Mês: junho 2014

 

Lula e seus postes – os apagados e os que jamais acenderão

Tiremos o chapéu: o carisma de Lula tornou possível a eleição de dois postes – Dilma Rousseff e Fernando Haddad.

Aproxima-se o fim do mandato da primeira e o segundo completa um ano e meio.

Dilma conseguiu não apenas manter-se apagada como apagar o viço da economia e comprometer as finanças públicas. Sua popularidade enfrenta um processo de queda acentuada. E, mesmo assim, tenta a reeleição. Terá, mais uma vez, que se valer do prestígio do criador.

Haddad, pródigo em trocar os pés pelas mãos, tem 17% de aprovação dos paulistanos. Não cogita disputar a reeleição, pois há muito tempo para isso.

Apesar dos dois fracassos retumbantes, Lula não apenas apadrinha a candidatura de Dilma, faz cafuné em Haddad e tenta levantar outros dois poses para governos estaduais: Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann.

Padilha, que teve um desempenho meramente burocrático à frente do Ministério da Saúde, destacando-pse apenas por criar o tal “Mais Cubanos”, não decola. Prova cabal disso é a aliança, orquestrada pelo Planalto, para que o PSD de Kassab se coligasse com o PMDB de Paulo Skaf para tentar abater Geraldo Alckmin do Palácio dos Bandeirantes, há muito ocupado pelos tucanos..

Gleisi, tadinha, convive à sombra de seus vistosos parceiros de ontem, Eduardo Kaievski e André Vargas, terá a rejeição crescente a Dilma e ao PT socavando sua base, enfrentará o poder de fogo de Roberto Requião – que, de aliado, se converteu em adversário. Não bastasse isso, tem para apresentar seu fraco desempenho na Casa Civil e sua atuação no Senado marcada pela defesa intransigente dos interesses do Planalto.

Resumo da obra: Lula elegeu dois postes que jamais acenderam e tenta eleger outros dois que, se eleitos em desafio à lógica, jamais acenderão.

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O dia da traição final

Qual partido, assim como o PCdoB, cometerá hoje, último dia do fechamento de acordos para as eleições deste ano, a traição definitiva?

O PcdoB anunciou a retirada do apoio ao PT e adesão ao projeto do senador Roberto Requião e, na calada da noite, fechou acordo com o …PT.

Para onde vais, PDT?

O PDT, firme como uma rocha na aliança com o PT até a semana passada, começou a oscilar como vara verde ao sabor do vento ao se aproximar o Dia D das coligações.

O partido rachou. Uma ala pende para continuar amarrado ao PT, outra está lançando olhares cada vez mais ansiosos em relação ao PMDB.

Mas eis que de repente o vento pode soprar forte em outra direção…

A hesitação do PSD

O PSD delegou à sua executiva a definição final sobre a coligação.

O DNA de seus caciques indica que o coração deles bate mais forte quando diante do retrato de Richa.
Se o casamento se consumar, eles têm grandes chances de ocupar a vice.

Muito além da vice

A aliança com o PSD dará a Richa, além de um nome forte para a vice (Eduardo Sciarra é o mais cotado), o apoio de Alexandre Kireff, prefeito de Londrina, segundo maior colégio eleitoral do estado.

PV muda rumo e aceita vice de Requião

O PMDB de Requião confirmou ontem a indicação para vice da deputada federal Rosane Ferreira, do PV – cujo partido havia definido lançá-la candidata ao governo do Estado.
Os 38 segundos de que o partido dispõe na propaganda eleitoral poderão ser decisivos para Requião…

Quem sobreviver…

“Ele é tinhoso e eu sou dura”, disse Rosane a respeito do agora colega de chapa Requião (Folha de Londrina). “Vai ser um aprendizado para ambos”, acrescentou. Ao acréscimo, ressalve-se: quem sobreviver, dirá…

A mestra

Convenhamos: a presença da ambientalista Rosane ao lado de Requião poderá ser útil ao senador. Ela poderá indicar-lhe os efeitos nocivos do consumo da mamona sobre o comportamento humano.

Elza Corrêa, a descartada

A ex-deputada federal e vereadora por Londrina Elza Correa (PNDB), uma das mais ardorosa defensoras da candidatura de Requião ao governo, teve seu nome aventado (publicamente) pelo senador como candidata a vice em sua chapa.

Foi descartada.

Requião perde com isso uma cabeça-de-ponte em Londrina e norte do Paraná, onde a rejeição a seu nome é quatro vezes (pelo menos) maior que a intenção de voto.

Fecha-se uma porta para Barros

O acordo de Requião com o PV fechou uma das portas nas quais Ricardo Barros (PP) pretendia introduzir sua esposa, a deputada federal Cida Borgheti (Pros).

Duas estão entreabertas

Barros ficou isolado em seu partido, que fechou ontem a aliança com o PSDB de Beto Richa. Hoje será o dia definitivo para que ele, que não esconde a volúpia pré-eleitoral, defina se se alia com o governador ou com a petista Gleisi Hoffmann.

Baú de exigências

Além da esposa, Barros tem outra carta na manga: a candidatura de seu irmão Silvio, ex-prefeito de Maringá, ao governo do Estado, oficializada pelo PHS e apoiada – credo, que força! – pelo Pros.

Tem ainda um baralho inteiro: a filha, tios, cunhados, primos, sobrinhos e – por que não? afinal é um magnânimo – até os bichos de estimação para entrarem no pacote.

Eis a questão

O apoio de Ricardo Barros & família é importante para qualquer candidato. Afinal, ele é o maior líder político do noroeste do Estado.

Mas a aliança com Barros custou a Richa a saída de Gustavo Fruet do PSDB, vários dissabores durante o período em que ele ocupou a Secretaria de Indústria e Comércio, e traições à luz do dia depois que o “aliado” deixou o governo.

Qual a importância do vice?

A revelação dos vices de Gleisi Hoffmann e Beto Richa dividirá hoje as atenções hoje com o fechamento das coligações.

O vice é a insignificância personalizada em tempo na tevê, formação de bancadas e um e outro penduricalho.

Horizonte

O favoritismo de Richa abre, no entanto, o horizonte: reeleito, ele terá que deixar o cargo em 2018 se quiser disputar uma vaga no Senado (haverá duas em jogo) ou… a presidência da República.
E, então, a insignificância se metamorfoseará em govenador.

Os patronos de Gleisi

Se há dúvida sobre o vice de Gleisi, há uma certeza: sua campanha será feita à sombra de dois patronos: Eduardo Gaievski, seu assessor especial na Casa Civil preso por pedofilia (são algo em torno de 30 denúncias) e André Vargas, companheiro de primeira hora flagrado em negócios nada republicanos com o doleiro Alberto Youssef.

Outro peso

Não bastasse isso, Gleisi incorporará a rejeição crescente a Dilma e ao PT.

Mas sobram ela e o nariz

Sobram, no entanto, ela, Gleisi Hoffmann, seu lindo nariz e a passagem de ambos pela Casa Civil e defesa ardorosa dos temas paranaenses – sem discriminação de qualquer espécie – no Senado…

(Meu nariz está crescendo…)

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Tarifa da Copel chamusca Richa, Requião e Gleisi

O governador Beto Richa deu trela aos adversários ao afirmar ter ficado “surpreso” com a determinação da Aneel de aumentar em 35% a tarifa da energia elétrica no Paraná.

Ora, a Copel é controlada pelo governo do Estado. Richa – ou sua assessoria – jamais poderia ter feito esta afirmação. Ademais, não é a Aneel que impõe o reajuste, mas a operadora que o solicita – o pedido da Copel (32%) foi amplamente divulgado.

O reajuste foi suspenso, a pedido de Richa. Mas o choque de versão deixará cicatriz em sua imagem.

E chamuscados ficaram também seus principais contendores nesta eleição, os senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, que colocaram as mãos em fio desencapado.

“Ele está tentando fazer do cinismo uma virtude”, afirmou Gleisi.

Pois é. Ela, como boa petista que é, atribui ao inimigo (o PT não tem adversário, tem inimigo) aquilo que faz ou o que é. Pois cínica e tentando se passar de mocinha é ela, ao condenar o aumento, derivado da intervenção (eleitoreira) da president@-adjunta Dilma no setor elétrico, que determinou no ano passado a redução da tarifa e a renegociação dos contratos das operadoras.

Gleisi era chefe da Casa Civil. É, portanto, cúmplice do descalabro, que causou – por enquanto – prejuízo de R$ 60 bilhões ao setor elétrico e ameaça a sobrevivência da Eletrobrás (fosse uma empresa privada e já teria quebrado).

Editorial de ontem da Gazeta do Povo (Íntegra) põe os devidos pingos nos is: “A redução unilateral da tarifa, determinada por Dilma, causou um efeito cascata no setor elétrico nacional e, no fim, acabou sendo o contribuinte brasileiro a pagar pelo foguetório governamental”. E continua: “Consertar o estrago exige um preço alto – e impopular”. Preço que o governador não quis pagar agora, adiando sine die o reajuste, que, afinal, será imposto a todos nós.

Melhor seria se Gleisi ficasse com a boca fechada… e a mesma observação deve ser feita sobre Requião. No caso dele, seu comportamento foi ainda mais grave – comprovando seu instinto agressivo.

“Preguiça do governador, incompetência e maracutaias fazem explodir tarifa da Copel. Não aceito isto!” – vociferou Requião.

Acusação raivosa e sem fundamentação (ao acusador cabe o ônus da prova). Típica de um mordedor contumaz. O futebol tem Suarez, a política autofágica do Paraná tem Requião!

(Pelo menos o canibal uruguaio está fora da disputa…)

Todo comentário, a favor ou contra minhas opiniões, é bem-vindo desde que contenha alguma racionalidade (*). Manifestações gestadas no fígado e – em se tratando de “ativistas digitais” de um partido estrelado – no intestino serão desconsideradas.
(*) Observação dirigida aos tais “ativistas”: racionalidade é o uso da razão, o que pressupõe lógica, conhecimento e capacidade de expressão. (Buscar no Google a definição de razão, lógica e expressão.)

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Começa (até que enfim!) a cair a ficha dos petistas

O Globo

SÃO PAULO — As declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Jornal do SBT, na noite desta quarta-feira, mudando o tom e dizendo que o governo também pode ter culpa nas vaias que Dilma sofreu, pelo fato de não ter tratado com carinho a insatisfação de parte da população, repercutiram na reunião da Executiva Nacional do PT, realizada nesta quinta-feira em São Paulo. O presidente do partido, Rui Falcão, disse que o governo já fez muito pelo social, como o Bolsa-Familia e o Minha Casa Minha Vida, mas pode fazer ainda muito mais.

O deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (SP), lider do PT na Câmara, concorda com a mudança de tom de Lula, de que existem insatisfeitos em outras classes sociais, além da elite, mas o que foi inaceitável foram os xingamentos à presidente na abertura da Copa em São Paulo.

O secretário de Comunicação do partido, José Américo, disse concordar com Lula de que há mais gente descontente além da elite.

Já o senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, disse que há “um mau humor inexplicável” na sociedade.

LEIA MAIS INFORMAÇÕES E OPINIÕES DE JOSÉ PEDRIALI EM josepedriali.blogspot.com

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O relógio (idiota) de Morales

1aA Bolívia apresenta ao mercado internacional um novo produto.

O quarto de sua lista de exportações, que começa com a coca e a pasta da cocaína, passa pelo gás natural, descamba na mão de obra barata e chega ao êxtase com o relógio que o presidente Evo Morales mandou instalar na sede do Congresso.

Atenção para o detalhe: ele mandou instalar o relógio na sede do Congresso!

É um relógio cuja ponteiro gira em sentido inverso e invertida também é a ordem da numeração: à direta do 12, que é mantido no zênite, está o 11, depois o 10, o 9 e assim sucessivamente.

“É para lembrar que a Bolívia está no sul”, justificou um gênio do governo dele, acrescentando que a iniciativa é um ato de rebeldia, um gesto de contrariedade ao status quo. Nacionalismo puro, portanto!

Isso me remete a um episódio do início de minha carreira no jornalismo. Escrevi – julgando ser uma sacada genial para ilustrar um recuo no tempo – que o “pêndulo da história oscilava em sentido contrário”.

Fui ridicularizado pelos colegas, é claro, e com razão. Afinal, o pêndulo oscila ora para um lado, ora para o outro, sendo impossível determinar qual é o lado “a favor”, qual o “contrário”.

É assim o relógio do Evo: os ponteiros giram em sentido contrário, mas o norte (12) sempre será o norte e o sul (6), sempre o sul.

A atitude de Morales, além de ridícula como a imagem a que recorri na juventude profissional, é simbólica: mostra o retrocesso que o seu primarismo intelectual e radicalismo político impuseram à Bolívia.

Coca, gás e mão de obra barata encontram clientes ávidos em todo o mundo. O relógio de Morales só terá interessados nas sedes de governo (e por que não de parlamentos e de determinados partidos?) de seus sócios bolivarianos. Tão idiotas quanto ele.

(Talvez, além desses clientes indicados, os canhotos poderão se interessar pela maravilha).

Todo comentário, a favor ou contra minhas opiniões, é bem-vindo desde que contenha alguma racionalidade (*). Manifestações gestadas no fígado e – em se tratando de “ativistas digitais” de um partido estrelado – no intestino serão desconsideradas.

(*) Observação dirigida aos tais “ativistas”: racionalidade é o uso da razão, o que pressupõe lógica, conhecimento e capacidade de expressão. (Buscar no Google a definição de razão, lógica e expressão.)

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Enfim, os mensaleiros vão trabalhar

José Dirceu e Delúbio Soares são os primeiros mensaleiros presos que tiveram revista a proibição, imposta por Joaquim Barbosa, de trabalhar do presídio.

A insistência de seus advogados comprova a tese: só depois de presos é que os petistas querem trabalhar!

kkkkk!

É brincadeira. E de mau gosto (mas não pude reprimir meu impulso!)

Voltemos ao tema: Dirceu e Delúbio, e mais Valdemar Costa Neto, Pedro Henry etc., condenados ao regime semiaberto, tiveram, depois de um período em liberdade parcial, que passar 24 horas atrás das grades porque Barbosa – responsável pela execução penal dele – decidiu cumprir ao pé da letra a lei x, y, z que somente concede o trabalho externo ao preso nessas condições que tiver cumprido um sexto da lei.

Barbosa não agiu ilegalmente, como acusa o PT e seus advogados regiamente remunerados: apenas – repito – seguiu a lei x, y, z (para que perder tempo em firulas!)

Ora, há mais de dez anos o Superior Tribunal de Justiça fez jurisprudência, estendendo ilimitadamente esse direito a todo preso em regime semiaberto. Prevalecesse a interpretação de Barbosa, o sistema carcerário sofreria um golpe: milhares de presos que trabalham foram teriam de voltar ao regime fechado. Seria uma barafunda jurídica e prisional sem tamanho!

É claro que a autorização dada a Dirceu e Delúbio será estendida pelo STF aos demais mensaleiros condenados ao semiaberto

Afastado do julgamento do mensalão – pelo qual se declarou impedido após processar o advogado de José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, por desacato etc. – e na iminência de se aposentar, Barbosa sofre, assim, sua segunda derrota no processo.

A primeira foi a tese de formação de quadrilha, reformada após a entrada em cena dos dois novos ministros, Roberto Barroso e Teori Zavascki. Com uma argumentação hermenêutica e hermética – e até equina(*), no caso do segundo ministro -, eles fizeram ruir uma constatação cristalina: tanta gente envolvida com fim criminoso específico, cada qual com sua tarefa específica, não era uma quadrilha, apenas um clube informal de amigos…

Bem, os mensaleiros poderão trabalhar durante o dia.

Talvez, quem, sabe, oxalá, saravá! eles façam algo para o bem da sociedade.

(*) A argumentação de Zavascki não foi equina; ele apenas evocou o comportamento equino para justificar sua tese cavalar.

Todo comentário, a favor ou contra minhas opiniões, é bem-vindo desde que contenha alguma racionalidade (*). Manifestações gestadas no fígado e – em se tratando de “ativistas digitais” de um partido estrelado – no intestino serão desconsideradas.

(*) Observação dirigida aos tais “ativistas”: racionalidade é o uso da razão, o que pressupõe lógica, conhecimento e capacidade de expressão. (Buscar no Google a definição de razão, lógica e expressão.)

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Morre Dom Moacyr Vitti, arcebispo de Curitiba

1aMorreu no início da tarde de hoje o arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, aos 73 anos. Ele estava na Casa Episcopal quando morreu.

Dom Moacyr foi nomeado arcebispo da cidade no dia 19 de maio de 2004, tomando posse no dia 18 de junho na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Ele nasceu em Piracicaba (SP) no dia 30 de novembro de 1940. Entrou para o Seminário Estigmatinos em 17 de janeiro de 1953. Estudou em Ribeirão Preto (SP), fez o noviciado em 1960 e a primeira profissão religiosa no município Casa Branca (SP). Também cursou filosofia e teologia no Instituto Estigmatinos de Campinas (SP). Dom Moacyr José Vitti fez profissão perpétua em 9 de dezembro de 1963 e foi ordenado sacerdote na Capela da Santíssima Trindade, em Campinas, no dia 16 de dezembro de 1967.

Trabalhou por seis anos na Pastoral Vocacional e foi conselheiro provincial. Depois, durante mais seis anos, foi vice-geral da Congregação dos Estigmatinos, em Roma, na Itália. Em seguida, foi provincial da Província de Santa Cruz no Brasil.

Dom Moacyr fez doutorado em teologia na Universidade Angelicum, de Roma. Foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba no dia 18 de novembro de 1987. A ordenação episcopal ocorreu em Americana (SP) no dia 3 de janeiro de 1988. A nomeação de bispo de Piracicaba (SP) ocorreu em 15 de maio de 2002, no ano Jubilar de Ouro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

(Informações do O Globo.)

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