Ciclistas reclamam da falta de segurança em Maringá

Já há algum tempo que Maringá vem investindo na implantação de ciclovias. Além de ser uma opção de melhoria no trânsito, é uma medida sustentável que é tendência em países desenvolvidos como Holanda e Noruega.

A exemplo do que estava sendo feito em gestões anteriores, o prefeito Ulisses Maia (PDT) segue implantando ciclovias em pontos da cidade. Neste ano, para implementar esse espaço para transporte de bicicletas na Cerro Azul, a prefeitura contratou serviços na cifra de R$ 280 mil, sendo que destes R$ 76,5 mil já foram aplicados.

Ao pensar em veículos, o IBGE delimita esse conceito nos automatizados: carros, motos, tratores, ônibus, caminhões e afins. Desta forma, relatórios de criminalidade como o da Secretária de Segurança do Estado – que faz um mapa da criminalidade nas regiões das AISPs (Áreas Integradas de Segurança Pública) – aponta que houve um aumento de 42% no roubo de veículos no primeiro semestre de 2017, em relação a igual período de 2016. Foram 228 roubos este ano, ante 160 do ano passado. Esses dados, entretanto, não contemplam os roubos de bicicletas.

Apesar disso, a prática de roubar bicicletas é mais corriqueira do que se imagina. Leonilda Silva, 71, utilizava o veículo para trabalhar e foi roubada duas vezes, no último ano. “Eu precisava dar uma ajudinha na renda, aí usava a bicicleta para carregar um ‘docinhos’ para vender. A primeira vez que me roubaram, a bicicleta estava destrancada. Na segunda, mesmo com o cadeado levaram ela embora”, pontuou.

Em pontos mais modernos da ciclovia há boa iluminação, o que dá mais segurança aos ciclistas para poder trafegar no período da noite. Alguns pontos, menos iluminados – principalmente na av. Brasil – trazem desconforto para os que dependem do veículo.

O estudante Guilherme Varks, 22, destaca que o baixo movimento no período da noite, associado à iluminação baixa, traz preocupações. “A gente nunca sabe quem está na próxima esquina. Sempre temos que dar aquela acelerada no passo. Graças a Deus nunca fui roubado, mesmo aqui [Zona 7], onde bastante gente é assaltada”, explicou o estudante.

O empresário Max Felden, 41, comprou uma bicicleta para praticar exercícios e cuidar da saúde. O veículo se tornou a principal forma de locomoção do empresário, que teve o veículo roubado em setembro do ano passado, em plena luz do dia, em Maringá. “Fui com os meus filhos tomar um sorvete depois de um passeio. Foi coisa de dois minutos. As três bicicletas foram roubadas”, comentou o empresário, que comprou novas bicicletas e agora as prende todas as vezes, mesmo em pausas rápidas.

Até maio deste ano, calcula-se que cerca de 10 bicicletas tenham sido roubadas em Maringá. A demanda geral, de grande parte dos ciclistas, é que haja mais policiamento no período da noite, aumente-se a malha cicloviária na cidade e que amplie-se a iluminação nos ambientes de trânsito de bicicletas.

Para colaborar, não só com os ciclistas, mas de maneira geral contra a violência em Maringá e se precaver contra eventuais incidentes, acompanhe o site Ondefuiroubado.com.br, que traz o mapeamento dos últimos roubos e furtos registrados na cidade.

 

Victor Duarte Faria – Acadêmico do 4º ano de jornalismo da UniCesumar

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