O Brasil precisa de um general. Não de um capitãozinho truculento

O Brasil enfrenta uma crise prolongada e profunda, deflagrada pelos ineptos e corruptos governos do PT, seus aliados e cúmplices. Crise econômica, política e ética – esta escancarada pela Lava Jato, que nos imergiu nos porões fétidos da corrupção sistêmica e generalizada como nunca antes na história.

A menos de cinco meses da eleição para presidente da República, o cenário que as pesquisas de intenção de voto delineiam é pressago. A primeira posição na preferência do eleitor é ocupada pelo homem que comandou o mais voraz esquema de corrupção da história, Lula. A segunda por Jair Bolsonaro, capitão do Exército que trocou a farda pelo terno de deputado mas jamais se despojou do coturno, da baioneta, do fuzil, instrumentos que simbolizam e resumem seu pensamento e modo de ser.

Lula está fora do páreo por causa da Lei da Ficha Limpa. Por mais que esperneie, o ex-presidente presidiário não terá como homologar sua candidatura e, se o fizer – o Brasil é o país dos absurdos! – não há a menor chance de ser diplomado (a não ser que…).

O adversário número um do país está, portanto, neutralizado. O segundo é Bolsonaro. Ele conquistou a direita, os saudosistas do regime militar e boa parte dos indignados com a corrupção e com a violência, e esse público, que o trata como “mito” e “messias”. É o eleitorado da bala!

Os desafios à próxima administração – e das seguintes, por muito tempo – exigem sabedoria, experiência, estratégia, equilíbrio e firmeza combinada com capacidade de conciliação. Essas características jamais foram demonstradas por Bolsonaro. Ele é o que é: tosco, rastaquera, pueril, intolerante, inconsequente. Etc.

As características exigidas do próximo presidente da República são as que se espera de um general – ou do seu equivalente civil, o estadista. Não há nenhum general – da reserva, evidentemente, e que respeite do estado de direito e as regras do jogo democrático – que se disponha a abraçar a missão hercúlea, embora o Exército conte com quadros excelentes. Augusto Heleno e Hamilton Mourão, por exemplo, para citar apenas os mais notórios.

Resta-nos, portanto, esperar pelo estadista. Ele surgirá ou se revelará em tempo?

Eis a questão. A delicada, premente, temerária – e indispensável – questão…

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Farsa eleitoral desnuda a solidão de Maduro

Centros eleitorais vazios, ruas também – exceto os magotes de opositores da ditadura de Nicolás Maduro protestando contra a fraude eleitoral. E assim se consumou o 20 de maio de 2018 dedicado a reeleger o ditador por meio de uma eleição antecipadamente fraudulenta – e rejeitada pela comunidade internacional -, pois convocada por uma “constituinte popular” eleita de forma fraudulenta e composta por esbirros do regime para anular a Assembleia Nacional – esta sim eleita democraticamente e dominada pela oposição.

O fracasso foi retumbante, apesar da pressão costumeira do regime para levar o povo às urnas e arrancar votos para o tirano. O Tribunal Eleitoral – outra farsa chavista, pois serve só para “legalizar” as ilegalidades do regime – atribuiu 5,8 milhões de votos a Maduro, pouco mais que os 4,7 milhões de servidores públicos obrigados a votar sob pena de perder o emprego. E os “colectivos”, grupos armados a serviço do ditador, voltaram a espalhar o terror nos bairros pobres – cada vez mais numerosos e cada vez mais pobres -, distribuindo, sob a mira de revólver e fuzis, panfletos em que se anunciava que quem não apresentasse o comprovante de voto em Maduro perderia os benefícios sociais – cesta básica, tarifa de água e luz subsidiada, etc.

Henri Falcón, chavista arrependido e principal oponente de Maduro nas urnas – a oposição organizada retirou-se do processo, por saber que mesmo que vencesse (como aconteceu com a Assembleia Nacional), não levaria – fez 1,8 milhão de votos, segundo o tribunal da fraude eleitoral.

O resultado da “eleição” foi recebido com um panelaço em todo o país.

Surgindo com 10 imagens na cédula eleitoral (os rivais, apenas uma), Maduro deu o tom da farsa e da loucura a que chegou o regime, disposto a matar lentamente uma nação por desnutrição, falta de medicamentos e, acima de tudo, de esperança: ao chegar ao centro de votação, na periferia de Caracas, fez-se filmar e fotografar saudando o povo. Só que não havia povo.

A abstenção de ontem – 46% segundo o regime, 70% de acordo com a oposição – escancarou a farsa eleitoral, pois sequer os supostos apoiadores e mesmo os dependentes do regime a convalidaram. Era o que pretendia a oposição. O domingo, 20 de maio de 2018, revelou, assim, a solidão do tirano que, pensando em fortalecer-se por meio de uma fraude grotesca, desnudou a imensidão de sua fraqueza.

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O calcanhar de aquiles das operações Publicano e Quadro Negro

No início de 2015, o auditor da Receita Estadual do Paraná Luiz Antônio de Souza foi flagrado num motel de Londrina em companhia de uma menina de 15 anos e com R$ 20 mil em espécie. Tinha início da Operação Publicano, que desbaratou um esquema de propina naquele órgão.

Souza era um dos fiscais corruptos, crime ao qual se somava a exploração sexual de menores e estupro de vulneráveis. Cerca de 20 casos, aproximadamente.

Para escapar da condenação certa, fez um acordo de delação, na qual o principal acusado é o governador Beto Richa. Segundo Souza, Richa usara os fiscais corruptos para financiar parte de sua campanha de reeleição.

Nada se comprovou até o momento sobre o envolvimento do governador. Mas Souza – o acusador solitário – está, após cumprir alguns meses de prisão e ter parte da fortuna confiscada, em liberdade no litoral do Paraná, vigiado por uma tornozeleira. Foi perdoado inclusive (ou principalmente) dos crimes sexuais!

O ambiente político no Paraná foi sacudido nos últimos dias pela divulgação do depoimento à Justiça do empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, que naquele mesmo 2015 foi flagrado desviando dinheiro de escolas que deveria reformar ou construir. Recebera R$ 20 milhões e, graças ao conluio de servidores da Secretaria de Educação, falseara os laudos e embolsara parte dos recursos.

Pego com a boca na botija – é o principal réu da Operação Quadro Negro -, fez o mesmo que o outro Souza, o de Londrina: meteu o governador no rolo, alegando que a maior parte do dinheiro desviado fora aplicado em sua campanha pela reeleição. Ganhou, com isso, liberdade provisória e autorização para mudar de estado, onde é obrigado a usar tornozeleira.

O esquema, segundo ele, fora chefiado por Maurício Fanini, diretor da Secretaria, que se apresentava como interlocutor de Richa. A propina, segundo ele, beneficiou, além de Richa, a então vice e hoje governadora Cida Borghetti, o presidente da Assembleia Valdir Rossoni, o líder do governo naquela Casa e hoje presidente Ademar Traiano, o presidente do Tribunal de Contas Durval Amaral e seu filho Tiago, que disputava – e obteve – uma vaga de deputado. E mais gente: Pepe e Marcello, irmão e filho de Richa, pré-candidatos, respectivamente, à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. E mais: o irmão de Cida, Juliano, e o marido dela, o deputado federal Ricardo Barros, subornados para manter uma servidora no gabinete da Vice-Governadoria.

Numa tacada só, portanto, o delator jogou excremento na cúpula dos poderes Executivo e Legislativo do Paraná.

A revelação do depoimento do dono da Valor não trouxe nada novo além do que vazara de sua delação, mas, às vésperas do início da campanha eleitoral, causou forte estampido. Chumbo? Nenhum. Pois o delator não apresentou provas e tampouco indícios da participação dos acusados no crime que cometeu: atribuiu a Fanini (preso em Brasília) as informações relativas a Richa e familiares, a relacionada a Cida e marido ao irmão dela (a servidora que teria sido mantida à custa de propina é concursada, o que compromete severamente a versão do empresário) e a si próprio as que envolvem Rossoni e Traiano. Sobre pai e filho Amaral, idem, com a agravante de humilhá-los – ricos que são –, atribuindo-lhes uma propina de meros R$ 50 mil!

A acusação fica ainda mais frágil diante da confusão sobre o total e o destino dos desvios. Diz o delator que R$ 12 milhões foram para a campanha do governador, R$ 1 milhão para Rossoni & Traiano e demais e apenas – que desprendimento! – R$ 1 milhão à sua empresa. E de onde vieram os recursos para os carrões e imóvel de luxo, confiscados pela Justiça, que adquiriu no período em que executou as obras contratadas do governo: um apartamento em Camboriú avaliado em R$ 5 milhões e nove veículos top de linha, estimados em R$ 6 milhões?

A conta não fecha.

As operações Publicano e Quadro Negro tiveram o mérito de desbaratar a máfia da Receita e conter o desvio de dinheiro público destinado a escolas. Bravo! Mas não conseguiram, entre outros percalços, evitar a manipulação política que os principais envolvidos fizeram, com a participação entusiasmada da imprensa, para obter vantagens penais.

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Que país (de analfabetos políticos) é este?

Um mês e uma semana após a prisão do ex-presidente Lula, pesquisa CNT/MDA mostra que ele continua liderando com o dobro das intenções de voto do segundo colocado, Jair Bolsonaro, que tem um pouco mais que o dobro que Marina Silva. Ciro Gomes ocupa a quarta colocação, com cerca de dois terços dos votos atribuídos a Marina.

Os números da pesquisa de hoje são praticamente os mesmos que os da anterior, feita em março.

A pesquisa obriga a perguntar: que país é este em que um presidiário – inviabilizado eleitoralmente por causa da Lei da Ficha Limpa -, ocupa a dianteira da corrida rumo à presidência da República, a vice-liderança é mantida por um militar aposentado que raciocina com os pés e mãos, um enigma em constante evolução fica com o terceiro lugar e o quarto com um coronel nordestino que usa a soberba e as palavras como chibata?

Que país é este?

Um país de analfabetos políticos empedennidos, que se recusam a aprender com os fatos e se dispõem a mantê-lo fora dos trilhos. Com esse eleitorado e seus candidatos preferenciais, o Brasil do futuro fica cada vez mais no passado.


A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 Unidades Federativas das cinco regiões do País. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais. O levantamento foi feito entre os dias 9 e de 12 de maio e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09430/2018. O nível de confiança é de 95%.

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Bolsonazis & petralhas, os adoradores de ídolos de barro

Exponha um pixuleco.

A revolta dos petralhas será imediata

Vão partir para cima de você.

Eles não admitem que Lula, apesar de todas as provas, seja associado à corrupção – que prometia erradicar da vida pública e fez dela um método de governo como nunca antes na história deste país.

Relacione Bolsonaro à tortura, que ele defende.

A revolta de seus seguidores – cada vez mais bolsonazis – será instantânea.

Vão partir para cima de você.

Eles não admitem que seu líder, apesar de todas as provas – e elas são as palavras e atos do próprio – seja associado à truculência, síntese de seu pensamento e propostas.

Por que esses extremos do espectro político brasileiro – os petralhas se contorcendo por terem perdido o poder e a esperança de reavê-lo, os bolsonazis excitados com a perspectiva de conquistá-lo – agem da mesma forma em relação a seus líderes e aos que os criticam?

Porque esses líderes personificam seus ideais e refletem sua índole.

Bolsonazis & petralhas: unidos na adoração de ídolos de barro.

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Guia prático para a escolha do seu candidato a presidente

O tempo passa, e alguns nomes se consolidam como prováveis candidatos à presidência da República.

Para ajudar meus leitores a escolher – ou apegar-se ainda mais ao escolhildo, ou rejeitar todos -, apresento abaixo os lemas de campanha que os candidatos em potencial poderiam utilizar para resumir seu pensamento e trajetória. Com fidelidade.

Incluo Lula, apesar de ele estar inviabilizado pela condenação em segunda instância. Como o que proponho é uma ficção, uma a mais não fará diferença.

Alckmin
Devagar, devagar, devagar. E no muro

Alvaro
Dias melhores prometo que virão

Amoêdo
Novo e em busca de um enredo

Bolsonaro
Prendo e arrebento. E estupro, se merecer.

Barbosa
(enquanto se mantinha a expectativa de sua candidatura:)
Sim, não, talvez, por que sim? por que não? Seja o que for, não vote em branco!

(após o anúncio de sua desistência:)
Fui sem jamais ter sido

Boulos
Ocupar, bloquear, incendiar

Lula
O honesto mais corrupto da história deste país

Manoela
Bonitinha, mas revolucionária. Viva Fidel!

Marina
Sustentabilidade e transversalidade das relações Intercognitivas e perenes para fins sociais, de produtividade, comunicabilidade e dialéticos no sentido da cristalização da política como instrumento de autoascensão individual e coletiva, recuperação histórica e consolidação da realidade na perspectiva da construção sólida e harmoniosa do futuro como antítese do pretérito.

Temer
Eleição sem Temer é golpe!

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A criação genial de Gleisi: o Departamento de Sandices Estruturadas do PT

A prisão de Lula levou à ribalta a presidentA do PT e senadora nas horas vagas Gleisi Hoffmann e seu bando de aloprados, conferindo-lhe o título (concedido por este blog) de a mulher mais odiada do Brasil.

Nunca antes na história deste país assistiu-se a tanta babaquice capitaneada pela “Amante”, como Gleisi era tratada pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, encarregada de administrar propinas a agentes políticos e públicos corruptos. Seu envolvimento com a corruptora-mór do país rendeu-lhe um processo no STF e várias denúncias à espera da decisão da Justiça.

Uma cantoria infernal, batucadas, disparos de rojão, encenações “artísticas”, tentativas de visitar o presidiário em atropelo à Lei de Execução Penal, discursos raivosos e despirocados marcam esse mês de acampamento nos arredores da Polícia Federal de Curitiba (pobres moradores da região), somando-se a isso a obstrução dos petistas a todos os projetos do Congresso e seus surtos no plenário e na tribuna. Coroando essa balbúrdia, o carimbo com a esfinge de Lula em notas de reais, as “visões” de Lindbergh Farias – uma nuvem em forma do rosto de Lula e outra replicando o 13 do PT -, seus discursos solitários em feiras públicas (que ele grava como se fosse algo positivo) e, como cereja no coquetel psicótico, os espasmos de Gleisi.

Ela se tornou a porta-voz do destempero e da alucinação. Convocou o “mundo árabe” para libertar Lula (justamente a região onde vicejam os terroristas mais violentos do mundo) e propôs, entre outras maluquices, uma peregrinação a Aparecida do Norte para pedir a intercessão da padroeira do Brasil pela soltura de seu líder, guru, encarnação de Deus na face da terra.

Logo ela que sequer é cristã!

O acinte foi refugado com a velocidade de um raio pela diocese de Aparecida, impondo, assim, mais um à profícua trajetória de vexames protagonizado pela líder petista.

(Quem não se lembra da faixa num estádio de futebol alemão que incentivava o torcedor Luca, ferido em confronto de torcidas – Forza Luca! -, que ela disseminou nas redes sociais como Forza Lula?)

A reação petista capitaneada por Gleisi atesta ao Brasil e ao mundo que, quanto mais se debate em sua desonra, o partido mais se isola. O Primeiro de Maio “histórico” em Curitiba, que reuniu todas as centrais sindicais para pedir a liberdade de Lula, é a prova contendente da solidão e definhamento petista: tinha menos gente lá (cinco mil, segundo a PM) do que no realizado pela Força Sindical em São Paulo.

Gleisi está cumprindo à perfeição a missão que lhe foi delegada pelo presidiário: a de coveira do PT, por meio do abraço de afogados com o líder, um defunto político (lidera as pesquisas de opinião, mas está impedido de disputar eleição por oito anos, pelo menos). Se ao menos ela cumprisse a tarefa com dignidade! Pelo contrário, faz do velório petista um samba do crioulo doido em que não há limite para a aberração.

Devemos ao menos reconhecer o mérito da líder petista: se seus antecessores criaram a PesTapo, rede digital de disseminação de mentiras e ataques aos adversários, ela instituou e comanda – a definição a seguir é de autoria da colega Célia Musilli – o Departamento de Sandices Estruturadas do PT.

Força, Gleisi. Vai fundo, companheira!

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Força, Lula!

O ex-presidente Lula está completando hoje um mês de prisão.

Um mês sem Lula agredindo nossos ouvidos, massacrando a verdade, ameaçando, cuspindo bazófias.

Ficamos livres dele (até que o STF decida acabar com a paz social…), mas, em compensação, passamos a ser martirizados por Gleisi Hoffmann e seu bando de aloprados.

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês em regime fechado por corrpução e lavagem de dinheiro..

Para consolo dele, faltam somente os 12 anos…

Para consolo ainda maior, o uísque com o qual poderá brindar sua liberdade está sendo engarrafo hoje.

Força, companheiro. Força, Lula!

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Errar de novo e destruir o que foi feito para consertar o estrago. Eis o plano do PT

O UOL teve acesso – e a Gazeta do Povo replicou – ao plano de governo que o PT pretende pôr em prática caso retome a presidência este ano.

A pretensão é um devaneio, uma vez que o partido não tem a menor chance de vencer – sua única ficha é um presidiário, de nome Lula da Silva, mas a candidatura dele está inviabilizada.

Sendo assim, tal plano – que ocupa mais de 300 laudas! – nem mereceria uma linha de notícia, mas ele é didático: ensina como o PT é incapaz de aprender com os erros.

(Erros, que erros, se tudo o que o partido fez foi a perfeição elevada à enésima potência?)

O partido, em síntese, propõe, para a retomada econômica, o aumento dos investimentos públicos, reforço aos bancos privados (com que dinheiro, meu Deus, com que dinheiro?), aumento da exploração do pré-sal (que representa uma gota no oceano do déficit público) e um “referendo revogatório” sobre as reformas aprovadas pelo governo Temer.

Resumo da ópera bufa: o PT propõe em seu projeto utópico cometer os mesmos erros que arrebentaram o Brasil e destruir o que foi feito para reconstruí-lo.

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O batom na cueca (opa!) que fulmina a líder do PT

A denúncia feita segunda-feira pela Procuradoria da República(PGR) contra a (nas horas vagas) senadora e (em tempo integral) presidente do PT Gleisi Hoffmann é a mais devastadora dos crimes que lhe são imputados – corrupção e lavagem de dinheiro.

A denúncia se refere à propina de 40 milhões de dólares da Odebrecht a Lula, Palocci, Gleisi e seu companheiro conjugal Paulo Bernardo pelos bons serviços prestados à empreiteira, sobretudo junto ao BNDES.

Gleisi – a cada dia mais colérica e destrambelhada e com surtos recorrentes de histeria – será julgada, salvo contratempo, ainda no primeiro semestre pelo STF por ter recebido R$ 1 milhão da Petrobras para sua campanha ao Senado, em 2010. A acusação envolve seu companheiro, apontada como autor do pedido, concedido pelo então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e operacionalizado pelo doleiro Alberto Youssef. Costa e Youssef confirmam a acusação, o entregador também – e ele mapeou a rota e etapas da entrega do dinheiro sujo.

A “Amante” – assim Gleisi era chamada no setor de propina da Odebrechert – também é investigada por se beneficiar do desvio milionário de R$ 100 milhões idealizado por Bernardo quando ministro do Planejamento – dinheiro surrupiado dos servidores federais via empréstimos consignados – e que abasteceu tanto o PT quando o casal. Escritório de advocacia destinatário do butim destinado a Bernardo e Gleisi mantinha planilha na qual constam pagamentos de despesas da madama.

A líder petista e o fiel companheiro de crimes contra o erário público também constam do “quadrilhão do PT” – denúncia feita pelo ex-procurador Rodrigo Janot com base nas delações da Odebrecht e que está no STF. E ela ainda responde a mais um processo por ter recebido da mesma Odebrecht dinheiro sujo para sua campanha ao governo do Paraná em 2014, da qual saiu humilhada: mísero terceiro lugar.

Voltemos agora à denúncia de segunda-feira. Pela primeira vez a Lava Jato obteve provas do envolvimento direto da petista: 13 (!) telefonemas para o diretor da Odebrecht que viabilizou a propina, quatro de seu chefe de gabinete ao mesmo destinatário e – o batom da cueca (opa, é apenas um eufemismo) – os registros do entregador do dinheiro na sede da agência que fez sua campanha.

Se a raivosa líder petista já estava com seu presente comprometido – futuro político ela não possui mais -, agora só lhe resta agonizar em praça pública – ou no acampamento Lula Livre, com seus companheiros de partido, com direito a alguns pitis na tribuna do Senado.

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