Vídeo: BRDE, fomento ao desenvolvimento e conjuntura econômica

Vídeos dos dois blocos da entrevista que concedi no dia 13/05 enquanto Diretor de Operações do Banco de Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) a Fernando Ripoli no programa Cidade Entrevista da Rede Massa de Maringá.

Na entrevista foi abordado sobre os fins institucionais do BRDE, conjuntura atual da crise econômica nacional e seus reflexos na economia local, mecanismos de fomento ao desenvolvimento utilizados pelo governo do estado para estimular a economia local e a retomada econômica no país e no estado.

BLOCO 01:

BLOCO 02:

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Rebaixamento da nota de risco: o que significa?

No ‘post‘ anterior, bem como em outros em que periodicamente tenho abordado sobre o assunto, falei sobre a colocação do Brasil em observação, pela agência avaliadora de risco Moody’s, para possível rebaixamento da sua nota de risco.

O que isto significa e quais efeitos práticos isto traz para o país e à vida das pessoas? Estas são indagações que surgem nestes momentos e que precisam ser esclarecidas, mesmo que de modo sucinto.

As agências avaliadoras de risco ou de ‘rating‘ têm como objetivo estabelecer a aferição dos níveis de confiabilidade dos países e empresas em honrarem suas dívidas e emissões de títulos de dívidas perante o mercado nacional e internacional, visando, com isso, dar indicações ao mercado investidor em relação aos níveis de risco de inadimplência nos investimentos.

Internacionalmente as principais agências avaliadoras de risco são: a Fitch Rating, Moody’s e a Standad & Poor’s.

Portanto, a elevação ou rebaixamento da nota de risco de crédito, por estas empresas avaliadoras, das empresas ou dos países avaliados, significa, respectivamente, melhor ou pior conceito de crédito (de acreditar, acreditação) pelo mercado financeiro, de que estes honrarão com os seus compromissos financeiros nos prazos estipulados na negociação financeira, em curto, médio ou longo prazo.

Desse modo, o rebaixamento da nota soberana de crédito de um país, por significar pior avaliação das condições econômicas, políticas, dentre outros, que este possui para honrar com seus compromissos financeiros, resulta em maior desconfiança no mercado financeiro interno e externo em realizar investimentos no país, retraindo, e até inibindo, a aplicação de investimentos, bem como tornando mais caro, para os países com notas rebaixadas, os juros de créditos eventualmente a serem prospectados por este no mercado financeiro.

Consequência disso, é que como em “efeito cascata”, o encarecimento do acesso ao crédito pelo país e a menor acreditação do mercado financeiro de que o país honrará pontualmente com os seus compromissos, tornará também mais caro o crédito às empresas nacionais e às pessoas, inibindo investimentos, o consumo de bens e serviços, dentre outros efeitos negativos que se espalham por toda a economia do país e na vida das pessoas.

Estes são apenas alguns exemplos do quanto interessa a cada um de nós individualmente a imediata retomada da estabilidade econômica e política no Brasil, uma vez que estes interferem diretamente na avaliação do “risco-país” e, por consequência, oferece efeitos diretos nas economias das famílias, nos níveis de (des)emprego e na retomada do crescimento econômico do país.

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Moody’s se prepara para rebaixar nota do Brasil

Assim como a agência avaliadora de risco Standard & Poor’s a Moody’s colocou o Brasil em observação para provável rebaixamento da sua nota de risco.

O alinhamento das principais avaliadoras mundiais com tendência ao rebaixamento da nota de risco do Brasil e a colocação deste em observação para eventual rebaixamento da sua nota é uma péssima notícia para a nossa economia.

Ainda falta alguma nota pública no mesmo sentido da avaliadora Fitch, o que poderá acontecer nos próximos dias. Coloquemos nossas barbas de molho.

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O “mimimi” sobre a reforma trabalhista

Muitos querem discutir a reforma trabalhista sob o signo da contaminação ideológica da esquerda comunista e a partir de uma legislação trabalhista arcaica e que há décadas vem literalmente TRAVANDO O DESENVOLVIMENTO do país e trazendo malefícios aos próprios trabalhadores. São idéias que de tão antigas e ultrapassadas que chegam a “cheirar naftalina” (rsrs).

Compartilho com vocês o excelente e maduro texto a seguir, de Leandro Narloch, que espanca qualquer argumento contrário e os “mínimis” sobre a necessidade de reformarmos e modernizarmos as relações de trabalho do nosso país:

“Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam trabalhadores?

Ora, se as leis que protegem os empregados têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.

Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.

Considere estes dois grupos de países:

1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.

2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana

Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).

Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela?

Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres.

É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.”

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Os adversários estão “dentro de casa”

A avaliadora de classificação de risco S&P Global colocou em observação para possível rebaixamento  o rating soberano do Brasil.

Isto se deve ao quadrado de instabilidade política e econômica resultante dos fatos ocorridos nas últimas semanas. Com eventual rebaixamento na nota de risco do país todos saímos perdendo, uma vez que o crédito ficará mais caro afetando o mercado e a já combalida economia do Brasil.

É extremamente lamentável que a nossa classe política, criadora de todos o cenário caótico que temos vivenciado nos últimos 3 anos, se constitua no maior adversário do próprio país e dos brasileiros.

Com políticos assim, salvo as raras exceçōes, não precisamos de adversários.

Politica
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A falta de legitimidade de Lula

Ora, se falta legitimidade política a Temer para continuar na presidência da república, como afirmam muitos e mais fortemente os que vociferam como oposição e em defesa de Lula e sua turma, não faltaria também na mesma proporção legitimidade, e especialmente condições morais, a Lula para se candidatar à presidência em 2018, se até lá ele já não estiver preso?

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Lula diz que o PT pode ensinar a combater a corrupção

É isso mesmo o que vocês leram no título que foi dito pelo Lula ontem.

O ex-presidente Lula afirmou neste sábado (20), em São Paulo, que nenhum governo combateu tanto a corrupção como o seu (2003-2010) e que todas as denúncias precisam ser investigadas dentro das regras do Estado democrático de direito. As informações são do UOL e do blog do Campana.

É uma cretinice tão grande que não há palavras para definí-la.

E é justamente esta figura que alguns ainda insistem em enfiar goela abaixo do eleitor como opção nas eleições presidenciais de 2018 para, supostamente, devolver o país ao trilhos da moralidade política e da boa gestão pública, num momento em que o país precisa ser definitivamente passado a limpo e moralizado nas suas instituições políticas.

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Porque eles são eles e nós somos nós

A delação de Joeseley Batista da JBF continua e continuará a causar impacto ainda por muito tempo. Talvez se constitua num marco temporal que nunca mais seja esquecido pelos brasileiros.

Interessante notar que dos mais de 1.800 mencionados na sua delação nenhum, umzinho sequer, é dos Estados Unidos (americano), país onde a JBS possui 56 indústrias ligadas ao ramo de proteína animal.

Entenderam por que os Estados Unidos é os Estados Unidos e o Brasil é o Brasil?

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