Politica



88% dos brasileiros querem a continuidade da Lava Jato

Mais de três anos após seu início, a Operação Lava Jato ainda tem o apoio de nove em cada dez brasileiros (88%) para continuar nas ruas, porque acreditam que ainda há muitos nomes a serem investigados, segundo pesquisa Ipso.Para 91% dos entrevistados, as investigações devem continuar até o fim custe o que custar. A instabilidade política e a instabilidade econômica não devem ser motivos para encerrar a operação para mais de 80% dos respondentes. As informações são do Diário do Poder.

Além disso, 71% dos entrevistados acreditam que a Lava Jato vai fortalecer a democracia no país. Em contrapartida, 80% acreditam que as grandes lideranças políticas do Brasil estejam tentando acabar com a Operação Lava Jato.

**Nota do blog – Esta constatação joga por terra o discurso dos aliados de Lula que tentam desqualificar a operação Lava Jato perante a opinião pública, atribuindo-lhe suposta culpa pela instabilidade política que vive o país, assim como demonstra que a opinião pública está direcionada à vontade de que o país seja passado a limpo. Estes novos tempos ainda não foram bem assimilados por algumas lideranças políticas do nosso país que ainda insistem em inverter a ordem e os valores das coisas

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Lula será preso

A decisão unânime dos desembargadores da oitava turma, inclusive na dosimetria da pena, deixa a defesa de Lula sem saída.

Ele apenas poderá, em dois dias, apresentar embargos de declaração, que deverão ser julgados em um mês.

O TRF-4 decidiu que a pena de 12 anos e 1 mês de cadeia para Lula deve ser executada imediatamente após os recursos. (O Antagonista).

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Pá de cal: Brasil 3 X 0 Luleco

“Sua Excelência, o ex-presidente, perdeu o rumo…”

No voto “pá de cal” dado pelo Desembargador Victor Laus, que fechou em 3 X 0 o placar do julgamento de hoje do TRF4 contra o recurso do Lula, esta frase do seu voto exprime com exatidão o que aconteceu com Lula no exercício do poder:

”A sua Excelência, o ex-presidente, perdeu o rumo das coisas e passou a confundir o exercício do poder presidencial com a sua posição politico-partidária e acabou por se atolar no sistema corruptivo”

Gente, precisa falar mais alguma coisa?

Por fim, os 3 desembargadores apresentaram um extenso rol de provas testemunhais e materiais existentes para a condenação de Lula, sendo que os 3 concatenaram cada uma das provas processuais com as condutas de Lula e a finada Mariza.

Em resumo, a sessão do TRF4 foi um verdadeiro “show” de liçōes processuais e demonstrações das fartas provas existentes contra Lula.

Quem insistir em dizer que o Lula está sendo perseguido ou que contra ele não há provas, será por ignorância, alienação ou MÁ-FÉ MESMO. Simples assim.

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Prescrição: defesa de Lula arrega e alega questão técnica.

Prevendo derrota eminente amanhã (24) no TRF4, diante da robustez dos argumentos que o condenaram em Primeira Instância, a defesa de Lula partiu para o tudo ou nada se apegando agora a uma questão técnica NÃO ALEGADA em nenhuma das fases anteriores do processo: a suposta “prescrição”.

Sinal de desespero? Mais um blefe ou jogada jurídica? Não se sabe ao certo, mas se trata de uma inovação nas alegações da defesa que demonstram a espera de derrota amanhã no TRF4, em Porto Alegre, face à fragilidade das alegações de defesa.

A defesa continua afirmando que Lula é inocente, mas pelo sim pelo não, resolveu atacar em outra frente: pede aos desembargadores do Tribunal da Lava Jato que reconheçam o esgotamento do prazo para punir o petista por lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo os advogados, Lula foi acusado pelo caso do triplex que ocorreu em 2009 e isso faz o caso ter expirado.
E aproveitando o papel, a defesa também já pediu para que o chefe recorra em liberdade caso amanhã se confirme a sentença de Moro. (com adaptação de texto originário do site de Fábio Campana)

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Se esconder dentro da câmara municipal é fácil…

Se esconder dentro da câmara municipal para defender o Luleco é fácil, quero ver ter coragem para marcar ato pró-Luleco em frente a catedral, como fizeram quem hoje se vestiu de verde e amarelo e foi se manifestar em favor da Justiça e das investigações da operação Lava Jato.

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Manifestaçōes mixaram. Fechem as fronteiras.

A cúpula do PT prometeu um “ato monstro” em Porto Alegre no dia 24/01, data do julgamento do recurso do Lula pelo Tribunal Regional Federal (TRF4).

Havia a promessa, inclusive, da presença dele na manifestação. Mas como esperado a prometida bomba provavelmente virará um traque.

Prevendo o mico na manifestação e a confirmação da sua condenação, Lula mandou avisar esta semana que não irá a Porto Alegre e a organização da mobilização já transmitiu a mensagem aos seus comandados de que cada um deve se manifestar de onde o estiver.

Em Maringá, para a manifestação pró-Lula marcada para o próximo dia 13 na câmara municipal da cidade, os senadores fomentadores da manifestação local (Requião e Gleise) também acabaram de dizer que não vem. Atiçaram a tropa, mas afinaram.

São os caciques vermelhos se escondendo do mico que se avizinha. Esbravejar pela internet, como eles sempre fazem, é fácil, difícil mesmo é encarar a realidade das ruas.

Fechem as fronteiras, o Luleco poderá tentar a fuga da prisão que está cada mais próxima.

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Cony se foi mas deixou sua opinião sobre Lula

Carlos Heitor Cony , jornalista da velha guarda do jornalismo nacional faleceu nesta semana, dia 05 (sexta). Foi um dos primeiros jornalistas a se posicionar contra a tomada do poder pelos militares em 64 e sempre foi próximo da esquerda brasileira e seu admirador.

Nos últimos tempos de vida não se cansou de demonstrar o seu desencanto com os rumos assumidos pela esquerda nacional, mais apegada ao capital e ao patrimonialismo dos seus líderes do que  aos princípios inicialmente defendidos pelos partidos da esquerda nacional.

O site Antagonista relembrou esta semana interessante e marcante trecho de manifestação de Cony, escrita na Folha de S. Paulo em setembro de 2016, a qual sintetiza o seu desalento com uma das figuras proeminentes da esquerda do país, Luiz Inácio Lula da Silva.

A breve manifestação de Cony é um choque de realidade sobre o líder petista, anteriormente admirado por ele, e que alguns insistem teimosamente em fazer de conta que não existe.

O mesmo Cony que muitos da esquerda reverenciaram no seu falecimento, deveria servir de instrumento para lhes destravar os olhos.

Segue o texto de Cony:

“Em setembro de 2016, Carlos Heitor Cony escreveu o seguinte sobre Lula na Folha:

“Não lhe adianta acusar as elites, o imperialismo e os golpes que alega estar sofrendo.

Na sua primeira investida rumo ao poder, era um líder respeitável e pobre. Levado pelo seu primeiro secretário de imprensa, o elegante Ricardo Kotscho, cheguei a comprar uma camisa do PT para ajudar a sua eleição. Apesar da minha modesta contribuição, ele não se elegeu (votei em Brizola) e deixou de vender camisas, inaugurando uma corrupção que não soube parar e que agora o atinge pessoalmente. A pobre e solitária camisa, que lhe comprei e nunca vesti, não pode concorrer com o mensalão, o petrolão e a Lava Jato.””

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Ser de ‘esquerda’ atualmente seria isto?

Pincei este precioso texto da internet, mais precisamente do Facebook, do perfil de Gustavo Gindre. Vale a leitura.

“Esse é meu último post durante um bom tempo. E busca ser uma reflexão para todos nós que nos dizemos de esquerda.

No momento em que aquilo que criticamos nos outros passa a ser aceitável quando é feito por quem apoiamos, será que ainda somos de esquerda?

Por exemplo.

Quando eu defendo a pauta LGBT no Brasil, mas justifico a repressão russa porque “o Putin é contra os Estados Unidos”, será que a comunidade LGBT da Rússia me considera uma pessoa de esquerda?

Quando eu acho justificável que Lula governe com os Sarneys, será que a população do interior do Maranhão me acha um cara de esquerda?

Quando eu acho que tudo bem o secretário de segurança do Ceará dizer que vai mandar bandido para o cemitério porque fazer a crítica poderia prejudicar o Ciro, será que a população favelada do Ceará me acha um cara de esquerda?

E os exemplos poderiam ser inúmeros. Ora, se o oprimido, na hora em que sofre a opressão, não recebe nosso apoio, se pautamos nossa solidariedade de acordo com quem pratica a repressão, será que somos mesmo de esquerda?

Em que momento passamos a achar que ser de esquerda é “torcer para o meu time” e perdemos a capacidade de cortar na própria carne?

Eu vivi um PT onde ninguém era mais crítico ao PT do que o próprio PT. E tenho orgulho de ter conhecido aquela esquerda.

Hoje a sensação que tenho é que, com poucas exceções, sobraram claques, torcidas de futebol, incapazes de fazer a auto-critica e dispostas a defender qualquer absurdo desde que praticado pelo “meu time”.

O que sobra é tacar pedra no telhado dos outros e xingar quem faz o mesmo comigo.

Tenho convicção de que esse é um dos principais motivos que fez a esquerda deixar de ser uma referência de mudança para a imensa maioria da população.

Na prática, deixamos de ser de esquerda. Porque ser de esquerda não é apoiar alguém que se diz de esquerda. Ser de esquerda é tomar o lado do oprimido, independente de quem seja o opressor.

E a prática continua sendo o critério da verdade!

Fui…”

 

PS – (Nota do blog) – Ressalvo aqui, por justiça, que muitos de direita se comportam assim também. Bandido favorito é coisa para quem não tem princípios.

 

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