Descubra quais foram as sete atrações mais caras da Flim

A Festa Literária Internacional de Maringá (Flim), apesar de completar apenas quatro anos em 2017, consagrou-se como um dos grandes eventos literários do Paraná. Grandes artistas passaram pela Cidade Canção, seja para ministrar uma palestra, seja para um bate-papo, ou para uma apresentação teatral ou musical.

O orçamento que a Flim teve nos três primeiros anos do evento foi de aproximadamente R$ 250 mil, em 2014; pouco mais de R$ 400 mil, em 2015; e aproximadamente R$ 400 mil, em 2016. Vale ressaltar que no primeiro ano da festa, a Secretaria de Cultura não tinha a rubrica específica para o evento, dessa forma, diversos recursos excedentes da pasta foram convertidos para a realização da Flim.

O pavilhão principal, situado na praça Renato Celidônio (Paço Municipal), tinha cerca de 3300 metros quadrados, mais 150 metros da Tenda de Circo. Eram aproximadamente 80 estandes de editoras, artistas e entidades educacionais. Além desses espaços a Flim usufruiu do auditório Hélio Moreira e da Sala de Reuniões, localizadas no térreo da prefeitura.

Os artistas contratados nas três primeiras edições tiveram inexigibilidade de licitação para contratação dos serviços – o que dificulta a apuração precisa dos valores das principais atrações que a Flim trouxe.

A redação teve, entretanto, um levantamento dos maiores investimentos da Flim por artistas, através de uma fonte da pasta de cultura da gestão passada, que preferiu não se identificar. Confira a lista:

 

1º – Tom Zé: Um dos nomes mais irreverentes da Música Popular Brasileira, Tom Zé veio a Maringá, em 2016, na terceira edição da festa e, logo pela manhã, ministrou uma palestra no auditório principal do evento. Mais tarde, no mesmo dia, apresentou-se com a banda na Tenda de Circo, lotando a praça Renato Celidônio, onde acontece a Festa. Apesar de ter sido o artista mais caro da Flim, o cachê do músico foi pago pela Viapar, através do projeto Viapar Cultural.

2º – Ziraldo: O escritor foi o nome de maior expressão na primeira edição da Festa, em 2014. O cachê do artista foi de aproximadamente R$ 25 mil. Naquele ano, Ziraldo passava por alguns problemas de saúde e por ter idade mais elevada, a Secretaria de Cultura, na época, optou por contratar o artista, para que não houvesse risco de a Flim não conhecer o autor de “O Menino Maluquinho”.

3º – Caco Barcellos: Jornalista investigativo que veio a Maringá em 2016, na 3ª edição da Flim. Além de chefiar as reportagens no “Profissão Repórter”, da Rede Globo, Barcellos escreveu os livros “Rota 66” e “Abusado”. Junto à bagagem literária e jornalística do autor, veio o cachê global, que o coloca na situação de terceira atração mais cara da história da festa.

4º – Jorge Mautner: O músico e compositor desembarcou na Cidade Canção, na Flim de 2015, na segunda edição do evento. Assim como Tom Zé, Mautner fez uma palestra aberta ao público e depois seguiu para a Tenda de Circo onde, de frente para a Catedral, tocou clássicos da carreira, como Lágrimas Negra, além de um novo bate-papo, regado a Monstequieu.

5º – Empate de investimento.

a) José Eduardo Agualusa: O escritor angolano veio a Maringá na terceira edição da Festa Literária de Maringá, em 2016. Agualusa escreveu obras como “A Rainha da Ginga”, “As Mulheres de Meu Pai” e “A Teoria Geral do Esquecimento”. Além do bate-papo que teve na Flim, o autor fez sessões de autógrafos em mais de um dia da Festa.

b) Juan Pablo Villalobos: Natural de Guadalajara, no México, Villalobos veio a Maringá em 2016, para a terceira edição da Flim. Entre as obras do escritor, as que tiveram tradução em português foram “Festa no Covil”, “Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal”, “Te Vendo Um Cachorro” e “O Corpo Em Que Nasci”.

c) William C. Gordom: Autor americano que, assim como Agualusa e Villalobos, veio a Maringá em 2016, na terceira edição da Flim. Entre as principais obras do autor, estão “O Mistério dos Jarros Chineses”, “O Anão” e “Mistério em Chinatown”.

 

Flim

A Festa Literária de Maringá, surgiu em 2014, na gestão do ex-prefeito Carlos Roberto Pupin, com a gestão cultural de Olga Agulhon e, desde seu início, já foi audaciosa em algumas atrações que trouxe – como Milton Hatoum e Ziraldo.

A concepção da festa, de acordo com a ex-secretária Agulhon, foi feita após um estudo de diversas Festas Literárias, para que se chegasse a um formato que agradasse não só os escritores e artistas maringaenses, mas, também, o público em geral. ” Quando fui secretaria, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a festa literária, que já era uma demanda muito antiga. Senti a necessidade de mobilizar outras instituições”, disse.

Houve ainda um cuidado para que a festa fosse atrativa para as editoras. “A festa começou com cinco dias de evento, com o compromisso de ampliarmos. O gasto com passagem e transporte, para as editoras, é o mesmo para ficar cinco ou oito dias”, pontuou uma outra fonte da gestão passada.

Nas três primeiras edições, o eixo central da festa foi – como era de se esperar – a literatura, mas sempre pareada com as outras áreas, como a música, teatro e artes visuais, além de um trabalho conjunto com o departamento do Patrimônio Histórico do município.

Para 2017, há a previsão de que se siga, a exemplo dos outros anos, a multiplicidade cultural em várias áreas, mantendo-se a música, o teatro, a literatura e as artes visuais. A diferença principal, todavia, é que pela primeira vez a Flim terá uma grande atração teatral, em vez de uma  atração musical. Até o momento, a programação não foi divulgada.

 

Victor Duarte Faria – estudante do 4º ano de jornalismo da UniCesumar

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