Mês: setembro 2012



Onde está Pizzolato?

BRASÍLIA – A Justiça Federal do Rio de Janeiro tenta há mais de dois anos intimar o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, réu do processo do mensalão em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Num despacho do último dia 13, duas semanas depois de Pizzolato ser condenado no STF, a juíza federal Simone Schreiber atestou o sumiço do réu. Ela é titular da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, onde o ex-diretor do Banco do Brasil responde por crime contra o sistema financeiro nacional, supostamente cometido antes das acusações de participação no mensalão.

O processo no Rio foi aberto em 2004 e, desde o recebimento da denúncia, em julho de 2010, a Justiça Federal tenta encontrar Pizzolato.

As últimas tentativas foram feitas depois de iniciado o julgamento no STF. A juíza Simone Schreiber determinou em 6 de agosto que o réu fosse intimado num endereço em Copacabana, quatro dias depois de os ministros do STF começarem a julgar o mensalão.

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/onde-esta-pizzolato-reu-do-mensalao-ja-condenado-por-tres-crimes-6237868#ixzz27xNIGJwf 

Política
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E a vassoura, Barbóquio?

Advogados dos comitês eleitorais de Londrina recusaram-se ontem a assinar um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Ambiente para evitar a distribuição de “santinhos” no dia da eleição.

O valor da multa – R$ 50 mil – assustou os advogados.

A intromissão do MP é bem vinda, mas supérflua, já que a lei eleitoral veda esta prática. Portanto, os candidatos que distribuírem propaganda estarão sujeitos a multa. E ponto.

O episódio me remete a quatro anos atrás.

O ex-prefeito cassado e por enquanto em liberdade Homero Barbóquio ganhou precioso tempo no rádio e, principalmente, tevê, na hora do almoço, pois compareceu pela manhã a vários locais de votação munido de uma vassoura para varrer santinhos… dele mesmo!

Ele alegou que a distribuição fora feita por seus adversários, para prejudicá-lo (!), e ele, fiel e obediente à lei, procurava corrigir essa falha terrível.

Ora, ora, qual político distribuiria material de propaganda do adversário, no dia decisivo? Com todo o respeito aos que se julgarem ofendidos, isso pode acontecer em algum país da Península Ibérica, não aqui!

Portanto, a pergunta: Barbóquio já comprou a vassoura para o 7 de outubro?

 

 

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Subsídio ao transporte coletivo: viva, acabou!

A Prefeitura de Londrina suspendeu o subsídio mensal de R$ 700 mil à concessionária de transporte coletivo.

Antes tarde do que nunca!

Embora o motivo seja o déficit financeiro deixado pela administração (sic) Homero Barbóquio-Joaquim Ribeiróquio, a Prefeitura corrige uma injustiça que recai sobre toda a população de Londrina.

Injustiça decorrente de uma ação demagógica de Barbóquio, derivada, por sua vez, de um erro estratégico dele no início de sua administração (sic), que foi o o aumento da tarifa de ônibus – duas vezes num só ano – à revelia da Justiça e da Câmara.

Para corrigir esse erro, que lhe custava a popularidade, ele cometeu outro, que foi a concessão do subsídio mensal, alegando que, assim, reduziria o preço da passagem…

Reduziu coisa nenhuma. O valor, na realidade, aumentou, pois o subsídio previa uma recomposição de preços, e seu custo foi “democratizado” – não o pagaria apenas o usuário do transporte coletivo, mas toda a população.

E nem o usuário foi beneficiado, em última instância, pois a grande maioria das passagens é custeada pelas empresas que contratam os usuários…

Essa triste história tem também como protagonista, além da demagogia de Barbóquio, a covardia da Câmara de Vereadores, que autorizou este assalto aos cofres públicos.

Não há cinderelas nem príncipes encantados nesta história, apenas bruxas, maçãs podres e bruma. História que não termina bem, nem mal. Apenas termina. Antes tarde do que nunca.

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O preço da corrupção

Alunos da rede pública de Londrina ficarão sem uniformes escolares no ano que vem.

A decisão é da Secretaria de Educação e é decorrência de:

1. déficit financeiro deixado pela administração (sic) Homero Barbóquio-Joaquim Ribeiróquio;

2. as falcatruas nas licitações anteriores, que deram no que deram – renúncia de Ribeiróquio e mais um processozinho contra Barbóquio.

É o preço da corrupção. E quem paga são as inocentes crianças de Londrina…

 

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O preço da irresponsabilidade

Muito se critica o Nedson Micheleti (ex-prefeito de Londrina) por não ter dado aumento de salário aos servidores. O Barbosa vive se gabando de ter dado o maior reajuste da história a eles.

Quem está certo: o Nedson que não deu reajuste e pagou os salários em dia ou o Barbosa que deu reajuste e não tem como ser pago?

É bom lembrar que o Nedson pegou a prefeitura literalmente quebrada e a entregou com dinheiro em caixa. Nos oito anos de seu governo, moralizou os recebimentos dos impostos ao não dar anistia aos maus pagadores.  Agora vem aí de novo o “novo” PROFIS.

Para mim isso é um escândalo. Privilegia os maus pagadores e zomba na cara daqueles que honram seus compromissos.

Os vereadores também têm culpa no cartório do caos na prefeitura. Além de não fiscalizar as finanças, ainda aprovaram de pronto os aumentos salariais dos servidores.

Até quando haverá PROFIS?  O fato é que, pela irresponsabilidade do prefeito e dos vereadores no trato da coisa pública, vai acabar sobrando para o contribuinte: aumento brutal do IPTU do próximo ano.

Quem viver verá. Mas a Justiça também poderia dar uma mãozinha na solução desse problema ao cobrar, com mais rapidez, os eternos devedores de tributos.

Osvaldo Lima, contador em Londrina.

 

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Lula e a aula magna de hipocrisia

Lula da Silva deu uma inesquecível, exemplar e histórica aula de hipocrisia ao participar, quinta-feira à noite, de um encontro de Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, com estudantes.

O ambiente, portanto, foi o mais propício para a exposição do mestre.

A “aula” foi motivada por uma faixa, estendida por um militante do PSOL, que dizia: “Renovação com Mensalão? PT do Lula tem o mensalão, PT do Haddad tem paralização (sic) na educação”.

“No nosso governo as pessoas são julgadas e as coisas são apuradas. No deles, tripudiam”, respondeu o mestre, para arrematar: “Na nossa casa, quando nosso filho é suspeito de cometer um erro, nós investigamos e não culpamos os vizinhos, como eles costumam fazer.”

Uma breve retrospectiva, embora desnecessária:

Quando estourou o escândalo do mensalão, Lula pediu desculpa à Nação para, logo em seguida – em entrevista em Paris –, justificar tudo como sendo uma mera operação de caixa 2, prática que, segundo ele, era comum a todos os partidos.

Depois, ele passou a dizer que o mensalão era uma invenção de seus opositores, mantra que seus fiéis escudeiros – petistas/petralhas e assalariados do partido na imprensa – passaram a aplicar também à imprensa livre, por eles batizada de PIG – Partido da Imprensa Golpista.

Quando começou no STF a série de condenações dos réus, os petistas/petralhas, tendo seus líderes no Congresso e o sempre amável Ruy Falcão, presidente nacional da legenda, no comando da animação do auditório, atribuíram essas decisões a uma conspiração dos “conservadores” e à submissão dos ministros da máxima corte à “pressão da imprensa” (conservadora, portanto o PIG).

O julgamento do “núcleo político” do esquema criminoso terminou ontem, com a condenação dos principais réus por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Falta ainda decidir o quesito formação de quadrilha.

Está chegando a hora – o que acontecerá na semana que vem – de julgar os chefões do mensalão – os petistas Zé Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. Pelos antecedentes, serão considerados culpados da principal acusação, que é corrupção ativa.

E eis que Lula, o líder deles, se manifesta através desta aula magna de hipocrisia.

Já que não pode mais negar os fatos, finge-se de Cinderela e tenta impingir aos adversários – que não têm nada a ver com o crime praticado pelo PT – a imagem da madrasta.

 

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