Mês: agosto 2012



O mundo é mesmo maravilhoso


A coincidência é poética: o funeral do ex-astronauta Neil Armstrong , o primeiro homem a pisar na Lua, acontece no mesmo dia da rara “Lua Azul”, a segunda lua cheia a acontecer no mesmo mês.

O ciclo lunar completo tem 29,5 dias, e por conta disso, na sincronização entre o ciclo e o calendário, um mesmo mês pode acomodar duas luas cheias, algo que acontece a cada 2,7 anos. Em 2012 ela acontece nesta sexta-feira (31) e a próxima será apenas em julho de 2015.

Apesar do nome, a coloração da lua continuará a mesma de sempre.

Os três parágrafos acima são do portal IG. Entro em cena:

“A Terra é azul”, disse Amstrong ao pisar na lua, ratificando a impressão do primeiro humano a ir para o espaço, o russo Iuri Gagarin.

E a lua se despede de quem a visitou pela primeira vez – cheia, orgulhosa, gloriosa.

O mundo é mesmo maravilhoso, como cantou outro Armstrong, Louis:

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Fim da farra

Projeto do vereador londrinense Antenor Ribeiro, aprovado ontem pela Câmara, deveria ser nacionalizado: ele obriga que prédios públicos sejam pintados com as cores do brasão e/ou da bandeira do município.

 

A medida sepulta a malandragem – também nacional – de prefeitos usarem cores e símbolos que associam a obra com seu partido ou seu nome.

 

O ex-prefeito cassado Homero Barbóquio deixou mais este legado de sua triste, tumultuada, indecorosa e pecaminosa passagem pela chefia do Executivo: a disseminação das cores do PDT, seu partido, em prédios públicos, parques infantis, academias ao ar livre, uniformes e veículos da Guarda Municipal. E etecétera.

 

Deveria, como a Justiça impôs a prefeitos que se comportaram como ele, custear com recursos próprios   a adaptação dessas cores ao novo ordenamento legal.

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Coincidências eleitorais

Quatro anos atrás, quando deputado federal e disputando a Prefeitura de Londrina, Homero Barbóquio foi acusado por seu ex-chefe de gabinete, Luciano Lopes, de desviar verba de gabinete para sua conta pessoal.

 

O que fez Barbóquio?

 

Armou, em 25 de agosto, uma arapuca para Lopes (preso em flagrante por tentativa de extorsão, acusação rejeitada pela Justiça) e acusou seu principal adversário, Luiz Carlos Hauly, de estar por trás da ação de Lopes.

 

30 de agosto de 2012. Novamente candidato apesar de estar com os direitos políticos suspensos em consequência da cassação do seu mandato, Barbóquio depõe durante uma hora ao Gaeco. Acusação: receber propina para favorecer uma empresa que forneceu uniformes escolares e estar por trás de outras falcatruas denunciadas pelo Ministério Público.

 

O que fez Barbóquio?

 

Acusou o favorito na disputa pela Prefeitura de estar por trás da denúncia, feita pela ex-secretária de Educação Karin Sabec, ré que decidiu colaborar com a Justiça. Ela concorre a uma vaga na Câmara de Vereadores pela coligação do favorito.

 

Desta vez, Barbóquio não teve condição de armar a arapuca para Karin.

 

O Gaeco, que prendeu Lopes, não acredita mais na pulcritude dele.

 

Não só o Gaeco…

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Estarrecedor

A sucessão de denúncias envolvendo o ex-prefeito cassado Homero Barbosa e os auxiliares que ele classificava como de “confiança” – os poucos que restaram em seu entorno – induzia a crer que a administração londrinense tornara-se um antro de malfeitos.

A ex-secretária de Educação Karin Sabec, envolvida em alguns casos de corrupção, resolveu colaborar com as investigações conduzidas pelo Ministério Público.

A repórter Loriane Comeli, da Folha de Londrina, resgatou confissões de Karin que confirmam o conceito manifestado no primeiro parágrafo.

Embora parciais (ela não tinha acesso a todas as decisões do chefe do Executivo e ações de seus auxiliares de “confiança”), as declarações são estarrecedoras. 

Por isso vou reproduzir na íntegra a reportagem:

‘Havia fraude em quase todas as licitações’

Em depoimentos, ex-secretária de Educação fala de supostas irregularidades em contratos do Executivo

A ex-secretária de Educação de Londrina Karin Sabec Viana (PR), além de ter acusado o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) de ter recebido propina das empresas que forneceram uniformes escolares ao município em 2011 e 2012, que resultaram na prisão de três empresários ligados a essas empresas, abriu uma suposta ”caixa preta” da administração, confirmando fraudes em licitações que já são objeto de investigação ou de ação do Ministério Público.

Implicando Marco Cito (que ficou preso mais de dois meses por suposta tentativa de compra de votos de vereadores), que era responsável pelas compras quando ocupava a pasta de Gestão Pública, Karin disse que havia fraudes ou direcionamento em praticamente todas as licitações, mas citou pontualmente as compras de uniformes, a aquisição dos livros da coleção ”Vivenciando a Cultura Afrobrasileira e Indígena”, no fornecimento de merenda escolar cujos serviços eram prestados pela empresa J.Coan e na escolha da empresa Proguarda, que teria sido beneficiada com aditivo de reequilíbrio financeiro irregularmente. Ela também mencionou a tentativa de fraude na compra de lousas eletrônicas.

Karin prestou pelo menos quatro depoimentos ao MP a partir de 3 de julho, sempre acompanhada do advogado Maicon Castilho, na condição de colaboradora e solicitando os benefícios da ”delação premiada”, que prevê redução de pena para quem delata os demais participantes de crimes.

Ela contou aos promotores que a escolha da Editora Ética, da Bahia, que forneceu os livros da coleção ”Vivenciando…”, posteriormente considerados racistas e jamais usados nas escolas de Londrina, foi indicação do então secretário de Planejamento Fábio Góes porque ”a editora ajudaria no carnaval de 2011”. Góes exonerou-se do governo municipal em junho do ano passado e voltou para a Bahia após ser acusado pelo MP de participação em suposto pedido de propina de Barbosa para contratar o Instituto Atlântico, que executou projetos de saúde na cidade.

Quanto à merenda, a ex-secretária também afirma que houve favorecimento de empresa contratada emergencialmente após o rompimento do contrato com a J.Coan (suposta integrante de um cartel nacional de fraudes no fornecimento de merenda escolar), que partiu de recomendação do Ministério Público, porém, quase seis meses após a promotoria indicar que havia indícios de fraudes na licitação de merenda. Ela também mencionou que a J.Coan ”agraciava as merendeiras que servissem menos merenda aos alunos, mas lançassem a quantidade contratada”.

Em relação à limpeza de prédios públicos, que já gerou ação de improbidade contra Marco Cito e representantes da empresa Proguarda, a ex-secretária acrescentou ”tal empresa foi trazida por Fábio Góes de Goiânia para prestar serviços em Londrina e que somente foi montada de fato em Londrina quando se deu o pagamento da primeira parcela pela prefeitura”.

A ex-secretária disse ainda que havia a intenção de fraudar uma licitação de R$ 3 milhões para a compra de lousas eletrônicas. Em dezembro do ano passado, afirmou ela, Marco Cito lhe determinou que solicitasse as lousas ”apesar da secretaria não necessitar de tal material”. A vencedora da licitação estaria previamente acertada. O atual secretário de Gestão Pública, Denilson Novaes, disse que o procedimento de compra das lousas continha ”várias dúvidas” e foi encaminhado à Secretaria de Educação para esclarecimentos e não voltou mais à gestão.

Karin Sabec, que já responde ações por improbidade em razão da compra dos uniformes em 2011 e dos livros racistas, disse que não falou a verdade nos depoimentos anteriores porque estava sendo ameaçada e afirmou que se sentia intimidada por Barbosa Neto. Karin deixou a Secretaria de Educação em 2 de abril para se candidatar a vereadora. Em seguida ocupou cargos de assessora na Sercomtel e Cohab.

 

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O candidato que está virando suco

Ibope, divulgado hoje, confirma Datafolha de anteontem que amplia a vantagem de Celso Russomano sobre José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

 

Mas o Ibope, além disso, aponta o crescimento do petista Fernando Haddad, que está tecnicamente empatado com o tucano em segundo lugar.

 

O crescimento do petista não é atribuído ao apoio de Lula, mas à entrada em campo da ex-prefeita Marta Suplicy, que, em nome do pragmatismo partidário, mandou às favas (por enquanto) seu ressentimento por ter sido escanteada.

 

Serra acelera a queda, tendo perdido mais da metade das intenções de voto desde o início da corrida eleitoral.

 

O tucano corre o risco de virar suco nesta disputa atípica, na qual o carisma de Lula foi embaçado pelo botox de Marta Suplicy e pelo “milagreiro” Edir Macedo, patrocinador da campanha de Russomano.

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Detalhe de um depoimento

Que ele tenha jurado inocência, não é novidade.

Que ele tenha atribuído a acusação a motivação eleitoral, idem.

Mas esta informação sobre o depoimento do ex-prefeito cassado de Londrina, Homero Barbóquio, ontem ao Gaeco, sobre a denúncia de ter recebido propina de pelo menos uma empresa fornecedora de uniformes escolares, merece atenção:

Abatido, ele concedeu entrevista coletiva após pouco mais de uma hora de depoimento ao Gaeco, na tarde desta quinta-feira.

A informação é do Jornal de Londrina.

E ela permite observar: Falar verdade não cansa!

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O gesto digno de João Paulo Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, condenado pelo STF por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, renunciou ontem à sua candidatura a prefeito de Osasco.

Se prevalecer a pena sugerida pelo ministro César Peluso, além de prisão (em regime semi-aberto), ele também perderá o mandato de deputado federal.

Voltemos ao primeiro tópico: ele renunciou à candidatura.

Um gesto digno, portanto, em meio a tanta indignidade que foi o mensalão – aquilo que Lula, Petralhas & Cia. ainda insistem que não existiu – do qual ele tomou parte.

A população de Osasco não será pentelhada por um candidato zumbi – fadado ao fracasso, pois, se vencer, não poderá assumir já que, perdendo o mandato, terá os direitos políticos suspensos.

Infelizmente, 500 quilômetros ao sul, a população de uma bela cidade continua sendo aporrinhada por um candidato nas mesmas condições: cassado por improbidade administrativa e respondendo a “n” processos e inquéritos, ele insiste em pedir que seja votado mesmo estando impedido de tomar posse na hipótese desastrosa de vencer.

Vade retro!

 

 

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Janenão? Ele jamais existiu!

Da Gazeta do Povo (trechos):

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná denunciou 11 pessoas acusadas de lavar e ocultar o dinheiro do mensalão que teria sido recebido ilegalmente pelo ex-deputado federal José Janene (PP), morto em 2010. De acordo com a denúncia, os recursos recebidos teriam sido usados na compra de quatro fazendas, imóveis, veículos de luxo e uma casa num condomínio fechado de Londrina.

De acordo com a denúncia do MPF, recebida no último dia 10 pelo juiz federal substituto Tiago do Carmo Martins, a investigação concluiu que, nos anos de 2003 e 2004, Janene recebeu pagamentos periódicos em troca de apoio político do PP, seu partido, ao governo federal.

Ainda segundo a denúncia dos procuradores, para receber esses recursos ilegais, “foi montada uma complexa engenharia financeira criminosa disponibilizada pelas empresas [corretoras] Bônus Banval e Natimar, a assessores, familiares e pessoas ligadas ao deputado [Janene]”.

José Janene morreu há dois anos, mas seu espectro continua pairando sobre os petralhas.

Mas que Janene?

Janenão jamais existiu! É uma criação da Imprensa Golpista! Uma armação de Roberto Jefferson, Cachoeira e Demóstenes Torres!

 

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