Mês: abril 2012



Que nhaca de hora, Eloir!

 Não poderia ter havido pior hora para o vereador Eloir Valença bandear para o lado do (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa.

Eloir, Eloir
Que nhaca de hora
você escolheu 
para nos trair!

Ele tinha um desempenho mediano como opositor, promoveu algumas performances até aceitáveis como defensor da moralidade pública etc.,  e eis que de repente, não mais que de repente, sua presença ao lado de Homero Barbosa em cerimônias oficiais passou a ser rotineira.
Aproximou-se a decisão sobre a abertura da Comissão Processante do Caso Centronic. Ele, que votou favoravelmente ao relatório da Comissão de Investigação que incriminou o (cada vez mais por enquanto) prefeito, deu sinais cada vez mais contundentes de que mudaria o voto.
Seus argumentos foram frágeis e alimentaram a suspeita de que os motivos que o levaram a esta mudança eram impublicáveis.
E eis que veio à tona a tentativa de suborno do vereador Amauri Cardoso, feita pelo ex-secretário Marco Cito e por Ludovico Bonato, amigo de Homero.
Eloir foi salvo de votar contra a CP por Homero Barbosa. Encurralado e sem opção, e com todos os vereadores aliados sob suspeição, Homero liberou a bancada para votar pela abertura da comissão.
O escândalo do suborno reforçou as suspeitas de que Eloir foi convencido pelos mesmos argumento$ que Amauri Cardoso rejeitou.
Não havia hora pior para a mudança de lado.
Ou a hora teria sido mais que oportuna para revelar o personagem que se esconde atrás do ator?
O tempo responderá. Ou o Ministério Público.


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Viva a urucubaca!

Lembram-se desta faixa?

A faixa que visava tirar uma “casquinha” eleitoreira quando o Londrina Esporte Clube estava no auge do Parananense?

Faixa que gerou uma advertência da Justiça Eleitoral ao (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, porque até os cegos captaram as segundas intenções contidas nela?

Faixa que, depois de exposta em campo, lançou o Londrina – antes Tubarão, hoje filhote de sardinha – a entrar em parafuso, colecionar um glorioso empate e derrota após derrota?

A faixa da urucubaca!

Pois é, a malandragem custou caro ao time: a derrota de hoje o tira do campeonato. Desonrosamente.

A urucubaca transpôs os muros do Estádio do Café e instalou-se na Prefeitura: o (cada vez mais por enquanto) prefeito teve um auxiliar de confiança e um amigo flagrados tentando corromper um vereador – a mando de quem seria? – e a Câmara abriu, finalmente, uma Comissão Processante sobre o envolvimento dele numa das falcatruas que inundam sua escandalosa administração.

Viva a urucubaca!

 

(Conferir a emocionante série “urucubaca” wem: http://josepedriali.blogspot.com.br/search?q=urucubaca)

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A mentira sobre o impedimento de falar

O Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina reproduz a mentira do (cada vez mais por enquanto) prefeito Homero Barbosa de que foi impedido de falar na sessão de ontem na Câmara.
Diz a abertura do texto sobre a abertura da Comissão Processante, decidida ontem:
“Impedido de pronunciar na sessão da Câmara Municipal, Barbosa Neto solicitou aos vereadores para que votem em favor da abertura de Comissão Processante .”
Homero Barbosa não foi impedido de falar.
Ele chegou à Câmara sem avisar, pediu a palavra e o pedido foi analisado pelo presidente e procurador da Câmara na presença de um dos advogados criminalistas que servem ao (cada vez mais por enquanto) prefeito.
Conclusão do presidente e do procurador: Homero Barbosa teria a palavra quando o tema sobre o qual pretendia se manifestar entrasse na pauta. É o que diz o regimento. E ponto.
Havia outros assuntos a serem discutidos antes. Que esperasse, portanto.
Mas ele foi embora, emburrado, justificando a saída precipitada com a mentira de que fora impedido de falar.
E reforçando o argumento de que sua continuidade no comando do Executivo pode afetar as investigações sobre a conduta nada exemplar dele e de seis fiéis escudeiros – dois deles estão presos…
Pois, ao exigir que falasse no momento que quisesse, ele tentou interferir nostrabalhos de outro Poder – o Legislativo -, insurgindo-se contra o regimento desse Poder.

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O quarteto e a orquestra

Rogério Ortega, chefe de Gabinete da Prefeitura de Londrina, e Alysson de Carvalho, diretor de Participações do Sercomtel, ficaram em silêncio esta manhã ao comparecerem ao Gaeco. Eles são suspeitos de participar da tentativa de suborno do vereador Amauri Cardoso.
Os dois, segundo Cardoso, foram citados como cúmplice de Marco Cito e Ludovico Bonato, presos em flagrante.

Se for comprovada a culpa do quarteto, ficará caracterizada a formação de quadrilha, que é a associação de mais de três pessoas para a prática de um crime.

Pela relação de suspeitos em poder do Gaeco, no entanto, o quarteto tende a se revelar rapidamente uma orquestra. E toda orquestra tem seu regente…

 

 

 

 

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A punição a que estão sujeitos Cito, Bonato & cia.

A prisão em flagrante do ex-secretário de Governo de Londrina, Marco Cito, e do empresário Ludovico Bonato, acusados de tentar subornar o vereador Maurício Cardoso caracteriza corrupção ativa, crime previsto no artigo 333 do Código Penal e para o qual se prevê pena de dois a 12 anos de detenção.

Eles tentaram subornar o vereador para que votasse contra a abertura da Comissão Processante do (cada vez mais por enquanto) prefeito Homero Barbosa por seu envolvimento nas maracutaias praticadas pela Centronic.

Mas Bonato e Cito podem não ter agido sozinhos: o Gaeco investiga a participação de outros funcionários do primeiro escalão da administração.

Homero Barbosa, principal beneficiário do crime, será ouvido na semana que vem. Ele nega seu envolvimento, e não se poderia esperar que agisse de outra forma, e se diz “surpreso” com a ação de Cito (coordenadora da campanha dele à reeleição) e Bonato (amigo).

Outra questão intriga os investigadores: de onde vieram os R$ 20 mil entregues a Cardoso?  Há suspeitas de que tenha saído do Sercomtel, a empresa de telefonia controlada pelo município em sociedade com a Copel. Seu presidente, Roberto Coutinho Mendes, refuga a hipótese.

O Gaeco possui as gravações das conversas de Amauri com os corruptores. Vários nomes são citados nelas, reforçando a suspeita de que a tentativa de extorsão foi tramada e executada por um grupo.

Grupo que o Direito Penal, em seu artigo 288, classifica como “quadrilha” – associação de mais de três pessoas para praticar um crime. Pena: reclusão de um a três anos (se foi utilizado arma para a execução do crime, é o dobro).

Se for determinado que o dinheiro teve origem no Sercomtel ou outro órgão público, ficará configurado o peculato (art. 312), pois envolve recursos públicos e funcionários públicos. A pena é detenção de dois a 12 anos.

Fazendo as contas: os envolvidos na tentativa de suborno do vereador podem ser condenados a até 27 anos de prisão.

(Imitando a prática comercial, que informa, ao lado de uma foto publicitária, que a imagem é apenas ilustrativa, não correspondendo necessariamente ao produto oferecido, ressalvo que a análise acima é meramente ilustrativa do contexto jurídico dos envolvidos em mais esse escândalo da administração escandalosa de Homero Barbosa. )

 

 

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Rodrigo Gouvêa na CP?

Roberto Kanashiro, Padre e Roque e Rodrigo Gouvêa foram, finalmente, sorteados para compor a Comissão Processante da Centronic.

Dois x um para o Executivo!

Gouvêa tem de se declarar impedido: a mãe dele foi nomeada secretária do Idoso após ele ter votado contra o relatório que da Comissão de Investigação que responsabilizou o (cada vez mais por enquanto) prefeito Homero Barbosa.

E a indicação da mãe foi feita por Gouvêa, segundo Homero Barbosa…

 

 

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A maldição dos R$ 20 mil

Homero Barbosa usou R$ 20 mil na armação que fez ao seu ex-chefe de gabinete Luciano Lopes para acusá-lo de extorsão (a acusação virou contra Homero Barbosa, pois ficou caracterizada a tentativa de suborno).

Homero Barbosa é acusado de extorquir, com a participação da primeira-dama Ana Laura Lino, R$ 20 mil de uma oscip que prestava serviços na área de saúde.

O ex-secretário de Governo e Gestão Marco Cito e o empresário Ludovico Bonato foram flagrados pagando propina de R$ 20 mil ao vereador Amauri Cardoso para que ele votasse contra a CP da Centronic (a denúncia foi feita pelo vereador).

Vinte mil reais: tomem cuidade com essa quantia, corruptores e corruptos!

 

Nota do blogueiro: coloquei itálico em tentativa de suborno ao atualizar este comentário. Na primeira versão troquei as bolas e anotei extorsão. Falha nossa!

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