Carioca Marcelo Moutinho é uma das atrações da 4ª Festa Literária Internacional de Maringá

Autor de livros, antologias e prosas desde sua estreia na literatura em 2001, o carioca Marcelo Moutinho está entre os escritores confirmados para participar da 4ª Festa Internacional Literária de Maringá (Flim), que será realizada entre os dias 26 e 29 de outubro, no Centro de Convivência Comunitário Renato Celidônio – na praça da Prefeitura. O objetivo do evento é fomentar o conhecimento com participação de profissionais de diversas áreas, como educação e dramaturgia.

Marcelo Moutinho, juntamente com Henrique Rodrigues, falarão sobre o livro “Conversas de Botequim”, organizado por eles, a partir de textos escritos por consagrados autores sobre a obra de Noel Rosa e, como “em cada esquina, em cada lugar”, não pode faltar o samba onde o escritor nasceu, em Madureira, uma roda de samba finalizará o encontro.

Este ano, Moutinho lançou “Ferrugem”, seu mais recente livro de contos do carioca. O escritor desenha em suas crônicas um mapa afetivo do Rio. Nessa cartografia pessoal, ganham destaque o bairro de Madureira, onde o escritor de 42 anos passou a infância, a Lapa e o Centro, com seus bares tradicionais e personagens coloridos nas ruas.

Em “Ferrugem”, o escritor traz como protagonistas os “personagens anônimos” que povoam o Rio de Janeiro, como o cover de Roberto Carlos que se apresenta num “inferninho” da Lapa entre dois shows de strip-tease, no conto “Rei”.

Na Flim, além de trazer para Maringá uma gama de diferentes autores, há também vários estilos literários, como romance, poesia, conto, crônica entre outros. Em entrevista concedida para o jornalista Guiulherme Freitas (O Globo), Moutinho afirma que “a crônica brasileira nasceu nos jornais e aos poucos ganhou os traços que se tornariam sua marca, o tom de conversa, de papo que vagabundeia pela rua”.

“Mas hoje, nos jornais, ela é minoritária. A maioria das colunas é de opinião, o que tem sua importância, mas é diferente. A crônica não está preocupada em convencer o leitor de algo. Como disse Antônio Candido, a crônica é um gênero literário menor, graças a Deus, porque assim fica mais perto da gente”, completou Moutinho.

O escritor já foi jurado de concursos como o Prêmio Sesc, o Prêmio da Biblioteca Nacional e o recém-criado Prêmio Rio de Janeiro do Jovem Autor Fluminense. Além disso, trabalhou por três anos como curador dos Encontros Literários e da campanha Paixão de Ler, eventos promovidos pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, além de ter escrito matérias, artigos e resenhas para a revista Bravo! e o suplemento literário Ideias (Jornal do Brasil) e hoje colabora com caderno Prosa (O Globo).

Marcelo Moutinho em Madureira, onde nasceu em 1972

Gustavo Rosas, acadêmico do 4º ano de Comunicação Social – Jornalismo.

 

 

 

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.