Mês: agosto 2011



Manual do Perfeito Petralha

Após o depoimento do ministro Paulo Bernardo ao Senado, consolidam-se os três princípios vitais do Manual do Perfeito Petralha:

– Não saber de nada (inspirador: Lula)

– não ver nada (inspiradora: Dilma, depois de decidir parar com a faxina para não incomodar os companheiros)

– não se lembrar de nada (inspirador: Paulo Bernardo).

 

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O senhor me decepcionou, ministro

Tenho que admitir, senhor ministro Paulo Bernardo, que o senhor me decepcionou ao depor hoje ao Senado sobre o uso de aviões pertencentes a empresas beneficiadas pelo governo.

O senhor mudou inteiramente de versão!

À imprensa, o senhor havia admitido o uso de aviões durante a campanha de sua esposa ao Senado, Gleisi Hoffmann, agora ministra da Casa Civil.

Mas como sua versão complicou a situação da esposa, pois a prestação de contas dela não registra o uso de tantos aviões pelo senhor e por ela naquele período, o senhor agora veio com outra: que não se lembra se usou o avião de uma empresa beneficiada com aditivos e mais aditivos, todos autorizados por sua excelência!

Senhor ministro, o senhor já foi melhor na engambelação. Ou é o exercício do poder que está comprometendo sua memória?

Seja o que for, o senhor me decepcionou.

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Saga petralha – adendo do dia

E a saga petralha continua: o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo pediu a intervenção da Bancoop, cooperativa dos bancários criada e “administrada” pelo PT, por ter desviado R$ 170 milhões dos associados para financiar campanhas eleitorais do partido.

A decisão foi por unanimidade.

A Bancoop, que teve como presidente João Vaccari Neto, que, por coincidência, também foi tesoureiro nacional do PT, diz lamentar o pedido de intervenção porque, alega, uma auditoria feita sob sua encomenda não “encontrou irregularidades”.

Se a Bancoop estiver com a razão, estamos assistindo a um caso inédito, como nunca antes na história deste e de qualquer país, de surto coletivo de promotores públicos!

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Cala a boca, Magda!

A ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) afirmou hoje que ninguém é “infalível”, que as pessoas podem errar ao longo da vida e que “o erro pode ser reparado” ao comentar o fato de ter recebido indenização da Itaipu Binacional embora tenha pedido para sair da empresa. (folha.com)

Ela ficou longo tempo sem falar, pois, finalmente, lhe caiu a ficha. Seu último comentário público, e logo depois de assumir a Casa Civil, foi de que não seria utilizado dinheiro público na intervenção do BNDES para a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Como não, Magda?, se o banco é estatal?

E até que veio à luz a malandragem dela ao sair de Itaipu para disputar o Senado, em 2006 (que pena que não se elegeu: assim faltariam somente três anos e alguns meses para o mandato terminar!).

Ela deixou a direção de Itaipu por livre e espontânea vontade, mas combinou com seu chefe Jorge Samek, também do PT, para que fosse exonerada (o ato de ambos foi validado pelo presidente Lula, que assinou o decreto de exoneração). Assim, ela pôde embolsar os 40% de multa sobre seu FGTS, que era de R$ 100 mil. Subtraiu indevidamente, portanto, R$ 40 mil.

Gleisi se apresenta como “especialista em gestão pública”. Como uma “especialista” não poderia saber que seu ato era ilegal, indecoroso e uma farsa grotesca?

Senhora, ministra, continue em silêncio. Do contrário, vão exigir: “cala a boca, Magda!”

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Novos episódios da saga petralha

E a imprensa publica hoje dois novos episódios da saga petralha:

Ex-prefeito de Santo André é acusado de desvio de recursos 

O Ministério Público de São Paulo denunciou um esquema de desvios de R$ 46 milhões dos cofres da Prefeitura de Santo André para uma ONG durante a gestão petista de João Avamileno, informa reportagem de Fernando Mello publicada na Folha de S. Paulo.

Governo paga R$ 6,2 mi por projeto fantasma para Copa

O governo federal repassou R$ 6,2 milhões a um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa do Mundo de 2014 que nunca saiu do papel. Sem licitação, o Ministério do Esporte contratou o Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa. O contrato foi assinado no dia 31 de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado, de uma vez só, em 11 de abril deste ano. O projeto, porém, jamais andou.

O Ministério do Esporte foi célere em aprovar o convênio, entre novembro e dezembro de 2010, com base em orçamentos e atestados de capacidade técnica apresentados pelo sindicato. O jornal O Estado de S. Paulo obteve os documentos. O negócio rápido e milionário teve um empurrão oficial de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva (PC do B) – de quem é correligionário no PC do B. (Agência Estado).

Moral de uma história imoral: ser petralha não é ser petista nem aliado dos petistas: é confundir o público com o privado, fazer do Estado um investimento, escamotear, mentir, ludibriar – e depois arrotar santidade… 

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Força, ministro, força!

Força, ministro Paulo Bernardo, força! Mostre para os senadores, em seu depoimento marcado para hoje, que vossa excelência é profissional.

Dê aquele show de bola na enrolação no qual vossa excelência é mestre e os encante com o seu talento. Vossa excelência terá, é claro, a preciosa ajuda da tropa do governo, apesar da negativa dos seus pares, mas o que importa é a sua performance.

Que não falhará, tenho certeza.

Permanecer no primeiro escalão do governo é coisa para profissional como vossa excelência, não para amadores, como os colegas que caíram por muito menos…

Força, ministro, força!

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Nova ação em gestação contra Homero Barbosa

A prevalecer a lógica, o Ministério Público deverá mover nova ação contra o (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, por causa do aditivo escandaloso feito a um contrato com a Proguarda, fornecedora de mão de obra terceirizada.

O aditivo correspondia a mais de R$ 1 milhão sobre um contrato de R$ 8 milhões. Parte dele foi paga; o restante ficou a ver comissões, porque o maracutaia foi descoberta.

O roteiro da trapaça começa no gabinete do prefeito, onde chega o pedido da Proguarda para um reajuste de 1,5 mil para 1,7 mil nos salários (média), é enviado à Secretaria de Gestão, onde o então secretário Marco Cito – que continua merecendo elogios e manifestação de confiança de Homero Barbosa – propõe, generosamente, que sejam pagos R$ 2,5 mil. Os técnicos dizem não e não, a Procuradoria também e, quando novo procurador é empossado – Fidelis Canguçu, que amargou um longo período de prisão por causa de seu envolvimento com o roubo de dinheiro na área de saúde – o endosso é feito.

Ao depor, ontem, ao Ministério Público sobre mais essa pendenga de sua administração, Homero Barbosa invocou o direito de ficar calado. Sério indicativo de que trem medo de se complicar ainda mais.

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Admissão de culpa

Da mesma forma como procedeu ao depor ao Ministério Público sobre sua eventual vinculação com o roubo na área de saúde (para que recorrer ao eufemismo “desvio de recursos”?), o (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, calou-se hoje ao depor sobre sua eventual participação na tentativa de roubar os londrinenses por meio de um escandaloso aditivo a uma empresa terceirizada, a Proguarda.

A malandragem ficou só na tentativa porque foi descoberta antes que se efetivasse.

Calar em juízo é recurso previsto na Constituição. Não conheço nenhum inocente que apelasse para ele. Talvez o (por enquanto) prefeito seja a exceção.

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