Lula e seus postes – os apagados e os que jamais acenderão

Tiremos o chapéu: o carisma de Lula tornou possível a eleição de dois postes – Dilma Rousseff e Fernando Haddad.

Aproxima-se o fim do mandato da primeira e o segundo completa um ano e meio.

Dilma conseguiu não apenas manter-se apagada como apagar o viço da economia e comprometer as finanças públicas. Sua popularidade enfrenta um processo de queda acentuada. E, mesmo assim, tenta a reeleição. Terá, mais uma vez, que se valer do prestígio do criador.

Haddad, pródigo em trocar os pés pelas mãos, tem 17% de aprovação dos paulistanos. Não cogita disputar a reeleição, pois há muito tempo para isso.

Apesar dos dois fracassos retumbantes, Lula não apenas apadrinha a candidatura de Dilma, faz cafuné em Haddad e tenta levantar outros dois poses para governos estaduais: Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann.

Padilha, que teve um desempenho meramente burocrático à frente do Ministério da Saúde, destacando-pse apenas por criar o tal “Mais Cubanos”, não decola. Prova cabal disso é a aliança, orquestrada pelo Planalto, para que o PSD de Kassab se coligasse com o PMDB de Paulo Skaf para tentar abater Geraldo Alckmin do Palácio dos Bandeirantes, há muito ocupado pelos tucanos..

Gleisi, tadinha, convive à sombra de seus vistosos parceiros de ontem, Eduardo Kaievski e André Vargas, terá a rejeição crescente a Dilma e ao PT socavando sua base, enfrentará o poder de fogo de Roberto Requião – que, de aliado, se converteu em adversário. Não bastasse isso, tem para apresentar seu fraco desempenho na Casa Civil e sua atuação no Senado marcada pela defesa intransigente dos interesses do Planalto.

Resumo da obra: Lula elegeu dois postes que jamais acenderam e tenta eleger outros dois que, se eleitos em desafio à lógica, jamais acenderão.

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