Mês: fevereiro 2013

 

O PT podia passar sem (mais) essa

O PT podia ter evitado mais essa nódoa em seu já manchado currículo de truculência e ações antiéticas.

 

O surrupiamento de uma placa que lembrava que 2005 foi o ano do mensalão por um deputado petista colocou mais esta pérola na coroa de desmandos que o partido tem cometido.

 

A placa, exposta num corredor do Congresso, lembrava o que o PT omitiu na exposição que promove, também no Congresso, em comemoração aos 33 anos de existência e 10 no comando do país.

 

A exposição, em ordem cronológica, salta o ano de 2005, quando veio à tona o “mais atrevido caso de corrupção da história” brasileira, na versão do procurador-geral Roberto Gurgel. Em síntese, o mensalão.

 

A omissão certamente não foi omissão. Faz parte da estratégia do partido de impor sua “narrativa” ao país.

 

Pois bem. A placa foi colocada por deputados do DEM, que quase apanharam dos colegas petistas. No auge da discussão, um petista levou nos ombros a placa da discórdia.

 

E teve de ouvir esta de um colega: “Eles roubam até placa!”

 

O PT podia ter evitado essa.

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Sercomtel: habemus director

Christian Scheider é o novo diretor-presidente do Sercomtel, empresa de telefonia controlada pelo município de Londrina e Copel, que tem o governo do Paraná como acionista majoritário.

 

Scheinder, nomeado secretário de Governo, foi designado para o novo cargo, ratificado pelo Conselho de Administração, após a divulgação do balanço do Sercomtel, que apontou prejuízo de R$ 65 milhões no ano passado.

 

Um recorde absoluto entre todos os percalços que a empresa tem amargado desde que passou a competir com as gigantes do setor. Recorde para o qual contribuiu o ex-prefeito cassado e por enquanto em liberdade, Homero Barbóquio (vade retro) e seus assessore, que, entre outras lambanças, envolveram o Sercomtel na tentativa de suborno de um vereador.

 

Schneider ocupa o lugar inicialmente destinado a Luiz Carlos Adati, demitido antes de tomar posse em função do quadro desfavorável da empresa. Adati vai compor o Conselho de Administração do Sercomtel.

 

Schneider é funcionário licenciado da Agência Brasileira de Informações (Abin), e já desempenhou várias funções de chefia em órgãos da administração direta do governo federal, como Ministério da Saúde.

 

O Sercomtel completa 45 anos de fundação em 6 de julho. A empresa foi criada pelo então prefeito José Hosken de Novaes, com capital dos londrinenses.

 

É a primeira vez, salvo engano deste blogueiro, que o Sercomtel será comandado por alguém sem raízes na cidade (Schneider reside em Londrina há dois anos).

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Todos iguais perante a lei

A Câmara dos Deputados pôs fim hoje a uma das mais graves afrontas ao princípio constitucional de que “todos são iguais perante a lei”: extinguiu o 14º e o 15º salários aos seus integrantes.

A Câmara segue, assim, o exemplo do Senado.

Todos os trabalhadores passam a ser considerados iguais perante a lei. Quanto aos salários e outras vantagens do cargo, é outra questão.

 

 

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Quem tem voto vai a Roma

Renata Bueno, a vereadora curitibana que escandalizou seus pares – e por isso foi punida pelo Conselho de Ética da Câmara – ao chamá-los de “gentalha”, deve estar esfregando as mãos e pensando: eu tinha razão.

 

Não sei se está pensando o que escrevi ou não, mas tem motivos para isso.

 

Ela garantiu uma vaga no magnífico Palazzo Montecitorio, em Roma, sede do Parlamento Italiano, na condição de representante dos ítalos-brasileiros.

 

Há 300 mil brasileiros descendentes de italianos com direito a voto. As eleições foram domingo.

 

Papai Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara dos Deputados, deve estar orgulhoso da figliola.

 

E os ex-colegas dela na Câmara de Curitiba, com uma danada dor de cotovelo.

 

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Sinal vermelho para o PT. Verde para Richa

A derrota de Luciano Ducci, em Curitiba, e de Marcelo Belinati, em Londrina – ambos apoiados pelo governador Beto Richa – atiçou o apetite do PT, principal partido de oposição, que cobiça o governo do Estado sem jamais ter tido sequer o menor vislumbre de conquistá-lo.

 

A vitória de Gustavo Fruet na capital, apoiado pelo PT, surgiu, assim, como a catapulta que faria o partido apossar-se do Palácio Iguaçu.

 

Pesquisa Ibope divulgada hoje equivale a um banho de água fria na esperança do PT – e especialmente da chefe da Casa Civil, Glesi Hoffman, candidata natural do partido a disputar o governo do Estado.

 

A pesquisa revelou que 73% dos eleitores apoiam a administração Richa e 76% estão dispostos a renovar o mandato dele.

 

O que mudou de outubro para cá?

 

Essencialmente nada. A derrota de Ducci e Belinati ocorreu devido a questões locais, sem relação – ou pouca – com o desempenho de Richa à frente do governo.

 

Se o PT se eriçou com essas derrotas, o governo também – e pôs mãos à obra, desengavetando velhos projetos para consolidar a imagem de Richa.

 

Um desses projetos é a duplicação da PR-445, que irá beneficiar o Norte do Paraná em geral e Londrina, segundo maior colégio eleitoral, em particular.

 

O PT vai ter de saracotear para abalar o prestígio de Richa. E não será a imagem bonitinha de Gleisi que irá ameaçar a reeleição de Richa. Tampouco suas intenções (pífias, aliás) na Casa Civil em benefício do Paraná.

 

E o partido terá de  impedir que o PMDB lance candidato, pois isso equivalerá a adiar por mais quatro anos seu sonho de içar a bandeira vermelha na Praça Nossa Senhora da Salete.

 

Sinal vermelho para o PT. Verde para Richa.

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