Politica



ZÉ DIRCEU articula apoio do MDB a HADDAD para combater Lava Jato

Zé Dirceu articula aliança PT-MDB para apoiar Haddad no segundo turno

PT e MDB negociam secretamente uma aliança com vistas ao segundo turno da disputa presidencial. Pelo PT, a iniciativa foi José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, logo após ser solto por ordem da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal. As conversas iniciais foram com políticos nordestinos do MDB. Oficialmente, eles alegam a necessidade de “garantir a governabilidade” de um eventual governo Haddad (PT). Mas a razão primordial é outra: enfrentar a Lava Jato e reverter prisões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Veja mais aqui.

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Requião e Gleisi atuaram em conjunto contra o Paraná

A ação conjunta de REQUIÃO e GLEISI contra os paranaenses

Momento eleitoral é sempre bom para o eleitor avaliar a atuação dos homens públicos que se propõem a ocupar cargos públicos.

No caso específico do senador Roberto Requião, que nestas eleições busca a reeleição ao senado, e de Gleisi Hoffmann, que de senadora regride em busca de eleição como deputada federal e assim não perder o foro privilegiado, importante relembrar um passado bem próximo, no ano de 2014, o que estas figuras políticas fizeram contra os interesses do Paraná e dos paranaenses.

No transcorrer daquele ano eleitoral (2014) o governador do Paraná Beto Richa buscava sua reeleição ao governo do estado, quando então os dois senadores pelo Paraná (Requião e Gleisi) fizeram de tudo para combater o seu adversário político (Richa), se utilizando dos seus cargos como senadores para barrar a vinda de verbas federais importantes para o Paraná.

Requião chegou a mentir à Gazeta do Povo dizendo que votou a favor da liberação de verbas para o Paraná (clique aqui), temendo a repercussão negativa que o seu desserviço ao estado pudesse oferecer.

O senador Requião, em perfeita sintonia com a petista Gleisi Hoffmann, votou contra o estado que o elegeu a fim de que o dinheiro destinado a setores cruciais ao Paraná (segurança, educação e programas sociais, por exemplo) não recebessem aval do governo federal e do Senado, necessários para a respectiva liberação.

Nestes casos, além de jogar contra o Paraná, o emedebista Requião demonstrou insensibilidade com os mais carentes e que acima dos interesses do estado vinham os seus interesses políticos pessoais e do grupo de esquerda ao qual se vinculou. Um flagrante contraste com o discurso que sempre faz a reboque de citações à Carta de Puebla (opção preferencial pelos pobres).

Enquanto o PARANÁ necessitava das verbas REQUIÃO se esbaldava no exterior

O senador desfrutava, à custa do suado dinheiro do contribuinte, as delícias da Suécia quando foi votado um empréstimo de US$ 300 milhões para o estado, destinado à agricultura, educação, saúde e meio ambiente.

Na primeira votação desse mesmo empréstimo, na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador votou contra. Dois meses depois, apresentou emenda e um requerimento de informações com objetivo deliberado de retardar a liberação dos recursos.

Quando foi votado outro empréstimo do BID, de US$ 8 milhões, em 18 de março de 2014, Roberto Requião encontrava-se em Montevidéu.

No microblog que mantém no Twitter, o senador recomendou aos seguidores uma conhecida e cara casa de parrilla uruguaia, destacando os vinhos encorpados locais que faziam imbatível parceria imbatível a iguaria.

Importante lembrar do gosto pela acumulação de capital demonstrada por Requião, candidato dono de um discurso de viés marxista-bolivariano. Ao acumular aposentadorias, o senador embolsa mensalmente mais de R$ 50 mil, vencimento que ele considera um mero “direito adquirido”.

Como se vê a prática de Requião e Gleisi não acompanham os seus discursos voltados a um suposto apego às causas populares.

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Pesquisa IBOPE: água gelada na campanha de Cida Borghetti

Por G1 PR, Curitiba

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (4) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo do Paraná:

  • Ratinho Junior (PSD): 42%
  • Cida Borghetti (Progressista): 13%
  • João Arruda (MDB): 6%
  • Doutor Rosinha (PT): 4%
  • Ogier Buchi (PSL): 1%
  • Professor Piva (PSOL): 1%
  • Professor Ivan Bernardo (PSTU): 1%
  • Priscila Ebara (PCO): 1%
  • Jorge Bernardi (Rede): 1%
  • Geonísio Marinho (PRTB): 0%
  • Brancos/nulos: 16%
  • Não sabe: 14%

A pesquisa foi encomendada pela RPC. É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 19 a 21 de agosto, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:

  • Ratinho Junior (PSD): 33%
  • Cida Borghetti (Progressista): 15%
  • João Arruda (MDB): 5%
  • Doutor Rosinha (PT): 3%
  • Professor Piva (PSOL): 2%
  • Ogier Buchi (PSL): 1%
  • Professor Ivan Bernardo (PSTU): 1%
  • Priscila Ebara (PCO): 1%
  • Jorge Bernardi (Rede): 1%
  • Geonísio Marinho (PRTB): 0%
  • Brancos/nulos: 22%
  • Não sabe: 15%

Sobre a pesquisa divulgada nesta terça, 4

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Quem foi ouvido: 1.204 eleitores de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais
  • Quando a pesquisa foi feita: 1 a 4 de setembro
  • Registro no TRE: PR-04985/2018
  • Registro no TSE: BR-01988/2018
  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
  • 0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

Espontânea

Na modalidade espontânea da pesquisa Ibope (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

  • Ratinho Junior (PSD): 17%
  • Cida Borghetti (Progressista): 5%
  • João Arruda (MDB): 2%
  • Doutor Rosinha (PT): 1%
  • Ogier Buchi (PSL): 0%
  • Professor Piva (PSOL): 0%
  • Professor Ivan Bernardo (PSTU): 0%
  • Jorge Bernardi (Rede): 0%
  • Outros: 2%
  • Brancos/nulos: 15%
  • Não sabe: 57%

—————————-

***NOTA DO BLOG – A pesquisa IBOPE/RPC equivale a um balde de água fria na campanha de Cida Borghetti e demais concorrentes, uma vez que aponta os seguintes aspectos: (a) – a possibilidade de Ratinho ganhar as eleições já no primeiro turno; (b) – o grande crescimento de Ratinhos nos últimos 10 dias (10%, o que dá uma média de 1% ao dia); e, (c) – a desitratação da campanha de Cida Borghetti e o altíssimo risco da debanda geral da campanha desta pelos apoiadores que ainda restam e estão insatisfeitos com o seu desempenho.

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TSE julgando o inelegível

No Brasil o inegável precisa ser provado. Por isso, neste momento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se encontra debruçado no julgamento de impugnações à candidatura à presidência do inelegível Lula.

A regra (lei) é clara, como diria o ex-árbitro de futebol Arnaldo Coelho, a reconhecer a inelegibilidade  de quem se encontra condenado em Segunda Instância por improbidade administrativa, como é o caso de Lula.

No entanto, como para a esquerda anacrônica do Brasil tudo é relativo desde que seja em seu favor, a lei federal que estabelece a inelegibilidade de todos os ímprobos condenados em Segunda Instância não pode ser aplicada somente em relação a Lula.

Assim, a regra jurídica prevista em lei que vale para todos os mortais, na cabeça dos esquerdólogos valeria menos para o “imortal” e “deus” Lula, líder maior do xiitismo da esquerda anacrônica do Brasil.

Espera-se, no entanto, que o TSE não comungue deste “raciocínio” insano.

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Gleisi não pode exercer advocacia para ter acesso a Lula

O blog do Zé Beto informou que Gleisi Hoffmann foi proibida pela Juíza de Execução Penal Carolina Lebbos, que preside a execução de sentença de Lula em Curitiba, de se inscrever como advogada deste e, assim, estrategicamente ter acesso irrestrito ao condenado.

Lebbos lembrou no despacho impeditivo que Gleisi, por se tratar de membro do Poder Legislativo (Senadora), está impedida na origem de atuar como advogada em defesa de quem tenha sido condenado em processo que tenha como parte adversa empresa de economia mista, caso da Petrobrás.

Traduzindo, típico caso de impedimento para o exercício da advocacia, previsto no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), artigo 30, inciso II (Lei Fed. n° 8.906/94).

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A fé na esquerda e o erro da intelligentsia brasileira

Faz parte da natureza do socialismo aparelhar o Estado, e o modelo econômico socialista premia a riqueza da elite do partido enquanto desestimula a prosperidade geral

Por Bruno Garschagen

Os professores Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli, da FGV, escreveram um artigo para o jornal Valor Econômico, na semana passada, cuja tese era a seguinte: “o atraso secular brasileiro e sua péssima distribuição de renda são consequências do modelo de desenvolvimento aqui adotado, que ignorou educação e protegeu o mercado local”. Não só. O modelo político e econômico desenvolvido no Brasil não é a origem de todo o problema, mas a manifestação de algo anterior, ou seja, da nossa cultura social e política de dependência e servidão e de terceirização de responsabilidades. É, aliás, o tema central do meu livro Pare de Acreditar no Governo – Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado”.

O principal equívoco do artigo, porém, é de imaginação moral ao demonstrar a visão positiva dos dois professores (e de grande parte da intelligentsia brasileira) em relação à esquerda.

Ferreira e Fragelli encerram o artigo manifestando uma incompreensível surpresa pelo fato de 13 anos de governo do PT (que eles erroneamente chamam de “13 anos de governos de esquerda”, desconsiderando os dois mandatos de FHC) não terem conduzido o país a mudanças estruturais. E que a explicação para isso seriam “as alianças políticas com grupos conservadores e fisiológicos, a farra patrimonialista revelada pelo petrolão e outros escândalos, e a utilização dos bancos públicos e fundos de pensão para pesadas transferências de renda para o grande capital”.

Esclarecer é preciso: o que os dois professores disseram foi que o PT não fez o que seria esperado de um partido de esquerda somente porque se aliou a “grupos conservadores e fisiológicos”. Se não houvesse aliança, então, os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff teriam cumprido o programa de desenvolvimento. Em suma: a responsabilidade não é, segundo Ferreira e Fragelli, exclusivamente do PT.

Isto me lembra um artigo de 2006 de Olavo de Carvalho, “A fraude do populismo continental”. Olavo mostrava, dez anos atrás, de que forma intelectuais de esquerda como Jorge Castañeda preferiam debitar os problemas da América Latina já sob governos socialistas à influência dos populistas da região em vez de admitir os equívocos do socialismo.

Este é o problema dos professores Ferreira e Fragelli e daqueles que desconhecem a ideologia e o método de atuação dos socialistas. Ao depositar qualquer tipo de fé na pureza do discurso de partidos como o PT, os dois professores ignoram que faz parte da natureza do socialismo aparelhar o Estado e que o modelo econômico socialista premia a riqueza da elite do partido enquanto desestimula a prosperidade geral.

Os 13 anos de governos petistas preservaram o modelo político e econômico que são a causa do “atraso secular brasileiro e de sua péssima distribuição de renda” porque manter a sociedade dependente do governo equivale a mantê-la refém do partido. E a explicação para as decisões equivocadas tomadas por técnicos que integraram os dois governos petistas (e os anteriores: FHC, Collor, Sarney) são em parte ignorância e em parte rejeição a soluções políticas e econômicas que conduzem à prosperidade e que são, por isso, divergentes da formação acadêmica que tiveram ou da ideologia que professam.

De uma maneira ou de outra, desgraçadamente, somos nós, brasileiros, que pagamos a conta. E que sofremos as consequências negativas das políticas econômicas dos sucessivos governos presidencialistas que assolam o Brasil desde o golpe militar de 1889.

Não se iludam: só haverá política econômica adequada se houver, antes, ideias políticas e econômicas adequadas sob um regime e sistema de governos adequados. O presidencialismo brasileiro e o sistema político (incluindo o eleitoral) são cadáveres insepultos que mais apodrecem à medida que se movem. E nós somos os miasmas à espera de uma impossível ressurreição.

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PT e MDB de João Arruda unidos no Paraná

Foto: Gazeta do Povo

Pipocam notícias em outros estados sobre a pactuação de “parcerias” políticas entre o PT e o MDB. Pelo visto aqui na terra das araucárias não está se dando de modo diferente.

No debate promovido esta semana pela Gazeta do Povo entre João Arruda (MDB) e Rosinha (PT), candidatos ao governo, restou confessado por ambos que os seus partidos caminharão juntos no Paraná nestas eleições.

A confirmação expressa – do que já se sabia – sobre esta “parceria” política PT/MDB no Paraná cai como um choque de realidade para os militantes esquerdistas que ainda acreditam na teoria do “golpe”. Afinal, quem realmente se considera “golpeado” voltaria a se ligar politicamente com tanta rapidez com seu algoz “golpista”?

Assim, o tal “golpe” ou é de fato um engodo para induzir em erro a massa de manobra petista ou seria o caso de flagrante falta de vergonha na face do PT em relação as tratativas políticas acertadas com o MDB de Michel Temer pelo país a fora nestas eleições, especialmente no Paraná, terra de Gleisi Hoffmann.

Não será de se espantar se nas próximas eleições presidenciais o MDB indicar novamente candidato a vice-presidente para o PT. Depois os petebas e esquerdofrênicos vão reclamar por serem por mais uma vez traídos pela “Bruna Surfistinha” da política brasileira, como ‘soi acontecer’ com quem se “relaciona  politicamente” com o MDB.

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Debate BAND: análise dos desempenhos

O debate de ontem da BAND entre os candidatos ao governo do estado do Paraná demonstrou que os candidatos da ponta nas pesquisas ainda estão se firmando com o formato dos debates eleitorais. Em diversos momentos os candidatos demonstraram certa anciosidade, provavelmente por motivos diferentes, e alguns destempero ou falta de conteúdo, ou os dois conjuntamente.

Pela ordem de qualidade na participação, vejamos o desempenho individual.

1 – Ratinho (PSD)

Apesar de em alguns momentos demonstrar certo afobamento nas respostas, provavelmente por se tratar do primeiro debate, foi o mais objetivo nas respostas e na exposição do seu programa de governo. Foi o mais propositivo dentre os participantes, utilizando suas participações para enfileirar propostas de governo, dando de ombros em algumas tentativas realizadas pelo Piva e o Rosinha de desestabilizá-lo. Adotou a estratégia de tornar o mais útil possível a sua participação, falando com bastante noção do tempo à disposição o que realmente interessa ao eleitor já cansado de proselitismos e bravatas em debates, que é sobre propostas efetivas de governo. Foi o que melhor desempenho teve nestes aspectos.

2 – Cida Borghetti Barros (PP) e João Arruda (MDB)

Empatados em segundo lugar, ambos demonstraram bastante inconsistências e ausência daquilo que o eleitor quer: programa de governo. (a) – Cida Borghetti Barros, sem traquejo em relação ao tempo, sempre estourando no tempo as suas falas, adotou raciocínios muito longos como se estivesse dando tempo para buscar na memória conteúdos, mas sem arremates objetivos. A partir de um determinado momento do debate as suas participações se tornaram repetição de mais do mesmo, como se raciocinasse em círculos, demonstrando aparentemente não ter segurança e dominar o seu programa de governo, algo inconcebível para quem anteriormente foi vice de Beto Richa por quase 3 anos e meio e atualmente é governadora do estado tendo em mãos todos os números, índices e informações das diversas áreas do governo. (b) – João Arruda, como por anos exerce como deputado federal se esperava bem mais da sua participação. Ensaiou alguns ataques a Cida e Ratinho não se centrando na demonstração do seu programa de governo. Ficou no meio do caminho, entre as tentativas de ataques e de exposição de programas.

3 – Ogier Buchi (PSL)

Tabelou bastante com Cida Borghetti , governadora que dias antes da sua candidatura ao governo havia lhe nomeado para cargo de direção no BRDE, banco que pertence ao estado do Paraná. Foi o mais acionado pelos demais candidatos justamente por não representar ameaça eleitoral direta, uma vez que as pesquisas o apontam com 1,5% de preferência junto ao eleitor (fonte: Pesquisa IRG/Bem Paraná, divulgada em 15/08,  registrada no TSE sob o número PR-09806/2018). No geral o seu desempenho foi razoável, em determinados momento até melhor do que o da governadora Cida Borghetti Barros, sem, no entanto, transmitir a sensação ao eleitor de que teria equipe de governo para a gestão do estado.

4 – Piva (PSOL) e Rosinha (PT)

Agiram como dois francos atiradores ou metralhadoras giratórias, como queiram. Diminutos, pela última pesquisa eleitora IRG, não tinham nada a perder, coadjuvantes que participaram apenas para reproduzir os discursos nacionais dos seus respectivos partidos e apontar o dedo para os demais concorrentes. Se não estivessem presentes ninguém sentiria as suas faltas.

 

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Cida Borghetti: expectativa de debandada de aliados

Logo após a divulgação da pesquisa IRG/Bem Paraná de opinião pública para o governo do estado, primeira realizada depois da desistência da candidatura por Osmar Dias (PDT), aumentaram significativamente os rumores nos bastidores da política em Curitiba sobre a possibilidade de ampliação do movimento de abandono da candidatura de Cida Borghetti por parte de aliados que até então vinham sendo contidos na ampla coligação formada em torno da governadora (PP-PMN-PSDB-PTB-DEM-PSB-PROS-PMB). Explica-se.

Referida pesquisa de opinião pública divulgada ontem (15) aferiu 45% na intenção de votos dos eleitores para Ratinho Júnior (PP), contra 20% de Cida Borghetti (PP) e 7% de João Arruda (MDB), sinalizando claramente no sentido de que com a desistência de Osmar Dias quem mais “capitalizou” favoravelmente com o novo cenário foi Ratinho, crescendo percentualmente bem acima de Cida Borghetti e dos demais concorrentes.

A visão que se tem neste cenário, considerando que a pesquisa detectou que em torno de 78% dos eleitores ainda não definiram o voto, é que se Ratinho continuar crescendo na mesma proporção ultrapassará facilmente o índice percentual necessário (51% dos votos válidos) para ganhar as eleições já no primeiro turno, o que explicaria a rapidez dos “aliados” de Cida em se reposicionarem ao lado do vencedor mais provável das eleições, no caso Ratinho Jr.

O movimento de reposicionamento de aliados nos momentos que precedem ao embate eleitoral já aconteceu várias vezes em eleições passadas no Paraná, de modo a deixar candidaturas esvaziadas e sem o apoio efetivo das bases políticas – especialmente deputados, prefeitos e vereadores – de sustentação dos partidos formadores de coligações a princípio consideradas consistentes. Em outras palavras, faz parte do histórico político eleitoral do Paraná a formação de coligações partidárias aparentemente robustas, mas que com o passar dos dias e semanas vão se tornando gradativamente anêmicas e esvaziadas.

Pelo andar da carruagem, para este quadro se encaminha a coligação da governadora Cida Borghetti, a qual desde o início da sua formação deu evidentes amostras de inconsistências. Uma coisa são as coligações e outra, bem diferente, é sair pedindo voto para quem apresenta “quadro clínico eleitoral” com diagnóstico de perda de musculatura junto à opinião pública.

Exemplos históricos políticos recentes neste sentido, ocorridos em eleições anteriores para o governo do Paraná, servem para demonstrar como funciona o jogo de interesses eleitorais e pelo poder nos bastidores da política.

Em 2010 Osmar Dias tinha uma coligação que aparentemente era grande (PDT-PT-PMDB-PSC-PR-PCdoB) mas na prática ninguém pedia votos para ele. Os principais aliados (PT-PMDB) literalmente rifaram Osmar, apoiaram Beto Richa e este ganhou as eleições.

Em 2014 Roberto Requião tinha também uma coligação aparentemente boa mas o seu próprio partido (PMDB) trocou Requião por Beto Richa e deu no que deu: este ganhou as eleições no primeiro turno com 55,6% dos votos válidos.

Portanto, por todos os aspectos existentes, a expectativa de debandada de aliados da candidatura de Cida Borghetti em direção a candidatura de Ratinho é factível e já estaria em curso.

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