Mês: dezembro 2018

 

Desventuras de uma revolução

** Por José Antônio Segatto, professor titular de Sociologia da UNESP


Há seis dé​ca​das, em 1.o de ja​nei​ro de 1959, uma co​lu​na re​bel​de to​mou Ha​va​na, de​sen​ca​de​an​do um pro​ces​so re​vo​lu​ci​o​ná​rio. En​ce​ta​da dois anos an​tes por um gru​pa​men​to guer​ri​lhei​ro em Si​er​ra Ma​es​tra, a in​sur​rei​ção le​vou à de​po​si​ção da di​ta​du​ra cor​rup​ta e cru​el de Ful​gên​cio Ba​tis​ta (1952-59) e sua subs​ti​tui​ção por um go​ver​no na​ci​o​nal-de​mo​crá​ti​co , a se​guir me​ta​mor​fo​se​a​do em re​gi​me de cu​nho so​ci​a​lis​ta, sob a li​de​ran​ça de Fi​del Cas​tro.

A su​ble​va​ção vi​to​ri​o​sa, de fa​to, só foi pos​sí​vel da​do o am​plo apoio so​ci​o​po​lí​ti​co nas ci​da​des: Mo​vi​men​to 26 de Ju​lho, or​ga​ni​za​ções sin​di​cais e es​tu​dan​tis, par​ti​dos li​be​rais e co​mu​nis​ta, etc. En​‐ tre​tan​to, for​jou-se, em seu cur​so, uma ver​são mí​ti​ca da re​vo​lu​ção, se​gun​do a qu​al ela só te​ria si​do exequí​vel pe​la fa​ça​nha de um pe​que​no gru​po de des​te​mi​dos guer​ri​lhei​ros co​man​da​dos por Fi​del Cas​tro e Che Gu​e​va​ra – es​te, so​bre​tu​do após seu as​sas​si​na​to na Bo​lí​via, em 1967, ga​nhou au​ra ro​‐ mân​ti​ca e foi trans​for​ma​do nu​ma es​pé​cie de gri​fe, íco​ne da ju​ven​tu​de re​bel​de.

Des​de o prin​cí​pio, res​sal​te-​se, a re​vo​lu​ção cu​ba​na tor​nou-​se in​con​ve​ni​en​te pa​ra os Es​ta​dos Uni​dos, cu​ja re​a​ção – com​pres​são, rom​pi​men​to de re​la​ções di​plo​má​ti​cas, fi​nan​ci​a​men​to da con​trar​re​‐ vo​lu​ção (in​va​são da Baía dos Por​cos), blo​queio econô​mi​co, etc. – em​pur​rou o no​vo go​ver​no pa​ra a es​fe​ra de in​fluên​cia so​vié​ti​ca.

Já em 1961 foi pro​cla​ma​do o ca​rá​ter so​ci​a​lis​ta da re​vo​lu​ção, cu​jos des​do​bra​men​tos a im​pe​li​ram pa​ra a re​pro​du​ção do re​gi​me so​vié​ti​co, adap​tan​do-o aos tró​pi​cos ca​ri​be​nhos: pro​pri​e​da​de es​ta​tal dos mei​os de pro​du​ção, par​ti​do úni​co, abo​li​ção dos di​rei​tos ci​vis e po​lí​ti​cos, coi​bi​ção do dis​sen​so, es​ta​be​le​ci​men​to de po​lí​cia po​lí​ti​ca de mo​ni​to​ra​men​to e co​a​ção po​lí​ti​co-ide​o​ló​gi​ca e da so​ci​a​bi​li​da​de, su​pres​são dos resquí​ci​os de de​mo​cra​cia. Em con​so​nân​cia a is​so o Par​ti​do Co​mu​nis​ta Cu​ba​no (PCC), re​fun​da​do em 1965, tor​nou-se par​ti​do-Es​ta​do. Sua ado​ção pe​la URSS, no en​tan​to, com os cres​cen​tes prés​ti​mos econô​mi​cos e mi​li​ta​res, po​lí​ti​cos e cul​tu​rais, im​pli​cou a ins​tau​ra​ção de um ti​po de socialismo de​pen​den​te e sub​si​di​a​do.

Con​gru​en​te com es​se pro​je​to-guia, em 1967 o Es​ta​do cu​ba​no, se​cun​da​do pe​lo Par​ti​do Co​mu​nis​ta da União So​vié​ti​ca (PCUS) – nu​ma há​bil ope​ra​ção po​lí​ti​ca –, fun​dou a Or​ga​ni​za​ção La​ti​no-Ame​ri​ca​na de So​li​da​ri​e​da​de (Olas). Ob​je​ti​van​do ti​rar o fo​co da pres​são nor​te-ame​ri​ca​na so​bre a ilha, de​ve​ria ser um ins​tru​men​to mul​ti​pli​ca​dor de mo​vi​men​tos re​vo​lu​ci​o​ná​ri​os no con​ti​nen​te, ou se​ja, es​pé​cie de es​ta​do​mai​or da re​vo​lu​ção – apoio po​lí​ti​co, lo​gístico, fi​nan​cei​ro, bé​li​co –, dis​se​mi​na​ria fo​‐ cos guer​ri​lhei​ros na re​gião. Pe​que​nos gru​pos de eli​te, van​guar​da ar​ma​da re​vo​lu​ci​o​ná​ria, te​ri​am o de​ver de re​pli​car o exem​plo cu​ba​no nos di​ver​sos paí​ses. Da dis​si​dên​cia dos par​ti​dos co​mu​nis​tas e de ou​tros gru​pa​men​tos ou sei​tas es​quer​dis​tas des​pon​ta​ram mo​vi​men​tos guer​ri​lhei​ros de va​ri​a​das es​pé​ci​es em paí​ses co​mo Gu​a​te​ma​la, Ve​ne​zu​e​la, Colombia, Pe​ru, Bo​lí​via, Bra​sil, Uru​guai, Ar​gen​ti​na e ou​tros.

À ex​ce​ção da Ni​ca​rá​gua, on​de a Fren​te San​di​nis​ta to​mou o po​der em 1979, nos de​mais lu​ga​res não só ma​lo​gra​ram, mas em mui​tos ca​sos re​sul​ta​ram em tra​gé​di​as po​lí​ti​cas e até mes​mo hu​ma​ni​tá​‐ ri​as. A re​a​ção bru​tal de se​to​res do​mi​nan​tes por meio das For​ças Ar​ma​das, com au​xí​lio ame​ri​ca​no, cri​ou con​di​ções pa​ra gol​pes de Es​ta​do e pa​ra o es​ta​be​le​ci​men​to de di​ta​du​ras atro​zes. Ca​so em​ble​má​ti​co foi o do Chi​le, em que se abria, se​gun​do Eric Hobs​bawm, com a elei​ção de Sal​va​dor Al​len​de “a pers​pec​ti​va emo​ci​o​nan​te de uma tran​si​ção pa​cí​fi​ca sem pre​ce​den​tes pa​ra o so​ci​a​lis​mo”.

No ca​so chi​le​no, a ação cu​ba​na de​sem​pe​nhou pa​pel con​si​de​rá​vel na de​ses​ta​bi​li​za​ção do go​ver​‐ no da Uni​da​de Po​pu​lar. Em 1972, Fi​del Cas​tro pror​ro​gou sua vi​si​ta ao país por um mês, acom​pa​‐ nha​do por in​sig​nes per​so​na​gens do seu ser​vi​ço de in​te​li​gên​cia, que lá se ins​ta​la​ram por tem​po alon​ga​do, pres​si​o​nan​do o go​ver​no e/ou ati​çan​do ações aventureiras de gru​pos e mo​vi​men​tos es​quer​dis​tas.

Além dis​so, a re​vo​lu​ção cu​ba​na cons​ti​tui um mar​co di​vi​sor na his​tó​ria da es​quer​da na Amé​ri​ca La​ti​na. Os par​ti​dos co​mu​nis​tas que en​tão inici​a​vam pro​ces​sos de re​no​va​ção de seus pro​je​tos e de su​as prá​xis – valori​za​ção da de​mo​cra​cia, ado​ção da via pa​cí​fi​ca e pro​ces​su​al pa​ra o so​ci​a​lis​mo, aban​do​no de com​pre​en​sões es​tag​na​ci​o​nis​tas – so​fre​ram uma in​fle​xão e se de​fron​ta​ram com a obli​te​ra​ção de su​as in​ter​ven​ções po​lí​ti​co-ins​ti​tu​ci​o​nais no âm​bi​to do Es​ta​do de Di​rei​to De​mo​crá​ti​co.

No mo​men​to em que o pro​je​to da Olas já ha​via da​do pro​vas do seu in​for​tú​nio e a de​mo​cra​cia (re)emer​gia na Amé​ri​ca La​ti​na – em coincidência com o co​lap​so do so​ci​a​lis​mo re​al e a dis​so​lu​ção da URSS –, o regime cu​ba​no, con​sor​ci​a​do com o Par​ti​do dos Tra​ba​lha​do​res (PT), (re)fun​dou ór​gão de ar​ti​cu​la​ção no con​ti​nen​te sob sua ori​en​ta​ção. Em 1990 foi re​a​li​za​do o 1.o Fó​rum de São Pau​lo, com a par​ti​ci​pa​ção de de​ze​nas de par​ti​dos e mo​vi​men​tos, gru​pos e sei​tas de pro​ce​dên​ci​as dis​tin​tas da es​quer​da. Tra​ta​va-se de subs​ti​tuir a es​tra​té​gia insurreci​o​nal pe​la lu​ta po​lí​ti​co-ins​ti​tu​ci​o​nal.

A ini​ci​a​ti​va te​ve re​la​ti​vo su​ces​so nas dé​ca​das se​guin​tes, com a as​cen​são ao po​der do bo​li​va​ri​a​nis​mo na Ve​ne​zu​e​la e em paí​ses an​di​nos, do pe​tis​mo no Bra​sil, da Fren​te Am​pla no Uru​guai, do pe​ro​nis​mo na Argen​ti​na, do san​di​nis​mo na Ni​ca​rá​gua, etc. Qua​se to​dos eles, po​rém, com ra​ras ex​ce​ções, ex​pe​ri​men​ta​ram a des​ven​tu​ra do do​mí​nio e do man​do em gran​de me​di​da por não te​rem com​pro​mis​so com os va​lo​res e pro​ce​di​men​tos de​mo​crá​ti​cos.

Se de iní​cio, nos anos 1960, a re​vo​lu​ção cu​ba​na exer​ceu ra​zoá​vel fas​cí​nio, os ru​mos que to​mou com o tem​po, no en​tan​to, le​va​ram-na a per​der, gra​da​ti​va​men​te, o en​can​to – re​gi​me de pa​drão au​to​ri​tá​rio-burocrá​ti​co, de fei​tio cas​tren​se , di​ri​gi​do por uma ge​ron​to​cra​cia despóti​ca e hos​til à de​mo​cra​cia, seu des​ti​no foi des​ven​tu​ro​so, redundan​do num so​ci​a​lis​mo mi​se​rá​vel.

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Despertar da cidadania no condomínio Brasil

** Por Murillo de Aragão, escritor, Cientista Político, Doutor em Sociologia pela UNB e professor da Columbia University de Nova York


Desde os tempos coloniais, o governo é mais importante que a sociedade. A vida brasileira gira em torno do Estado. E quem se relaciona bem com ele, seja vendendo produtos e serviços ou trabalhando para ele com uma incontável série de benefícios, está feito. Criamos duas castas no Brasil: a dos que se servem do Estado e a dos que são escravizados por ele.

A mão grande dos exploradores dos cofres públicos atingiu todos os ramos da administração pública, criando um Estado gastão, ladrão, ineficiente e preguiçoso. Ao cidadão tem restado ruminar as narrativas politicamente corretas que impunham a lógica de que o Estado sabe o que faz pela sociedade.

A eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente do Brasil, cujo mandato se inicia agora, representa uma espécie de despertar da cidadania. Ainda que parte da imprensa, das esquerdas derrotadas, da academia e do mundo politicamente correto diga que não. Pois a nova lógica demole o projeto de poder que transferia a subserviência das oligarquias econômicas para as oligarquias de esquerda.

No entanto, sem entrar no mérito, a escolha em si representou uma libertação em muitos sentidos. Aliás, não é a primeira vez que tal fenômeno acontece, uma certa independência da população em relação ao pensamento das elites. Em 2005, quando o “não” ao desarmamento foi derrotado em referendo, o universo (pretensamente) politicamente correto também foi.

Em 2013, no auge das manifestações em São Paulo, que se espalharam pelo País, declarei no programa GloboNews Painel, a William Waack: “O mundo político está completamente atônito porque, evidentemente, é um fator novo e que tem profundas repercussões políticas. Pode até ser considerado um despertar da cidadania”. Pois ali prosseguia o lento despertar, que continuou este ano com o resultado das eleições para a Presidência, em outubro.

No momento, o despertar da cidadania significa que, em 2018, parte expressiva do eleitorado rejeitou a tutela da grande mídia, do universo “cultural-Rouanet” e da academia pública. E também a tutela do clientelismo escravizador de bolsas variadas. Da bolsa BNDES, com seus 13 salários e até quatro salários de bônus para seus funcionários, à finada TJLP, que beneficiava os campeões nacionais.

A cidadania pode errar em sua escolha. Mas tem o livre-arbítrio para tal. Em especial, quando  as elites acadêmicas, midiáticas e culturais buscam incutir um padrão ideológico que deveria ser hegemônico, baseado na crença de que o modelo do Estado forte é o único que pode propor a redenção do povo.

Fica claro que, depois de quase 40 anos orbitando em torno de fórmulas social-democráticas e socialistas tupiniquins, não fomos a lugar nenhum de forma consistente. O roubo e o privilégio aumentaram. Os gastos com salários mais do que dobraram. Bilhões de reais foram surrupiados em corrupção, corporativismo, clientelismo e fisiologismo. Auxíliosmoradia, planos odontológicos e pagamento de faculdade para filhos de juízes são a ponta de um iceberg profundo que envolveu crimes e privilégios ilegítimos, mas legalizados por leis anticidadania.

Todo o discurso do bom-mocismo dos últimos tempos serviu para encobrir uma brutal exploração dos cofres públicos em favor de políticos, empresários corruptores e corporações de funcionários públicos. A eleição de Jair Bolsonaro significou que a cidadania não quer o sistema que vigia até agora. Deseja outra relação entre o governo e a sociedade. Enfim, representa um despertar cujas repercussões não são apenas nacionais.

O Brasil da era Lula-Dilma (PT) foi um anteparo para os movimentos de esquerda não democráticos em todo o mundo. As duas gestões mantiveram relações espúrias com países e movimentos, alguns deles terroristas, cujo objetivo era implantar ditaduras sob os mais variados pretextos. Agora, consternados, devem assistir ao desmonte do aparelhamento estatal promovido diante da nossa imensa complacência. Ainda agora, após exaustivos debates, o PT decidiu que não faria nenhuma autocrítica sobre a sucessão de erros, fracassos e escândalos.

A cidadania não quer mais relações com quem não respeita, de verdade, os direitos humanos. A esquerda petista tolera as violências contra os direitos humanos em Cuba, na Venezuela e na Nicarágua, mas trata de desmoralizar e desinstitucionalizar a polícia no Brasil. Tampouco a cidadania quer aposentadorias diferenciadas ou privilégios, tais como os 16 salários pagos aos funcionários do BNDES, auxílios-moradia sem justificação e educação paga para filhos de juízes. Deseja uma segurança pública forte e uma política feita em bases de honestidade.

A cidadania demanda que o governo Bolsonaro abra a caixa de Pandora dos privilégios no Brasil. De forma ampla e transparente. E, passo seguinte, comece a cortá-los. Doa a quem doer. Não será uma batalha fácil. Não há aqui, no meu texto, uma intenção de oposição ao serviço público, que é mais do que necessário para a cidadania. Não podemos, contudo, viver num condomínio em que os moradores trabalham para os funcionários, e não o contrário.

Em junho, em artigo que publiquei na IstoÉ, afirmei que as eleições de 2018 não resolveriam os nossos problemas. Não deverão resolver, sobretudo, porque são questões incrustadas em nossa cultura há séculos. Ao longo do tempo mudou a narrativa, mas não o propósito de tutelar uma cidadania carente de educação. No entanto, a tomada de decisão do eleitorado apontou uma nova direção: a luta contra o privilégio e a favor da subordinação do Estado aos interesses da sociedade. Essa é a mensagem que veio das urnas e que Jair Bolsonaro deve receber como sus principal missão.

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Arrogância e herança maldita

Como sempre acontece em países governados pela esquerda o setor produtivo é perseguido implacavelmente, há interferência massiva do Estado na economia e são criados pseudos programas sociais se apropriando dos tributos arrecadados dos cidadãos, que depois se revertem em rombos nas contas públicas, desemprego e miséria,.

No Brasil vivemos ainda sob os efeitos dos desmandos produzidos num passado recente pela esquerda que governou o país e que se traduziu em estragos econômicos e sociais traumatizantes. Neste sentido,  a imprensa estampou nas suas páginas nesta semana novos  números da catástrofe social resultante dos 13 anos de desgoverno esquerdista.

A informalidade cresceu no pós-Dilma e há ainda uma grande dificuldade da economia do país em retomar a geração de empregos. Mais de 200 mil empreendimentos produtivos tiveram que fechar as suas portas por não suportarem os efeitos desastrosos de uma economia frontalmente afetada pelos descalabros administrativos que se mantiveram escondidos até que Dilma fosse enxotada do poder.

A imprensa marrom e estelionatária diretamente ligada à esquerda anacrônica ainda insiste em se esquecer do passado e a atribuir as mazelas dos últimos 4 anos na economia nacional como que se em houvessem causas e efeitos desprendidos do passado recente, de modo a se tentar induzir as pessoas a pensar que as desgraças vividas neste últimos anos em nada tem a ver com a corrupção e desmandos administrativos e com a corrupção produzidos por Lula, Dilma e demais componentes da esquerda que hoje, como urubus, sobrevoam a carniça que eles mesmos criaram na tentativa de tirarem proveito político desonesto do quadro atual.

A estorieta sobre o “golpe” e a equivocada certeza acerca da memória curta da população encorajam os “agentes da mentira” na pretensão de fazerem crer que tudo de mal ocorreu porque a Dilma sofreu o impeachment e o traidor Temer afundou o país em menos de 3 anos.

Conversa pra boi dormir ou pegar trouxas. Enquanto a esquerdar continuar brincando com a inteligência do povo brasileiro e não se autoconvencer de que em épocas de mídias digitais e meios alternativos de comunicação fica muito mais difícil mentir – como ela usualmente o fazia nos 2 mandatos de Lula quase sem contraponto na opinião popular – ela continuará sendo sucessivamente desmascarada nas suas estratégias estelionatárias.

Se mentira já tinha pernas curtas, agora com a máxime rapidez na circulação das informações e a maior acessibilidade das pessoas aos meios de comunicação digitais então a mentira ficou literalmente cotoca, em muitos casos não resistindo a um par de horas.

Em resumo: o maior inimigo da esquerda é ela mesmo, pela sua falta de humildade e arrogância em se adaptar aos novos tempos e ao amadurecimento da opinião pública ocorrido nos últimos anos.

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Testemunha do caso Odebrecht é achada morta

O Estadão informa que foi encontrado morto ontem em circunstâncias suspeitas o ex-secretário de Transparência do governo colombiano de Juan Manuel Santos, Rafael Merchán. Ele tinha sido convocado como testemunha em favor de um envolvido no caso Odebrecht na Colômbia. As causas da morte não foram reveladas.

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Nova lei estabelece multa exagerada

Nova lei do distrato, que prevê multa de 50% do valor pago para quem desistir da compra do imóvel na planta foi sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer.

A lei foi bem recebida pelo setor imobiliário do país, no entanto ela não se harmoniza com os entendimentos jurisprudências (julgados anteriores) do STF e do STJ que vinham estabelecendo multas no patamar de 10% a 25% Para estes casos.

Ao tentar moralizar as desistências de compras de imóveis na planta, a nova lei acaba por cometer exagero acolhido pela sanção presidencial, especialmente se se considerar que o Brasil é um país de vivicitudes econômicas.

Estas contam historicamente com vários episódios de instabilidades na economia que afetaram diretamente a vida financeiras das pessoas e, via de consequência, o adimplemento de obrigações contratuais assumidas, especialmente as de longo prazo.

Ao estabelecer pena pecuniária extremamente gravosa ao desistente, a nova lei privilegia em demasia uma das partes da relação contratual, no caso o setor imobiliário, de modo a colocar o consumidor hipossuficiente na relação contratual numa situação de desproteção e de desvantagem excessiva.

Teme-se que ao invés de moralizar e proteger o segmento, a nova lei venha a inibir futuras contratações, uma vez que a experiência mostra  que desequilíbrios contratuais impostos por lei, ao invés de ajudar, na maioria das vezes atrapalham.

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Queiroz e a hipocrisia lulopetista

”Interessante” a hipocrisia dos lulopetistas, para não dizer outra coisa.

Para eles fatos supostamente irregulares envolvendo a banda opositora a Lula e sua quadrilha, ainda a serem apurados e eventualmente objetos de denúncias e processamentos criminais, como o caso do motorista de Bolsonaro, são antecipadamente considerados criminosos mesmo sem que ainda tenham sido atingidos por processamentos ou condenações criminais. Por outro lado, para esta tropa infantil, mas de  muitos barbados, o Lula e seus comparsas são inocentes e até vítimas da Justiça mesmo diante das fartas provas colhidas nas respectivas investigações e até de condenações colegiadas em Segunda Instância.

Chamar isso de hiprocrisia é pouco, é cretinice/canalhice mesmo.

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Incendiários identificados. Um preso.

Acabou de dar no Blog do Rigon que dois jovens suspeitos de incendiar a Árvore dos Desejos, uma das atrações do Natal Maringá EnCantada, foram identificados.

Um deles, menor de idade, já foi apreendido e está sendo encaminhado às autoridades policiais. A informação, do repórter André Almenara, foi confirmada por Agnaldo Vieira, da prefeitura. A polícia está realizando diligências para encontrar o outro suspeito, que não estava em sua casa.

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