Mês: dezembro 2010



O mito Lula sobreviverá à História?

Luis Inácio Lula da Silva deixa a presidência para entrar para a História.
O presidente mais popular do Brasil republicano, pelo menos desde que começaram a existir as pesquisas de opinião pública, deixa um legado de realizações, a principal delas a espetacular ascensão social de 28 milhões de pessoas que saíram da linha da pobreza e 30 milhões que passaram da pobreza para a classe média.

E tudo teve início com a “herança maldita” de seus antecessores Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, que legaram uma economia saneada graças ao sólido Plano Real. Lula xingou o que herdou, mas teve a astúcia de se aproveitar como poucos da herança e aprofundar suas conquistas: a Bolsa-Família, também iniciada por FHC, recebeu o estímulo de uma economia revitalizada e todo o empenho do presidente.

Louvado seja o presidente Lula por ter promovido uma revolução social.

Louvado seja o presidente Lula por ter permitido que toda a sociedade brasileira, dos ricos aos pobres, se beneficiasse desse extraordinário momento de pujança econômica – que, diga-se, não é exclusividade do Brasil, que até cresceu menos que outras economias emergentes.

O governo Lula, no entanto, e apesar de toda a propaganda massificante personificada pelo PAC, pouco promoveu em termos de expansão da infraestrutura: portos, aeroportos, rodovias continuam sucateadas. A educação e a saúde receberam tratamento secundário.

O Estado inchou, as contas públicas cresceram, a máquina pública foi tomada de assalto pelos “companheiros”, transformando-se num eficiente instrumento político e de realizações pessoais, legítimas ou ilegítimas.

As reformas política, trabalhista e, sobretudo, tributária foram deixadas para as calendas gregas. O Estado brasileiro tornou-se ainda mais pesado, lento e gastador.

Lula é o maior líder político desde Getúlio Vargas. Une-os o discurso e as ações em favor dos menos favorecidos, mas as diferenças de estilo e comportamento são gritantes. Getulio se suicidou ao perceber que estava cercado de corruptos, Lula cresceu ainda mais nas pesquisas após a revelação de que seu entorno era e é corrupto!

O combate à corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes do meu Governo. É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade que prevalece em certos setores da vida pública. Não permitiremos que a corrupção.

O trecho acima foi destacado do seu discurso de posse, em 2003. Os fatos são eloquentes em desmentir suas intenções.

Lula deixa um legado de realizações sociais, mas um déficit enorme em relação à ética. Nunca antes na história deste país tivemos um presidente que tenha contemporizado tanto com tantos por tantos desvios…

O mito, no qual ele se transformará a partir de amanhã, quando entregar a faixa presidencial à sua criatura, Dilma Vana Rousseff, enfrentará o julgamento da História. Sobreviverá a esse julgamento?

Um parecer pode – e deve – ser feito neste instante: Lula não é um estadista. Pois o estadista tem o Estado e a Nação como metas, enquanto as metas de Lula foram explícitas: utilizar-se do Estado para ampliar sua popularidade, consolidar seu poder e projetar-se como alternativa futura de retorno à presidência… Em seus discursos, feitos com frequência estonteante, a palavra “eu” predomina, enquanto se nota uma ausência contumaz do “nós”, de “país” e de “Nação”..

O mito nascerá amanhã, e nesse dia o rei estará morto. Que viva a rainha Dilma Vana Rousseff e que ela não se transforme numa autêntica “herança maldita”.

Política
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Fruet: sem mandato, sem cargo, mas com projeto

O deputado federal Gustavo Fruet, PSDB, um dos mais destacados congressistas brasileiros, que fez da ética sua principal bandeira, não se elegeu senador e recusou convite para compor o secretariado do governador Beto Richa.

Ele comunicou há pouco sua decisão, deixando nas entrelinhas do release enviado à imprensa que seu projeto é para 2012, quando estará em disputa a Prefeitura de Curitiba.

Eis o release:

UMA NOVA ETAPA

Concluo no próximo 31 de janeiro um ciclo de 14 anos de mandato no Legislativo: dois anos como vereador em Curitiba e 12 como deputado federal.

Este ano, abdiquei de ser candidato a deputado federal, aceitando no último prazo a convocação para compor a chapa da coligação Novo Paraná como candidato ao Senado, para ajudar na eleição de Beto Richa ao governo do Paraná e de José Serra para presidente.

Tive a honra de receber os votos de 2.502.805 eleitores do Paraná, apesar de ter realizado uma campanha curta e com pouca estrutura.

Agora, abro mão do convite para compor o secretariado de Beto Richa, por entender que o momento requer uma presença mais constante em Curitiba. A excepcional votação obtida na capital – 646.886 votos – reforça o desejo de ampliar o contato com a população local, após 12 anos em Brasília, e de ajudar a construir um projeto para a cidade.

A decisão não implica em abdicar da política, atividade à qual me dedico com uma paixão lúcida e com permanente crença em seu poder transformador da realidade. Mantenho a atividade política no dia-a-dia, em permanente contato com a população e com setores organizados da sociedade. No campo da política partidária, a próxima etapa é a convenção municipal do PSDB, em março de 2011.

Paralelamente, retomo a atividade profissional de advogado, no endereço de sempre, na Praça Rui Barbosa, além outros projetos, entre os quais o de dedicar mais tempo ao estudo.

Por fim, agradeço a atenção recebida ao longo do mandato por parte dos eleitores – não apenas pelo voto, mas por meio do acompanhamento constante, das sugestões e das críticas – e também por parte da imprensa paranaense, no papel essencial de monitorar o trabalho dos eleitos para representar a população do Estado.

Política
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Do achincalhe à ameaça: a involução do pensamento petralha

Como afirmei na longa série ainda incompleta de 60 posts sobre a alma petralha, petralha que é petralha não possui argumentos para rebater acusações de que o governo Lula jogou na lata de lixo o que havia de mais precioso em seu ideário: a ética. Tornou-se, assim, como os demais que sempre combateu: prostituto das circunstâncias.

Por falta de argumentos, petralha que é petralha zomba dos que põem o dedo na ferida.

O achincalhe é a arma favorita dos petralhas, que montaram uma central para se antepor aos que não se curvaram ao mito Lula – mito fabricado pela propaganda milionária financiada pelo Planalto e pelas estatais, que, como todo mito construído sobre bases falsas, se dissolverá rapidamente.

Essa central, montada a partir do segundo mandato de Lula, atuou intensamente na pré-campanha e durante a campanha eleitoral da senha Dilma Vana. Foi a nocaute nos 15 dias que se sucederam ao primeiro turno, porque os petralhas contavam com uma vitória avassaladora naquele 3 de outubro, voltou com tudo uma semana antes do segundo e, uma vez vencida a eleição e a tarefa cumprida, desmobilizada em grande parte. Você, meu leitor, já notou que sua caixa postal não recebe mais postagens favoráveis ao Lula ou a Dilma, sempre tento como remetente um usuário do gmail?

Um membro do aparato do terrorismo na internet, sempre postando como anônimo, pois a coragem coletiva e a covardia individual são características do petralha, foi escalado para me atazanar desde que esse blog foi ao ar. Ou age por iniciativa própria, movido tanto por ideologia quanto por algum desvio psicológico ou de caráter. Ou as três coisas juntas, que casam bem com muitos petralhas. Seja qual for sua motivação, age como os demais integrantes do aparato terrorista: a desqualificação do adversário, o deboche, a zombaria são suas armas de ação.

É de morrer de rir o conhecimento que o enfant terrible dos blogs mais lidos do mundo tem do Lula. Ahahahahahahahahahahahah – eis uma mostra da argumentação “profunda” do meu algoz, esta postada no dia 25 de dezembro.

Resolvi, em abril deste ano, não publicá-lo mais. Ele insistiu. Retive mais de duas centenas de mensagens dele, que, depois de algum tempo em silêncio, mudou de estilo. Retirou as zombarias (teve uma recaída recente, como o exemplo mostrado acima, mas foi passageira) e, por não obter resultado, porque é incapaz de argumentar com lógica e coerência, partiu para as ameaças.

O estopim para a mudança de comportamento dele foi minha postagem, de 21 de dezembro, intitulada Eureka!, cujo teor é o seguinte:

“Não é sensato simplesmente achar que a imprensa pode tudo e o cidadão, o político – porque político também é gente -, não tem direito a nada”

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento e futuro ministro das Comunicações.

Político também é gente: eureka!

 

Sua primeira manifestação foi:

Prepare-se para a regulamentação sobre a imprensa caro representante tupiniquim do PIG.

23 de dezembro de 2010 11:45

 

A segunda:.

 

Desceu do salto, né???

Espere só…. seus dias para escrever bobagens estão contados……

hsuashashasuasuahshua

27 de dezembro de 2010 10:32

 

Não me espanta, embora me preocupe, esta mudança de comportamento, manifestação individual de um comportamento coletivo. A ditadura está na essência dos que vivem em função do poder, desejando-o mais e mais, para os quais a mais preciosa força da democracia, que é a liberdade de imprensa, é um sério empecilho.

Por isso, os petralhas cultuam Hugo Chávez, líder de uma Venezuela, onde, segundo o presidente Lula, “há excesso de democracia”. Lula é o paradigma dos petralhas: fez do Congresso o que o mensalão tentou e não conseguiu, torná-lo capacho, e, batido nas urnas na eleição legislativa, obteve dos lacaios “superpoderes” para governar durante um ano por decreto, neutralizando nesse período a ação oposicionista.

A “regulamentação” proposta pelos petralhas é o primeiro passo para amordaçar a imprensa, que tem muitas falhas, mas é melhor que erre em liberdade porque jamais acertará uma vez aprisionada. Consolidados no poder com a vitória de Dilma e a perspectiva de retorno em breve de Lula, os petralhas, entre eles meu marcador “anônimo”, que se excita principalmente quando toco no nome do ministro Paulo Bernardo, querem silenciar a imprensa que tanto contribuiu para que eles chegassem onde estão…

As ameaças que venho recebendo confirmam o DNA ditatorial da alma petralha: liberdade para eles, mordaça nos adversários. Afinal, dói, e como dói, ter os mensalões, dólares na cueca, aloprados, maracutaias mil, dossiês e quebras de sigilos fiscal e bancário, perseguições a meros caseiros, Josés Dirceus e Erenices Guerras etc etc etc denunciados pela imprensa… Dói!

 

 

 

 

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O negócio é o negócio – parte 2

Da Folha de S. Paulo:
Filhos de Lula são sócios em 2 holdings

Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings –sociedades criadas para administrar grupos de empresas–, a LLCS Participações e a LLF Participações.

Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas.

A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.

Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%.

As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.

As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos.

São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal –Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Como afirmei, em postagem do dia 23, “o negócio é o negócio: a essência da alma petralha”.

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