Mês: julho 2011



Recesso

Em solidariedade aos nobres senadores, nobres deputados e nobres vereadores, e

considerando a necessidade de consultar as bases,
considerando a necessidade de pesquisar arquivos,
considerando a necessidade de esboçar projetos de importância vital para a nação

decreto, em regime de urgência urgentíssima:

entro em recesso a partir da data de hoje e até o último dia inútil deste mês e desejo aos meus abnegados leitores os mais aprazíveis momentos até lá.

Londrina, aos 21 de julho de 2011.

José Antonio Pedriali
Blogueiro-chefe, subchefe, redator, revisor, pauteiro, diretor-administrativo, financeiro e de recursos humanos, supervisor de logística, ombudsman e plagiador de charges deste blog.

Alínea 1: algum ministro resistirá até lá ao ímpeto da senhora [email protected] de expurgar todos quantos tenham mácula no trato da coisa pública?

Alínea 2: pois se “gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão…”

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Primeiro ato?

Tá certo que o Lula está em campanha o tempo todo, pois é o que melhor sabe fazer e o que mais gosta de fazer, mas desde que passou a faixa a Dilma ele não tinha sido tão ostensivo quanto foi hoje ao visitar, em Feira de Santana, dona Canô, mãe de Caetano e Bethânia.Teria sido esse o primeiro ato de sua campanha para (tentar) voltar para onde ainda não saiu, a Presidência?

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Coerência, senhora ministra, coerência

A [email protected] Dilma ordenou uma “faxina geral” no Ministério dos Transportes após degolar oito diretores, entre eles o único representante do PT na Pasta, Hideraldo Caron, e até um que sequer havia tomado posse, Augusto César Carvalho Barbosa de Souza (sua efetivação aguardava a aprovação do Senado).

O comportamento evoca uma das cenas mais constrangedoras do Congresso, que foi o comportamento da senadora Gleisi Hoffmann em relação ao seu colega de bancada, Alvaro Dias. O incidente ocorreu no início da legislatura, quando Gleisi empenhava-se em mostrar a mais servil possível aos interesses do Planalto, visando a voos mais altos – conseguindo com isso a chefia da Casa Civil.

Gleisi criticou o colega por basear suas denúncias em reportagens de jornal e de “fazer juízo de valores” a respeito do comportamento de funcionários do governo sem sustentação em provas.

Ora, ora, senhora ministra: o que tem feito a sua [email protected] a não ser atuar, em relação à corrupção, senão movida por denúncias da imprensa, tendo demitido, em consequência dessas denúncias e sem a existência – por enquanto – de provas, dois ministros e oito diretores do Ministério dos Transportes?

Para ser coerente com sua posição quando senadora, a senhora Gleisi deveria interpelar publicamente, como fez em relação ao colega de bancada, a [email protected] Dilma. Afinal, a [email protected] está lidando com “a vida e a honra das pessoas” a quem demitiu…

Mas isso é exigir demais de alguém que construiu sua carreira baseada no servilismo.

(O entrevero de Gleisi com Alvaro está disponível no youtubeDvVV-TNcH38)

 

Atualizando: chegam a 12, no final desta terça-feira, os funcionários dos Transportes demitidos pela [email protected] Além do ministro.

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E agora, Pagot?

Luiz Antonio Pagot comportou-se exemplarmente ao acatar o pedido (ou outra forma de convencimento qualquer) de seu padrinho político, o senador Blairo Maggi, que lhe deu altos cargos em suas empresas e depois o introduziu no comando do Dnit.

Pagot não cumpriu a ameaça de, ao depor no Congresso, jogar lama para todo lado, principalmente na direção do casal ministerial Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Apesar de a [email protected] Dilma ter ordenado sua demissão, ele se apresentou aos parlamentares como em férias. Disse também que as férias haviam sido determinadas pela Casa Civil, chefiada por Gleisi…

Sua estratégia não deu certo: Dilma mandou a ministra Ideli Salvatti avisar mundos e fundos que, ao encerrar as férias, Pagot terá que enfiar a viola no saco.

E agora, Pagot manterá a docilidade ou se insurgirá contra aqueles que ameaçou denunciar?

Dou um palpite: Pagot manterá silêncio. Se falar, cairá nas graças da oposição, mas esta não tem nada a lhe oferecer, muito menos prata. Para quem tem um padrinho tão poderoso, o silêncio vale ouro…

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Usurpação de função

Coube a Ideli Salvatti, por determinação da [email protected] Dilma, a tarefa de avisar a inimigos e aliados, principalmente aos últimos, que Antonio Pagot, apesar de sua “brilhante” atuação no Congresso, será demitido da direção do Dnit assim que voltar das férias.

O aviso foi dado em Florianópolis, reduto eleitoral de Ideli.

Não haveria nada demais no cumprimento da tarefa por Ideli se ela não fosse ministra das Relações Institucionais, encarregada de estabelecer e manter uma ponte permanente entre o Planalto e o Legislativo. Nada a ver, portanto, com a barafunda que se transformou o Ministério dos Transportes.

O funcionário a quem competiria a tarefa executada por Ideli seria a Casa Civil, neste momento chefiada por Gleisi Hoffmann. A este ministério compete nomear e desnomear os agentes públicos federais e repassar aos demais ministérios as ordens da Presidência.

Por que essa usurpação de função determinada pela [email protected]?

Talvez jamais saibamos, mas a ameaça de Pagot de levar consigo para a lama o casal mais famoso da Esplanada do Ministério – Paulo Bernardo e a própria Gleisi – pode sugerir uma pista valiosa.

Para que, afinal, atiçar os ânimos e os amargores de Pagot?

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