Mês: setembro 2013



Os órfãos de junho

José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Um a cada três eleitores brasileiros está sem candidato a presidente – mesmo depois de ser confrontado com a lista de presidenciáveis pelo Ibope. Ele já foi simpatizante de Dilma Rousseff (PT), antes dos protestos. Desiludiu-se, manifestou-se nas ruas e aderiu a Marina Silva (sem partido). Cansou. Agora, não sabe em quem votar. É o órfão de junho.

Essa orfandade não vai durar para sempre, porém. A história mostra que dois de cada três desses indefinidos vão acabar escolhendo um candidato, mesmo que na última hora e na base do “mal menor”. Isso provoca dois efeitos.

O primeiro é precipitar análises aritméticas de que Dilma Rousseff se elegeria no primeiro turno. A conta pode estar certa (porque ela supera a soma dos votos dos rivais), mas a conclusão é simplista – como veremos mais à frente. O segundo e mais relevante efeito é que para onde penderem os órfãos, penderá a eleição.

As taxas de votos brancos e nulos somadas não chegaram a 10% nas eleições presidenciais de 2010 – nem na de 2006. Na mais recente pesquisa Ibope, 15% declaram a intenção de anular. Mas o histórico mostra que essa proporção deve baixar em pelo menos um terço até a hora de o eleitor votar.

O Ibope encontrou essa mesma taxa de branco/nulo em setembro de 2009, faltando os mesmos 12 meses para a eleição de 2010 que restam para a eleição de 2014. Está tudo dentro do script.

Tampouco a abstenção tem sido uma forma de protesto no Brasil. Descontados os fantasmas – que morreram, mas continuam vivos e saudáveis no cadastro da Justiça Eleitoral -, a taxa de eleitores que deixam de votar é inferior a 10%. Ela se distribui de forma razoavelmente homogênea pela sociedade, o que significa que não tende a prejudicar mais um candidato do que outro.

Tudo isso considerado, conclui-se que 20% do eleitorado está à deriva e pode, em tese, migrar para qualquer das candidaturas. É voto suficiente para levar até o mais nanico dos candidatos ao segundo turno – e, eventualmente, elegê-lo presidente. Isso não tira o favoritismo de Dilma, mas o coloca em perspectiva.

Esses órfãos podem voltar para o colo da petista e elegê-la no primeiro turno? Sim, mas a presidente terá primeiro que reconquistá-los. E ela está tentando.

Não foi por acaso que Dilma ressuscitou, justamente agora, sua conta no Twitter – depois de ter abandonado a rede social onde foi muito popular durante a campanha de 2010 e da qual se retirou sem dar qualquer satisfação logo que chegou ao poder.

Reforçar a presença online é uma tentativa de atingir o público que frequenta o Twitter e o Facebook com mais assiduidade: os “jovens” de menos de 45 anos. Foram eles que marcharam em junho. É entre eles que a taxa de branco/nulo se destaca. É com eles que a presidente tentará dialogar. Mas não falarão sozinhos.

Aécio Neves (PSDB) lançou uma estratégia de comunicação na semana anterior que se explica pelo nome, com direito a hashtag: #vamosconversar. O tucano também percebeu que tem uma oportunidade de crescer se alcançar esse eleitor desamparado. Está apelando às redes sociais para chegar mais perto dele.

Eduardo Campos (PSB), por enquanto, mostra-se mais preocupado em conquistar a simpatia dos donos dos prédios da avenida por onde passou a maioria dos protestos em São Paulo, a Paulista, do que se aproximar dos manifestantes. Mas é por saber que eles estão órfãos que o presidente do PSB tirou seu partido do governo e demonstrou que é de fato candidato contra Dilma.

Já Marina Silva parece ter acreditado que os órfãos adotariam sua Rede por inércia. Não adotaram. Nem assinaram fichas em quantidade suficiente para superar os riscos inerentes a quem desafia tucanos e petistas ao mesmo tempo. Agora é Marina que se arrisca a ficar órfã na eleição.

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Presidente do PT é o que mais falta ao trabalho

Do estadao.com

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, é o deputado que mais faltou a sessões na atual legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo. Até o mês de julho deste ano ele deixou de comparecer a pelo menos 187 das 584 sessões em plenário do legislativo paulista, segundo levantamento feito pelo Estado com base em dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. É a primeira vez que a Casa abre os registros de frequência dos parlamentares.

Além do presidente do PT, completam o grupo dos dez mais faltosos os deputados Milton Leite Filho (DEM), Roque Barbiere (PTB), Feliciano Filho (PEN), João Caramez (PSDB), Roberto Engler (PSDB), Vanessa Damo (PMDB), Rogério Nogueira (PDT), Pedro Tobias (PSDB) e Gilson Souza (DEM) – todos também com mais de 100 faltas na atual legislatura.

Na prática, o número de ausências é provavelmente ainda maior, pois o regimento interno da Assembleia prevê que, quando não há votação em plenário ou pedido de verificação de presença, uma sessão é aberta com o mínimo de 12 deputados na Casa. Neste caso, todos os 94 deputados ganham presença, mesmo que não estejam no legislativo.

 Texto completo em

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,presidente-do-pt-e-o-deputado-que-mais-falta-na-assembleia-de-sao-paulo,1080297,0.htm

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Quer uma casa? Apoie o PT

Do estadão de domingo:

 

Líderes comunitários filiados ao PT usam critérios políticos para gerir a maior parte dos R$ 238,2 milhões repassados pelo programa Minha Casa Minha Vida Entidades para a construção de casas populares na capital. Onze das 12 entidades que tiveram projetos aprovados pelo Ministério das Cidades são dirigidas por filiados ao partido. Suas associações privilegiam quem participa de atos e manifestações de sem-teto ao distribuir moradias, em vez de priorizar a renda na escolha. Entre gestores dos recursos, há funcionários da gestão de Fernando Haddad (PT), candidatos a cargos públicos pela sigla e até uma militante morta há dois anos.

 

 

Texto completo em

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,militancia-vira-criterio-para-receber-moradia-do-minha-casa-minha-vida,1079892,0.htm

 

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Dois crimes

Editorial de domingo de O Estado de S. Paulo

Quinze anos após a ocorrência dos delitos denunciados, a Justiça Federal em Minas Gerais finalmente proclamou a primeira condenação relacionada ao chamado mensalão mineiro, no qual estão envolvidos, entre outros, o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), hoje deputado federal, e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), acusados de desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Azeredo em 1998. O ex-diretor-geral do Banco Rural Nélio Brandt Magalhães foi condenado a nove anos e nove meses de prisão por gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira. Dessa decisão cabe recurso.

É um completo absurdo que entre a apuração dos delitos, a apresentação da denúncia e seu julgamento transcorra uma década e meia – e trata-se apenas de um dos processos de uma ação penal desmembrada. Da mesma forma, é motivo de justa indignação o mensalão do PT estar ainda inconcluso depois de oito anos, sem prazo previsível para julgamento dos recursos recentemente admitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O chamado mensalão mineiro, embora restrito a irregularidades denunciadas em âmbito regional e envolvendo um volume de dinheiro muito inferior ao do escândalo petista, acabou ganhando em seu desenvolvimento processual uma complexidade muito maior. Foi desmembrado em várias ações específicas, e a mais relevante delas, em que são réus Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, tramita no STF, já que, na condição de parlamentares, ambos têm direito a foro privilegiado. Mas essa complexidade não deve servir como desculpa para a extrema morosidade dos feitos judiciais. Apenas evidencia que a Justiça brasileira é, de fato, muito lenta, principalmente quando há figurões da República no banco dos réus.

O julgamento do tucano e do peemedebista pelo STF, vale notar, nem começou ainda. Recentemente a ação penal foi distribuída para o ministro que terá a responsabilidade de relatá-la – o mais novo integrante daquela corte, Luiz Roberto Barroso. No mensalão do PT, com 39 acusados, o ministro-relator, Joaquim Barbosa, levou cinco anos para concluir seu trabalho. Barroso tem em mãos um processo que envolve apenas dois réus.

Por suas implicações políticas, é óbvio que o lulopetismo terá o maior empenho em tocar o bumbo para o mensalão mineiro. É a oportunidade da revanche. Não conseguiram livrar da condenação seus dirigentes que operaram o frustrado plano de compra de apoio parlamentar para o governo Lula. Mas terão algum consolo com a possibilidade de apontar o dedo para seus inimigos tucanos e proclamar: “Eles também…”.

A acusação que pesa contra Eduardo Azeredo – que foi presidente nacional do PSDB – é grave e foi apurada tão meticulosamente quanto as investigações que levaram José Dirceu e companhia ao banco dos réus. Precisa ser julgada com o mesmo rigor.

Há uma enorme diferença, no entanto, entre os dois casos. O tucano foi batizado também de “mensalão” por uma similaridade que é muito conveniente para os petistas, mas, na verdade, tem pouco a ver com a operação comandada por José Dirceu. O esquema de captação de recursos era praticamente o mesmo. Mas em 1998, ano eleitoral, tratava-se de abastecer o caixa 2 da campanha de reeleição do então governador tucano. Foi uma operação ilegal de cunho eleitoral.

Já em 2003, primeiro ano do primeiro mandato de Lula, o que se pretendia era instituir um sistema de pagamento regular a parlamentares federais para comprar uma base sólida e permanente de apoio ao governo que permitisse ao PT se eternizar no poder.

Desde que o escândalo do mensalão foi denunciado, Lula e o PT têm-se empenhado em minimizar a importância do episódio e atribuir sua enorme repercussão a interesses políticos. Provavelmente agora, com o mensalão mineiro, os papéis se invertam. Pouco importa. O julgamento dos dois casos, para a aplicação das leis do País, é responsabilidade da Justiça. Já o julgamento político cabe à cidadania, que dispõe das urnas para prolatar sua sentença.

 

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E o PIB, cada vez mais inho

Das agências

O Banco Central reduziu nesta segunda-feira a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano a 2,5%, ante 2,7% previstos até então, ao mesmo tempo em que melhorou ligeiramente sua perspectiva para a inflação em 2013 e piorou para 2014.

No relatório de março, o BC esperava uma alta de 3,1% do PIB. Para o acumulado em 12 meses até o segundo trimestre de 2014, o BC estima uma alta também de 2,5%. A estimativa do BC é igual à do Ministério da Fazenda, que projetou no relatório de despesas e receitas do Orçamento de 2013 um crescimento de 2,5% do PIB.

Volto ao tema porque ele confirma previsão deste ignaro blogueiro sobre o desempenho do PIB deste ano. O governo previa 4,5% de crescimento (Dilma e seu assessor para assuntos de Fazenda, Guido Mantega), o BC apostava um pouco menos, o mercado menos ainda e este ignaro cravava nos 2%.

O ano passa, passa, e a previsão deste ignaro se aproxima do acerto absoluto.

 

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Brasil registra primeiro déficit fiscal desde 2001

Da veja.com:

 

O Brasil registrou em agosto seu primeiro déficit primário desde o início da série histórica, em 2001. O déficit de 432 milhões de reais acumulado em agosto significa que o governo não conseguiu economizar recursos para engordar o montante necessário para pagar os juros da dívida em 2013. Segundo o Banco Central, que divulgou a nota, o déficit foi causado pelos maiores gastos com a Previdência. Contudo, pesou também a queda da arrecadação de impostos.

 

O resultado foi bem pior que o esperado por analistas, cuja mediana apontava para saldo positivo de 1,85 bilhão de reais. Em julho, o país havia registrado superávit primário de 2,287 bilhões de reais. Em 12 meses até agosto, a economia feita para pagamento de juros foi equivalente a 1,82% do Produto Interno Bruto (PIB), longe da meta do governo para o ano, de 2,3%. No acumulado dos primeiros oito meses, o esforço fiscal está em 1,72% do PIB.

 

Texto completo em http://veja.abril.com.br/noticia/economia/brasil-registra-deficit-fiscal-pela-primeira-vez-desde-2001

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O empregão da namoradinha de Dirceu

Da veja.com:

 

Garantia de estabilidade, altos salários e uma rotina confortável. O serviço público no Brasil é um mundo restrito ao qual só existem duas formas de chegar. A primeira – alternativa da maioria dos brasileiros – requer estudo, sacrifício e dedicação para conseguir uma vaga via concurso público. Já a segunda, aberta a poucos privilegiados, exige apenas ter os amigos certos nos lugares certos.

 

A recepcionista Simone Patrícia Tristão Pereira chegou perto disso justamente por essa segunda via. Dona de competências profissionais desconhecidas, ela conquistou um emprego invejável: desde agosto ocupa o cargo de especialista em marketing de relacionamento no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), órgão de capacitação do Senado Federal. Com salário de 12 800 reais, horário flexível e pouco ou quase nada para fazer, a moça não precisou se esforçar muito para chegar lá.

 

Bastou acionar as pessoas certas – ou, no caso dela, a pessoa certa: o ex-ministro José Dirceu, réu condenado a dez anos e dez meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha no escândalo do mensalão. O casal assumiu meses atrás um namoro que começou há alguns anos.

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Caixa 2: oposição pede nova análise das contas de Dilma

Folhapress

 

Políticos da oposição cobraram ontem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reexamine a prestação de contas da presidente Dilma Rousseff referente à campanha eleitoral de 2010. Conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada neste domingo, cabos eleitorais que aparecem na prestação de contas da candidata do PT como voluntários afirmaram terem sido pagos pelo trabalho.

 

Pelo menos 12 pessoas em Mato Grosso e no Piauí disseram nunca ter atuado de graça na campanha da presidente. Efetuar pagamentos de campanha e não decla­rá-los à Justiça é considerado crime de caixa 2. O PT e os coordenadores da campanha afirmaram que todas as contas foram aprovadas pelo TSE.

 

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou em nota que “são extremamente graves as denúncias publicadas”. Possível candidato ao Planalto em 2014, ele disse que o PSDB estudará medidas que poderão ser adotadas contra o PT e disse que aguarda explicações da presidente Dilma Rousseff sobre o caso.

 

Para o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), o Ministério Pú­­­blico Eleitoral deve pedir que o TSE reexamine as contas da campanha de 2010, todas elas já aprovadas pelo tribunal. “É desonestidade e fraude. Mais uma malfeitoria do governo Lula-Dilma”, disse Roberto Freire. Sobre um pedido do partido para se investigar novamente as contas de 2010, ele se diz desanimado. “Se o tribunal não rejeitou as contas do mensalão, vai criar algum problema por causa disso?”, indagou.

 

O DEM, outro partido da oposição, também quer nova análise nas contas da presidente. Segundo o líder do partido na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), há “fortes indícios de que houve uso de caixa 2 na campanha” do PT.

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Maioria do eleitorado é contra financimento público de campanhas

Gazeta do Povo e Jornal de Londrina

 

A população é contra o financiamento público de campanhas políticas, favorável ao voto facultativo e defende a divulgação de pesquisas no período eleitoral, ainda que diga não se influenciar pelas projeções na hora de votar. Esses e outros temas, como a reeleição e a realização de eleições a cada quatro anos, que estão sendo debatidos nas propostas de reforma política, foram alvo de um levantamento da Paraná Pesquisas. Foram ouvidos 2.502 eleitores, em 169 cidades das cinco regiões brasileiras, entre os dias 10 e 15 de setembro.

 

O financiamento público de campanhas é uma bandeira do PT e divide opiniões. A ideia é limitar a influência do poder econômico: como seriam utilizados apenas recursos públicos, grandes corporações ou empresas privadas não teriam meios para financiar candidatos ligados a seus interesses. Os contrários à proposta argumentam que não haveria como fiscalizar as doações ilegais e que haveria uma “migração” de recursos para o caixa 2 dos partidos.

 

Entre os ouvidos pela Paraná Pesquisas, 56% avaliam que as campanhas deveriam ser feitas apenas com “verbas privadas”. Só 17% defenderam o uso exclusivo de recursos públicos. Para 6% dos entrevistados, as campanhas deveriam ser financiadas por recursos públicos e privados, mas apenas de pessoas físicas; 10% acreditam que o financiamento deveria ter recursos públicos e privados, incluindo doações de empresas. Entre os que responderam à pesquisa, 11% não souberam responder.

 

Texto completo em ww.jornaldelondrina.com.br/brasil/conteudo.phtml?tl=1&id=1412765&tit=Bandeira-do-PT-financiamento-publico-e-rejeitado-por-eleitor

 

 

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A explosão de gastos com cartões corporativos

Da coluna de Claudio Humberto

 

Explodem despesas com cartões corporativos

A conta dos cartões corporativos do governo federal ultrapassou R$ 32 milhões em setembro, mês marcado pela decisão da presidenta Dilma Rousseff de hospedar-se com sua comitiva, em Nova York, esta semana, no luxuosíssimo hotel St. Regis, onde somente sua diária custou R$ 25 mil. Desde agosto foram R$ 6 milhões torrados com cartões. A Presidência é quem mais gastou: R$ 3,6 milhões.

 

Conta secreta

Sob a surrada alegação de “segurança do Estado”, o Palácio do Planalto se recusa a detalhar as despesas com cartões corporativos.

 

Prioridades

Enquanto Dilma ocupava no hotel St. Regis, líderes do seu governo negociavam reduzir reajuste salarial dos professores, em todo o Brasil.

 

http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1–3798-20130930&tit=claudio+humberto

 

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