Mês: fevereiro 2012



A viola e o pão

Informa o diario.com: “A Prefeitura de Londrina jogou fora 15 mil doses de vacinas que estavam alojadas na Centrofarma, central de distribuição do município. As unidades ficaram comprometidas devido a uma série de apagões. O material ficou estragado por que gerador que deveria garantir a energia no local está quebrado.”

Rua são recapeadas, rotatórias recebem florzinhas, alunos ganham uniformes… isso dá visibilidade eleitoral; compra de remédios, guarda de vacinas, etc., não.

É o retrato fiel da administração (sic) Homero Barbosa: por fora bela viola, por dentro pão bolorento.

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O expert

Marcelo Crivella, senador e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, vai assumir o Ministério da Pesca.

Ele pode não entender de peixes, mas é um expert em lançar iscas…

(Não, não há predestinação em seu nome – Mar/celo – para o cargo que vai ocupar. Pesquisei na internet o significado do nome e encontrei duas versões: martelo (firme, impositivo) e originário de Marte (!). Seja o que for, é um verdadeiro ET no assunto pesca…)

 

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Homero Barbosa e a ojeriza aos pobres

Realmente, o (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, que proclama sua origem humilde, não gosta de pobre.
Aos fatos:
1. Já na diplomação, Homero Barbosa defendeu o aumento da tarifa de ônibus, que ele praticou duas vezes no primeiro ano de mandato, ferindo a Constituição. O caso foi para a Justiça, e, enquanto isso, Homero Barbosa criou um subsídio, destinando R$ 7,2 milhões por ano à concessionária do transporte coletivo (quem paga é o contribuinte…). Quando a Justiça se manifestou, o fato já era consumado – a Justiça mandou baixar a tarifa, ele fez que não ouviu…
2. Homero Barbosa despejou todos os lancheiros da calçada do Terminal de ônibus

3. Homero Barbosa despejou todos os proprietários ou inquilinos dos quiosques do Calçadão

4.Homero Barbosa despejou os lancheiros de praças públicas

5.Homero Barbosa, por intermédio de seu interposto na CMTU André Nadai, criou todos os obstáculos possíveis para que uma cooperativa de catadores – a primeira criada em Londrina e formada por ex-catadores do Lixão – continuasse participando da coletiva seletiva – que ele quer entregar a empresas privadas. Aliás, entregou nesta terça-feira à Ecosystem. Cento e sessenta catadores estão sem renda!

6. Ele é acusado, em conluio com a primeira-dama, de “subtrair” recursos da saúde. Faltam médicos e remédios nos postos de saúde

7. Ele quer acabar com a profissão de carroceiro…

Contra fatos, só pode haver xingamentos…ou ações na Justiça!

PS: Talvez Freud explique…

 

E, por cobrança de um leitor, mais:

8. Cerca de 600 panfleteiros perderam o emprego; a atividade foi proibida

9. Colocadores de placas e painéis foram dispensados a granel por causa da Lei Cidade Limpa

10. Donos e funcionários de boxes nos mercados municipais ficaram à mingua…

 

 

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Remember: a guerra da bosta

Apresentei abaixo o fato, relativo ao embate poder público x charreteiros-carroceiros de Londrina, na década de 1950, e agora ofereço a versão, contida no livro “O poeta da rebeldia” (Atrito Art Editorial), lançado no final do ano passado e de autoria deste blogueiro.
É propaganda despudorada, mas a ocasião (que faz o ladrão e também o espertalhão) é irrecusável. O Mário ao qual o texto se refere é Mário José Romagnolli, poeta e vereador de Londrina:

(…)
A tensão crescia quanto mais demorava a solução para o impasse. E o impasse estimulava os comerciários, serventuários, industriários e autônomos – alfaiates, fotógrafos lambe-lambe, barbeiros, pedreiros, pintores, marceneiros, serralheiros – a aderir à Associação de Trabalhadores. Os motoristas de praça, que se julgavam vencedores por antecipação do conflito, viam, no entanto, a clientela minguar dia após dia. A população se condoera dos charreteiros e boicotava os motoristas. Gente que nunca havia andado de charrete passou a preferir este meio de transporte aos carros de praça.

Escaramuças entre charreteiros e motoristas tornaram-se recorrentes. O confronto mais comum era o bloqueio, pelos charreteiros, dos carros de praça; os motoristas reagiam jogando seus veículos contra os animais de tração, as vítimas mais inocentes desse imbróglio. Quando a situação estava na iminência de desembocar num morticínio, pois os dois lados se armavam, Mário convenceu Foggia a tentar outro recurso, de efeito psicológico e imediato.

Então, todas as manhãs, quando chegavam ao ponto confiscado dos charreteiros, os motoristas de praça encontravam uma montanha de bosta fresca que os impedia de estacionar seus carros, a não ser que não se importassem em atolá-los numa massa verde e pegajosa e de difícil remoção quando secasse.

Os motoristas tiveram que empunhar pás para deixar frequentável aquele ponto, transformado repentinamente em chamariz de moscas, besouros e insetos de todo tipo, mas no fim da primeira semana de mutirão matinal convenceram-se de que o trabalho era não apenas inútil, como estimulava os adversários a embosteá-los ainda mais. Pois todos os charreteiros e carroceiros haviam aderido à guerra da bosta e diversificaram seus alvos: a Prefeitura, a casa do prefeito e o Fórum (a igreja Matriz foi poupada porque era uma das residências de Deus na Terra) despertavam com uma montanha de estrume diante da porta principal.

No final da primeira semana de guerrilha, uma nova frente de combate foi aberta. As “meninas” da Vila Mattos, bairro criado para abrigar a zona de meretrício, aderiram à causa dos charreteiros. Não podiam agir de outra forma, pois sem os charreteiros o empreendimento para o qual prestavam serviços sofreria danos irreparáveis, uma vez que eles eram o principal elo entre o prazer remunerado e a clientela endinheirada. Os carros de praça não operavam à noite, quando as delícias da Vila Mattos eram servidas.

Elas passaram a se deslocar em peso para o centro da cidade em plena luz do dia, desfilando garbosas com maquiagem exuberante e roupas exíguas. A polícia recusou-se a intervir, pois as “meninas” haviam feito chegar ao delegado a convincente ameaça de que tornariam públicas as perversões que ele e seus homens praticavam nas alcovas da zona de meretrício.

Ao completar duas semanas de mobilização, os charreteiros foram autorizados a voltar ao ponto número 1, com a condição de dividi-lo com os motoristas de praça e trocar a tração animal pelo automóvel. Rejeitaram com ardor a primeira condição e foram atendidos sob a ameaça de mobilizar novamente o exército de meretrizes e submergir a cidade numa montanha de bosta. A Arruda & Brugin lhes ofereceu os novos veículos Morris – conhecidos por biribas – por 80 mil cruzeiros, 30 mil de entrada e o restante em longo prazo. Os charreteiros endividaram-se até o pescoço de seus animais, mas venceram a batalha e, para se distinguir dos rivais, passaram a ser chamados de biribeiros. Os maiores derrotados não foram, no final das contas, nem o poder público nem os taxistas e, sim, os animais, que receberam, sem aviso prévio, a aposentadoria compulsória.

Para muitos dos novos taxistas, no entanto, seus animais continuariam por muito tempo à frente do veículo. Essa miragem coletiva provocou muitos acidentes de trânsito: ao invés de acionar o pedal do freio em situações de emergência, puxavam o volante para trás, acreditando ainda estar manipulando as rédeas.

“O Poeta da Rebeldia” pode ser encontrado nas melhores casas do ramo ao preço de R$ 25 ou R$ 27,50, conforme a cara do freguês.

Ah, sim, e o Mário Romagnolli foi meu avô.

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Sessenta anos depois a perseguição se repete

O (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, investe contra os carroceiros, categoria que quer extinguir no máximo em seis anos.Os carroceiros disputam com as putas (perdão, senhoras que me leem) a condição de profissão mais antiga de Londrina: fazem parte da história da cidade, assim como seus irmãos de fé e camaradas, os charreteiros.Na década de 1950, Londrina foi abalada pela decisão de tirar os charreteiros do principal ponto da cidade – o número 1, diante da Catedral – e de afastar os carroceiros para o mais longe possível do centro.

Alegava-se na época o mesmo que hoje: razões sanitárias…

A história é longa, mas em resumo é o seguinte: os charreteiros e carroceiros se organizaram, sob a liderança de Filippo Foggia, e criaram a Associação dos Trabalhadores de Londrina – que passou a abrigar tudo quanto era profissional liberal – e decidiram resistir.

O ponto 1 foi ocupado pelos “motoristas de praça” – os taxistas de hoje – e aí a coisa fedeu (muito mais que um inocente monturo de bosta equino).

Por fim – e tudo tem um fim -, decidiu-se: os carroceiros ficariam afastados do centro, pero no mucho, e os charreteiros voltariam ao ponto número 1, mas, em vez de carroças, pilotariam os inovadores Morris, de fabricação inglesa, que receberam o apelido de Biribas. Em decorrência disso, seus condutores passaram a ser chamados de “biribeiros”.

Detalhe importante: o prefeito de então ( Milton Menezes) não levou comissão pela venda dos Morris…

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Razões sanitárias, o quê?!

O (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, argumenta que as carroças devem ser vetadas no perímetro urbano por “razões sanitárias”.E desde quando bosta de cavalo ou burro faz mal à saúde, se ela é um dos mais eficazes adubos para a agricultura?

Mal à saúde fazem, em primeiro lugar, os políticos corruptos: porque o que eles roubam do contribuinte poderia, por exemplo, abastecer de remédio os postos de saúde,etc. etc. e… comprar capim em toneladas para todo tipo de animal de tração e pagar caminhões-pipa à vontade para limpar a bosta dos cavalos e burros…

Em segundo lugar, o lixo que a prefeitura deixa acumular em terrenos baldios, ou o lixo que ela deposita em local impróprio (quem não se lembra do depósito irregular no Lixão, vedado pelo Ministério Público?)

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A ameaça aos carroceiros

Os carroceiros estão ameaçados. O (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, quer dar um fim a esta profissão em, no máximo, seis anos.

Até lá, quer regulamentá-la:

1. Fazendo com que as carroças se submetam ao Código de Trânsito (quanto a isso, bravo!)

2. Fazendo com que o carroceiro obedeça ao regime da CLT (idiotice, ele é dono de si, do equipamento e do animal; é patrão de si mesmo…)

3. Ainda não consta da pauta, mas pelo andar da carruagem, quero dizer, da carroça, a próxima etapa será pedir registro em carteira do animal…

Projeto de lei do (por enquanto) prefeito teve a tramitação suspensa nesta terça-feira, por pressão dos carroceiros e de seus animais – os primeiros se aboletaram na galeria da Câmara, os segundos não tiveram autorização para entrar…

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Ecosystem: mais uma coletinha

Postei abaixo algumas referências nada elogiosas à atuação da Ecosystem, empresa que venceu a lisictação para a coleta seletiva de lixo de um trecho de Londrina, pedindo menos da metade do preço mínimo estipulado pela Prefeitura.

Reproduzo trecho de matéria da Gazeta do Povo sobre a fraude que a empresa praticava em São José dos Pinhais, onde tem sua sede:

Empresa que coletava lixo é suspeita de fraudar R$ 1,4 milhão ao ano da prefeitura
Segundo a polícia, empresa responsável pela coleta cobrava da prefeitura de São José dos Pinhais o lixo recolhido em outros municípios

Uma suposta fraude envolvendo uma empresa responsável pela coleta de lixo no município de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, foi descoberta pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e divulgada nesta quinta-feira (19). Quatro pessoas, entre elas a proprietária da Ecosystem Serviços Urbanos, foram indiciadas sob acusação de estelionato. Segundo a polícia, a empresa cobrava da prefeitura o lixo recolhido em outros municípios e empresas.

A Ecosystem geralmente cobra por período de coleta de empresas – não importa a quantidade coletada, o preço é sempre o mesmo – e por tonelada recolhida das ruas nos casos de contratos com prefeituras. Uma das cidades atendidas pela organização foi São José dos Pinhais, entre os anos de 2003 e 2008.

A empresa depositava perto de 4,5 mil toneladas de resíduos por mês no Aterro da Caximba ao custo de R$ 89 a tonelada. Deste total, cerca de 30% (1,3 mil toneladas) era adicionado ilegalmente na conta da prefeitura dos resíduos captados pelo sistema de cobrança por período. Com o esquema, o custo do serviço subia em R$ 1,4 milhão ao ano. A Polícia Civil afirma ter provas das fraudes nos anos de 2007 e 2008.

Texto completo em:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=868893&tit=Empresa-que-coletava-lixo-e-suspeita-de-fraudar-R-14-milhao-ao-ano-da-prefeitura

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Ecosystem: fique ligado!

A Ecosystem, com sede em São José dos Pinhais, venceu a lisictação para a coleta seletiva na região antes destinada à Coocepave, primeira cooperativa de catadores de lixo de Londrina.

A Ecosytem tem se na cidade errada. O certo seria São Francisco (do sul, do norte, do centro, seja o que for), pois sua oferta foi de R$ 50 mil a menos do que o preço mínimo estipulado pela Prefeitura, que era de R$ 93 mil por mês.

O (por enquanto) prefeito, Homero Barbosa, vai se gabar do feito (a rima foi involuntária), mas, antes de mais nada, é preciso prestar atenção aos antecedentes desta empresa.

Eles estão abaixo, num resumo resumorum do que a internet pode oferecer.

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