Fetiche pode indicar transtorno, afirma psicóloga maringaense

Estímulos sexuais começam na imaginação. Desejos intensos e constantes intensificam os principais momentos de prazer sexual. De fato, durante uma relação sexual ou mesmo sozinhas, as pessoas pensam em seus fetiches sexuais. Nesta quarta (6/9), é comemorado o dia do sexo. A data é uma alusão à famosa posição sexual conhecida como “meia-nove”.

O fetichismo sexual é considerado por psicólogos uma “prática inofensiva”, exceto em casos em que o desejo de uma pessoa provoque mal-estar significativo ao parceiro. Em alguns casos, o “fetiche exagerado” pode, inclusive, indicar um transtorno psicológico sério.

Existem diversos tipos de fetiches e diferentes maneiras de sentir atração por partes do corpo, como pés e nuca. O uso de objetos também faz parte. Tem quem utilize roupas de borracha e couro, calcinhas, botas, chicotes e algemas para apimentar a relação.

Segundo a psicóloga Sandra Almeida, as mulheres relatam menos fantasias do que os homens. “Elas não sentem necessidade em fantasiar, mas, quando fantasiam, tendem a ser com o próprio parceiro. Já eles imaginam que estão com outras mulheres, fora do relacionamento”, contou.

Em um grupo do Facebook com mais de 56 mil membros, que é voltado para amizade, relacionamento e entretenimento de jovens, a reportagem perguntou se as pessoas tinham fetiches, mas os participantes não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Para Sandra, a sociedade ainda tem um certo tabu ao falar de assuntos que envolvam a pratica sexual. “O silencio ao falar de sexo é pelo medo da exposição”.

Bruno Albertini, acadêmico do 4º ano de Jornalismo 

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