Economia



Rio de Janeiro na guilhotina

Em um começo de ano marcado por graves problemas na área da segurança pública e temporais que causaram quatro mortes, que evidenciam os efeitos da falta de investimentos nessas áreas, o Estado do Rio ainda terá que enfrentar um contingenciamento de R$ 9,81 bilhões em despesas. Isso ocorre em face do déficit orçamentário de aproximadamente R$ 10 bilhões previsto para este ano. (Valor Econômico).

** Nota – E ainda tem gente no Paraná que tem o disparate de criticar os cuidados que o governador Beto Richa vem tomando para manter as contas do estado em ordem. Ainda bem que não estamos no Rio de Janeiro.

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Economia: vendas de carros voltam a crescer

A recuperação do mercado de automóveis no Brasil deixou de ser sustentada somente pelos consumidores mais ricos, que foram os menos afetados pela crise, e tem contado também, nos últimos meses, com a contribuição dos brasileiros de menor renda.

Condições melhores de emprego e crédito permitiram que a venda de carros mais baratos voltasse lentamente a crescer no segundo semestre de 2017, de acordo com dados levantados pelo Estadão/Broadcast. Essa virada, segundo analistas, deve se consolidar em 2018, levando o mercado como um todo a taxas mais expressivas de expansão. (Fonte: Isto É Dinheiro)

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Acordo entre UE e Mercosul sinaliza a necessidade de mudanças

“(…)os países da região da AL que pretendam abrir as suas economias para o mercado internacional e às relações econômicas globais necessitam se amoldar aos parâmetros econômicos  internacionais de eficiência na gestão das contas públicas e de eficiência nas suas políticas econômicas (…)”

JOÃO LUIZ AGNER REGIANI

O acordo internacional entre a União Européia e o Mercosul, que se arrasta há anos dependendo ainda de ajustes para a sua celebração, caso se concretize poderá significar um grande passo para as economias de vários países da América Latina (AL) integrantes do Mercosul quanto as suas inserções numa região econômica de relevância global.

Existem ainda impasses a dificultar a pactuação, como por exemplo a inclusão ou não no acordo do setor de carnes bovinas (livre exportações) motivado pela resistência dos franceses em incluir este setor no acordo.

As dificuldades na pactuação deste acordo internacional vem demonstrando o quanto os países da região da AL que pretendam abrir as suas economias para o mercado internacional e às relações econômicas globais necessitam se amoldar aos parâmetros econômicos  internacionais de eficiência na gestão das contas públicas e de eficiência nas suas políticas econômicas, compreendendo especialmente o  equilíbrio dos gastos públicos, com o saneamento dos seus `déficits` previdenciários, equalização do tamanho das máquinas públicas (leia-se, reforma administrativa) e realizações de modernizações tributárias (leia-se, reforma tributária) a fim de fortalecerem a competitividade das suas economias.

No entanto, no caso específico do Brasil, nada disso será possível se não acontecer a “reforma das reformas”, a qual precede as demais reformas ainda necessárias no país, que é a reforma política e do modelo de representatividade política e do funcionamento dos partidos no nosso país. Condição imprescindível para o término do “balcão de negócios” partidários existentes em Brasília, em grande parte responsável pela ingovernabilidade ou desgovernabilidade, e condição “sine qua non” para o Brasil efetivamente fazer por merecer espaço estável no cenário do mercado internacional.

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“País não terá ruptura nem mudanças de rumo”

Valor Econômico

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, chegou à estância suíça de Davos trazendo uma mensagem aos frequentadores da montanha mágica com interesse na economia e na política brasileiras: as eleições deste ano representam uma oportunidade e não um risco, a agenda de centro prevalecerá, separem o que é discurso de campanha e o que é projeto efetivo de governo.

Trabuco, um dos painelistas no jantar de amanhã oferecido pelo Fórum Econômico Mundial ao presidente Michel Temer, antecipou ao Valor o tom que pretende transmitir em suas conversas nesta semana. Pode ser que, no jantar, já se saiba a decisão do julgamento do ex-presidente Lula. “A economia real vai acordar normalmente no dia seguinte”, disse. “Todo processo eleitoral tem uma polarização em torno de extremos, mas existe uma maioria que deseja o encaminhamento pelo centro. Só que essa maioria ainda não se manifestou, talvez porque os candidatos não estejam totalmente definidos ou consagrados”, afirmou.

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S&P rebaixa a nota de crédito do Brasil

Notícia nada agradável da manhã sobre a avaliação da nossa economia se refere a redução, pela S&P, da nossa nota de crédito de BB para BB-.

A análise e consideração, pela equipe econômica do governo federal, sobre os aspectos que foram considerados para o rebaixamento da nota de crédito é importantíssimo para a realização dos ajustes possíveis e políticas necessárias, uma vez que o rebaixamento da nota nos distancia do grau de investimento, tornando mais onerosa a captação de fundos internacionais pelo Brasil.

Veja mais.

PS – O efeito nefasto para a economia e para o cidadão em relação ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil, se refere ao encarecimento do acesso ao crédito interno em médio prazo, por exemplo, com juros mais elevados do cartão de crédito, do limite especial da conta corrente e dos financiamentos pessoais. Em outras palavras, o que num primeiro momento parece não se relacionar com as pessoas, em prazo médio trará efeitos diretos sobre as sua vidas. Mais, um dos principais motivos para o rebaixamento se refere ao titubeio dos parlamentares em votar a reforma da previdência, o que torna a economia do país menos confiável face aos efeitos econômicos negativos que o ‘deficit’ progressivo da Previdência oferece sobre a nossa economia.

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2,95%: inflação baixa em 2017

A explicação da inflação baixa de 2017 (2,95%) é uma supersafra agrícola que fez os preços dos alimentos caírem, somado à redução nas vendas em geral face a queda do poder de compra da população. Mas economistas alertam que esse cenário não deve se repetir em 2018.

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Artigo: “As privatizações como meio de redução da corrupção”

** Por João Luiz Agner Regiani

A falsa ideia disseminada, especialmente por partidos de esquerda, de que as privatizações equivalem a entrega do patrimônio nacional ou estatal ao setor privado vem sendo desconstituída perante a sociedade brasileira nos últimos tempos.

As delações premiadas e condenações ocorridas no âmbito da Operação Lava Jato estimulou, nos 24 meses após a sua deflagração, sucessivas denúncias de práticas de corrupção por parte de integrantes da classe política e também de servidores públicos federais, estaduais e municipais, resultando numa média de 3 prisões por semana de funcionários públicos denunciados com envolvimento com organizações criminosas ou em práticas de corrupção ativa ou passiva.

Estes números fazem parte de levantamentos feito pela Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da Polícia Federal, englobando 2.325 operações feitas entre janeiro de 2013 e março de 2017, e apontam no sentido de que houve um crescimento de 57% nas prisões nos últimos 24 meses em comparação com os 2 anos anteriores.

Os dados oficiais demonstram o lamaçal que chafurda o serviço público federal, dos estados e dos municípios do Brasil, num sistema corruptivo sistêmico que não se restringe a esfera política, tão criticada pelas mesmas classes de servidores, contribuindo para colocar o Brasil na 79a. posição, entre 176 países, em nível de corrupção no mundo, segundo dados coletados em 2016 pela entidade Transparência Internacional.

O jornal o Estado de São Paulo trouxe em 31/12/2107 matéria muito ilustrativa e esclarecedora sobre o tema, com o título “Operações da PF prende 3 servidores por semana”, e que serve como uma das bases às afirmações aqui traçadas (vejam aqui).

Os dados constatados, aliados aos labirintos descobertos pela Lava Jato, servem para confirmar a tese muito bem aceita em países desenvolvidos de que quanto menor o estado – e os serviços públicos – menores as probabilidades de ocorrência de situações cooptativas à corrupção. Se trata de uma conta de proporcionalidade, onde que: quanto maior a máquina estatal, maiores as situações relacionais que colocam em jogo o interesse público mediante trocas escusas, tráfico de influências e cooptações corruptivas ativas ou passivas junto a atores públicos envolvidos, sendo que, por outro lado proporcionalmente inverso, quanto menor a máquina estatal menores as possibilidades desta, por meio dos seus agentes públicos, se chafurdar na corrupção. Relação proporcional pura e simples. Continue lendo

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Mais um estado afundado na crise

Depois do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, agora o Rio Grande do Norte (RN) entra de vez em colapso financeiro.

Polícias civil e militar paradas e sem condições de atuarem nas ruas e muitos outros serviços públicos estão simplesmente paralisados no RN.

Crises estaduais que refletem muitas das vezes incompetências de governos e governadores na gestão pública, e gastos elevadíssimos com vencimentos e direitos que foram criados no decorrer do tempo aos servidores dos serviços públicos.

Comparativamente com países como Portugal, França e Estados Unidos, o Brasil gasta proporcionalmente o dobro do que estes países gastam com servidores públicos, em média comprometendo mais de 70% dos orçamentos dos estados, da união e dos municípios com vencimentos dos quadros de servidores.

Se o Estado brasileiro não for repensado de modo a lhe diminuir o tamanho e, principalmente, as benesses concedidas para algumas “elites” do serviço público, as crises nas contas públicas serão constantes no país. Pensar de modo diferente é nadar contra a maré.

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Investimentos: qual será a próxima Bitcoin?

O designer baiano Gabriel Mattos Vaz, de 31 anos, nunca havia investido até junho de 2017. Naquele momento, porém, a valorização da Bitcoin chamou sua atenção. Durante o primeiro semestre, a moeda virtual havia se valorizado 160,9%. Vaz decidiu, então, apostar algum dinheiro no negócio. Não se arrependeu. Desde seu aporte, a Bitcoin valorizou-se mais 560%. No acumulado de 2017, até o dia 20 de dezembro, a alta é de 1.609%. Isso o incentivou a fazer algo que começa a se tornar uma febre no mercado de criptomoedas: procurar descobrir qual será a próxima Bitcoin. “Hoje, eu vislumbro um retorno mais alongado quando invisto”, diz ele. “Compro as moedas que acredito terem o maior potencial de valorização nos próximos meses.” (Isto É Dinheiro)

Veja mais.

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