Dilma, 70 anos: nada a comemorar, tudo a lamentar

Há 70 anos nascia Dilma Vana Rousseff.

Não há motivo algum para comemorar.

Apenas lamentar que essa desastrada tenha (des)governado o Brasil por cinco anos e quatro meses.

Foi a primeira mulher a chegar à presidência. Desonrou o gênero.

Sua passagem pela presidência foi a mais melancólica da história. Dilma foi responsável pela maior crise econômica de que se tem notícia – e pela qual passamos até agora e da qual resultaram 14 milhões de desempregados, dívida pública recorde, inflação descontrolada, juros e dólar nas alturas, déficit fiscal sem precedentes, fechamento de milhares e milhares de empresas. Etc., etc., etc.

Teve o fim que mereceu – embora tardio, pois sequer deveria ter sido eleita: cassada por falsificar as contas públicas.

E nada aprendeu. Viaja pelo mundo – com as despesas de seu pessoal pagas pelo contribuinte – dizendo-se vítima de um “golpe”.

Golpe, sem aspas, foi o aplicado por seu partido, o PT, e seu mentor, Lula: o maior esquema de desvio de dinheiro público enquanto alardeavam promover um combate épico contra a corrupção.

Deixe-nos em paz, senhora!

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Julgamento de Lula: TRF dá segurança jurídica à sucessão presidencial

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região marcou para 24 de janeiro o julgamento do recurso do ex-presidente Lula à condenação a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, imposta pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná.

Sua defesa, como era de esperar (pois reclama de tudo), chiou, alegando que o tribunal impôs um ritmo mais rápido que o habitual para julgar esse recurso – mais ou menos seis meses, contra a média de oito a dez meses. Vai continuar chiando à toa, pois não há nenhum impedimento para que um processo ande eventualmente mais rápido que os demais. A bronca dos causídicos, chefiados pelo Doutor Explicadinho, segue na contramão do que se espera da Justiça: celeridade e não adiamento sem fim dos processos. Afinal, como disse Rui Barbosa, “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.”

A única “justiça” que a fabulo$a banca contratada por Lula e os petistas esperam é a absolvição de Lula, o que vai liberá-lo de vez para disputar a Presidência em 2018. Lula lidera as intenções de voto. É necessário ressalvar que as pesquisas indicam que mais da metade do eleitorado não sabe em quem votar, pretende anular ou votar em branco diante das candidaturas postas.

Não é isso, no entanto, o que sinalizam a robusta sentença de Moro (elogiada pelo presidente do TRF, Carlos Eduardo Lenz – que, registre-se, não participa do julgamento) e a exasperação dos advogados e aliados do ex-presidente. A sentença deverá ser mantida e possivelmente agravada: o Ministério Público pediu que a pena por lavagem de dinheiro fosse triplicada e que Lula fosse condenado também pelo transporte e armazenamento das “tralhas” que confiscou dos palácios do Planalto e Alvorada. Essa operação, financiada pela OAS, foi camuflada e é atribuída a um acerto de contas entre a construtora e o ex-presidente.

Se a condenação for de fato confirmada – e a pena mantida, aumentada ou diminuída; isso não importa -, a defesa de Lula e os petistas vão intensificar a campanha contra a Justiça, alegando que foi instrumento dos “golpistas” para tirar do páreo o ex-presidente e impedir que os “pobres voltassem a ser beneficiados por ele” (as aspas são minhas, mas expressam o argumento recorrente dessa turma).

O TRF presta um grande serviço ao país ao encerrar o caso em janeiro, pois sua decisão dará segurança jurídica e política à eleição. Mantida a condenação, a candidatura de Lula será barrada pela Lei da Ficha Limpa. Por mais que ele esperneie – e seus advogados são pródigos em apresentar recursos os mais estapafúrdios -, estará fora de jogo, e fim de papo! E, então, teremos clareza no processo eleitoral.

Na hipótese (remotíssima) de a condenação ser revogada, teremos a mesma clareza e com a possibilidade de impor a Lula a mais dolorosa e temida das derrotas: nas urnas, o que tirará dele e de seus áulicos o discurso mambembe de que ele é “vítima de uma caçada judicial”.

Não nos esqueçamos, no entanto, de que a autointitulada “viva alma mais honesta deste país” é réu em outros oito processos penais, parte dos quais terá o desfecho no ano eleitoral – e com possibilidade de confirmação em segunda instância…

Um candidato com currículo criminal desse porte não pode, de forma alguma, pretender voltar ao comando do país, que prometia usar para purificar as instituições e as corrompeu como nunca antes, além de organizar e chefiar o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia.

O Brasil não pode conviver com tamanha ameaça, por mais que uma parcela de seus cidadãos tenha absolvido ou considere inocente o maior larápio da história.

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Doutor Explicadinho sinaliza: condenação de Lula será mantida em segunda instância

Rony Rios celebrizou um dos personagens mais chatos de “A Praça é Nossa”: o Senhor Explicadinho, aquele de porte empertigado e vestido como dândi, de gestos contidos e repetitivos, que dava o maior cansaço ao interlocutor por exigir informações detalhadas (“quero tudo explicadinho”), nos seus “míííííííííínimos detalhes”, sobre o que o outro falara.

A Lava Jato revelou o Doutor Explicadinho, personificado pelo advogado de Lula Cristiano Zanin, genro do compadre e sócio em empreendimentos ocultos do ex-presidente, Roberto Teixeira. Distingue-se do personagem caricato pelas características ainda mais histriônicas, acrescidas às mencionadas: postura empolada e pele facial tão lisa que parece besuntada com banha de porco. Ele – o personagem real – não se cansa (e não se dá conta do ridículo) de exigir os “míííííííííínimos detalhes” de tudo o que pedem e fazem os juízes encarregados de julgar a “viva alma mais honesta deste país”, rótulo que Lula, réu em nove ações penais, dá a si próprio.

Doutor Explicadinho arrola até 80 testemunhas por processo – entre eles ex-chefes de Estado estrangeiros -, para depois dispensar uns e convocar outros (tudo para ganhar tempo), exige original de documentos usados pela defesa, requer perícia dos registros do setor de propinas da Odebrecht, indispõe-se contra testemunhas da acusação, investe contra os promotores e juízes, etc. E participa, com a maior cara de pau (a banha porcina refulge nessa hora), da fraude grotesca dos recibos de aluguel da cobertura de São Bernardo, da mesma forma como participou da confecção dos “projetos” de Luiz Cláudio, o caçula de Lula, para tentar comprovar porque o garoto recebeu milhões de empresas beneficiadas pelas medidas provisórias do papai… Luiz e papai são réus na Operação Zelotes.

E agora se saiu com esta: quer “tudo muito bem explicadinho, nos míííííííííínimos detalhes”, dos recursos julgados e em vias de ser pelo Tribunal Regional de Porto Alegre, ao qual está subordinado o juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a nove anos de prisão pelo caso do tríplex. O pedido foi feito após a revelação, na semana passada, de que o relator do recurso, desembargador João Pedro Gebran Neto, havia concluído o seu voto em 100 dias, 60 menos que o habitual. Recorrendo à Lei de Acesso à Informação, o Doutor Explicadinho quer saber por que, afinal, o recurso foi julgado tão rapidamente.

Doutor Explicadinho sinaliza, assim, que tentará segurar (sem a menor chance de êxito) o ritmo do julgamento, quando deveria se rejubilar pelo andamento que, se for mantido pelo revisor, terá desfecho em breve. O ritmo do tribunal não é ofensivo à Justiça, e sim fiel a ela, pois, segundo Rui Brbosa, “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”.

Ao se insurgir contra a fluidez do processo – que deveria ser regra e não exceção -, o Doutor Explicadinho, recordista em derrotas nos tribunais desde que assumiu a defesa do padrinho da esposa, manda a mensagem de que a condenação de seu cliente ilusre será mantida nos seus “míííííííííínimos detalhes”, acrescidos de outros, igualmente “muito bem explicadinhos”, que deverão ampliar sua pena.

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“O anel do capitão Shepherd”: daqui a pouco, em Maringá

Antes tarde do que nunca: lanço daqui a pouco em Maringá meu mais recente romance “O anel do capitão Shepherd – o troféu dos corsários que desafiaram o Império do Brasil”.

Será a partir das 20 horas (e até 22h30), no Boteco do Neco, na Av. Tiradentes entre a Catedral e o Parque Ingá. Investimento: R$ 50. O livro tem 323 páginas e foi editado pela Unifil

Abaixo, a apresentação do livro feito pela editora e uma sinopse da obra:

Apresentação:

A descoberta de duas bandeiras do Império do Brasil expostas na igreja de Carmen de Patagones, sul da Argentina, no final da década de 1980, levou jornalista e escritor José Antonio Pedriali à sua maior aventura literária: pesquisar, no Brasil e no exterior, personagens e fatos menosprezados pela história, e nesse caso uma história épica e ao mesmo tempo trágica ambientada no início do século 19 no Peru, Argentina e Brasil. E nos conveses de navios de guerra.

Desse trabalho surgiu “O anel do capitão Shepherd – o troféu dos corsários que desafiaram o Império do Brasil”, romance envolvente da primeira à última página, que lança o leitor num contexto de guerras pela independência, intrigas, um amor impossível e um mistério que perdura até hoje. Os protagonistas são o escocês James Shepherd e a peruana Rosa de Martinez, que se conhecem – e se apaixonam – no porto de Callao.

“Na história de amor entremeada de batalhas”, comenta o escritor Domingos Pellegrini, “os personagens são baseados em figuras (…) muito interessantes como a princesa Leopoldina e sua amiga Maria Graham, pioneiras do, como virou moda dizer, protagonismo histórico feminino.” Sobre o estilo do autor, diz Pellegrini: “Pedriali escreve como quem cultua a linguagem. Nela sobressai vocabulário revelador de acurada pesquisa histórica e náutica: ‘A reação dos gajeiros é imediata mas inútil: a corveta estremece de proa a popa e o rangido emitido pelo encontro com o banco de areia é amplificado pelo costado, chegando ao convés como um brado de dor. Sheperd e vários de seus homens são lançados ao chão e um gajeiro ao mar. O mastro grande estala e só não se rompe graças às enxárcias’”.

“O anel do capitão Shepherd” – editado pela Unifil – é o terceiro romance de Pedriali. Pedriali tem quarenta anos de atuação como jornalista – entre outros veículos trabalhou em “O Diário” – e é autor de nove livros.

viedma – 13/03/10
El periodista y escritor Brasileño, Jose Antonio Pedriali, termino su libro “el anillo del capitan shepherd” que habla de la batalla del 7 de marzo en patagones.
En la foto en la parroquia nuestra señora del carmen donde se encuentran las banderas brasileras como trofeo de guerra
foto marcelo ochoa

Sinopse:

O ANEL DO CAPITÃO SHEPHERD É UM ÉPICO HISTÓRICO AMBIENTADO NO INÍCIO DO SÉCULO 19. INSERE SEUS PROTAGONISTAS, O MARINHEIRO ESCOCÊS JAMES SHEPHERD E A PERUANA ROSA DE MARTINEZ, NA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL E PERU E NA GUERRA DO BRASIL COM A ARGENTINA PELA POSSE DO URUGUAI. RECONSTITUI CENÁRIOS E PERSONAGENS DO RIO DE JANEIRO E DE CALLAO E, EM SUA PARTE FINAL, VIAJA AOS CONFINS DA PATAGÔNIA. OFERECE CENAS VIBRANTES DE COMBATES NAVAIS, UM CASO DE AMOR IMPOSSÍVEL E UM MISTÉRIO QUE PERDURA ATÉ HOJE: ONDE FOI PARAR O ANEL QUE ROSA HERDOU DE ATAHUALPA, ÚLTIMO SOBERANO INCA, E DEU A SHEPHERD COMO GARANTIA DO AMOR ETERNO DE AMBOS? O ANEL FOI ARRANCADO DE SHEPHERD NA BATALHA DE CARMEN DE PATAGONES, VENCIDA PELOS CORSÁRIOS A SERVIÇO DA ARGENTINA.

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O obstinado Roberto Fú(trica) ataca novamente

A mais nova investida do vereador londrinense Roberto Fú (PDT) em sua cruzada obstinada contra o governo do estado é a proposta de anulação do contrato do município com a Sanepar, assinado no ano passado, que renova a concessão dessa empresa por mais trinta anos.

A Sanepar é uma S.A. controlada pelo governo estadual e fornece água e esgotamento sanitário. A empresa opera em Londrina há mais de quarenta anos. Nos últimos anos, investiu mais de R$ 1 bilhão no município, duplicando a capacidade de captação e armazenamento de água e ampliando a rede e o tratamento do esgoto.

O que alega o vereador ao fazer proposta tão radical? Nada!

Pelo menos é o que consta do anteprojeto de lei, que submeteu à Comissão de Justiça, Redação e Legislação.

Em entrevista à imprensa, disse que têm sido recorrentes as reclamações ao serviço prestado pela empresa.

Isso é suficiente para romper o contrato (aprovado pela Câmara, ressalte-se), daí derivando uma indenização bilionária ao município, que, segundo ele, ficaria responsável por fornecer água e tratar o esgoto enquanto nova empresa não for contratada?

O município não pode fazer nem uma coisa nem outra. Não tem – e não terá nas próximas décadas – recursos para a indenização e não possui capacidade técnica para operar um serviço dessa envergadura.

“O senhor está de brincadeira!”, indignou-se Ricardo Spinosa, da Rádio Paiquerê FM, ao comentar a proposta de Fú. É compreensível a indignação do jornalista, mas o pior é que não é brincadeira: Roberto Fú, que declara que sua profissão é “vereador”, quando isso é mera condição, leva a sério o que faz. E o que faz é atender a seu eleitorado no varejo – coisas assim como poda de árvore, desentupimento de bueiro, recape de rua, etc. – e, para isso, precisa dizer amém ao prefeito de turno. Mesmo que seja um corrupto como Barbosa Neto, que o tratava na ponta da bota (o critiquei aqui, ele recorreu à Justiça e perdeu).

Servil ao prefeito, Fú posa de valentão em relação ao governo do estado. Ora para denunciar que um viaduto vai cair (alarmismo injustificado), ora para exigir mais passarelas… e como o viaduto não caiu e as passarelas foram construídas ou estão em vias de ser (não por causa dele e sim por estarem no projeto) passou a investir contra a Sanepar. Por isso e mais aquilo, e agora exigindo a revogação da renovação do contrato.

Sua proposta não tem a menor chance de ser aprovada pela Comissão de Justiça. Mas, de futrica em futrica – desde que o alvo esteja longe dele -, Roberto Fú ganha seus quinze minutos de fama. Mesmo que em vão.

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Aliança com Requiâo: a eutanásia eleitoral de Osmar

Não bastasse preservar o maior inimigo de sua pretensão de conquistar o Palácio Iguaçu, o PT, com o qual se mantém coligado apesar de todos os pesares – e estamos falando de uma aliança com a maior organização criminosa de que se tem notícia -, o ex-senador Osmar Dias (PDT) buscou esta semana o apoio do senador Roberto Requião, primeiro na fila para se expulso do PMDB por sua contumaz sabotagem ao governo de Michel Temer.

Requião é o símbolo da truculência – não dialoga; impõe e xinga – e do atraso ideológico: defensor da ditadura venezuelana e do MST; da escória política e ideológica, enfim.

Isolado em sua busca pelo governo, Osmar – não à toa apelidado “Urtigão” por seu semblante amarrado e pela barba volumosa – não poderia ter dado passo mais em falso do que este. Pois abraçou o afogado, já que o estreitamento de sua relação com o PT fez de Requião – que encerra no ano que vem seu mandato – ainda mais rejeitado num estado massivamente contrário a esse partido.

A aliança com Osmar, que repetiria a dobradinha de 2010, derrotada por Beto Richa, favorece apenas Requião, que busca ampliar sua área de apoio. O senador radicalizou seu discurso para manter a fidelidade da esquerda, limitada aos sindicatos controlados pela CUT, professores do ensino médio manipulados pela APP e universitários ditos “independentes”. Osmar representa a esquerda “light” cobiçada pelo senador.

Formalizada no final da semana passada e propagada por Requião nas redes sociais como uma união de forças em busca de um programa conjunto de governo, a aliança de Osmar com o rebelde pemedebista representa sua segunda derrota para ele. A primeira foi em 2006, nas urnas, na disputa pelo Iguaçu Esta, por antecipação. Uma autêntica eutanásia eleitoral!

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A pergunta que Galindo fez… e não respondeu

O jornalista Rogerio Galindo, da Gazeta do Povo, aborda em sua coluna “Caixa Zero” um tema que ganha consistência: “E se Alvaro Dias resolver disputar o governo do Paraná?”

Elucubrações daqui e dali, Galindo não responde à pergunta: o que acontecerá se o senador e ex-governador Alvaro Dias atropelar o irmão Osmar, que articula sua candidatura ao Palácio do Iguaçu, mandar às favas os pretendentes ao apoio de Beto Richa – Cida Borghetti e Ratinho Júnior – e pisotear sua pretensão de concorrer à Presidência da República, que não consegue ultrapassar o patamar dos 5% de intenção de voto?

Reeleito senador com 80% dos votos, Alvaro – que completará em 2018 meio século de vida pública sem sequer uma condenação – será o próximo governador do Paraná!

Elementar, meu caro Galindson…

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O relativismo moral do ex-procurador

O ex-procurador da República Marcello Miller declarou à CPI da JBS que não cometeu “nenhum crime”, mas fez uma “lambança” ao interceder pelos irmãos Batista, que buscavam um acordo de delação, antes de deixar o Ministério Público.

Disse ele: “Eu acho que o que aconteceu foi o seguinte: ao refletir sobre a situação, analisei que não havia crime e não havia ato de impropriedade, mas não me atentei para as interpretações que poderia suscitar. Não me atentei”.

O Ministério Público proíbe que seus membros defendam interesses particulares no exercício do cargo.

Então fiquemos assim: qualquer ladrão, qualquer assassino, qualquer criminoso de colarinho branco tem a partir de agora o direito de alegar que “fiz uma lambança”, pois, “ao refletir sobre a situação, analisei que não havia crime”, mas “não atentei para as interpretações que poderia suscitar. Não atentei”.

O problema, portanto, não está no ato; está na interpretação que possam fazer dele…

A tese de Miller é absurda e escancara o relativismo moral que contamina a sociedade e as instituições.

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Osmar Dias e seu Calcanhar de Aquiles: o PT

O ex-senador Osmar dias (PDT) está em peregrinação pelo Paraná para consolidar sua candidatura ao governo do Estado.

Osmar tem um currículo excelente, no entanto com uma nódoa indelével: além de senador profícuo, foi um excelente secretário de Agricultura na gestão de seu irmão Alvaro (1987-1990). A mancha é a aliança com o PT, que resultou em sua nomeação como diretor de crédito rural do Banco do Brasil. Para retribuir, participou ativamente das campanhas de Dilma Rousseff.

Ele sabe que este é o seu Calcanhar de Aquiles – mais de 80% dos paraenses se declaram contrários ao PT. E o está protegendo desde agora para resistir aos ataques que se intensificarão caso viabilize sua candidatura.

Em entrevista à Folha de Londrina de hoje, afirmou: “Eu não nego a minha história (…) “Agora (…) Será que quem apoiou o Aécio Neves está orgulhoso disso? Tem diferença de quem comete ato de corrupção no PT ou no PSDB?”

Osmar precisa rever urgentemente seu argumento. É frágil, contém um embuste moral e o incrimina ainda mais: ele esteve ao lado do PT até o fim, apesar da Lava Jato, apesar das denúncias contra Lula, apesar do desastroso desgoverno de Dilma e de suas “pedaladas” criminosas, que resultaram em seu impeachment. O eleitor de Aécio não sabia de sua vida tortuosa, que só veio a público alguns meses atrás, três anos depois que quase se elegeu presidente. O eleitor do Aécio se indignou e se rebelou contra ele. Osmar continua aliado ao PT…

Sua contraofensiva fajuta revela que seu maior problema não é o Calcanhar de Aquiles esgarçado: é o cordão umbilical que o mantém atado ao PT.

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Procura-se o “novo”. Seja o que for

O desgaste da classe política é tamanho que até o apresentador de tevê Luciano Huck começa a despontar como candidato viável à presidência da República.

Sua ascensão coincide com a decadência de João Doria, o “astro” do início do ano que se apresentava – e assim era visto por milhões – como o único capaz de sepultar o ciclo perverso do lulopetismo. Doria virou farinha no rastro da “farinata” que ele apresentava como a solução mágica para a fome dos desvalidos. (João Doril: tomou farinata e… sumiu!)

Saravá! Creioemdeuspai! Que país é esse, afinal?

É compreensível que a opinião pública esteja enfarada de tanta notícia ruim envolvendo nossos políticos – e bote notícia ruim nisso -, mas acreditar num empresário de sucesso que chega à Prefeitura de São Paulo e em seguida num apresentador sem carisma e cuja maior façanha foi criar as personagens pornôs Tiazinha e Feiticeira e, mesmo assim, cassar-se com a princesa Angélica!

Pesquisa divulgada hoje pelo “Estadão” mostra que Huck é o mais bem avaliado entre 20 nomes apresentados – todos políticos, exceto ele – para disputar a presidência.

Uma façanha, que indica que o brasileiro está em busca do “novo”, seja o que for, seja quem for.

Os políticos tradicionais que estão com as candidaturas lançadas, ou que pensam em lançá-la, terão que saracotear para não serem trucidados pelo eleitor. Que, nesse caso, personifica o monstrengo verde do velho seriado “O Incrível Hulk”, disposto a arrebentar com tudo e todos que encontrasse pela frente.

A eleição será daqui a um ano. O prestígio de Huck se consolidará ou se transformará em farinha?

Impossível prever. “O Incrível (eleitor) Hulk” encontrará outro “novo” caso Huck tenha o mesmo fim de Doria…

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