Rebaixamento da nota de risco: o que significa?

No ‘post‘ anterior, bem como em outros em que periodicamente tenho abordado sobre o assunto, falei sobre a colocação do Brasil em observação, pela agência avaliadora de risco Moody’s, para possível rebaixamento da sua nota de risco.

O que isto significa e quais efeitos práticos isto traz para o país e à vida das pessoas? Estas são indagações que surgem nestes momentos e que precisam ser esclarecidas, mesmo que de modo sucinto.

As agências avaliadoras de risco ou de ‘rating‘ têm como objetivo estabelecer a aferição dos níveis de confiabilidade dos países e empresas em honrarem suas dívidas e emissões de títulos de dívidas perante o mercado nacional e internacional, visando, com isso, dar indicações ao mercado investidor em relação aos níveis de risco de inadimplência nos investimentos.

Internacionalmente as principais agências avaliadoras de risco são: a Fitch Rating, Moody’s e a Standad & Poor’s.

Portanto, a elevação ou rebaixamento da nota de risco de crédito, por estas empresas avaliadoras, das empresas ou dos países avaliados, significa, respectivamente, melhor ou pior conceito de crédito (de acreditar, acreditação) pelo mercado financeiro, de que estes honrarão com os seus compromissos financeiros nos prazos estipulados na negociação financeira, em curto, médio ou longo prazo.

Desse modo, o rebaixamento da nota soberana de crédito de um país, por significar pior avaliação das condições econômicas, políticas, dentre outros, que este possui para honrar com seus compromissos financeiros, resulta em maior desconfiança no mercado financeiro interno e externo em realizar investimentos no país, retraindo, e até inibindo, a aplicação de investimentos, bem como tornando mais caro, para os países com notas rebaixadas, os juros de créditos eventualmente a serem prospectados por este no mercado financeiro.

Consequência disso, é que como em “efeito cascata”, o encarecimento do acesso ao crédito pelo país e a menor acreditação do mercado financeiro de que o país honrará pontualmente com os seus compromissos, tornará também mais caro o crédito às empresas nacionais e às pessoas, inibindo investimentos, o consumo de bens e serviços, dentre outros efeitos negativos que se espalham por toda a economia do país e na vida das pessoas.

Estes são apenas alguns exemplos do quanto interessa a cada um de nós individualmente a imediata retomada da estabilidade econômica e política no Brasil, uma vez que estes interferem diretamente na avaliação do “risco-país” e, por consequência, oferece efeitos diretos nas economias das famílias, nos níveis de (des)emprego e na retomada do crescimento econômico do país.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.