O “mimimi” sobre a reforma trabalhista

Muitos querem discutir a reforma trabalhista sob o signo da contaminação ideológica da esquerda comunista e a partir de uma legislação trabalhista arcaica e que há décadas vem literalmente TRAVANDO O DESENVOLVIMENTO do país e trazendo malefícios aos próprios trabalhadores. São idéias que de tão antigas e ultrapassadas que chegam a “cheirar naftalina” (rsrs).

Compartilho com vocês o excelente e maduro texto a seguir, de Leandro Narloch, que espanca qualquer argumento contrário e os “mínimis” sobre a necessidade de reformarmos e modernizarmos as relações de trabalho do nosso país:

“Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam trabalhadores?

Ora, se as leis que protegem os empregados têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.

Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.

Considere estes dois grupos de países:

1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.

2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana

Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).

Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela?

Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres.

É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.”

4 comentários sobre “O “mimimi” sobre a reforma trabalhista

  1. Mauro Tuca 26 de maio de 2017 8:39

    Parabéns Regiani por abordar de modo tão claro um tema que os sindicatos e ligados aos sindicatos querem esconder do povo pois enquanto as lei trabalhistas continuarem inibindo a criação de vagas de emprego o próprio trabalhador continuaram pagando caro com o seu desemprego. Precisamos destravar as norma tralhoada para que mais emprego sejam criados e o desemprego caia.

  2. Aparecido José 26 de maio de 2017 8:48

    Amigo vou te dizer uma coisa só cego não enxerga que se proteção em excesso fosse bom não existia milhares de brasileIros trabalhando em outros países e que não querem voltar para trabalhar aqui.

  3. Messias Mendes 26 de maio de 2017 11:04

    Cada um vê a reforma pela sua ótica. Uns vêem pela ótica de quem vai sofrer na carne com a fragilização das relações de emprego e outros vêem pela ótica de quem vai se beneficiar com o aviltamento da massa salarial e a instabilidade total do trabalhador de carteira assinada. Essa de que a reforma criará mais empregos é balela. O que cria emprego é o funcionamento pleno da atividade econômica, com aumento de produção, de produtividade e de consumo, principalmente pelos trabalhadores, cujo poder de compra caiu e continuará no chão com a reforma proposta pelo governo. Claro, se a sua ótica é a da Casa Grande, tudo o que você almeja é que os da senzala se explodam.
    Sei que dificilmente esse meu pitaco será liberado, porque o autor do blog não é muito dado a aceitar o contraditório. Ainda mais quando é colocada em xeque as suas ideias mofadas e descompassadas da realidade.

    • Lindalva Moraes 27 de maio de 2017 0:21

      Quando falta argumentos vocês apelam para argumentos superficiais que não enfrentam a discussão como deve ser debatida. Concordo com o texto que o Regiani trouxe aqui. Não é um punhado de normas protecionistas que vai garantir empregabilidade e remunerações descentes aos trabalhadores.

      Não é uma questão a ser vista pela ótica de exploradores ou explorados como você afirmou tentantado reduzir a discussão a uma linguagem nitidamente marxista. É uma argumentação pobre e desfocada da realidade. Se trata de enxergar a necessidade estimular a abertura de postos de trabalho e melhorar a remuneração pelo trabalho mediante o destravamento legal do mercado de trabalho, como ocorrer nos países de grupo 1, para ondem os brasileiros fogem para trabalhar, d de lá não querem mais voltar.

      Somente assim o ciclo virtuoso da geração de emprego, renda e aumento da atividade econômica ocorerrá de modo consistente.

      Enquanto perdurar enganação de que somente com uma legislação trabalhista excessivamente protecionista o trabalhador estará garantido, o nível de desemprego continuará elevado e a economia continuará cambaleante, levando ao desemprego.

      Prova de que o regime trabalhista atual não se presta ao desenvolvimento e a geração de emprego, é que justamente os que o defende não geram empregos, em sua maioria estão no serviço público (com estabilidade no emprego) e/ou jamais se aventurariam abrir empresa no Brasil, justamente em razão dos riscos trabalhistas que qualquer empreendimento representa.

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