Mês: abril 2011



Um casamento e quatro funerais

A Inglaterra está em festa hoje, para mais um “casamento do século”, a realização, mais uma vez, de “um conto de fadas”, bla bla bla, bla bla bla e bla bla bla. O príncipe Andrews casa-se com a plebeia Kate Midleton.

Este é o casamento. Inspirado em “Four Weddings and a Funeral” (Quatro Casamentos e um Funeral), a comédia inglesa dirigida por Mike Newell, apresento agora os quatro funerais:

1. O PT joga mais uma pá de terra na bandeira da ética, que içou no alto da estrela para chegar à presidência da República, ao aceitar Delúbio Soares em seu quadro. O ex-tesoureiro, uma das “estrelas” do mensalão, foi expulso e deve ter seu pedido de refiliação aceito, com a benção de Lula, na reunião de hoje da executiva do partido.

2. Treze dos 15 membros do Conselho de Ética do Senado são “homens de confiança” de José Sarney. Seu presidente é João Alberto Souza, que assinou os atos secretos quando era membro da Mesa Diretora. Enterra-se assim toda a esperança de que essa instância do Parlamento tenha um mínimo de vergonha na cara.

3. Os petralhas do Senado, tendo a frente Gleisi Salvatti Hofmann, aprovaram projeto que triplica os repasses do Brasil ao Paraguai pela venda da energia excedente produzida por Itaipu – usina construída exclusivamente com recursos do Brasil e movida quase 100% por água brasileira. Mas os petralhas querem fazer um agrado para “el buen compañero” Fernando Lugo. Abrem-se, assim, as comportas dos interesses de um partido e fecham-se as dos interesses nacionais.

4. Como nunca antes na história deste país, e isto inclui a longa noite imposta pelo regime militar, um governo enfrentou oposição tão pífia. Oposição: quem, quando, onde, como, por quê? Requiescat in pace.

Política
3 Comentários


Vai, Márcia, vai para Roma

Leio no pacocacomcebola (que pode ser acessado pelo portal de o diario.com), que o PT está sondando Márcia Lopes para disputar a Prefeitura de Londrina no ano que vem.

Márcia, petista histórica, iniciou a vida pública como secretária de Ação Social da Prefeitura de Londrina na administração Cheida, foi vereadora e chegou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. É irmã do mala-preta do Lula, Gilberto Carvalho.

Bem fazem os petistas em cogitá-la para a disputa, já que o partido NÃO TEM NENHUM NOME VIÁVEL para essa missão suicida em Londrina. Nem o dela…

Na última eleição, e depois de dois mandatos apopléticos de Nedson Micheleti <span style=”font-style:italic;”>(requiescat in pace)</span>, o candidato petista André Vargas amargou 5% dos votos.

O problema é que, segundo Claudio Osti, diretor-superintendente do pacocacomcebola, Márcia está de olho numa vaga na FAO, o prestigioso, porém pouco eficiente, órgão das Nações Unidas para o combate à fome no mundo. Sua sede é em Roma.

Entre a FAO e uma aventura suicida em Londrina, vai, Márcia, vai para Roma.

Política
Comente aqui


Vice-prefeito, a nova vítima de Homero Barbosa

O vice-prefeito José Joaquim Martins Ribeiro é a mais nova vítima do serial killer de reputações, Homero Barbosa, prefeito de Londrina. Homero já defenestrou mais de 30 secretários, mas é a primeira vez que chuta a canela do vice. Está no diario.com:

O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, criticou a posição do vice-prefeito, José Joaquim Martins Ribeiro, de que hipermercados possam se instalar no perímetro central da cidade. Reprendendo a opinião de Ribeiro, o prefeito foi categórico ao dizer que “quem manda aqui sou eu”.

O motivo da trombada foi a defesa do vice da instalação de supermercados na área central. Ele é o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina.

Conselho: Sr. Ribeiro, depois desta descompostura que o sr. não merece, enfie a viola no saco, dê uma banana ao chefe mal criado e volte para o seu escritório de contabilidade…

Política
Comente aqui


Roberto Fu e uma “herança maldita” do PT

O vereador Roberto Fu ((PDT) protocolou projeto que revoga a lei 10.092, aprovada durante a gestão de Nedson Micheleti (requiescat in pace) à frente da Prefeitura de Londrina. Essa lei é uma das “heranças malditas” da administração Nedson (requiescat in pace).

Essa lei petista impede a instalação de supermercados e afins no perímetro urbano e foi um descalabro, porque visou a impedir a entrada do Wal-Mart, que ameaçava os negócios do grupo Super Muffatto instalado na região pretendida pela empresa norte-americana (eles já tinham comprado o terreno, que a prefeitura veio a declarar de utilidade pública…)

O favorecimento ao Muffatto foi tão indecente que a mesma lei que impediu a entrada dos americanos foi burlada para permitir que o outro se instalasse onde não poderia – a estratégica e mais que urbana avenida Madre Leônia, próximo ao Catuaí e acesso aos condomínios residenciais de luxo.

Essa pouca-vergonha deu pretexto a uma ação movida pelo Ministério Público contra o prefeito (requiescat in pace) por improbidade administrativa.

Fu diz que duas redes querem se instalar em Londrina, Angeloni e Destro, e que a lei é um entrave para elas.

Que a lei seja para todos, e não para os amigos do prefeito, de ontem ou de hoje ou de amanhã. Assim seja. Aleluia!

Política
3 Comentários


Missão para o Edir Macedo – 2

E também do estadao.com:

Última obra visitada por Lula, parte de túnel desaba no Nordeste

Parte do túnel Cuncas I, que integra as obras da transposição do Rio São Francisco, desabou. O túnel foi uma das últimas obras visitadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste antes de sair da Presidência da República. O acidente ocorreu na última quinta-feira, 21, mas só foi revelado agora.

Chamem o Edir Macedo – e com urgência. O homem está mesmo precisando de uma sessão de descarrego!

Política
4 Comentários
  

A demolição do PSDB

Editorial de  O Estado de S.Paulo:

O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes – e decerto não derradeiros – que abalam o PSDB, a agremiação que não sabe, entre outras coisas, o que fazer com o robusto patrimônio de 43,7 milhões de votos obtidos por seu candidato na última eleição presidencial.

De um lado, o ex-presidente e tucano emérito Fernando Henrique viaja pelo mundo das ideias em busca de bases conceituais para reconstruir o papel de sua legenda e dos aliados oposicionistas, depois da sua terceira derrota consecutiva para o PT de Lula em um decênio. De outro lado, no rés do chão da política partidária, atulhado do que nela há de mais velho, banal e, ainda assim, dominante – os cálculos de conveniência das ambições e vendetas pessoais -, o também tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, toca a obra de demolição do enfermiço partido no seu berço e reduto mais consolidado.

Costumava-se dizer do seu correligionário José Serra que era uma figura politicamente desagregadora. Se foi, ou é, parece um aprendiz perto do rival que não se conforma até hoje com o apoio do outro ao afinal vitorioso concorrente do DEM, Gilberto Kassab, na eleição para prefeito da capital de 2008. Por conta disso e pelo aparente projeto de governar o Estado pela terceira vez, com um hiato entre 2007 e 2011, Alckmin se empenha em afirmar a hegemonia de seu grupo na seção paulista da legenda, tratando de confinar nas suas bordas os companheiros de diferentes lealdades.

Além disso – e aí já se trata dos prejuízos sofridos pelo interesse público -, deu de desmantelar políticas bem-sucedidas adotadas no interregno José Serra em áreas cruciais para a população, como educação e saúde. Chega a dar a impressão de querer apagar da história recente do Estado o período serrista. Essa política de demolição tem os seus custos, porém. Seis dos 13 membros da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores paulistana deixaram o ninho na semana passada. E um tucano de primeira hora, o ex-deputado e secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, acaba de fazer o mesmo.

Aqueles se guardaram de atribuir frontalmente ao governador a sua decisão. Mas este o acusou com todas as letras e argumentos ponderáveis. Argumentos que remetem à ascensão política do ex-prefeito de Pindamonhangaba pelas mãos de Mário Covas, de quem foi vice-governador e sucessor, depois de sua morte, e ao empenho de Alckmin em participar de todos os ciclos eleitorais da década passada: para governador, presidente, prefeito e novamente governador. Nem que para isso tivesse de implodir a aliança entre o PSDB e o DEM na citada eleição municipal de 2008. “Isso demonstra o seu apetite pelo poder”, apontou Feldman. “Essa é a verdade.”

A ironia é que, diante das baixas causadas pela iniciativa de Kassab de criar uma nova sigla, o PSD, o mesmo Alckmin que resistiu à parceria com o ex-PFL quando a agremiação tinha ainda razoável expressão política, agora, quando faz água, torna a recorrer aos seus quadros para recompor a equipe, depois de demitir o vice-governador e titular da estratégica Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Afif, que resolveu acompanhar Kassab.

As fraturas no PSDB paulista ocorrem na pior hora e no pior lugar. Elas são um entrave para o soerguimento do partido, em sua dimensão nacional. Qualquer que seja o peso das ideias para o que Fernando Henrique chama “refazer caminhos”, as palavras e os atos que constituem a essência da política dependem de líderes dotados de coerência e carisma para proferi-las e praticá-los com credibilidade – e a crise paulista revela políticos que não estão à altura da tarefa. Sem líderes não se fortifica um partido, muito menos se chega às urnas com chances efetivas de sair delas vitorioso. Os erros de Alckmin não só o enfraquecem no plano regional, como sufocam as aspirações tucanas na esfera nacional. Assim os brasileiros não terão uma alternativa viável para o projeto de poder do PT.

Política
Comente aqui


Gilberto Martin e uma decisão honrosa

O deputado Gilberto Martin (PMDB) vai renunciar à sua cadeira na Assembleia Legislativa. Ele fez o anúncio agora de manhã, conforme o diario.com.

Martin ocupa a vaga deixada por Claudio Romanelli, do mesmo partido e içado à condição de secretário de Trabalho. Assuumiu depois de um vaivém com o petista Elton Werter, primeiro suplente pela coligçaão. Martin é o primeiro suplente pelo partido.

A decisão do STF, de que a vaga do titular deve ser ocupada pela suplência da coligação, mata qualquer chance de Martin continuar a pendenga judicial.

Assim, ele se antecipa à morte prolongada e dolorosa. Sai de cena honrosamente.

Política
1 Comentário


Pois é…

Do estadao.com:

Barulho de manifestantes faz Dilma despachar no Palácio da Alvorada

O barulho provocado por um grupo de manifestantes que há dois dias se concentra em frente ao Palácio do Planalto fez a presidente Dilma Rousseff transferir uma reunião com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, para o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

Pois é, nada mais repugnamente do que o povo…

Sem categoria
Comente aqui