A Biblioteca de Ademir Demarchi

Biblioteca de Ademir Menarchi

Há um ditado que diz que a biblioteca é a casa do escritor. Mas como se cria uma biblioteca? Muitos romancistas, poetas, historiadores, filósofos e acadêmicos possuem suas próprias bibliotecas pessoais, fruto de muito tempo investido “garimpando” livrarias, sebos e indicações de colegas. Para o poeta Ademir Demarchi, “a biblioteca se forma ao longo de uma vida, de buscas e leituras”.

Ademir, natural de Maringá e residente de Santos, SP, é um dos convidados para a Festa Literária de Maringá (FLIM) deste ano. Autor do livro de poemas O Amor é Lindo (Patuá, 2016), ele é ex-colunista do jornal O Diário do Norte do Paraná, em Maringá. Editou o selo de livros artesanais Sereia Ca(n)tadora, além dos livros Passeios na Floresta (2007), Os Mordos na Sala de Jantar (2007), Do Sereno que Enche o Ganges (2007), Ossos de Sereia (2010), Pirão de Sereia (2012), entre outros. Além disso, editou também a revista Babel, conceituada revista de literatura, crítica e tradução da USP, por onde fez o doutorado em Letras.

O poeta estará presente no auditório da FLIM, na Praça Renato Celidônio, ao lado da prefeitura, com a palestra “Poesia contra o estado de exceção”. Ele vai apresentar a revista Babel nessa sexta-feira, 27, às 10h30. No sábado, às 11h, o escitor mediará a palestra “A Terra Árida”, do poeta maringaense Gilmar Leal Santos.

Em uma entrevista para o canal do Youtube Naco de Livros, Demarchi fala um pouco sobre a importância de sua biblioteca. São incontáveis livros de autores contemporâneos e autores mortos. Lá, há de tudo: literatura, filosofia, história, religião, entre outros. “Não tenho uma preferência única. Para mim, esse espaço é o que faz mesmo a ideia de uma biblioteca”, diz ele na entrevista, encostado em uma estante onde há dezenas de livros de poesias traduzidas e outras dezenas de poesias nacionais. Sobre os autores que lê, o poeta demonstra diversidade: “Gosto muito de [Jorge Luís] Borges, [Ítalo] Calvino, dos autores húngaros, por causa do senso de humor, que é terrível, muito crítico. E gosto muito de poesia”, conta.

Para Ademir, construir a “casa do escritor” não é uma tarefa simples. “Não é só percorrer livrarias e sebos, mas sim percorrer os próprios livros que se lê. Leio um livro de um autor, ele cita outro e vou atrás e acabo buscando o livro, e vai se formando a biblioteca”, relata. Mas para o autor, essa “casa” não teria sido construída caso não tivesse tido o empurrão certo. O pai não terminou o ensino médio, era comerciante. A mãe, dona de casa. Para o Naco de Livros, Ademir conta que não existia um livro sequer em sua casa. “Comecei a tomar contato com a escrita um pouco antes de me alfabetizar, nos anos 60, por meio de revistas e quadrinhos. Mas meus pais sempre me estimularam a estudar”, conclui o autor.

Renato Crozatti, acadêmico do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

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