Mês: outubro 2011



Ele é mesmo um perigo!

Do portal o bonde.com:

31/10/2011 — 22h07
Barbosa Neto se envolve em acidente de carro em Londrina

Um grave acidente, envolvendo dois carros – um BMW e uma Mercedes Benz -, foi registrado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 21h30 desta segunda-feira (31), em Londrina. O motorista da Mercedes, no momento da colisão, era o prefeito Barbosa Neto (PDT), de 45 anos.

Segundo o condutor do outro carro, Nilton Silva, de 55 anos, Barbosa teria furado o sinal e colidido contra ele. O ex-secretário de Obras Agnaldo Rosa, que estava de carro atrás do prefeito, nega que ele tenha avançado o sinal.

O acidente foi registrado no cruzamento da BR-369 com a rua Grafita, no jardim Ideal, em frente ao Grêmio Recreativo Londrinense (zona leste da cidade). Após a colisão, o veículo do prefeito bateu em um poste, dividiu-se ao meio, e capotou.

Barbosa sofreu ferimentos leves: suspeita de contusão nas costas e escoriações pelo corpo. Ele estava acompanhado da esposa e primeira dama de Londrina, Ana Laura Lino, e dos três filhos. A mulher não sofreu ferimentos. Já as crianças tiveram ferimentos de leves a moderados.

O condutor do outro carro não se feriu. Já a passageira, de 22 anos, que não teve o nome revelado, sofreu ferimentos moderados.

Todos foram encaminhados para o Hospital do Coração de Londrina. Conforme informações da assessoria de imprensa, as vítimas chegaram conscientes e respirando normalmente. Todos os envolvidos na colisão passaram por uma bateria de exames para detectar se houve ferimentos mais graves.

O acidente mobilizou duas viaturas e um caminhão do Corpo de Bombeiros, além de um veículo da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), por causa do poste de energia danificado.

Sem comentário. Os fatos ululam por si! Mas uma observação: então o (por enquanto) prefeito tem uma Mercedes!

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Longa vida a Lula!

O resultado da biópsia indicou que o tumor diagnosticado na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é localizado, pertence ao tipo mais comum e pode ser considerado como de agressividade média, com grandes chances de cura. A informação foi dada nesta segunda-feira, 31, pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, onde será feito o tratamento.
(Do estadao.com).

Longa vida ao ex-presidente Lula!

São os sinceros votos de um brasileiro que o critica mas reconhece sua importância histórica.

Um brasileiro que deseja sua recuperação plena.

E que se sente aliviado porque, nos quatro meses que durar seu tratamento, ouvirá menas mentiras!

(Não gostou, petralha? Vai reclamar no ProLula – Programa de Defesa da Reputação do Ex-presidente Lula!)

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Não façam o que eu faço…

O (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, fez acusações pesadas ao Ministério Público e ao Gaeco no programa semana que tem na rádio de sua propriedade. O programa é aos sábados.

Em síntese: o MP e o Gaeco fazem acusações infundadas, falsificam provas e submetem os suspeitos a tortura psicológica.

Pois Homero Barbosa atribui ao MP – sem prova alguma – o mesmo procedimento que ele aplicou ao seu ex-chefe de gabinete em Brasília, Luciano Lopes, que o denunciou por usar a verba de gabinete para gastos pessoais.

No início da campanha eleitoral de 2008, ele chamou o Gaeco – o mesmo Gaeco contra o qual esbraveja agora – para prender Luciano, alegando que tinha sido vítima de uma extorsão do ex-auxiliar.

Luciano foi preso em flagrante em posse de R$ 20 mil reais. As gravações comprovaram que ele não pediu o dinheiro para retirar as denúncias, mas foi forçado a ficar com ele como um adiantamento por eventual consultoria durante a campanha.

A farsa foi desfeita meses depois pela juíza Oneide Negrão, que inocentou Luciano e remeteu o processo ao STF, pedindo que abrisse uma investigação sobre a conduta do então deputado Homero Barbosa.

Homero Barbosa fez uma acusação falsa, forjou a prova e submeteu o ex-auxiliar à execração pública.

Pode haver tortura psicológica mais dolorosa?

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Haiguenta?

Karin Karin
vai roer a corda
ou aguentar até o fim?

(Homenagem carinhosa à secretária de Educação de Londrina, Karin Sabec, indiciada pela compra irregular e superfaturada de livros, que, não bastasse as imputações anteriores, tiveram de ser recolhidos por serem preconceituosos e etc…
A secretária foi a única indiciada, mas esbraveja: por que só ela, se outros participaram? – leia sobre isso abaixo)

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Ato falhou ou ameaça?

O Ministério Público indicou, por improbidade administrativa, a secretária de Educação de Londrina, Karin Sabec, pela compra dos livros preconceituosos “Vivenciando…”, que, além do mais, foram superfaturados em cerca de 50% do valor.

A secretária se rebela: por que somente ela foi indiciada, se também participaram – os nomes foram citados por ela – o então secretário de Gestão, Marco Cito, e o (por enquanto) prefeito Homero Barbosa?

A manifestação da secretária é um ato falho ou uma ameaça velada?

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Batom na cueca

A secretária de Educação de Londrina, Karin Sabec, contrariando parecer do Ministério Público, insiste que os livros “Vivenciando a cultura afro-brasileira e indígena” foram trocados. O que se pretendia comprar era outro, com o nome parecido.

E a Editora Ética, intimada pelo MP a devolver os R$ 650 mil pagos pelos 13,5 mil exemplares – a obra foi considerada preconceituosa e os livros recolhidos -, propõe trocar a mercadoria.

Não vai dar certo. O diario.com obteve a nota de empenho, que testemunha: o que se comprou foi mesmo a obra polêmica. É o batom na cueca.

(Recomendo ao leitor que esteja chegando agora que acesso postagens abaixo sobre “livros perdidos”).

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Ganhei coragem

Sexta-feira, novo ministro e velhos hábitos, e uma pensata do escritor e teólogo Rubem Alves:

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
“Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”.
Tardiamente.
Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei:
“O povo unido jamais será vencido”, é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.
Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade.
Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos.
Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície,
se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição.
Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão.
Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu?
Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas.
Comprou-a e disse:
“Agora você será minha para sempre.”.
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado.
O povo era a prostituta.
Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.
O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.
No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.
As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O Homem Moral e a Sociedade Imoral” observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.
São seres morais.
Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem.
Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.
Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.
Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.
É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.
O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.
Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.
Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.
O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.
Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.
Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.
Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular.
O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.
Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.
Mas, que posso fazer?
Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio;
não gosto de churrasco, não gosto de rock,
não gosto de música sertaneja,
não gosto de futebol.
Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno”, à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.
Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção.”,
Isso é tarefa para os artistas e educadores.
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Rubem Alves

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Paolicchi, o arquivo morto

O operador do esquema de desvio de dinheiro público durante várias administrações de Maringá, Luiz Antonio Paolicchi, foi encontrado morto  no distrito de Floriano.

Ele foi assassinado com dois tiros no rosto. O corpo apresentava marcas de torturas e estava no porta-malas do carro dele. Nada foi roubado – nem o relógio, nem a carteira com R$ 150.

Era gay e tinha uma relação estável. Seu sumiço foi comunicado pelo companheiro.

Paolicchi esteve preso durante algum tempo por causa dos crimes que cometeu, mas, em momento algum, delatou seus chefes ou comparsas.

Agora,  per omnia saecula saeculorum, ele é um arquivo morto. Amén.

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