Autor: aluno



Evento reúne imóveis, móveis, decoração e construção civil

Maringá recebe a 2ª edição da Feira de imóveis, móveis, decoração e construção civil (Feimodic) nesta quarta (20) até domingo (24). São mais de 142 expositores reunidos em um único espaço com os mais diversos lançamentos desses segmentos.

Rafael Vieira de Oliveira, 38, diretor da Arq Imóveis e da Feimodic, conta que a ideia de criar esse evento surgiu por meio de encontros com alguns empresários do segmento. Inicialmente, eles começaram se reunindo para chopp, futebol, jantares e eventos com o pessoal das imobiliárias, dos escritórios de arquitetura, engenharia civil, até que montaram o jornal   Grandes Negócios Maringá. “Lá, tinha mais de 60 empresários. Como eram muitas pessoas, decidimos nos reunir e montar uma feira destinada ao nosso segmento. Foi, então, que surgiu a primeira Feimodic”, explica.

Na primeira edição, o evento contou com aproximadamente 10 mil visitantes. Neste ano com um espaço maior e mais expositores a expectativa aumentou para 40 mil pessoas. “O objetivo é fazer com que as empresas consigam recuperar os últimos dois anos que não foram tão bons, apresentando lançamentos dos setores”, conta Oliveira.

Beatriz Brito, 26, sócio proprietária da NN Arquitetura não esconde a empolgação ao falar das suas expectativas para a feira. “Para o nosso escritório tem sido um desafio. É nosso primeiro evento e temos altas expectativas quanto ao alcance de público e visibilidade. Esperamos que o investimento de tempo e verba seja rentável e traga novos clientes e potenciais clientes”, conta.

Para conseguir atrair mais pessoas para o estande da empresa uma das estratégias utilizadas pela Multi Fisio foi a massagem gratuita. “Essa é uma forma de fazer com que os visitantes conheçam nossos aparelhos fisioterapêuticos e, caso se interessem, efetuamos a venda no local.”

Já a NN Arquitetura está utilizando a tecnologia para chamar atenção dos visitantes. “Estamos usando óculos de realidade virtual para simular como o ambiente vai ficar depois do projeto ter sido executado. Já tivemos alguns casos de criar imagem estáticas e o cliente ter dificuldade para conseguir ver o espaço de todos os ângulos”, conta a arquiteta.

Durante os cinco dias quem for visitar a feira vai encontrar entretenimento, praça de alimentação, foods trucks, shows acústicos e muita diversão para as crianças.

Feira Feimodic

Quando: 20/09/2017 (Quarta- feira) a 24/09/2017 (Domingo)
Horário: 11h00 às 21h00
Onde: Parque de Exposições de Maringá (Pavilhão Azul)
Quanto: Gratuito

Thainara Cruz, estudante do 4º ano de jornalismo

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O mediador é essencial para criar o hábito de leitura nas crianças, afirma escritora gaúcha

Natural de Cachoeirinha-RS, a escritora, atriz, roteirista e contadora de histórias Rosane Castro foi uma das atrações da 36o Semana Literária do Sesc em Maringá. Rosane, que já havia participado da 1º Flim (Festa Literária Internacional de Maringá), volta à cidade com a apresentação “As minhas as tuas e as nossas histórias – o universo literário e suas possibilidades de integração“. A gaúcha conquistou desde as turmas mais jovens de 7 a 9 anos das escolas municipais, até os jovens de 11 a 14 anos dos programas de aprendizagem do SESC. Graduada em Letras e Literatura, Rosane contou aos pequenos que sonhava em trabalhar junto a uma editora de livros. Ela se via lendo muitas histórias em sua profissão e sempre foi e reconhecida pela ótima memória. A autora publicou três livros infantis, entre eles a obra “A menina dos olhos verdes”. O livro já foi interpretado em diferentes gêneros artísticos, inclusive em Maringá.

1)Vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, onde as crianças não brincam mais na rua ou tem o costume de desenhar através do tablet, por exemplo. As atividades lúdicas como contar histórias, ainda são capazes de prender a atenção delas? Talvez por ser uma plataforma diferente da que estão acostumadas, gera maior curiosidade?

Rosane: Com certeza isso ajuda. Mas, talvez, não seja uma plataforma tão diferente do que é o universo infantil. Porque nesse universo eles brincam o tempo todo e trabalham com o lúdico. De certar forma, antes da internet, já existia essa ação de se expressar através da voz, do corpo e da brincadeira. A tecnologia vem depois disso. Não podemos esquecer que a tecnologia, sim, é essa ferramenta. O contar histórias ainda é parte deste universo tão necessário ao homem que é essa forma de se expressar através da brincadeira e do sentimento.

2)Há quem diga que crianças são como uma folha em branco e evoluem de acordo com o exemplo que recebem. Porém, muitas vezes isso pode não ser suficiente. De acordo com sua experiência em educação, a que atribui alguns problemas da nova geração, como a falta do hábito de leitura?

Rosane: O exemplo, sem dúvidas, é muito significativo. Uma família leitora e pais que consomem livros e ter livros dentro de casa são fundamentais. A criança está vendo isso. É importante ter acesso aos livros na escola, em uma biblioteca, na livraria ou feira de livros. Isso vai fazer toda diferença e vai influenciar na vida da criança enquanto leitora. Quem não tem essas oportunidades não vai ter as mesmas necessidades. Mas estamos nos encaminhando cada vez mais para isso. Há cada vez mais projetos de incentivo a leitura. Muitas escolas e entidades estão promovendo, como aqui no SESC por exemplo. Hoje nós vivemos uma situação em que a própria criança ensina o adulto. A criança vê o adulto jogando papel no chão ou fumando em ambiente fechado e o corrige. Acho que temos uma grande oportunidade de virar esse jogo e termos mais oportunidades com relação ao livro e à leitura.

3)Qual a importância de transformar a leitura em um momento de prazer para as crianças?

Rosane: Para descobrir esse prazer é preciso navegar por um universo literário. Ler uma história e não gostar, não significa não gostar de ler. É preciso oportunizar, não dá para dizer que não eu gosto de algo que não experimentei. É necessário se envolver cada vez mais nesse universo dos livros e das boas histórias. Tem quem goste mais de histórias de amor ou de terror, até que encontramos aquilo que nos identificamos. Por isso é importante o mediador de leitura, na escola ou fora dela. A leitura é prazerosa, mas verbalizar isso é subjetivo, porque o prazer que eu sinto não é o mesmo que você sente. Por isso, o livro que eu gosto não é o mesmo que você gosta, portanto, é preciso mediar.

4)Além da possibilidade de interação com as crianças, o que mais te encanta no seu trabalho?

Rosane: Estar com pessoas. Eu me interesso por pessoas, gosto de estar com pessoas. Isso é o que mais me encanta, essa oportunidade que tenho de me encontrar com seres humanos, ter esse momento de partilha. Todos nós temos determinado conhecimento e acredito que vamos ao longo do tempo criando nossas histórias. Mesmo as crianças… Eu aprendo muito com os pequenos, pela espontaneidade, pelo carisma e pelo afeto com que eles nos recebem. A criatividade e a forma de brincar deles, que é tão expressiva, também. Eles se jogam mesmo na história, eles imaginam. Os adolescentes, eu adoro, porque eles estão em uma transição e isso é legal porque eu me coloco no lugar deles, eu sei como é. Embora em um primeiro momento exista a resistência, contar histórias para adolescentes é importantíssimo.

5)Em relação à responsabilidade de quem conta uma história a uma criança ou ao jovem, é possível passar diferentes valores, ideais, ou até preconceitos a partir da maneira que o enredo é interpretado? Como isso se dá?

Rosane: Com certeza. Mas há também o ouvinte, que vai interpretar a partir das expectativas dele, das experiências dele e do conhecimento de vida. Eu posso contar uma história e no primeiro momento isso talvez não transmitiria nenhum tipo de conhecimento, mas naquele momento pode acabar transmitindo para alguém. Nem toda história tem que ter uma moral no final, mas as pessoas podem identificar com um momento da própria vida. Mas é preciso ter uma preocupação em como contar e porquê contar cada história.

5)É perceptível durante as apresentações que você trabalha muito com o improviso. Trata-se de uma técnica ou é apenas um traço singular do seu trabalho?

Rosane: Pode ser os dois. Eu não consigo contar histórias sem a resposta do outro, é muito interativo. Isso cria um vínculo, traz proximidade, uma empatia. Se eu trago um trabalho muito pronto esteticamente, sem a possibilidade de interação da criança, pode ser que eu não tenha o retorno que espero. Quero que a história tenha significado para eles, que eles sintam no próprio corpo aquilo que estou contando.

6)Em relação a esse comportamento do seu público, é importante quando a criança fica concentrada, compenetrada na história ou os momentos ideais são realmente quando ficam agitadas, querendo interagir e participar ativamente?

Rosane: Tem as duas coisas. Tem histórias que conto com o propósito de que a criança ouça sossegadamente e preste atenção no enredo. Quando faço uma proposta interativa, em que elas podem falar, quero estimular a imaginação delas. Elas ficam agitadas e querem contribuir. Porém, tem que ser dentro do contexto: as crianças têm que falar o que tem a ver com a história.

7)Você citou que tudo que faz hoje tem relação com sua infância. Também comentou durante sua apresentação para os jovens um pouco sobre a importância do conhecimento que não está escrito em lugar nenhum. Que tipo de conhecimento transmitido a você oralmente mudou sua trajetória profissional?

Rosane: Bom, a minha mãe não tinha livros em casa, então o que ela me contava eram histórias da memória, através da oralidade. Além disso, eu fui uma criança que brinquei muito e todas minhas brincadeiras envolviam teatro, eu e a turminha da rua sempre interpretávamos, fazíamos figurinos. Quando fiz teatro profissionalmente eu já tinha essa experiência. Na época em que comecei a trabalhar com a literatura, a escrita vinha naturalmente, por uma necessidade de expressão. Nunca foi obrigatório, fazia parte da brincadeira, porque eu gostava de dar aula para os meus amigos, por exemplo. Algo que também mudou tudo foi uma apresentação que assisti há 12 anos, de um mágico contador de histórias, o que acabou transformando e criando significado nas coisas que eu fazia até então. Isso fez eu me dedicar mais na minha área.

8)Você criou alguns projetos de incentivo à leitura. Conte um pouco sobre o projeto de cultura africana nas escolas.

Rosane: O projeto Biblioteca Itinerante Griô foi aprovado pelo Governo Federal a partir de um outro projeto, chamado Mais Cultura Ponto de Leitura. Eu já tinha uma biblioteca comunitária na minha casa e, então, apresentei essa biblioteca itinerante em que livros de literatura afro-brasileira circulariam pela região. O intuito era contribuir com a lei 10/639 que versa sobre o ensino da cultura afro na escola, com livros para crianças, jovens e adultos. Passamos a instrumentalizar os professores no trabalho com literatura e a cultura afro brasileira, incentivando a leitura e ao mesmo tempo trabalhando a cultura na sala de aula. Hoje por exemplo, o projeto está em Canoas-RS. Eu trabalho fornecendo 150 livros do acervo e a professora responsável tem que mediar a leitura com os alunos. Quando me devolvem o material, eu recebo o retorno de como foi a experiência.

 

Ana Luiza Berbert Ferreira, acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

 

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Documentário sobre Helena Kolody será exibido nesta sexta com entrada grátis

Em um dos poemas mais conhecidos de Helena Kolody, a autora diz que a vida é um rio de planícies sem ilusões nem esperanças, cujas águas passarão sem deixar vestígios de uma trajetória sempre silenciosa. Mas não foi o que houve, de fato, com a vida da poeta paranaense.

O obra de Kolody marcou diversas gerações e continua encantando até hoje e, para que esse rio de vida e poesia fique marcado na memória dos leitores, é preciso conhecer “Helena de Curitiba” (2005).

A escritora encerra o poema “Levam o Amanhecer” com a pergunta: “quem, entre os jovens, acreditará que fomos jovens também?”. Para que não haja dúvidas de que nem sempre foi uma senhora doce que escrevia poemas, o documentário narra a história dela desde criança, trazendo também parte da história da imigração ucraniana no Paraná, por meio de imagens do acervo da Cinemateca de Curitiba, já que os pais da autora vieram da Ucrânia.

O documentário de Josina Melo faz parte da programação da Semana Literária do Sesc e foi exibido nos dias 18, 19 e 20 deste mês com entrada grátis. Para quem não viu, ainda haverá duas oportunidades, ambas na sexta-feira, quando o filme será exibido às 10h e às 16h30.

Kolody nasceu em Cruz Machado em 1912 e com 12 anos já escrevia os primeiros versos. Em 1928, aos 16, teve o primeiro poema publicado na revista Marinha, de Paranaguá. Ficou muito conhecida pelos haicais e em 1991 foi eleita para a Academia Paranaense de Letras (APL). A autora faleceu em fevereiro de 2004, em Curitiba.

Em 2005, Rubem Alves escreveu uma crônica na Folha de S.Paulo em que dizia: “fui apresentado à poesia da Helena Kolody (1912-2004) poucas semanas atrás. Foi uma descoberta gostosa. Não porque seus poemas sejam alegres. Todos eles têm uma pitada de tristeza. A beleza vem sempre misturada à tristeza”.

Para quem não puder comparecer ao Sesc, o documentário está disponível para download no site da Secretaria da Educação do Governo do Paraná.

Helena de Curitiba
Onde: Sesc Maringá, Av. Duque de Caxias, 1517
Quando: Sexta (22), às 10h e às 16h30
Entrada gratuita

 

Larissa Bezerra, acadêmica do 4º ano de jornalismo.

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‘Mais importante que o tema é a forma como se escreve’, afirma Cezar Tridapalli

Se Saramago disse um dia que “a literatura é o resultado de um diálogo de alguém consigo mesmo”, por que estariam seis pessoas reunidas com um escritor a fim de ouvi-lo discorrer sobre técnicas de criação literária? A 36ª Semana Literária Sesc & Feira do Livro ofereceu uma oficina idealizada neste sentido. Cezar Tridapalli, autor de “Pequena Biografia de Desejos” e “O Beijo de Schiller”, veio de Curitiba a Maringá com essa missão: instruir aspirantes a escritores.

Para Tridapalli, é possível ensinar algumas técnicas e direcionar os alunos no caminho da literatura. “A oficina de criação é sempre muito polêmica. Fica sempre a pergunta: ‘é possível ensinar alguém a escrever literatura?’ Se não for leitor, você não ensina ninguém. Mas bons leitores eu acho que a gente consegue ver e mostrar alguns tipos de composição que podem ajudar esse leitor a arriscar os seus próprios textos. A forma como você escreve é até mais importante que o tema”, comenta.

A oficina teve três dias de duração e foi dividida em dois momentos. Como o nome sugere, o primeiro deles é de criação, e o segundo, focado na parte literária. “Primeiro a gente trabalha o conceito de criação. A gente fala de cinema, artes visuais, outras artes de um modo geral. Aí depois, nos outros dois dias de curso, a gente foca na literatura mesmo”, explica Tridapalli.

O público é composto por pessoas de diferentes faixas etárias. “Já tive alunos de 78 anos e alunos do primeiro ano do ensino médio, com 15. Curiosamente, percebo várias áreas de formação também, aqui hoje temos uma veterinária”, afirma.

Considerando-se um “oficineiro”, o autor lamenta o pouco tempo para trabalhar em um curso de apenas 12 horas, que acaba sendo praticamente todo teórico. “A gente decompõe alguns textos literários, eu trago narrativas, contos, trechos de romance, que a gente vai decompondo e tentando entender como o autor trabalhou, que não é por acaso, tudo é feito com muita consciência”, explica. “Eu sugeri alguns tipos de composição para eles e vamos ver se dá tempo, é uma oficina curta, de repente no último dia dá tempo de apresentar alguma coisa”, completa.

No ramo há quase dois anos, ele conta que, além do Paraná, já viajou para o Mato Grosso e Tocantins, oferecendo vários tipos de oficina, inclusive uma específica para produção de romances, com aulas semanais e duração total de 80 horas. “Eu tenho viajado para vários lugares, pretendo ir ainda esse ano para Belo Horizonte e para o Piauí”, adianta.

O autor

Cezar Tridapalli é curitibano, tem 43 anos, graduado em Letras pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Leitura de Múltiplas Linguagens (PUCPR) e mestre em Estudos Literários, também pela UFPR. Já traduziu do italiano para o português a obra “O fantástico”, de Remo Ceserani, e escreveu dois romances: “Pequena Biografia de Desejos”, em 2011, e “O Beijo de Schiller”, em 2012, que venceu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura.

Em sua 36ª edição, a Semana Literária Sesc & Feira do Livro tem programação em 23 cidades do Paraná. O tema em 2017 é “Literatura e(m) movimento: travessias do tempo e do espaço”. São seis dias (18/09 a 22/09) com palestras, mesas-redondas, bate-papos com escritores, lançamento de livros, oficinas, apresentações artísticas, contação de histórias, exposições e feira de livros.

Semana Literária do Sesc

O Sesc de Maringá fica na Av. Duque de Caxias, 1517. Mais informações pelo site http://www.sescpr.com.br/semanaliteraria/.

Pedro Solheid, acadêmico do 4º ano de jornalismo da UniCesumar

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O que os olhos não veem, câmeras inteligentes alertam

Investimentos em segurança têm aumentado significativamente nos últimos anos. Quem nunca foi a um local rodeado por câmeras ou monitorado por porteiros ou vigias noturnos? De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil dispõe de aproximadamente 520 mil vigilantes ativos que trabalham sem vínculos com o governo.

É inegável que as pessoas se sentem mais seguras com a presença de alguém fazendo a ronda ou monitorando o sistema de câmeras do local. Mas seria essa a maneira adequada de garantir segurança?

O empresário Marcelo Egg Jorgensen, 41 anos, afirma que não. Ele, que atua no mercado de equipamentos e tecnologias de segurança, explica que depositar a responsabilidade pelo monitoramento de determinado local a uma pessoa nem sempre é a melhor solução.

“Existem estudos que mostram que depois de 15 minutos, aquele monte de imagem das câmeras de segurança vira uma grande paisagem. São várias imagens se mexendo e a pessoa não consegue mais entender o que está se passando”, defende Jorgensen.

Segundo ele, atribuir inteligência ao equipamento de segurança é muito mais eficaz do que encher o local com câmeras que não conseguem desempenhar nenhuma outra função, além de captar as imagens.

O empresário explica o desempenho de uma câmera inteligente, usando como exemplo um condomínio horizontal. Segundo Jorgensen, é possível atribuir à câmera comandos que avisem quando alguém se aproxima do muro ou tenta invadir o perímetro. Assim que a câmera detecta algo estranho, um alarme soa no computador de quem está monitorando o local e mostra a possível ameaça.

Além disso, também é possível permitir a entrada no condomínio por meio de leitura de placa e assim, criar um histórico da rotina do morador. Dessa forma, sempre que o veículo tentar entrar no condomínio em horários distintos, o porteiro aborda o morador e verifica se não há uma possível tentativa de sequestro ou assalto.

Outra possibilidade que as câmeras inteligentes podem desempenhar é a prevenção de acidentes domésticos, como incêndios ou afogamento. Ele explica que, assim que a câmera detecta tais ocorrências, o morador pode ser avisado por meio de SMS ou algum outro comando, como sirenes ou avisos via televisão ou computador.

 

Segurança Pública

Jorgensen revela ter realizado testes com drones e garante a eficácia de tais equipamentos para segurança. A combinação de veículos aéreos não tripulados com câmeras visuais e câmeras térmicas previne e detecta possíveis invasões e também localiza pessoas dentro de rios, matas ou no escuro total.

Esse tipo de tecnologia extrapola a segurança privada e pode atuar em prol da segurança pública, em casos de acidentes, assaltos ou qualquer movimentação fora do normal em determinada região da cidade.

O empresário realizou a instalação de câmeras via fibra ótica no bairro Eco Valley, em Sarandi. As imagens são monitoradas pela Polícia Militar do município e o empresários tem projetos para trabalhar com drones auxiliando a vistoria policial. “Equipamentos inteligentes podem detectar acidentes de modo mais rápido e ainda prevenir possíveis crimes, já que a câmera consegue detectar tiros, tanto pelo barulho, quanto pelo fogo [no caso das câmeras térmicas]”, pontua.

O empresário cita vários exemplos de como equipamentos devidamente inteligentes podem atuar na segurança pública e garante que o que impede a execução de tais projetos é, muitas vezes, a falta de recursos financeiros.

 

Sustentabilidade

Quando usada de maneira consciente, a automatização da casa pode trazer inúmeros ganhos. A mineração de dados, por exemplo, permite que o sistema monitore os horários para que a máquina tome atitudes pela pessoa, podendo interferir no consumo de água e energia. A pessoa pode programar que o jardim seja regado em determinado horário, caso haja necessidade. Assim, é implantado um termômetro que mede a temperatura e a umidade do solo e verifica se é preciso regar ou não o local.

Para economia de energia, ele conta que é possível apagar todas as luzes de um condomínio em determinado horário, deixando apenas as câmeras térmicas funcionando. “Dessa forma, em um ano, a economia de energia será imensa”, defende o empresário.

 

Black Mirror

Durante a entrevista, Jorgensen comenta que o uso dessas tecnologias em excesso pode se tornar um verdadeiro episódio de Black Mirror, série da Netflix com roteiros envolvendo problemas relacionados ao avanço descontrolado da tecnologia. Ele diz que o uso inadequado pode se tornar nocivo, invadindo a privacidade ou automatizando ações do dia a dia que não necessitam do desempenho de uma máquina.

Utilizar a tecnologia sem fins relevantes pode se tornar um vício, além de ser um desperdício de dinheiro. “A automatização da casa só é válida para atitudes que tenham a ver com um consumo consciente. Caso contrário, ações que não criam nenhum ganho se tornam bobas, banais”, finaliza.

 

Ana Carolina Prado, acadêmica do 4º ano de Jornalismo na Unicesumar

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Ciclistas reclamam da falta de segurança em Maringá

Já há algum tempo que Maringá vem investindo na implantação de ciclovias. Além de ser uma opção de melhoria no trânsito, é uma medida sustentável que é tendência em países desenvolvidos como Holanda e Noruega.

A exemplo do que estava sendo feito em gestões anteriores, o prefeito Ulisses Maia (PDT) segue implantando ciclovias em pontos da cidade. Neste ano, para implementar esse espaço para transporte de bicicletas na Cerro Azul, a prefeitura contratou serviços na cifra de R$ 280 mil, sendo que destes R$ 76,5 mil já foram aplicados.

Ao pensar em veículos, o IBGE delimita esse conceito nos automatizados: carros, motos, tratores, ônibus, caminhões e afins. Desta forma, relatórios de criminalidade como o da Secretária de Segurança do Estado – que faz um mapa da criminalidade nas regiões das AISPs (Áreas Integradas de Segurança Pública) – aponta que houve um aumento de 42% no roubo de veículos no primeiro semestre de 2017, em relação a igual período de 2016. Foram 228 roubos este ano, ante 160 do ano passado. Esses dados, entretanto, não contemplam os roubos de bicicletas.

Apesar disso, a prática de roubar bicicletas é mais corriqueira do que se imagina. Leonilda Silva, 71, utilizava o veículo para trabalhar e foi roubada duas vezes, no último ano. “Eu precisava dar uma ajudinha na renda, aí usava a bicicleta para carregar um ‘docinhos’ para vender. A primeira vez que me roubaram, a bicicleta estava destrancada. Na segunda, mesmo com o cadeado levaram ela embora”, pontuou.

Em pontos mais modernos da ciclovia há boa iluminação, o que dá mais segurança aos ciclistas para poder trafegar no período da noite. Alguns pontos, menos iluminados – principalmente na av. Brasil – trazem desconforto para os que dependem do veículo.

O estudante Guilherme Varks, 22, destaca que o baixo movimento no período da noite, associado à iluminação baixa, traz preocupações. “A gente nunca sabe quem está na próxima esquina. Sempre temos que dar aquela acelerada no passo. Graças a Deus nunca fui roubado, mesmo aqui [Zona 7], onde bastante gente é assaltada”, explicou o estudante.

O empresário Max Felden, 41, comprou uma bicicleta para praticar exercícios e cuidar da saúde. O veículo se tornou a principal forma de locomoção do empresário, que teve o veículo roubado em setembro do ano passado, em plena luz do dia, em Maringá. “Fui com os meus filhos tomar um sorvete depois de um passeio. Foi coisa de dois minutos. As três bicicletas foram roubadas”, comentou o empresário, que comprou novas bicicletas e agora as prende todas as vezes, mesmo em pausas rápidas.

Até maio deste ano, calcula-se que cerca de 10 bicicletas tenham sido roubadas em Maringá. A demanda geral, de grande parte dos ciclistas, é que haja mais policiamento no período da noite, aumente-se a malha cicloviária na cidade e que amplie-se a iluminação nos ambientes de trânsito de bicicletas.

Para colaborar, não só com os ciclistas, mas de maneira geral contra a violência em Maringá e se precaver contra eventuais incidentes, acompanhe o site Ondefuiroubado.com.br, que traz o mapeamento dos últimos roubos e furtos registrados na cidade.

 

Victor Duarte Faria – Acadêmico do 4º ano de jornalismo da UniCesumar

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Fetiche pode indicar transtorno, afirma psicóloga maringaense

Estímulos sexuais começam na imaginação. Desejos intensos e constantes intensificam os principais momentos de prazer sexual. De fato, durante uma relação sexual ou mesmo sozinhas, as pessoas pensam em seus fetiches sexuais. Nesta quarta (6/9), é comemorado o dia do sexo. A data é uma alusão à famosa posição sexual conhecida como “meia-nove”.

O fetichismo sexual é considerado por psicólogos uma “prática inofensiva”, exceto em casos em que o desejo de uma pessoa provoque mal-estar significativo ao parceiro. Em alguns casos, o “fetiche exagerado” pode, inclusive, indicar um transtorno psicológico sério.

Existem diversos tipos de fetiches e diferentes maneiras de sentir atração por partes do corpo, como pés e nuca. O uso de objetos também faz parte. Tem quem utilize roupas de borracha e couro, calcinhas, botas, chicotes e algemas para apimentar a relação.

Segundo a psicóloga Sandra Almeida, as mulheres relatam menos fantasias do que os homens. “Elas não sentem necessidade em fantasiar, mas, quando fantasiam, tendem a ser com o próprio parceiro. Já eles imaginam que estão com outras mulheres, fora do relacionamento”, contou.

Em um grupo do Facebook com mais de 56 mil membros, que é voltado para amizade, relacionamento e entretenimento de jovens, a reportagem perguntou se as pessoas tinham fetiches, mas os participantes não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Para Sandra, a sociedade ainda tem um certo tabu ao falar de assuntos que envolvam a pratica sexual. “O silencio ao falar de sexo é pelo medo da exposição”.

Bruno Albertini, acadêmico do 4º ano de Jornalismo 

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Do prazer à obsessão: os dilemas de um viciado em sexo

Segundo o dicionário Aurélio, vício é um defeito ou imperfeição; prática frequente de ato considerado pecaminoso; tendência para contrariar a moral estabelecida; hábito inveterado; dependência do consumo de uma substância. Simplificando, vício é aquilo que te condiciona a um estilo de vida que não corresponde à realidade. É o que faz o fumante abandonar o transe da música para procurar a varanda da balada para um cigarro, o que faz um compulsivo por doces atacar uma caixa de chocolates mesmo estando de dieta. É deixar de fazer algo por prazer e começar a fazer apenas por necessidade.

Essa é a realidade de quem é viciado em sexo. Mas não se engane, ser viciado em sexo é totalmente diferente de gostar de sexo e querer fazê-lo sempre que possível. O viciado em sexo é capaz de qualquer coisa para saciar a sua obsessão, sem lhe importar as consequências que isso possa trazer. Suas condutas sexuais são compulsivas e muito obsessivas, dificilmente controláveis. Talvez aí esteja o desafio mais importante desta condição: o fato de não saber parar significa um problema maior do que ter um desejo mais acentuado do que outras pessoas.

Mestre em promoção da saúde, especialista em saúde mental e em arteterapia, a psicóloga Paula Cardoso explica que os estímulos sexuais podem começar desde a infância. “Normalmente, os pais deixam as crianças dormirem no mesmo quarto que eles, então, quando eles transam, a criança está ali ouvindo e ela acaba sendo estimulada involuntariamente”, salientou.

Entretanto, sintomas como estresse e baixa autoestima são normais para pessoas que têm compulsão. Segundo Paula, alguns pensam até em suicídio para conseguir fugir da situação. “As pessoas, às vezes, acham que é legal ser compulsivo por sexo, mas não tem nada de legal. É maltratar o corpo, é se sentir diferente, se sentir tentado a fazer algo mesmo que não queira apenas para saciar o vício”, explicou.

Um universitário maringaense de 20 anos, que não quis se identificar, considera-se viciado. Segundo ele, o estresse aumenta muito quando não consegue saciar sua vontade. Além disso, ele afirma que pensa muito sobre o assunto, o tempo todo, mas que, apesar das consequências, há um lado bom. “Como fico muito vidrado nisso, acabo estudando bastante sobre o assunto. Já cheguei a ler dois livros sobre Kama Sutra e vou aprendendo cada vez mais”, disse.

Uma jovem maringaense, de 27 anos, que também não quis ter o nome divulgado, afirma ter desejos e vontades fora do normal quando fica sem fazer sexo. Para ela, ser uma mulher viciada é muito pior do que ser um homem viciado, devido aos preconceitos que a mulher sofre. “Como vivemos em um mundo machista, eu, que sou solteira, não posso ter o prazer que eu quero, a hora e com quem eu quero, que as pessoas já julgam”, contou.

Para saciar o vício, muitos recorrem a métodos mais fáceis. É o caso do rapaz de 20 anos que busca o prazer em casas noturnas. “Eu nunca achei que iria a um lugar assim para conseguir sexo, mas como a vontade era maior e não conseguir mais ficar sem, precisei ir atrás”, revelou.

Atualmente, ele namora e teme que o vício possa atrapalhar o relacionamento. “Tenho medo de não aguentar e acabar sendo infiel com a minha namorada”, relatou.

Paula revela que pessoas que são compulsivas sofrem muito com o problema. Segundo ela, a pessoa pode se excluir socialmente, porque sabe que esse tipo de comportamento não é normal. “Eles normalmente não procuram ajuda, porque pensam que ninguém vai entender, acham que é esquisito ou promiscuo. A pessoa pode até usar drogas e achar que não pode ter um casamento saudável. Ela se sente impedida de ter uma vida normal”, afirmou.

Tratamento

A psicóloga conta que a compulsão tem cura, mas assim como qualquer vício precisa ser tratado aos poucos e necessita ser “preenchido” de outra maneira. “O tratamento é você ajudar a pessoa a tirar esse comportamento fazendo outro. Por exemplo, apresentar um novo hábito que não cause nenhum mal. Uma pessoa acima do peso que come desenfreadamente pode trocar o hábito por uma corrida. É como se fosse um armário cheio de gavetas: se você tirar uma gaveta, vai ficar um espaço vazio que precisa ser preenchido, é a mesma coisa com uma pessoa viciada”, explicou.

Ana Paula Foltran, acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

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Locais discretos escondem a prostituição em Maringá

Em sites atrativos, em carne e osso nas avenidas mais movimentadas ou em locais discretos é possível encontrar a prostituição em Maringá. Como não há nenhuma lei que proíba o indivíduo de vender o próprio corpo, mulheres, travestis, transexuais e homens aproveitam esta oportunidade para fazer dinheiro e se sustentar.

Na cidade, os serviços sexuais são oferecidos em endereços fixos, alguns são mais discretos e disponíveis em horários comerciais. Em outros, os profissionais atendem no período da tarde e à noite com um pouco mais de exigência: só aceitam os clientes em hotéis ou motéis da cidade.

A.P é garota de programa há quatro anos, tem 26 anos e atende em uma casa de massagem em Maringá. O serviço prestado por ela inclui sexo oral e vaginal, a R$ 200 reais a hora. “Trabalho nisso pelo dinheiro e porque quero. Opções até tenho, mas não me dão tanto lucro”, afirma.

Para ela, fazer sexo com desconhecidos não é mais nenhum problema. “Atender um cliente e tomar um copo d’água só tem duas diferenças para mim: com o cliente vou ganhar dinheiro e com a água mato minha sede. Isso se tornou normal”, conta.

Ao contrário dela, Manuela não expõe tanta satisfação em trabalhar com serviços sexuais. “As pessoas acham que estamos aqui porque não temos coragem para trabalhar. Têm algumas que fazem isso porque gostam, mas esse não é o meu caso. Estou há três meses nessa vida e mando currículo todos os dias”, desabafa.

A jovem de 23 anos, que trabalha como garota de programa por causa do dinheiro, atende em motéis e local alugado na Zona 5. Uma hora com a Manuela custa R$ 200 durante o dia e R$ 250 no período da noite. A cada cliente, R$ 50 são destinados ao estabelecimento que ela atende. “Tem cliente que exige uma hora, tem homens que finalizam e já vão embora. Acredito que a maioria permaneça por 30 minutos”, conta.

No caso, da A. antigamente ela atendia quatro clientes por dia, hoje em dia são dois homens que ficam em média de 10 a 15 minutos. “Não beijo na boca, não faço carinho, não fico alisando, não fico namorando, sou simpática e trato bem, mas terminou, tchau. Não mando mensagens e não tento roubar da namorada: um cara que fica com outras, não quero”.

Embora não seja crime vender o próprio corpo, os artigos 229 e 230 do Código Penal criminalizam a manutenção de estabelecimentos em que ocorra exploração sexual. A participação direta dos lucros da prostituição alheia é caracterizada como crime.

 

Thainara Cruz, acadêmica do 4º ano de jornalismo

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“Na Flim deste ano, nossos escritores talvez não sejam tão conhecidos ou tão famosos”, comenta Mateus Moscheta

 

Em 2016, o evento recebeu aproximadamente 8 mil visitantes por dia e teve 110 atrações (Foto: divulgação)

A Festa Literária de Maringá (Flim), evento que procura popularizar o livro, incentivar a leitura e aproximar escritores de leitores, está chegando. Entre os dias 26 e 29 de outubro deste ano, os maringaenses – e quem visitar a cidade durante o período – poderão acompanhar uma verdadeira experiência cultural.

Segundo o diretor de cultura de Maringá, Mateus Moscheta, o principal objetivo da festa é proporcionar várias experiências para a população e, para este ano, ele conta que será um pouco diferente das edições anteriores. A exposição vai acontecer numa espécie de pavilhão montada na Praça Renato Celidônio, em frente à Catedral.

Alguns nomes já estão confirmados, como o do publicitário e escritor José Roberto Walker e o romancista mineiro Luiz Ruffato. Em negociação, está o também romancista moçambicano Mia Couto e o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão. Confira abaixo a entrevista com o diretor de cultura de Maringá, Mateus Moscheta.

1 (Alessandro) – A edição da Flim deste ano, conforme foi divulgado pela assessoria de imprensa da Prefeitura, promete ser “menos engessada” do que nas três últimas edições. Será mais interativa, terá outras manifestações artísticas como música, teatro, cinema e artes visuais se conectando com a literatura. Como o público vai interagir com esse novo formato?

Mateus Moscheta – O próprio formato é mais interativo, vamos ter algumas ilhas de interações, que são espaços para contação de histórias pela Biblioteca Municipal. A ideia é receber principalmente o público infantil e adolescente, mas é um espaço aberto para que as pessoas possam chegar e pegar um livro que vai estar disponível. Para as crianças, é uma forma delas exercerem o poder de escolha. A feira será montada no formato de um pavilhão, no qual os estandes estarão posicionados em volta do palco, onde irá acontecer os shows. Teremos puff para que as pessoas possam descansar quando quiserem. Estou tentando trazer um redário para que as pessoas fiquem mais tempo na festa, saindo um pouco do formato de feira. A ideia é que a pessoa sinta-se bem e tenha experiências na festa literária e no final saia de lá sentindo que viveu algo diferente.

2 (Alessandro) – Na fase inicial da programação da Flim deste ano foi discutida a liberação de mais espaço para jornalistas e escritores locais promoverem seus trabalhos e conhecimentos ligados à literatura. Outra possibilidade foi a internacionalização da Flim trazendo escritores de outros países. Essas medidas foram discutidas como sendo uma forma de atrair mais público para o evento. Para este ano, qual o público que vocês esperam para os quatro dias do evento?

Espero que tenhamos um recorde de público este ano, mas o mais importante é que a gente consiga realmente chegar ao nosso ideal que é promover experiências por meio da literatura. As propostas precisam estar ligadas, desde o conteúdo abordado no livro até a oportunidade das pessoas escreverem alguma coisa e o público é incentivado a entrar no universo da literatura.

3 (Gustavo) – Mesmo em tempos de crise, a Flim continua investindo e incentivando a leitura, tornando-se um evento consolidado, muito por meio da criatividade e atividades de graça. Qual a fórmula para esse evento ter dado tão certo?

É um dos eventos mais conhecidos da população que tem um carinho enorme e uma cobrança grande, então é muita responsabilidade, o que funcionou e deu muito certo. A gente vai tentar repeti-la para as próximas, pensar maior.

4 (Alessandro) – Em todas as edições da Festa, a organização teve a preocupação de trazer novidades. Escritores de renome nacional sempre estiveram presentes e, além disso, a possibilidade de escritores locais apresentarem seus trabalhos. Isso tudo movimenta a economia da cidade, mas tem um custo para montar a festa. Qual o orçamento inicial para montar uma festa desse tamanho?

O nosso orçamento, deixado do ano passado é de 300 mil, mas provavelmente vamos ultrapassar esse valor. Só a estrutura montada na Praça Renato Celidônio [Praça da Prefeitura] com os equipamentos de som e luz e as barracas para acomodar as pessoas, custa em média 200 mil, daí sobra somente 100 mil para o restante das atividades, mas do início do ano para cá nós realizamos muitos eventos e conseguimos economizar muito dinheiro.

5 (Gustavo) – O evento traz autores de vários municípios do País e até internacional para um bate-papo sobre leitura, livro e literatura. Qual a importância da Flim para os escritores locais e para a sociedade escolar?

Para o escritor é um momento de exposição do próprio trabalho e de aproximação para tecer novas ideias e explorar mais o que está em volta no sentido de produção literária, além de estabelecer um diálogo num canal de comunicação. Para as crianças é o momento de encontrar e conversar com o escritor, além de incentivá-las de que elas também podem se tornar escritoras.

6 (Alessandro) – Além dos livros, a Flim traz uma grande diversidade de eventos e recebe todo o tipo de público. Mas qual ou quais os tipos de pessoas que frequentam mais o evento?

O público vem bastante de acordo com as atrações, quando são atrações midiáticas temos um público muito maior. Se pensarmos nas “Flims” anteriores, o José Eduardo Agualusa, por exemplo, teve um grande público. O Ziraldo, que também é muito conhecido, arrebatou um grande público. Para este ano, nossos escritores talvez não sejam tão conhecidos ou tão famosos, mas são todos autores premiados que participaram de grandes feiras como Bienal de São Paulo e a Flip de Paraty.

7 (Alessandro) – Quase sempre a festa começa no meio da semana e termina no domingo, sempre com atrações diversificadas durante os dias em que acontece. Quais dias e atrações que o público frequenta mais?

É mais frequente a participação de pessoas que são da área, como estudantes de letras ou escritores, até mesmo profissionais que vivem do livro e da literatura, assim como a rede de educação que provavelmente na quinta e sexta-feira serão dois dias com muita frequência das escolas.  Já no sábado e domingo a gente vai contar com um público mais espontâneo, mas a ideia da festa literária é promover esse lugar como um encontro de festa e que seja acessível a todos.

8 (Alessandro) – Como está o processo de contratação dos convidados, já tem outros nomes confirmados, além dos que já foram divulgados?

Temos alguns nomes que já estão mais encaminhados, como o Carrascoza que provavelmente vem também, os outros não posso falar ainda, embora já esteja tudo acertado.

9 (Gustavo) – Além de trazer uma gama de diferentes autores, há também vários estilos literários, como romance, poesia, conto, crônica entre outros. Como essa questão será trabalhada na Flim para agradar todos os tipos de gostos?

Entendendo a arte como um mecanismo de questionar e que te coloca a pensar sobre aquilo que você está envolvido, nossa preocupação não é só agradar a todos, e sim trazer temas pertinentes e que possam cumprir essa função: de algum momento, mostrar outra perspectiva de mundo.

10 (Gustavo) – Em 2016, o evento recebeu aproximadamente 8 mil visitantes por dia e teve 110 atrações dentro da programação cultural. Qual o legado que a Flim proporciona e onde o evento deseja chegar?

É difícil falar de legado, se tudo o que apontei acontecer, a gente vai ter alcançado o objetivo que desejamos. A Festa Literária não pode ser só um evento de consumo, e sim promover essa mudança de lógica de como me relaciono com esses fatos, ou seja, o objetivo não é fazer a pessoa ir ao evento e tirar uma foto para dizer que foi, e sim ir para fazer algo para se transformar. Talvez, esse pode ser o legado.

11 (Gustavo) – Com a Profice – Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura – e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), o Paraná passou a contar com mais uma importante ferramenta para estimular e promover a cultura do Estado. Como você avalia essa questão em Maringá?

São mecanismos importantes que estão surgindo dentro da visão política cultural. Boa parte das ações ficavam apenas na capital [Curitiba], pouco chegava até aqui. A exposição do Paulo Leminski, por exemplo, foi trazida para cá por meio da Profice. Estamos recebendo muitos pedidos de projetos teatrais, de dança, artes visuais entre outros para que possamos oferecer aos artistas de Maringá.

Por Alessandro Alves e Gustavo Rosas. Estudantes de Comunicação Social – Jornalismo.

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