Gestão



Natal da ostentação?

Interessante matéria de hoje do jornal “O Diário”, pg. A4, revela o valor total que custará o “Natal luminoso” em Maringá neste ano e que será desembolsado pelos cofres públicos do município. Nada menos que R$ 4,2 milhões.

Acredito que quase a totalidade da população não tinha conhecimento deste valor, mas já era possível se verificar nas redes sociais muitos questionamentos sobre o assunto partindo de pessoas que já conseguiam dimensionar que se tratava de um valor milionário.

Me recordo que em anos anteriores houve muitas críticas à gestão Pupim por gastos públicos então considerados excessivos, como, por exemplo, gastos com a realização do Natal e mesmo com a pretendida compra de veículo oficial pelo então prefeito que, depois, acabou não se concretizando.

Das discussões que vi nas redes sociais sobre o tema me surgiram várias indagações, dentre as quais relaciono aqui somente as duas mais importantes:

  1. -Teria a atual gestão se esquecido que grande parte da população maringaense não concorda com gastos públicos desta magnitude em ações desta natureza, por mais elevados que sejam os motivos que levam à celebração do Natal?
  2. Considerando a vultosidade do valor milionário no gasto público envolvido (R$ 4,2 milhões), porque o comprometimento do erário público, neste nível, não foi ampla e antecedentemente discutido de forma pública participativa com a população de Maringá, diante do inegável interesse público de contenção de gastos nesta época de crise nacional porque passam os municípios do país?

Não se trata de se criticar a beleza incontestável das luzes no Natal em Maringá, mas de se indagar e, acima de tudo, de se refletir sobre o tema, como inúmeros cidadãos maringaenses estão fazendo nas redes sociais.

 

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Bem menos do que em outros

Segundo dados consolidados do IBGE o Paraná apresenta índice de desempego de 8,4%. Bem menos do que a média nacional que ultrapassa a 12%.

A conjuntura econômica no Paraná converge de um modo diferente do que em outros estados. A confiança na economia local e nas condições de desenvolvimento dos negócios, somado a uma política de governo que valoriza a competência na gestão pública, tem se constituído em fatorei determinantes para uma maior oferta de vagas de empregos e na retomada mais rápida da economia local frente à crise.

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Ação milionária questiona conduta de gestora financeira

No mercado financeiro existem regulações que podem colocar na berlinda gestores financeiros que prestam serviços como administradores de investimentos. Vejam este caso específico.

Circula nos noticiosos do meio financeiro, dentre eles no Valor Econômico, o caso envolvendo a administradora de investivmentos BTG Pactual e a sua cliente, empresa varejista Leader, da empresária Ester Panarello, de Gioânia (GO). As informações dão conta de que esta empresa se voltou contra o BTG em uma ação milionária de R$ 47 milhões, que tem como fundamento a acusação de que o banco e outras empresas, como gestoras de seus investimentos, teriam violado, em tese, deveres de diligência e lealdade com o cliente, de conflito de interesses e conluio para obter vantagens indevidas.

A questão relacionada a responsabilidade civil, especialmente na prestação de serviços de gestão financeira, é muito delicada e sujeita a questionamentos que em não raras vezes resultam em ações judiciais reparatórias vultosas.

Eis aí um filão de mercado interessante a ser estudado com especialidade pelos nosso colegas advogados. Fica a dica.

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Equilíbrio financeiro: Paraná é o único estado que pode emprestar no exterior

A repórter Marta Watanabe, no Valor Econômico desta segunda-feira, 9, aponta que o Paraná em 2017, é o único estado que obteve aval da União, através da Secretaria de Tesouro Nacional, para empréstimo externo, num período em que o Tesouro Nacional vem restringindo a prestação de garantias aos entes federados. A operação com agente do exterior aprovada ao Paraná, contratada com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), foi de US$ 67,2 milhões para o fortalecimento da segurança pública através do programa Paraná Seguro.

Outras operações externas foram liberadas, mas beneficiando municípios, em valores modestos; significando que o governo federal “fechou a torneira” num período de forte restrição fiscal, para o saneamento das contas públicas. Sob essa nova diretriz, a STN só libera avais para Estados classificados com ratings “A” e “B”. O Paraná, situado na classificação “B”, “fez a lição de casa” e aspira subir para o nível “A”.

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*** Nota do Blog – Esta é mais uma das provas da excelente gestão financeira que o governado Beto Richa vem desenvolvendo no estado. Por aí dá para entender o desespero dos seus adversários em atacá-lo constantemente.

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