Autor: João Luiz Regiani



Debate BAND: análise dos desempenhos

O debate de ontem da BAND entre os candidatos ao governo do estado do Paraná demonstrou que os candidatos da ponta nas pesquisas ainda estão se firmando com o formato dos debates eleitorais. Em diversos momentos os candidatos demonstraram certa anciosidade, provavelmente por motivos diferentes, e alguns destempero ou falta de conteúdo, ou os dois conjuntamente.

Pela ordem de qualidade na participação, vejamos o desempenho individual.

1 – Ratinho (PSD)

Apesar de em alguns momentos demonstrar certo afobamento nas respostas, provavelmente por se tratar do primeiro debate, foi o mais objetivo nas respostas e na exposição do seu programa de governo. Foi o mais propositivo dentre os participantes, utilizando suas participações para enfileirar propostas de governo, dando de ombros em algumas tentativas realizadas pelo Piva e o Rosinha de desestabilizá-lo. Adotou a estratégia de tornar o mais útil possível a sua participação, falando com bastante noção do tempo à disposição o que realmente interessa ao eleitor já cansado de proselitismos e bravatas em debates, que é sobre propostas efetivas de governo. Foi o que melhor desempenho teve nestes aspectos.

2 – Cida Borghetti Barros (PP) e João Arruda (MDB)

Empatados em segundo lugar, ambos demonstraram bastante inconsistências e ausência daquilo que o eleitor quer: programa de governo. (a) – Cida Borghetti Barros, sem traquejo em relação ao tempo, sempre estourando no tempo as suas falas, adotou raciocínios muito longos como se estivesse dando tempo para buscar na memória conteúdos, mas sem arremates objetivos. A partir de um determinado momento do debate as suas participações se tornaram repetição de mais do mesmo, como se raciocinasse em círculos, demonstrando aparentemente não ter segurança e dominar o seu programa de governo, algo inconcebível para quem anteriormente foi vice de Beto Richa por quase 3 anos e meio e atualmente é governadora do estado tendo em mãos todos os números, índices e informações das diversas áreas do governo. (b) – João Arruda, como por anos exerce como deputado federal se esperava bem mais da sua participação. Ensaiou alguns ataques a Cida e Ratinho não se centrando na demonstração do seu programa de governo. Ficou no meio do caminho, entre as tentativas de ataques e de exposição de programas.

3 – Ogier Buchi (PSL)

Tabelou bastante com Cida Borghetti , governadora que dias antes da sua candidatura ao governo havia lhe nomeado para cargo de direção no BRDE, banco que pertence ao estado do Paraná. Foi o mais acionado pelos demais candidatos justamente por não representar ameaça eleitoral direta, uma vez que as pesquisas o apontam com 1,5% de preferência junto ao eleitor (fonte: Pesquisa IRG/Bem Paraná, divulgada em 15/08,  registrada no TSE sob o número PR-09806/2018). No geral o seu desempenho foi razoável, em determinados momento até melhor do que o da governadora Cida Borghetti Barros, sem, no entanto, transmitir a sensação ao eleitor de que teria equipe de governo para a gestão do estado.

4 – Piva (PSOL) e Rosinha (PT)

Agiram como dois francos atiradores ou metralhadoras giratórias, como queiram. Diminutos, pela última pesquisa eleitora IRG, não tinham nada a perder, coadjuvantes que participaram apenas para reproduzir os discursos nacionais dos seus respectivos partidos e apontar o dedo para os demais concorrentes. Se não estivessem presentes ninguém sentiria as suas faltas.

 

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Cida Borghetti: expectativa de debandada de aliados

Logo após a divulgação da pesquisa IRG/Bem Paraná de opinião pública para o governo do estado, primeira realizada depois da desistência da candidatura por Osmar Dias (PDT), aumentaram significativamente os rumores nos bastidores da política em Curitiba sobre a possibilidade de ampliação do movimento de abandono da candidatura de Cida Borghetti por parte de aliados que até então vinham sendo contidos na ampla coligação formada em torno da governadora (PP-PMN-PSDB-PTB-DEM-PSB-PROS-PMB). Explica-se.

Referida pesquisa de opinião pública divulgada ontem (15) aferiu 45% na intenção de votos dos eleitores para Ratinho Júnior (PP), contra 20% de Cida Borghetti (PP) e 7% de João Arruda (MDB), sinalizando claramente no sentido de que com a desistência de Osmar Dias quem mais “capitalizou” favoravelmente com o novo cenário foi Ratinho, crescendo percentualmente bem acima de Cida Borghetti e dos demais concorrentes.

A visão que se tem neste cenário, considerando que a pesquisa detectou que em torno de 78% dos eleitores ainda não definiram o voto, é que se Ratinho continuar crescendo na mesma proporção ultrapassará facilmente o índice percentual necessário (51% dos votos válidos) para ganhar as eleições já no primeiro turno, o que explicaria a rapidez dos “aliados” de Cida em se reposicionarem ao lado do vencedor mais provável das eleições, no caso Ratinho Jr.

O movimento de reposicionamento de aliados nos momentos que precedem ao embate eleitoral já aconteceu várias vezes em eleições passadas no Paraná, de modo a deixar candidaturas esvaziadas e sem o apoio efetivo das bases políticas – especialmente deputados, prefeitos e vereadores – de sustentação dos partidos formadores de coligações a princípio consideradas consistentes. Em outras palavras, faz parte do histórico político eleitoral do Paraná a formação de coligações partidárias aparentemente robustas, mas que com o passar dos dias e semanas vão se tornando gradativamente anêmicas e esvaziadas.

Pelo andar da carruagem, para este quadro se encaminha a coligação da governadora Cida Borghetti, a qual desde o início da sua formação deu evidentes amostras de inconsistências. Uma coisa são as coligações e outra, bem diferente, é sair pedindo voto para quem apresenta “quadro clínico eleitoral” com diagnóstico de perda de musculatura junto à opinião pública.

Exemplos históricos políticos recentes neste sentido, ocorridos em eleições anteriores para o governo do Paraná, servem para demonstrar como funciona o jogo de interesses eleitorais e pelo poder nos bastidores da política.

Em 2010 Osmar Dias tinha uma coligação que aparentemente era grande (PDT-PT-PMDB-PSC-PR-PCdoB) mas na prática ninguém pedia votos para ele. Os principais aliados (PT-PMDB) literalmente rifaram Osmar, apoiaram Beto Richa e este ganhou as eleições.

Em 2014 Roberto Requião tinha também uma coligação aparentemente boa mas o seu próprio partido (PMDB) trocou Requião por Beto Richa e deu no que deu: este ganhou as eleições no primeiro turno com 55,6% dos votos válidos.

Portanto, por todos os aspectos existentes, a expectativa de debandada de aliados da candidatura de Cida Borghetti em direção a candidatura de Ratinho é factível e já estaria em curso.

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ANP adota regras para esclarecer preços dos combustíveis

Agência Reuters

A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta quarta-feira uma minuta de resolução que busca trazer transparência na formação dos preços dos combustíveis, biocombustíveis e gás natural para os órgãos públicos e para o público geral.

A iniciativa da ANP foi tomada após a paralisação de caminhoneiros em maio, quando os manifestantes protestaram contra os altos custos do diesel.

Entre as principais medidas propostas, informou a reguladora em nota, estão a obrigatoriedade a todos os produtores e importadores de derivados de petróleo e biocombustíveis de informar, à ANP, o preço e todos os componentes da fórmula de preço, por produto e ponto de entrega, sempre que houver reajuste de preços e/ou alteração de parâmetros da fórmula. 

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Barroso será o relator da impugnação da candidatura de Lula

Foto Ascom/TSE

Como mencionado pelo blog na postagem anterior, a preocuradora-geral da República Raquel Dodge ingressou ontem, mesmo dia do registro, pelo PT, da candidatura de Luiz Inácio Lula Da Silva, com pedido de impugnação ao referido registro com base na lei da Ficha Limpa contendo pedido liminar para que de imediato seja determinado a suspensão do registro de modo a acelerar os seus efeitos.

Mais tarde da noite de ontem foi sorteado como relator da impugnação de registro apresentada pelo Ministério Público Federal o ministro Luís Roberto Barroso, o qual em diversas oportunidades avaliou positivamente a aplicação da lei da Ficha Limpa para casos de corrupção e lavagem de dinheiro, objetos da condenação de Lula em Segunda Instância pelo TRF da 4ª Região.

Nas próximas horas o pedido liminar de sustação da candidatura poderá ser apreciado e apresentar novidades jurídicas importantes no cenário político nacional.

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POLÍTICA: pano rápido de quarta

• A volta dos que não foram

Depois de ter sido nomeado e desnomeado antes de tomar posse no BRDE, Ogier Buchi se colocou como pré-candidato pelo PSL de Bolsonaro ao governo do estado. No entanto,  hoje, após Bolsonaro declarar apoio a Ratinho Júnior, Ogier se viu obrigado a abandonar sua ideia de “atuar” nas próximas eleições. Diante da desqualificação de Bolsonaro à candidatura de Ogier, o PSL hoje sequer levou a efeito o seu registro.

• Pesquisa indigesta para Cida

A pesquisa divulgada hoje pela IRG/Bem Paraná para o governo do estado, demonstra bem mais do que tentam disfarçar os adeptos da campanha de Cida Borghetti: que Ratinho com 45% está a um passo de atingir o índice que lhe garante vitória já no primeiro turno, bem como que Ratinho foi o que mais “capitalizou” eleitoralmente com a saída do jogo de Osmar Dias. Como ainda existem 78% de eleitores indecisos, há presunção natural de que Ratinho será o que mais abocanhará eleitorado indeciso podendo superar com folga os 51% necessários ao “fechamento da fatura” no primeiro turno.

• Enganação lulista

O PT levou a registro hoje no TSE, em Brasília, a candidatura à presidência da República do condenado e inelegível Luiz Inácio Lula da Silva. Mas para acabar com a “gracinha” e enganação petista Raquel Dodge, procuradora-geral da República, ingressou agora há pouco com impugnação de candidatura de Lula alegando que o registro descumpre a lei da Ficha Limpa.

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Pesquisa: Ratinho é o preferido por 45% dos eleitores

Na primeira sondagem desde as convenções que definiram oficialmente candidaturas e coligações, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) lidera as intenções de voto para o governo do Estado, com 45%, seguido da governadora Cida Borghetti (PP), com 20,2%, segundo levantamento do IRG Pesquisas, encomendado pelo jornal Bem Paraná. Em terceiro na corrida pelo comando do Palácio Iguaçu está o deputado federal João Arruda (MDB), com 7,1%. A margem de erro é de 2,8% para mais ou para menos. Os números são da consulta estimulada, em que os eleitores são questionados sobre em quem pretendem votar a partir de uma lista dos candidatos.

Em quarto na preferência do eleitorado aparece o ex-deputado federal e candidato do PT, Dr Rosinha, com 3,9%. O professor Piva (PSOL) foi citado por 2,2% dos entrevistados, seguido do candidato da Rede Sustentabilidade, o ex-vereador de Curitiba, Jorge Bernardi, com 1,8%, e pelo jornalista Ogier Buchi, candidato do PSL – partido do presidenciável Jair Bolsonaro – com 1,5%.

O IRG ouviu 1.250 eleitores em 75 cidades paranaense, entre os dias 9 e 14 de agosto. O grau de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-09806/2018.

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Diretor da Celepar envolvido com `fake news`, diz comitê de Ratinho

Do Contraponto

A assessoria de imprensa do candidato ao governo estadual, Ratinho Jr., divulgou nota na qual diz ter identificado um diretor da Celepar por disseminação nas redes sociais de conteúdo negativo contra o candidato. Eis a nota:

“O comitê para combater “fake news” no período eleitoral, criado pelo candidato ao governo do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) identificou um diretor da Companhia de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Paraná (Celepar) como um dos responsáveis por disseminação de conteúdo falso e ataques pessoais contra o candidato. Giovani Antonio Soares de Brito, nomeado pela governadora Cida Borghetti, é diretor administrativo-financeiro da estatal e compartilhou material em vídeo com conteúdo negativo contra Ratinho Júnior.

Em representação na Justiça Eleitoral, o diretório estadual do PSD, solicitou concessão de tutela provisória de urgência para remoção imediata do conteúdo disseminado pelo diretor da Celepar na plataforma do Whatsapp.

O nome do diretor da Celepar foi identificado depois que o jurídico do PSD conseguiu a quebra de sigilo com informações sobre três proprietários de linhas telefônicas que estavam compartilhando os conteúdos.

Em caráter liminar, a Juíza Auxiliar, Graciane Lemos, atendeu o pedido intimando o Whats App Inc., para suspender o compartilhamento e realizar a exclusão do vídeo, e para que as operadoras de telefone identificassem os proprietários da linhas.

A partir da identificação de Giovani de Brito, o jurídico do PSD solicitou também à Justiça Eleitoral a aplicação de multa ao diretor da Celepar por propaganda eleitoral negativa antecipada.

Além da idenficação de usuários que compartilharam material via Whatsapp, o Comitê contra Fake News de Ratinho Júnior identificou um perfil de usuário de Facebook que estava compartilhando o mesmo material sob o nome de Edison Willians. A Justiça Eleitoral determinou a remoção imediata do conteúdo sob pena de multa diária de R$ 100 mil (cem mil reais). O vídeo já foi retirada da URL do Facebook.

O advogado de Ratinho Jr, Gustavo Bonini Guedes, ressalta a importância do comitê de combate às informações falsas disseminadas na internet, “pois a partir do trabalho dos especialistas nas áreas jurídica e de tecnologia da informação foi possível solicitar a quebra dos sigilos do whatsapp e também telefônicos, a fim de que fossem identificadas as linhas telefônicas e metadados dos usuários, como IP, data e hora dos acessos.”

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AO VIVO – ALEP discute agora reajuste dos servidores

Sessão Plenária

#LiveDaAlep A pauta da sessão plenária tem 14 itens. Estarão em debate a manutenção ou não dos vetos sobre o reajuste dos servidores dos Poderes Judiciário e Legislativo, além do Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. #AlepDePortasAbertas

Publicado por Assembleia Legislativa Do Paraná em Segunda, 13 de agosto de 2018

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Semana começa com embate de forças na Assembléia Legislativa

Bem Paraná

A Assembleia Legislativa começa a semana com uma pauta polêmica que deve esquentar os debates na Casa às vésperas do início da campanha eleitoral. Os deputados devem decidir, na segunda-feira, se mantêm ou derrubam os cinco vetos da governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP), ao reajuste salarial de 2,76% para os servidores públicos do próprio Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. Ao mesmo tempo, os servidores do Executivo – que estão com os salários congelados há dois anos – devem aproveitar para cobrar a reposição da inflação dos últimos doze meses, no mesmo índice.

Em julho, Cida encaminhou à Assembleia proposta de reajuste de 1% para os funcionários do Executivo, alegando que o governo não teria como conceder a reposição integral da inflação, por estar no limite dos gastos com pessoal e sob pena de romper o arcodo de renegociação da dívida do Estado com a União. Na mesma época, Tribunal de Justiça, TCE, MP, Defensoria e a direção do Legislativo apresentaram projetos para reajustar os salários de seus próprios funcionários em 2,76%, alegando terem autonomia orçamentária e financeira em relação ao governo.

Como os parlamentares – incluindo o bloco PSD/PSC do deputado estadual e candidato ao governo Ratinho Júnior (PSD), apresentou emenda para elevar o índice de aumento para 2,76% também para os servidores do Executivo – a governadora pediu a retirada de pauta da proposta. Nos últimos dias antes do recesso, os deputados aprovaram, porém, a reposição para os funcionários dos demais poderes, levando Cida a vetá-los.

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