Escritor João Paulo Cuenca participa da 4ª edição da FLIM

A Festa Literária de Maringá (FLIM) ocorre nesta quinta-feira (27) com o objetivo de divulgar livros, incentivar a leitura e aproximar os escritores dos leitores. Os estandes estarão divididos entre editoras, instituições, secretarias, expositores de artesanato e espaço de alimentação.

O escritor e cineasta brasileiro João Paulo Cuenca é um dos participantes desta quarta edição. Autor dos romances ‘O Corpo presente” (2003), “O dia Mastroianni” (2007), “O único final feliz para uma história de amor é um acidente” (2010) e “Descobri que estava morto” (2016).

Em 2003 Cuenca escriva crônicas semanais para alguns dos principais jornais brasileiros, como Jornal do Brasil, O Globo e Folha de São Paulo,  The Intercept Brasil, Portal de Notícias.

Um episódio curioso marcou a carreira de Cuenca quando ele foi a uma delegacia e descobriu que estava morto. Em entrevista ao site Época o escritor contou mais detalhes sobre essa história. “(…) É uma grande questão quando você descobre que usaram não só o seu nome, mas também a sua filiação, a sua data de nascimento, seus números de identidade para morrer e que essa identidade está gasta e foi usada (….)”, explicou.

Embora, ele tenha resistido e não pensado na possibilidade de transformar a história em livro, não conseguiu fugir por muito tempo do assunto. Foi então, que em 2012, ele começou a escrever sobre o assunto.

Em entrevista para o site Estadão Cuenca relatou que escrevia o livro e participava do processo de edição ao mesmo tempo. “Há passagens do livro que escrevi no set de filmagem ou durante o processo de edição. Também descobri que determinadas cenas serviriam melhor no cinema. Queria mostrar como aquela experiência que estava vivendo era desequilibrada e o filme era a melhor forma de me expressar”, contou.

Nos últimos anos o escritor passou a se dedicar no teatro, cinema e TV. Em 2015, Cuenca dirigiu o seu primeiro longa-metragem, “A morte de João Paulo Cuenca” que foi um sucesso por todo o mundo. Hoje o tema “Descobri que não estava morto” faz parte das oficinas que o autor realiza por todo Brasil. Além disso, em 2016 ele lançou um livro seguindo a mesma ideia do livro.

As obras escritas pelo autor chama atenção de outros grandes escritores, como é o caso de Marçal Aquino. “Li Corpo presente de uma só vez. Fiquei muito encantado com a maturidade do texto. Escrito de forma precisa, vigorosa e sempre com muita paixão. Fazia tempo que uma narrativa não me impressionava tanto. É um grande livro”, elogiou.

Para Marcelo Rubens Paiva o “Corpo presente é um livro ‘deslumbrante’. João Paulo Cuenca é um autor jovem com uma semântica bem elaborada. Explora Copacabana e seus personagens no limite”, enalteceu.

Festa Literária da Flim de Maringá

Tema: Descobri que não estava morto

Mediador: Rodrigo Casarin

Local: Auditório da FLIM (praça da prefeitura)

Data: 28/10/17 (sábado)

Horário: 15h45 às 17h

 Thainara Cruz, acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar 

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