Mês: dezembro 2012



2012, o ano em que a impunidade acabou

A “farsa” do mensalão, como diziam Lula e seus súditos, emergiu, com provas abundantes, como o mais escandaloso caso de corrupção da República – e seus autores, que compuseram o núcleo de poder político da Nação poucos anos atrás, foram condenados à prisão e ao pagamento de multas milionárias!

Farsesca foi a estratégia montada por Lula, os réus, o PT e seu exército clandestino de blogueiros e pseudojornalistas para ocultar esse crime e atacar a reputação dos que o julgaram.

O julgamento do mensalão foi o ponto alto de 2012, suficiente para caracterizá-lo como um ano histórico no combate à corrupção.

A namoradinha do Lula

Mas não foi só a autenticidade do mensalão que veio à tona – descobriu-se também que a namoradinha de Lula, Rosemary Noronha, a quem ele deu o estratégico cargo de chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, era peça-chave de uma quadrilha que utilizava seus vínculos com o poder para enriquecer.

O mensalão, contrariando o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos condenados, não virou “piada de salão” – virou sentença de prisão. Mas Lula, ele sim, virou motivo de piada porque também “não sabia” que sua “quenga” favorita há 20 anos o usava para favorecer os quadrilheiros…

Reveses em série

2012 foi também o ano dos apagões em série, coisa que a [email protected] Dilma exalta-se ao classificar como “queda de energia” (mais e 60 durante o governo dela); do emPACamento de obras estratégicas do PAC – transposição do São Francisco, Transnordestina, refinaria Abreu e Lima, no nordeste, plataformas de extração de petróleo da camada do pré-sal.

Ano também do definhamento crônico da Petrobras, que apresentou seu maior prejuízo em 17 anos, inflação muito acima da meta e PIBinho muito abaixo do mínimo previsto – chegará, quando muito, a 1%, o mais pífio dos BRICs. Somando ao do ano anterior, teremos em dois anos um crescimento de meros 3,7%.

10 anos no poder

O PT completará dez anos no poder em 2013. Chegou e permaneceu na Presidência amparado no carisma de Lula, no bom desempenho da economia – herdado do governo anterior e favorecido pelo crescimento econômico global – e nos programas sociais, que promoveram ascensão econômica e social dos menos favorecidos e lhe garantiram votos valiosos.

A crise internacional de 2008, no entanto, revelou a incapacidade gerencial de Dilma e de seu ministro Guido Mantega. O governo não encontra luz no fim do túnel, e então, com suas sequências de desonerações e incentivos setoriais, vai acendendo fósforos na escuridão.

Favoritos

Lula e Dilma são os favoritos hoje para a eleição de 2014, tanto por sua popularidade como pela ausência de líderes que o ameacem. O PT, assim como o regime militar, anulou o surgimento de líderes capazes de desafiá-lo, cooptando a oposição com dinheiro (mensalão) e poder (ministérios, no pós-mensalão).

Mas o cenário exige cautela.

O desempenho da economia em 2013 vai influenciar os votos de 2014 – e as perspectivas não são boas.

Até o BC, que perdeu a independência que teve no governo Lula, prevê o repeteco de um crescimento de 1% do PIB.

Dilma vai ter que saracotear para tapar o sol com a peneira.

Se o nível de emprego, o poder de consumo e o crédito foram mantidos, o rombo no casco do Titanic poderá ser contido; do contrário…

Danos

E não se sabe quais os danos que as denúncias de Marcos Valério ao Ministério Público, que vazam a conta gotas, farão na imagem já arranhada de Lula, o grande e talvez exclusivo cabo eleitoral do projeto de poder do PT.

2012 arrancou de vez a máscara, desbotada e avariada do PT “ético”, desmistificou a fama de “gerentona” de Dilma, atingiu como nunca a reputação de Lula.

E, acima de tudo, e como nunca antes na história deste país, puniu poderosos de ontem e de hoje, revelando, finalmente, 123 anos após a proclamação da República, que todos – ricos e pobres, famosos e anônimos – somos iguais perante a lei.

 

 

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A vingança dos zumbis

NELSON MOTTA – O Estado de S.Paulo

Mesmo sem ser simpática nem carismática, sem ter o dom da palavra e da comunicação, e com o País crescendo apenas 1% ao ano, a presidente Dilma Rousseff obteve índices espetaculares de confiança e aprovação pessoal na pesquisa do Ibope. Mas como os pesquisados de todo o Brasil se informaram sobre o dia a dia de Dilma e do País, sobre suas ideias, ações e resultados? Ora, pela “mídia golpista”, que divulgou nacionalmente os fatos, versões e opiniões que a população avaliou para julgar Dilma.

 

Os mesmos veículos informaram os 83% que tiveram opinião favorável a Lula no fim do seu governo, já que a influência da mídia estatizada e dos “blogs progressistas” no universo pesquisado é mínima. Claro, a maciça propaganda do governo também ajuda muito, mas só se potencializa quando é veiculada nas maiores redes de televisão e rádio, nos jornais, revistas e sites de maior audiência e credibilidade no País – que no seu conjunto formam o que eles chamam de “mídia golpista”.

 

Mas que golpismo de araque é esse que tanto contribui para divulgar os feitos, as qualidades e a força popular do objeto de seu suposto golpe?

 

Por que a mesma mídia só tem credibilidade quando contribui para a popularidade de Lula e Dilma e não quando denuncia os escândalos do governo e o julgamento do mensalão? A conta não fecha, mas eles insistem. Zé Dirceu e Rui Falcão já avisaram que a vingança dos zumbis do mensalão e do “Rosegate” vai ser a regulamentação da mídia, como na Argentina e na Venezuela, culpando o mensageiro pela mensagem.

 

No Brasil democrático todo mundo tem voz, fala o que quer, ouve quem quiser. Mas eles querem “pluralizar” a mídia, denunciando monopólios e ignorando a concorrência acirrada em todos os segmentos do mercado multibilionário da comunicação de massa, em que ganham mais os que têm mais credibilidade e popularidade.

 

Mas o Brasil não é a Argentina e Dilma não é Cristina. Além da cobertura nacional que tanto contribui para sua boa exposição e avaliação pública, ela deveria agradecer à mídia por revelar os malfeitos que lhe permitiram fazer uma faxina no seu quintal.

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No lugar certo

Com todo o respeito aos digníssimos defuntos de Londrina e seus saudosos entes queridos, não posso deixar de notar a propriedade que foi a escolha da doutora em química Sonia Maria Nobre Gimenez para a direção da ACESF, a autarquia dos serviços funerários.

Química de solos e resíduos estão entre as especialidades dela, informa seu currículo (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4794858E3).

 

E o que tem a ver uma coisa com a outra?

No momento em que os cemitérios londrinenses enfrentam uma superlotação, e sem perspectiva de ampliação de vagas a curto prazo, uma especialista como ela poderá encontrar a solução para este dilema.

Ou soluções:

– Redução do tamanho dos defuntos.

– Aceleração da decomposição dos resíduos humanos.

Eureca!

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Para Dilma, o culpado é o mordomo

E a [email protected] Dilma Rousseff revelou hoje o culpado pelas insistentes quedas de energia – nada de apagão, por favor: os funcionários das empresas de transmissão.

“Se desligou, é falha humana”, sentenciou a [email protected]

Assim, estão errados todos os especialistas que afirmam que o sistema está sucateado e com deficiência de manutenção.

Pois, nunca antes na história deste país, um governo foi tão eficiente em cuidar da geração e transmissão de energia.

Bastará, portanto, uns cursinhos de reciclagem profissional e tudo ficará nos trinques.


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Schneider confirmou mensalão para o PL

Christian Perillier Schneider revelou ao portal Congresso em Foco, em 12 de setembro de 2006, como o Ministério da Saúde, onde trabalhava como assessor, entrou no esquema de favorecimento ao PL, que aderiu à base do primeiro governo Lula, em acordo fechado com o então presidente e o líder do partido Valdemar Costa Neto.

O acordo que veio a público – confirmado durante o julgamento do mensalão pelo STF – estabelecia o pagamento de R$ 10 milhões ao partido, mas, segundo Schneider, atingiu R$ 26 milhões por meio de emendas parlamentares atendidas pelo Ministério da Saúde.

Suas declarações estão em

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/wellington-fagundes-foi-o-interlocutor-do-ms/

 

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O antecedente que faz tremer na base

Que todos os orixás, mães e pais de santo, ó meu rei, impeçam que se repita a conduta do mais notório “estrangeiro” do (des)governo Homero Barbóquio (vade retro), seu ex-chefe de gabinete, de Governo e outras coisas mais, Fábio Góes.

Baiano, ele veio para Londrina exibindo seu portfólio de assessor parlamentar, e protagonizou dois dos casos mais esdrúxulos – entre tantos na mesma condição: a compra de livros racistas por preço superfaturado e a intermediação para a inclusão de emendas de parlamentares, estrangeiros também, no Orçamento Geral da União destinadas a Londrina.

As emendas não foram liberadas, mas os parlamentares receberam R$ 1 milhão de comissão pelos brilhantes e desinteressados serviços prestados a Londrina.

Góes se envolveu também na cobrança de propina de ONGs que prestavam serviços na área de saúde.

Saiu fugido de Londrina!

Pois o prefeito eleito Alexandre Kireeff terá como chefe de gabinete também um “estrangeiro”, Crhistian Schneider, com ampla experiência em assessoria parlamentar e de governo (trabalhou no Ministério da Saúde e na Secretaria de Relações Institucionais). Ele vem de Brasília.

Que todos os orixás, mães e pais de santo, ó meu rei, impeçam que se repita a conduta do mais notório “estrangeiro” do (des)governo Homero Barbóquio (vade retro), seu ex-chefe de gabinete, de Governo e outras coisas mais Fábio Góes…

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A lista (quase) completa de Kireeff

O prefeito eleito de Londrina, AlexandreKireeff, revelou hoje mais oito nomes que comporão seu governo.

Falta ainda a joia da coroa, que é a presidência e demais diretorias do Sercomtel.

Chama a atenção a escolha de Christian Perillier Schneider para a Secretaria de Governo, confirmando rumores insistentes desde a semana passada. É – salvo engano – o único “importado” da turma. Vem de Brasília, onde trabalhou como assessor do Ministério da Saúde e da Secretaria de Relações Institucionais. Assessorou também o senador Fernando Bezerra (PTB-RN) por dois anos. O portal “Congresso em foco” o apresenta como filiado ao PTB, partido pelo qual disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal. Tem 33 anos.

 

Os demais nomes divulgados hoje são:

Secretaria de Agricultura: Décio Luiz Gazzoni

ACESF: Sonia Maria Nobre Gimenez

Secretaria do Idoso: Maria Inez Mazzer Barroso

Secretaria de Obras: Sandro Paulo Marques de Nóbrega

Procon: Rodrigo Brum Silva

Secretaria do Trabalho: Kátia Marcos Gomes

Assessor especial para assuntos de Acessibilidade; Almir Estacambulo.

 

Na semana passada, Kireeff anunciou para a Procuradoria Geral o experiente advogado e professor, com título de doutor, Zulmar Fachin.

 

Estes nomes se somam à primeira relação, divulgada há duas semanas:

 

Chefia de gabinete: Márcio José Gomes

Secretaria de Gestão Pública: Rogério Carlos Dias

Secretaria de Planejamento: Daniel Pelisson

CMTU: Carlos Geirinhas

Cohab: José Roberto Hoffmann

Ippul: Robison Borba

Codel: Bruno Veronesi

Secretaria de Educação: Janeth Thomaz

Secretaria de Saúde: Francisco Eugênio Alves Souza

Secretaira de Cultura: Solange Batigliani

Secretaria de Defesa Social: Rubens Guimarães de Souza

Fundação de Esportes: Elber Giovane de Souza

Secretaria de Meio Ambiente: Kleufer Brito

Assessoria Especial do Direito da Criança e do Adolescente: Patricia Grassano Pedalino

Secretaria da Mulher: Sonia Maria Lima Medeiros

Secretaria de Ação Social: Télcia Lamonica Azevedo

Núcleo de Comunicação: Roberto Francisco.

 

 

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