Superendividamento



Crédito X endividamento

Radar do Consumidor“Não há mais espaço para a adoção de políticas econômicas e de crédito irresponsáveis que se prestem a colocar os pescoços dos consumidores ainda mais na guilhotina, para, em contrapartida, dar fôlego a um governo que perdeu credibilidade e que na verdade já terminou”

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Dentre as supostas “estratégias” apresentadas pelo governo Dilma para aquecer a economia, mais uma vez é trazida à baila a disponibilização/facilitação do crédito ao consumidor, mediante a disponibilização de aproximadamente R$ 83 bilhões para tal finalidade.

É mais do mesmo que já vinha sendo feito pelo governo federal nos últimos anos e que se constituiu na razão do endividamento excessivo das famílias brasileiras, cujo endividamento atualmente bate na casa de 65% das famílias brasileiras. Um recorde sem precedentes jamais visto “na história deste país”.

O falacioso discurso de prosperidade das classes menos abastadas do país, desmentido pela verdade econômica descoberta pelos cidadãos após as últimas eleições presidenciais,  se sustentava, acima de tudo, numa linha de gestão econômica realizada pelo governo federal e que primou por uma política de oferecimento facilitado do crédito ao consumidor, fazendo com que a economia se aquecesse e crescesse artificialmente, com um “pequeno” e fatal detalhe, mediante o endividamento excessivo dos consumidores e suas famílias.

Resultado disso: criou-se então uma espécie de “bolha consumista” que, agora, se encontra exaurida, explodindo, com o maciço endividamento dos consumidores brasileiros, fazendo os níveis de inadimplência atingirem índices elevadíssimos e, via de consequência, repercutindo na inscrição dos seus nomes nos diversos cadastros restritivos ao crédito (SCPC, Serasa, etc).

Por isso, grande parte dos consumidores brasileiros se encontram excluídos do mercado de consumo, e não será lhes oferecendo mais crédito que a situação econômica se resolverá ou amenizará. A “bolha consumista” já explodiu.

Em outras e poucas palavras é possível assim resumir: não há mais espaço para o maior endividamento do consumidor brasileiro e, especialmente, não há mais espaço para a adoção – pelo governo federal – de políticas econômicas e de crédito irresponsáveis que se prestem a colocar os pescoços dos consumidores ainda mais  na guilhotina, para, em contrapartida, dar fôlego ao um governo que perdeu credibilidade e que na verdade já terminou.

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Endividamento por desconto em folha é um crime!

CONSUMIDOR PREOCUPADOVi uma notícia muito preocupante num dos telejornais nacionais da manhã de hoje.

A matéria trouxe um panorama caótico do endividamento do cidadão brasileiro, e especialmente dos idosos, ocasionado pelos empréstimos consignados (com descontos em folha de pagamento). É um verdadeiro crime o que está acontecendo nestes casos, e pior, sob os olhos e permissividade do governo federal, que é quem regula as relações financeiras no país e devia adotar políticas públicas para que estas situações fossem evitadas.

Que os bancos nunca lucraram tanto “na história deste país” nos últimos anos já não é mais segredo para ninguém, agora o que não se esperava é que o governo federal viesse a se tornar tão subserviente ao sistema financeiro a ponto de nada fazer para co-responsabilizá-lo pelos endividamentos ocasionados aos trabalhadores pelo modelo de consignação em pagamento permitido. Continue lendo

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Segundo CNC, famílias inadimplentes no país sobe para 22,4%

CONSUMIDOR PREOCUPADOA maior parte das dívidas das famílias é com cartão de crédito (77,7%)Arquivo/Agência Brasil

O percentual de famílias inadimplentes cresceu em agosto deste ano, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (25) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o levantamento, 22,4% das famílias têm dívidas ou contas em atraso.

O percentual de inadimplentes supera o de julho deste ano (21,5%) e o de agosto do ano passado (19,2%). A taxa de agosto deste ano é a maior desde setembro de 2013, quando foi observado o mesmo percentual (22,4%).

Em média, o tempo de atraso das dívidas é de 60,9 dias. A pesquisa mostrou ainda que as famílias que não terão condições de pagar suas contras ou dívidas somam 8,4% do total neste mês, percentual também superior ao de julho deste ano (8,1%) e ao de agosto do ano passado (6,5%).

A CNC também mostrou que o percentual de famílias endividadas, mas não necessariamente com dívidas ou contas em atraso, chegou a 62,7% em agosto deste ano, superior aos 61,9% do mês anterior, mas abaixo dos 63,6% de agosto de 2014.

A maior parte das dívidas é com cartão de crédito (77,7%), carnê (16,5%) e financiamento de carro (13,9%). — Informações: Agência Brasil.

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Governo federal entrega o pescoço do trabalhador aos bancos, de vez

CONSUMIDOR PREOCUPADOTípico de países de economia desorganizada, o governo federal nos últimos meses vem adotando uma série de “ajustes” que se tornaram emergenciais em razão da má gestão econômica do país, cujos ajustes invariavelmente afetam de modo direto as economias domésticas dos trabalhadores e da classe média brasileira. Em outros termos, o governo federal transferiu a estes o ônus de pagar a conta da incompetência da sua equipe econômica.

Interessante notar que neste contexto de ajustes, aqueles que mais lucram no país, os bancos, escaparam, como sempre, livres de assumirem qualquer quota parte no esforço para o reerguimento da economia nacional.

Ao contrário, eis que no dia de hoje (13) a presidenta Dilma fez editar medida provisória que em última análise amplia, em favor dos bancos, a possibilidade de oferecerem crédito aos consumidores já assoberbados de dívidas, autorizando a elevação do percentual do comprometimento do crédito consignado sobre a folha de pagamento do trabalhador de 30% para 35%.

A justificativa: que o aumento destes 5% na margem consignável se refere a percentual destinado especificamente ao pagamento do cartão de crédito.

Os banqueiros devem estar rolando de rir – acho que nunca riram tanto como nos últimos 12 anos – enquanto que o pobre cidadão/trabalhador/contribuinte/consumidor brasileiro, já estrangulado financeiramente, vai sendo cada vez mais conduzido pelo governo federal para o colapso financeiro, tal como boi em embarcador.

E da corresponsabilidade dos bancos pelo escandaloso endividamento do consumidor brasileiro ninguém fala, não é mesmo Dilma!?

 

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Crise financeira? Veja o que não fazer nesta situação

CONSUMIDOR PREOCUPADO

É muito importante estabelecer uma estratégia adequada à realidade familiar

Por mais incrível que isso pareça, muitas vezes quando se enfrenta uma crise financeira é melhor não fazer nada do que tomar uma atitude impensada, que possa prejudicar ainda mais sua situação financeira.

É bem verdade que a perspectiva de assistir passivamente à evolução do seu saldo devedor lhe pareça impossível, mas é preciso cautela na hora de agir. Para ajudá-lo a não cometer erros nesta fase delicada de sua vida, listamos abaixo algumas das decisões que você deve evitar quando estiver enfrentando uma crise financeira.

Veja as dicas.  Continue lendo

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Poupar em 2015: ainda é possível?

Começa um novo ano e temos menos dinheiro na carteira depois da época festiva. Como assumir daqui para a frente o controle das nossas despesas?

Plants of money

Eis 2015. Renova-se a esperança de que este pode ser um ano melhor que os anteriores. É todos os anos assim. Acredita-se que tudo pode ser diferente quando começa a contagem decrescente para o ano novo. Três, dois, um… Viva 2015! E… tudo permanece igual, os dias vão passando e nada parece mudar (só as rugas que vão aparecendo e os quilos a mais depois das comezainas das festas alteram alguma coisa – mas mudanças dessas, quase todos dispensam).

Ainda há dias se multiplicavam os votos para que o novo ano fosse próspero e… por ora, não há grandes sinais de prosperidade. Mas o que se começou a fazer para alterar o rumo do ano? Agora que começou 2015, está na altura de se pensar em propósitos de vida para os meses vindouros. «A poupança tem de ser um objetivo de vida, mas também tem de ter um objetivo ou vários», sublinha Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS), criado pela DECO.

O ano será mais frutífero se as sementes forem lançadas à terra no tempo certo. Janeiro é a altura ideal para se Continue lendo

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Endividados em crescimento

O percentual de famílias endividadas e inadimplentes aumentou em dezembro deste ano na comparação com o mês anterior. Apesar disso, houve queda na comparação com dezembro do ano passado, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
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A proporção de famílias com algum tipo de dívida ficou em 59,3% em dezembro, acima dos 59,2% de novembro, mas abaixo dos 62,2% de dezembro do ano passado. O percentual de famílias muito endividadas passou de 11,6% para 10,8% em comparação com dezembro de 2013 (Agência Brasil).
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Previsão 2015: inflação alta e crescimento pífio

Inflação em alta e baixo crescimento: estas são as previsões para 2015

Economistas preveem inflação alta

Ciclo de alta dos juros demorará de seis a nove meses para ter impacto sobre preços

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O ano de 2015 será de inflação ainda alta e crescimento baixo, estimaram economistas nesta quinta-feira (4). Eles ressaltam que o novo ciclo de alta de juros adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) demorará de seis a nove meses para ter impacto sobre os preços. Já a atividade econômica tende a arrefecer com o aperto monetário. Na quarta-feira (3), o Copom elevou em 0,5 ponto percentual a Selic, taxa básica de juros, que chegou a 11,75% ao ano.

Para os economistas, um cenário mais positivo só começará a se desenhar em 2016. O aperto fiscal sinalizado pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que substituirá Guido Mantega no próximo ano, também contribuirá para a economia menos aquecida. Apesar das perspectivas, os analistas consideram os ajustes acertados e preveem novas altas da Selic até o primeiro trimestre do ano que vem. Continue lendo

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3 em cada 4 pessoas que emprestaram nome estão inadimplentes

Segundo pesquisa do Geoc, metade dos devedores pretende liquidar pendências somente no ano que vem

Pesquisa revelou também que 32,6% dos entrevistados assumiram mais dívidas do que no ano anterior

A inadimplência do consumidor com os bancos se estabilizou em 4,4% em agosto, de acordo o relatório de crédito do Banco Central. Mas os calotes ainda preocupam, uma vez que metade dos devedores (47,3%) pretende liquidar as pendências somente no ano que vem e um em cada cinco brasileiros inadimplentes faz novas dívidas sem quitar débitos anteriores, provocando um efeito “bola de neve”. Os resultados fazem parte de uma pesquisa realizada este mês pelo Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (Geoc) com 110 mil devedores do banco de dados das 16 maiores empresas de cobrança no país.

O aumento do endividamento não apenas pelo avanço do número de dívidas, mas também pelo “empréstimo do nome”. Mais da metade dos entrevistados (55%) informou ter emprestado o nome para parentes e amigos que estavam impossibilitados de obter crédito, sendo que 76% ficaram com o nome “sujo” pelo não pagamento da dívida.

Segundo o diretor do Geoc, Jefferson Frauches Viana, o ano não está sendo bom para a recuperação do crédito. No período da Copa do Mundo, diz, o índice de sucesso nas renegociações nos meses de junho e julho ficou entre 30% e 35% – abaixo do resultado do ano passado. “O primeiro semestre foi terrível.” Continue lendo

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Projeto aperta o cerco ao superendividamento

Em tramitação no Senado, proposta estabelece regras para concessão de crédito ao consumidor

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Em um patamar que alcança mais da metade dos brasileiros, o fenômeno do superendividamento é alvo de um projeto de lei que prevê a divisão da responsabilidade pela dívida entre o cliente e a empresa que forneceu o crédito. A iniciativa, em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, tem como objetivo promover o acesso ao crédito responsável e à educação financeira do consumidor, como forma de evitar sua exclusão social e o comprometimento de seu mínimo existencial. Continue lendo

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