. Segundo ela, o que atrapalha as vendas online é o valor do frete que, muitas vezes, acaba saindo mais caro do que o próprio produto e a vontade do público em ver as peças ao vivo. “As pessoas têm muita vontade de experimentar o produto antes de comprar”, observa. Apesar disso, Bianca afirma que a rede favorece a comunicação com o público, que a procura pelo WhatsApp ou envia mensagens pelo próprio Instagram.

Essa nova maneira de empreender abre portas não só para os comerciantes, mas também gera espaço para profissionais que utilizam a comunicação para impulsionar as vendas e a visibilidade dessas empresas. Ademir Freitas, 29, é social media e trabalha com produção de conteúdo, análise, anúncios, planejamento e campanha para redes sociais. Segundo ele, as marcas, finalmente, estão se dando conta de que a internet pode ser um ótimo meio de divulgação. “Antes, havia receio, talvez pela falta de conhecimento, mas não tem como nadar contra. Tudo é digital, tudo é online hoje em dia”, afirma.

Freitas ainda conta que gosta muito quando os formatos online trazem uma imagem positiva, além do comercial. “Trabalhar na internet é isso: impactar pessoas com um conteúdo que agregue e que se identifiquem, mesmo que o propósito, no fim das contas, seja vender”.

Ana Carolina Prado, acadêmica do 4º ano de Jornalismo

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