Investigação sobre pedágio isenta Richa, mas o fere gravemente

A 48ª fase da Lava Jato – Operação Integração -, lançada hoje e que investiga superfaturamento de obras que refletiram no preço dos pedágios do Paraná e pagamento de propina a agentes públicos, isenta o governador Beto Richa, mas fulmina o chefe do DER, Nelson Leal (Leal?) e o assessor da Casa Civil Carlos Nasser, presos preventivamente sob a acusação de embolsarem alguns milhões.

Richa está livre dessa, mas ferido com gravidade. Depois das operações Publicano, que investiga corrupção na Receita Estadual, e Quadro Negro, sobre desvio de recursos para a construção de escolas, nada poderia ser mais deletério para seu projeto político do que a acusação de que a tarifa do pedágio é uma das mais caras do país porque embute propina a seus auxiliares.

As suspeitas contra Richa na Publicano e Quadro Negro são frágeis e se referem ao financiamento de sua campanha para a reeleição. No primeiro caso, baseia-se numa única delação; no segundo, na participação de um assessor de confiança e companheiro de tênis.

A veiculação de seu nome nos dois casos, no entanto, contribuiu para abalar sua popularidade, afetada com o pacotaço fiscal do início do seu segundo mandato. Agora, mesmo que “incluído fora dessa”, o estrago em sua imagem será colossal.

As tarifas de pedágio – entre as mais caras do país – revoltam os paranaenses desde a concessão das rodovias, feita em 1997 por Jaime Lerner. Foram o principal (e enganoso) mote de Roberto Requião nas duas últimas campanhas que o levaram ao Palácio Iguaçu (“ou baixa ou acaba” – e tudo ficou como dantes). E um dos principais trunfos de Richa, pois ele desatou os muitos nós dados pela incontinência verbal de Requião – entre eles as ações movidas pelas concessionárias contra o governo do Estado -, e acelerou, ou tirou o atraso, das obras contratadas.

Esse esforço exitoso será ofuscado pela investigação da Lava Jato. A ira dos paranaenses em relação às tarifas do pedágio terá novo alento com a denúncia de superfaturamento de preços e pagamento de propinas pelas concessionárias. E respingará no governador, num momento crucial para ele, que vinha recuperando lenta, porém solidamente, sua popularidade. E está na iminência de tomar uma decisão crucial: deixar ou não o governo até 7 de abril para disputar uma vaga no Senado praticamente garantida?

A decisão dependerá dos próximos passos da investigação da Lava Jato e, sobretudo, de sua influência no humor do eleitorado. Que, ao que tudo indica, tende a azedar.

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Lula se deixará prender? Jamais

Lá se foi, com o fracasso da primeira missão de seu novo advogado, Sepúlveda Pertence, a (vã) esperança de obter do STF uma liminar para adiar, até trânsito em julgado, a execução de sua pena de prisão de 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lá se foi, com a posse de Luiz Fux na presidência do STF, a (vã) esperança de disputar a presidência da República por meio de recursos ladinos e, assim, acalentar o desvario de obter foro privilegiado em caso de vitória e dar sobrevida ao PT, que depende unicamente dele – paciente em estado terminal – para continuar respirando.

Seu destino, portanto, é irreversível: prisão em regime fechado. E a execução da pena será ordenada em pouco mais de um mês.

Como alguém como o ex-presidente Lula, sujeito oculto dos parágrafos anteriores, acostumado a ser cultuado e servido, a alimentar-se e beber do bom e do melhor, hospedar-se em hotéis de luxo, enfrentaria tal destino?

“Não sei o que é fugir”, disse na semana passada ao responder, em entrevista a uma emissora de rádio nordestina, à pergunta se pretende driblar o destino imposto pelo juiz Sérgio Moro e referendado, com o agravamento da pena, pela unanimidade dos juízes que julgaram seu recurso no TRF4.

Mais uma de sua longa, interminável série de mentiras. Pois ele fugiu da fome quando criança, fugiu ao trabalho ao perder o dedinho da mão esquerda e, saltando zilhões de fatos, fugiu, quando presidente, do seu dever de zelar pela moralidade pública – principal de suas promessas. Não apenas isso: comandou o mais complexo e voraz esquema de corrupção de que se tem notícia na história brasileira. E agora, condenado – e em vias de sê-lo nos demais seis processos a que responde –, foge de sua responsabilidade atribuindo ao Judiciário uma campanha de perseguição destinada a impedir seu retorno à presidência.

Se o destino é irreversível, a prisão é inadmissível. Lula não apenas será privado do culto e das mordomias a que está acostumado (e a cachaça, como poderá viver sem ela?) – será privado da possibilidade de comunicação e, portanto, do seu poder ilusionista.

Lula não foi talhado para o sacrifício e sim para a farsa. Assim, evitará a prisão recorrendo ao asilo político para que, além de manter a boa vida, preserve a máscara.

Que seu exílio, “viva alma mais honesta deste país”, que seja o mais distante (e tenebroso) possível…

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Já se tocou, Belinati, do vexame que o senhor deu?

Já se tocou, senhor prefeito
Do vexame que o senhor deu?
O IPTU subiu pra todos
Todos… menos o seu!

Assim, digo aqui, no ato
E sem nenhuma tibieza:
Há uma pedra – quanta dureza!
no lugar do seu coração

O aumento do IPTU deste ano revoltou os londrinenses. De 80% a 100% em média, com casos ultrapassando 500% e até 1000%. O aumento foi acompanhado pela taxa de lixo, que duplicou. Não bastasse o impacto imediato, o aumento será agravado gradualmente nos próximos quatro anos, quando, de 0,6% sobre o valor venal do imóvel, a alíquota atingirá 1%.

O prefeito Marcelo Belinati, autor da proposta do aumento – votada em regime de urgência pela Câmara de Vereadores –, alegou que a Planta de Valores não sofria atualização desde 2001. De fato. Como atenuante, o valor dos imóveis foi reajustado anualmente acima da inflação.

Ele usava como parâmetro os imóveis da Gleba Palhano, avaliados abaixo do valor de mercado, segundo ele, embora toda a cidade tenha sido afetada. E citava o exemplo de um amigo, cuja casa em condomínio fechado pagava bem menos IPTU do que deveria.

E não é que o tal “amigo” era o próprio, o prefeito Belinati? Descobriu-se que o condomínio em que mora, lançado há 17 anos, está em situação irregular: por questões burocráticas. Assim, o lançamento do IPTU não é feito para cada imóvel isoladamente, mas para todo o empreendimento, o que barateia sensivelmente seu valor. E a Prefeitura não informa se o lixo está sendo cobrado individualmente ou pelo conjunto. Se for o segundo caso, o descalabro é criminoso.

O Ministério Público abriu procedimento para investigar a irregularidade, que causa “substancial prejuízo ao erário”. Se fosse aplicado individualmente, a taxa de IPTU dos imóveis seria pelo menos o dobro do que é cobrado, Na interpretação do MP, o procedimento do prefeito pode ser caracterizado como improbidade administrativa.

Burocracia à parte, cúmplice ou não da irregularidade, o senhor Belinati poderia ter se poupado do vexame! Vexame que potencializa a revolta da população pelo aumento que praticou num momento delicado para o país e para as famílias, em decorrência da crise econômica gerada pelo desastroso governo da petista Dilma Rousseff.

Trocando em miúdos: o prefeito cravou – sem dó – a faca no coração dos municípes e deu apenas uma cutucada no seu.

A ressalva é necessária: ele tem coração?

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Lula, o rei da mordomia, critica auxílio-moradia de Moro

O mal de Lula é que parece que ele gosta de viver de obséquios”. A frase é do saudoso Ulisses Guimarães.

Ele tinha razão: desde a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Lula acostumou-se às mordomias, favores e jabaculês, os populares jabás, como são chamados nas redações os presentes e afagos enviados a jornalistas.

O primeiro jabá de que se tem notícia era a casa que o advogado Roberto Teixeira – sim, este que chefia a banca que o defende na Lava Jato, Janus – cedeu para que morasse em São Bernardo. Não era um palacete, mas uma casa boa.

Motorista, assessores (de preferência do sexo feminino), hotéis de luxo, comida e bebida boa, charutos – tudo isso Lula foi ganhando e usufruindo com deleite. Quanto mais subia, mais “obséquios” amealhava. Na presidência, foi um desbunde só: luxo e esbórnia sem moderação!

Até que a Lava Jato revelou o sítio de Atibaia, o tríplex do Guarujá, o terreno destinado ao Instituto Lula, a cobertura contígua à em que mora em São Bernardo. Tudo em nome de terceiros mas dotado do bom e do melhor e destinado a ele e sua família prodigiosa que, como ele, enriqueceu à sombra do poder.

Tudo na conta das propinas que as empreiteiras lhe deram por sua intermediação na Petrobras e BNDES.

E muito mais, muito mais: milhões acumulados em palestras que nunca deu, outra forma de disfarçar sua remuneração de origem criminosa.

Apesar deste portfólio milionário de jabás, Lula ainda tem a desfaçatez de criticar o juiz Sergio Moro, autor de sua primeira condenação. Motivo: porque o juiz recebe auxílio-moradia.

“O povo brasileiro que não tem aumento de salário deve fazer como o juiz Sérgio Moro e requerer auxílio moradia”, disse Lula..

(Três observações a fazer: 1. o povo brasileiro teve aumento de salário, sim, mas pouco; 2. isso em consequência do legado desastroso de Dilma Rousseff, criatura de Lula; 3. por que ele não abriu mão dos palácios que habitou e das benesses que usufuiu quando presidente da República em benefício dos “pobres” que dizia representar?);

O auxílio-moradia, por mais controvertido que seja, é legal. Há uma distância abissal, portanto, entre a regalia concedida a Moro e as que Lula recebeu ao longo de sua trajetória descendente.

Por não encontrar o que criticar em seu algoz, Lula, o homem que mais acumulou auxílio-moradia como nunca antes na história deste país (talvez do mundo), o critica justamente por isso!

Não se dá conta de que sua crítica corresponde a um atestado de idoneidade moral ao juiz.

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Ponha o narizinho de molho, Gleisi: o STJ não vai salvar Lula

Em entrevista à Folha de S.Paulo, a [email protected] nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que “o STJ e o STF vão corrigir a injustiça” da condenação em segunda instância do ex-presidente Lula, apenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Pois ponha de molho seu lindo narizinho arrebitado, senhora, pois se depender do STJ, seu guru está ferrado: apenas 0,62% das condenações impostas pela segunda instância foram reformadas pelo STJ!

Lembre-se: a confirmação da condenação de Lula foi por unanimidade. E sua pena ainda foi aumentada!

Aconselho-a, portanto, a ir preparando a mala do seu querido chefinho…

E a consolo: sempre resta uma última esperança. Até o STF, portanto.

Eis o que informa o Estadão:

Pesquisa da Coordenadoria de Gestão da Informação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta que em 0,62% dos recursos interpostos pelas defesas dos réus houve reforma da decisão de segunda instância para absolver o investigado. Em 1,02% dos casos, os ministros que compõem as duas turmas de direito criminal do STJ decidiram pela substituição da pena restritiva de liberdade por pena restritiva de direitos, e em 0,76% foi reconhecida a prescrição da pretensão punitiva.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 2, no site do STJ. O levantamento foi feito apenas em processos eletrônicos e tomou por base as decisões monocráticas e colegiadas dos dez ministros que compõem a Quinta e a Sexta Turma do STJ, especializadas em direito criminal, no período de setembro de 2015 a agosto de 2017, nas classes processuais recurso especial e agravo em recurso especial.

Nesse período, foram proferidas 68.944 decisões terminativas em recursos interpostos pela defesa (advogados ou Defensoria Pública).

O levantamento foi sugerido pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e coordenado pelo ministro Rogerio Schietti Cruz, do STJ. Os dados revelam, segundo a Corte, que ‘é bem reduzida a taxa de correção de erros judiciários por meio do recurso especial em matéria penal, ao contrário do que muitos sustentam’.

“A pesquisa oferece um retrato mais preciso sobre o destino dos recursos julgados no STJ, ponto fundamental a ser considerado no momento em que se discute a hipótese de mudança da jurisprudência do STF acerca da execução provisória da pena”, afirma Rogério Schietti Cruz.

Em fevereiro de 2016, o STF decidiu que a prisão após a condenação em segundo grau, ainda que pendente a análise de recursos nos tribunais superiores, não viola o princípio constitucional da presunção de inocência, mas hoje há um movimento pela revisão dessa tese. Uma das propostas é condicionar o início do cumprimento da pena ao julgamento do recurso especial pelo STJ, o que – argumentam os defensores da ideia – evitaria o risco do erro judiciário.

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Eleição COM Lula é GOLPE!

Junho de 2010. O presidente Lula sanciona – integralmente – a Ficha Limpa, lei de iniciativa popular que impede que condenados por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância concorram a cargo eletivo.

A lei foi apresentada ao Congresso com a assinatura de 1,6 milhão de pessoas.

“A aprovação do (projeto da Lei da) Ficha Limpa na Câmara foi uma grande vitória da população brasileira e da ética”, comemorou deputado federal petista José Eduardo Cardozo, que viria a ser ministro de Justiça de Dilma Rousseff.

Janeiro de 2018. Condenado – por unanimidade – em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Lula afirma que “não vejo razão nenhuma para acatar a condenação”. E o PT reforça seu empenho em tê-lo candidato à presidência da República e brada: “Eleição sem Lula é golpe!”

O PT se rebela, assim, contra o Estado de Direito ao insistir numa candidatura ilegal. Lula foi condenado em segunda instância: ponto final, game over! Não importa se é o mais cotado no momento para vencer a eleição: está impedido por lei, e fim de papo!

Para os petistas, no entanto, o jogo não acabou: sem o chefão na disputa, lá se vai a esperança da retomada do poder, do usufruto das benesses e, acima de tudo, dos milhões amealhados criminosamente no mais voraz saque aos cofres públicos da história, capitaneado por Lula e o PT. Portanto, perdido por um, perdido por dois: se não têm a menor chance de ganhar, vão tumultuar o máximo o processo eleiltoral.

“Lula vai ser candidato mesmo preso”, afirmou o senador Lindbergh Farias. Que ótimo: pela primeira vez na história teremos um presidiário, com a sentença reafirmada em segunda instância, tentando reaver o cargo que utilizou criminosamente para encher as burras do partido e seus cúmplices e as suas. Tal insensatez merece, se consumada, destaque no Guiness da Desonra.

O PT pratica um autêntico golpe contra a democracia, pois o regime, ao mesmo tempo em que prevê a livre participação dos cidadãos nas disputas eleitorais, exige que o concorrente seja probo..

Antes festejada pelo PT, a Lei da Ficha Limpa passou a ser amaldiçoada por seus quadros. Que, assim, amaldiçoam a opinião pública, responsável por sua edição.

A insurgência de hoje à lei antes comemorada é fiel ao percurso melancólico trilhado pelo partido, que chegou ao poder prometendo uma cruzada ética e se revelou uma ‘sofisticada organização criminosa”, na definição do ministro do STF Celso de Mello no mensalão. E o que ele e o Brasil viram naquele julgamento era apenas a ponta do iceberg…

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Gleisi critica Moro por auxílio-moradia. Pergunto: Que moral ela tem?

A [email protected] nacional do PT, Gleisi Hoffmann, perdeu hoje (mais) uma grande oportunidade de ficar de boca fechada. Entrou na polêmica criada pela informação e que o juiz Sergio Moro recebe auxílio-moradia apesar de ser proprietário de um apartamento em Curitiba, e se deu mal.

Em primeiro lugar, necessário é dirigir a Gleisi a mesma imprecação que fez a seus colegas de Senado durante o processo de impeachment de Dilma: “Que moral vocês têm para julgar uma presidenta honesta?”. Deixando a de lado a honestidade altamente questionável atribuída por ela a Dilma, que moral uma ré por corrupção e defensora intransigente de Lula, líder da maior quadrilha de que se tem notícia, tem para julgar um juiz honesto? Que moral ela, que se beneficiou do dinheiro desviado dos servidores federais pelo companheiro conjugal Paulo Bernardo tem para criticar um juiz honesto?

Considero imoral (embora seja legal) que um juiz tenha direito a auxílio-moradia. Da mesma forma, considero imoral que um parlamentar tenha o mesmo benefício ou a um apartamento funcional em Brasília.

Em sua conta no Twitter, Gleisi disparou, para rebater a afirmação de Moro de que o auxílio-moradia compensa a falta de reajuste aos juízes desde 2014:

Vamos por partes, segundo a Lei Jack, o Estripador:

– “O salário mínimo não teve reajuste”. Mais uma mentira petista: teve sim, embora pequeno: de R$ 937 para R$ 954. Por quê? Por causa do rombo fiscal deixado pela petista Dilma Rousseff.
– “Grande parte das pessoas está desempregada”. De fato, e a causa disso foi o governo desastroso da ‘honesta” Dilma.

(Moro, portanto, não tem nada a ver com o descalabro econômico legado por Dilma; Gleisi sim: participou de seu governo e compôs a tropa de choque que tentou impedir seu afastamento, que considera um “golpe”.)

– “O senhor ganha mais de 30 mil”. Ué, se isso é um escárnio aos desempregados, como sugere, Gleisi também participa desse ato, pois seu salário também é superior a R$ 30 mil. E os penduricalhos a que tem direito são muito mais vultosos que os de um juiz. Além do mais, ela, apesar do seu salário superior a R$ 30 mil, usa um apartamento funcional em Brasília…

Que vergonha de argumento, Gleisi!

Voltando ao início: Gleisi perdeu hoje (mais) uma grande oportunidade de ficar calada…

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O novo membro da Confraria da Tornozeleira: Boca Aberta

Cassado no ano passado, o vereador mais votado da história de Londrina Emerson Petriv, vulgo Boca Aberta (Escancarada seria mais adequado ao seu perfil), viu chegado o momento da vendeta contra seus dois principais algozes. Os ex-colegas Mario Takahashi, presidente do Legislativo, e Rony Alves foram obrigados a usar tornozeleira eletrônica. Motivo: o Gaeco os acusa de integrarem uma organização criminosa que modificava a Lei de Zoneamento em troca de propina.

A quadrilha – mais nove pessoas foram apontadas como integrantes – foi denunciada no dia 24 e nesse mesmo dia obrigada a se dirigir ao Creslon (Centro de Reabilitação Social de Londrina) para vestir a tornozeleira eletrônica.

Petriv escancarou a bocarra: zombou dos algozes e filmou tudo – bem pertinho deles.

O problema é que a Justiça o havia proibido de se aproximar de ambos depois que, no dia seguinte à cassação, ameaçou matar Takahashi – ameaça feita ao vivo diante das câmeras de tevê. Se violasse a determinação, cadeia!

Acionado pelo Ministério Público, que pediu a prisão de Petriv, o juiz da 5ª Vara Criminal, Paulo César Roldão, agiu como Salomão: aplicou uma pena dura a Boca Aberta – o uso da tornozeleira eletrônica, assim como seus algozes, dos quais debochou. A prisão seria, na visão do magistrado, um despropósito, já que o crime que Petriv praticou (desobediência a determinação judicial) é bem menos grave do que o atribuído a Takahashi e Alves, penalizados com a tornozeleira.

E assim se fez Justiça. Aplausos ao juiz!

O jornalista Fábio Silveira, no entanto, faz uma sábia ponderação: não seria mais útil à sociedade e mais duro ao falastrão se ele fosse obrigado a usar esparadrapo?

Já há os que acham que o ideal seria uma focinheira…

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Fake Hoffmann ataca novamente

Em 14 de janeiro, a [email protected] do PT, Gleisi Hoffmann, postou foto de uma faixa exposta durante um jogo do campeonato de futebol alemão. A faixa dizia “Forza Luca” em homenagem a um rapaz hospitalizado após confronto de torcidas. A veneração (ou adoração) que tem por Lula a fez interpretar a faixa como “Forza Lula”. Era, segundo Gleisi, prova de que seu guru, às vésperas de ser julgado pelo TRF, tinha apoio até entre torcedores alemães.

Alertada sobre a gafe, xingou os que a criticaram por difundir uma “fake news” (notícia falsa) e retirou a postagem.

Treze dias depois (13…), Gleisi volta a dar vexame, ao informar (no sábado) que o secretário-geral da ONU – que ela chamou de “presidente da ONU” –, Francisco Guterres, ameaçou impor sanções ao Brasil por causa da retenção do passaporte de Lula, o Deus. E tascou: “Mais repercussão internacional negativa ao Brasil por causa da perseguição a Lula”.


Era outra “fake”: a assessoria de imprensa da ONU negou que o secretário-geral houvesse feito tal ameaça, incompatível com aquele órgão.

Dizem que o amor é cego. Gleisi atesta a veracidade deste princípio: de tanto amor que dispensa ao seu guru – amor incondicional, sem limites -, deixou de enxergar a realidade. Seu líder, que ela apresenta como paradigma da honestidade, é um corrupto condenado em segunda instância, em processo conduzido rigorosamente dentro da lei. E responde a mais seis processos por esses e outros crimes.

Gleisi não apenas espalha “fakes news” – os dois casos citados são meramente folclóricos. Sua postura em relação aos crimes atribuídos a Lula e ao PT – e a ela também -, crimes que estão sendo comprovados um a um, é uma sucessão de “fakes”, falsidades, mentiras, alucinações, acusações sem fundamento, ameaças.

Gleisi é a encarnação do ‘fake”, mental e fisicamente. Além de esculpir a realidade segundo suas conveniências e objetivos políticos, contratou cirurgiões habilidosos para esculpir um novo visual para si. A Gleisi Hoffmann de nariz achatado e outras deficiências faciais de antes da conquista do poder foi substituída pela Fake Hoffmann de nariz arrebitado e outras intervenções pontuais.

Antes fosse falso apenas o seu visual…

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Que decepção, senhor Takahashi

“Moderado no gesto e na fala, mas habilidoso nas intervenções, o vereador Mario Takahashi (PV) ocupa a terceira colocação na preferência dos londrinenses para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem.”

Assim abri, em 21 de dezembro, comentário elogioso ao presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, ao citar pesquisa do Instituto Multicultural. E acrescentei: “Para quem está no segundo mandato, é uma conquista e tanto, já que os dois primeiros colocados são os veteranos deputados federais Luiz Carlos Hauly (PSDB), no sétimo mandato consecutivo – 12% das intenções -, e Alex Canziani (PTB), no quinto – 9,5%.”

Um mês e três dias depois, a surpresa: Takahashi e seu colega de Legislativo Rony Alves foram acusados pelo Gaeco de participar de uma organização criminosa especializada em alterar a lei de zoneamento em troca de propina. Os 11 acusados estão usando tornozeleira desde então. Os vereadores foram afastados por 180 dias.

Assistimos, assim, a mais um capítulo da longa novela da corrupção na Câmara de Vereadores – microcosmos da corrupção endêmica que assola o país em todas as instâncias -, desta vez atingindo pessoas até então tidas como honestas.

Que decepção!

O título do meu comentário, no entanto, não estava errado, apenas incompleto: “O habilidoso Takahashi consolida sua liderança”. Liderança, segundo o Gaeco, de uma organização criminosa…

Apesar da contundência das provas, torço para que Takahashi (e estendo o voto a Alves) convença-me e à Justiça de sua inocência.

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