Mês: dezembro 2011

 

Mentira desmascarada

O (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, afirmou na semana passada que a auditoria do Ministério da Saúde sobre os serviços prestados por duas oscips o inocentou.

O vereador Marcio Almeida, único a discursar durante a vergonhosa sessão que arquivou o pedido de uma Comissão Processante de Homero Barbosa por causa de seu envolvimento no desvio de recursos da Saúde – quem o acusa é o Ministério Público e a Comissão de Investigação da Câmara -, revelou que o (por enquanto) prefeito mentiu.

Mais uma vez, aliás.

Disse o vereador:

“Das 10 irregularidades constatadas pela Auditoria em relação aos contratos com o Instituto Atlântico, após a análise das justificativas apresentadas pela administração municipal, 4 foram acatadas, 1 foi parcialmente acatada e 5 não foram acatadas. Em relação aos contratos com o Instituto Gálatas, uma foi acatada e 4 não foram. Ou seja, do total de 15 irregularidades constatadas pela Auditoria do DENASUS, 10 foram confirmadas, 9 delas integralmente. E, mais grave: o responsável indicado no documento do Ministério da Saúde pelas 10 irregularidades constatadas e confirmadas pela Auditoria é o Sr. Homero Barbosa Neto, CPF 076.409.028-35 ! Isto está registrado nas páginas 8, 14, 22, 24, 28, 35, 37, 39 e 44 do Relatório da Auditoria realizada pelo Ministério da Saúde no período de 13 a 22/6/2011 e abrangendo os contratos celebrados entre dezembro de 2010 e maio de 2011”.

Contra documentos, não há argumentos.

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Vade retro, satana

“Não é hora de bravata, é hora de agradecer a Deus”, disse o (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, ao comemorar a rejeição da abertura da Comissão Processante da Saúde.

A informação é do jornalista Fábio Silveira.

A frase de Barbosa contém duas barbaridades:

1. Ele pronuncia em vão o santo nome de Deus, ferindo, assim, o segundo dos Dez Mandamentos.

2. Ao atribuir ao Criador a inspiração para que o bando aliado – os seis vereadores que rejeitaram a Comissão – rejeitasse a comissão, ele blasfema.

Blasfêmia é um insulto religioso. Ele insultou Deus.

Pois o Senhor da Justiça jamais inspiraria a cumplicidade ao delito. Quem o faz é seu principal antagonista, o anjo decaído, que responde por vários nomes…

Vade retro, satana!

 

PS: o bando aliado é formado por sete, não seis.

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Agentes de uma dupla vergonha

Jairo Tamura, José Roque Neto, Roberto da Farmácia, Renato Lemes, Rodrigo Gouvea e Sebastião dos Metalúrgicos.

Os senhores ousaram votar contra a Comissão Processante do (por enquanto) prefeito Homero Barbosa, acusado de desvio de recursos na área de Saúde.

A atitude dos senhores inviabilizou a abertura da comissão.

Os senhores comprovam, assim, o que sabemos sobre o servilismo que praticam.

E a presença em plenário de um conhecido negociante de apoios, a serviço do (por enquanto) prefeito, nos estimula a crer que, por trás da decisão dos senhores, há muito mais coisa além do que sabemos.

Os senhores foram os agentes da dupla vergonha, praticada quase que simultaneamente: aprovaram o aumento de mais de 100% dos salários dos vereadores e esta repugnante tomada de posição.

Os senhores merecem o repúdio dos homens de bem.

 

PS: editado para acrescentar Roberto Fu entre os que votaram contra a CP, embora ele tenha se oposto à concessão de aumento aos vereadores.

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Vote contra, senhor

Roque Silveira votou contra o relatório de seus pares que incriminou Homero Barbosa nos desvios da Saúde.

Roque Silveira votou contra o relatório, também de seus pares, que incrimina o mesmo elemento nas falcatruas de uma empresa de vigilância a serviço do município, a Centronic (ver postagens abaixo).

Roque Silveira demonstra, assim, que acima dos princípios éticos, estão os interesses do chefe, o (por enquanto) prefeito.

A Câmara decidirá hoje se abre ou não uma Comissão Processante do prefeito por causa do seu envolvimento com as maracutaias da Centronic.

Vote contra, senhor Roque.

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Os senhores ousarão?

Senhores Jairo Tamura, Rodrigo Gouvêa, Renato Lemes, Roberto Fortini, Sebastião da Silva e Roberto Fu.

Os senhores se abstiveram, na semana passada, de votar o relatório da Comissão de Investigação que comprovou que o (por enquanto) prefeito, Homero Barbosa, tem culpa no cartório no caso Centronic.

Seus colegas, e antes deles os promotores públicos, chegaram à conclusão, baseados em documentos e testemunhos, fartos ambos, que a Centronic, contratada pelo município para prestar serviços de vigilância, fraudou sistematicamente a prestação de contas, e o (por enquanto) prefeito fingiu que não viu, e cedeu dois funcionários para cuidar da rádio de sua excelência. Funcionários dela, mas pagos pelo município.

Coisa cabeluda, apesar de o personagem central estar temporariamente careca.

Pois bem, o relatório concluiu pela abertura de uma Comissão Processante, que se encarregará de decidir se, por causa disso, o senhor (por enquanto) prefeito deve continuar no cargo ou enfiar a viola no saco.

A abertura da comissão sobre o envolvimento do prefeito nos desvios da Saúdeserá decidida hoje.

Os senhores ousarão se abster de novo?

É notória a submissão dos senhores aos interesses do chefe do Executivo, em muitas ocasiões mais ao chefe do que ao Executivo. Às vezes até violando o limite da dignidade.

Mas os senhores ousarão se abster de novo?

O Natal se aproxima. Comemoraremos no domingo o nascimento daquele que, entre tantos ensinamentos belos, nos orientou a não roubar, a não mentir, a amar o próximo como a si mesmo.

O crime do qual Homero Barbosa é acusado é este: roubo. Pois quem se apropria do que é público, rouba. Apesar das provas contundentes, o chefe mentiu. E, por fim, demonstrou que ama a si, não ao próximo.

Os senhores ousarão se abster de novo?

Quem encobre um criminoso é cúmplice do crime.

Senhores Jairo Tamura, Rodrigo Gouvêa, Renato Lemes, Roberto Fortini, Sebastião da Silva e Roberto Fu: os senhores ousarão se abster de novo?

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Salário dobrado, dever em dobro

A Câmara de Londrina reajustou os salários de vereadores, secretários municipais, prefeito e vice-prefeito.

O salário dos vereadores e secretários mais que dobrou.

Ganhavam 5,7 mil bruto. Vão ganhar, a partir da próxima legislatura, 12 mil.

Tudo bem.  O dinheiro é nosso; que eles, nossos dignos representantes, façam o que bem entenderem com ele...

Hoje será decidida a abertura da Comissão Processante do (por enquanto) prefeito Homero Barbosa por causa do seu envolvimento – é o que dizem o Ministério Público e a comissão de vereadores que o investigou – nas irregularidades de uma empresa de segurança terceirizada. Os vigilantes da rádio do senhor prefeito (por enquanto) trabalhavam para essa empresa, a Centronic, mas quem os pagava éramos nós, contribuintes - também conhecido por trouxas.

Essa é a mais esdrúxula das irregularidades, para não usar outra palavra. Houve mais, muito mais.

Que os vereadores justifiquem o salário que ganham e o reajuste que atribuíram como presente de Natal a seus sucessores - alguns se reelegerão, outros adiós - e abram a comissão.

Que absolvam o (por enquanto) prefeito se as provas não os convencerem.

Que o punam, em caso contrário – e as provas são contundentes.

Mas não se abstenham do dever de se pronunciar publicamente para o público que os sustenta.

Salário dobrado. Dever em dobro.

(PS: em segunda votação, os vereadores derrubaram os aumentos do prefeito, vice e secretário. Mantiveram apenas os deles)
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Ministério Público, esse conspirador

E não é que o Ministério Público conspira mesmo contra o (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, como acusam o chefe do Executivo e seus mais fiéis assessores (cada dia mais raros, cada dia mais enrolados com a lei & ordem)?

Não bastasse ter movido (por enquanto) quatro ações contra sua excelência por improbidade administrativa, o MP dá uma dura na Câmara de Vereadores, determinando o prazo de um mês para que seja revogada a Lei da Muralha!

A lei, de autoria do prefeito petista Nedson Micheleti (requiescat in pace)estabeleceu um vasto perímetro, no qual é vedada a instalação de supermercados e lojas de material de construção com área superior a 1,5 mil metros quadrados.

Roberto Fu, vereador que por um longo tempo julgou solitariamente ser o “líder” do (por enquanto) prefeito na Câmara, teve a iniciativa de propor a revogação da lei. Mas o chefe o desacatou publicamente, insinuando que ele recebia propina para isso. E enviou à Câmara outro projeto, reduzindo o perímetro em 20%, mas estendendo a proibição a shoppings, igrejas e o escambau.

A Câmara rejeitou esse projeto e, por isso e mais aquilo, arquivou o de Fu.

Com a entrada em cena do MP, aguarda-se que, no próximo programa que comanda em sua rádio, o (por enquanto) prefeito leia, como fez com Fu (fez-com-fu!), algum e-mail apócrifo acusando o MP de, além de conspirar contra sua excelência, estar sendo subornado por empresários contrariados em seus interesses pela moralizadora Lei da Muralha.

É esperar para ver. Ou ouvir.

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