Escritor cubano participa nesta quinta da Flim

Em sua 4ª edição, a Festa Literária Internacional de Maringá vai contar com a presença do Escritor cubano Carlos Moore, ele que é doutor em Ciências Humanas (2003) e em Etnologia (1979) pela Universidade de Paris-7, na França é autor de vários títulos sobre questões étnicas e de identidade, como O Marxismo e a Questão Racial.

Além disso, o escritor é muito conhecido por lutar contra o racismo, pelo pan-africanismo tema que irá abordar na Flim desse ano “Panafricanismo e a história do racismo”. O escritor vem à Maringá no dia 27 desse mês.

Em 2015 o autor também esteve na Festa Literária Internacional de Cachoeira na Bahia, na ocasião participou de uma mesa redonda para debate “Reflexos do Passado Ancestral em Nossa Pele”. No debate Moore disse que o racismo tem um efeito muito desastroso em sua vida, ele disse que o racismo o fez ir a combate. Acompanhe mais sobre o debate aqui.

Em sua carreira o escritor sempre teve como influência o debate contra atos racistas, juntando-se ao movimento revolucionário liderado por Fidel Castro, porém, notou que Fidel tinha implantado um sistema excludente, no qual não havia participação de negros. Após denunciar Fidel ele foi condenado à morte e precisou sair do país e percorreu vários países, entre eles Estados Unidos e Egito. Atualmente ele mora no Brasil. Em entrevista para o Correio de Bahia, Moore foi perguntado se depois de preso, foi condenado à morte – ele destacou que “Colocaram-me na Vila Marista, de onde as pessoas só saíam para serem executadas em fuzilamento. Fui acusado de subversão racial, o que era considerado um crime muito grave pelo governo, embora não existisse no código penal”.

Moore lançou sua autobiografia em 2015 a obra destaca a trajetória do autor, que vem de família de jamaicanos negros e pobres e teve sua adolescência em meio ao racismo da Ilha. O livro acompanha seu exílio nos Estados Unidos e sua tomada de consciência política e racial, que o fez com personalidades negras da luta antirracista.

Entre suas obras destacam-se, Pichón e Fela, Racismo & Sociedade (2008), A África que incomoda (2008). Durante um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro  (UERJ) quando discutia  o racismo presente na obra de Marx e Engles Moore foi verbalmente agredido ao falar sobre a questão do racismo.

Na oportunidade, defensores do marxismo teriam desqualificado o autor, que conviveu com grandes líderes negros e é um dos mais destacados pesquisadores da relações raciais no mundo.

Durante uma entrevista para o Correio Nagô – o autor falou sobre a questão das agressões, confira nos links Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4.

 

Alessandro Alves, acadêmico do 4ª ano de jornalismo da Unicesumar

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