Mês: julho 2014



“A verdade vai vencer o petismo”

“A verdade vai vencer o pessimismo” será, segundo Dilma Rousseff, o mote de sua campanha à reeleição.

Ela deve ter se enganado sobre o candidato ou o slogan, pois se há um governo que faz da mentira um método é justamente o dela. No final do mandato, não é de se esperar que ela e seu governo se convertam.

Vai que o “bispo” Macedo opere o milagre da conversão de Dilma hoje, ao inaugurar o Templo do Salamão, digo Salomão. Dilma estará lá. Se o milagre ocorrer, será certamente o maior, se não o único, operado por ele.

Mesmo assim, será tarde demais: talvez nem os petistas venham a acreditar nela. Seria o mesmo, guardadas as devidas proporções, que acreditar em algo sério dito por um palhaço (peço aos palhaços que me perdoem a comparação).

O slogan da Dilma, além de afirmar exatamente o oposto do que ela faz (e o mesmo se aplica ao seu partido e ao seu líder máximo, Lula), é um prato cheio para a ironia. E pode conter uma premonição: “A verdade vai vencer o petismo”.

Antes cedo do que tarde.

Estamos a cada dia mais otimistas com essa possibilidade. Pessimistas estão os petistas diante da crescente deterioração da imagem de sua candidata, do seu líder e do partido…

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Loucura, desvio de caráter ou estratégia de Requião?

Loucura, desvio de caráter ou estratégia?

Eis a questão.

Lanço a pergunta e confesso: não tenho elementos para respondê-la.

Vamos aos fatos.

Roberto Requião, que incorpora o espírito de Dom Valentão das Araucárias em suas ações públicas, esconjurando adversários (responde a dezenas de processos por calúnia, injúria e difamação) e agredindo jornalistas, recorre a uma assessoria jurídica que aplica cerco implacável aos que ousam criticar seus métodos trogloditas.

Sou uma de suas vítimas. No espaço de uma semana, contando sábado e domingo, recebi duas notificações. Numa delas o juiz determinou, em caráter liminar, a suspensão da postagem intitulada “Requião bate em mulher e apanha de homem”.

O título é forte, como, aliás, explico no início do meu texto. Mas é absolutamente fiel aos fatos e a um documento que apresento – e que os advogados acusam de falso. Não posso entrar em detalhes para não ferir a decisão do juiz – que estou contestando pelas vias legais. Assim como requerendo perícia do documento (apresentado, aliás, por um ex-aliado de Requião, José Domingos Scarpellini).

Sei de pelo menos mais três jornalistas que sofrem assédio semelhante. E é apenas o início da campanha eleitoral…

Hoje, em Cascavel, Requião surtou quando, em entrevista à Rádio CBN, foi perguntado sobre obras na PR-277 que seu governo dispensou a concessionária de executar. Xingou de “canalha” o jornalista e encerrou intempestivamente a entrevista. Vale a pena ouvir

(Pelo menos não apertou o indicador dele, como fez com um repórter de Londrina, ou confiscou algum equipamento, como fez com o gravador de um de Brasília…)

Como pode um político com o currículo de Requião – prefeito, senador em segundo mandato, governador três vezes, etc., se comportar como um Maguila?

Desculpem-me por incluir Maguila num contexto grotesco como este. Nosso boxeador praticava a violência como esporte – e com o consentimento do adversário -, enquanto Requião a pratica, à revelia do adversário, ou como loucura, ou como desvio de caráter ou como estratégia.

Qual dos três? Ou todos os três?

Eis a questão.

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A capitulação final de Lula: pedir a demissão de um trabalhador!

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical pediu ao patrão que demitisse o empregado.

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical condenou o empregado e elogiou o patrão.

Nuncaantesnahistóriadestepaís se cometeu ação tão vil e em solenidade oficial de um sindicato… de trabalhadores!

Coloquem-se todos os Nuncaantesnahistóriadestepaís que vierem à mente e será pouco para qualificar o que Lula da Silva fez na segunda-feira, em São Paulo, durante “plenária” da CUT – o maior conglomerado de trabalhadores do país e braço sindical do Partido dos Trabalhadores, partido majoritário do governo federal e do qual Lula é presidente honorário.

Associando-se à histeria provocada na seara petista pelo parecer do Banco Santander a correntistas abonados, alertando para a obviedade do risco de agravamento da crise econômica pela eventual reeleição de Dilma Rousseff, Lula cometeu este crime de lesa-trabalhador.

Disse ele, textualmente:

“Ô, Botín é o seguinte, querido: eu tenho consciência de que não foi você que falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, nem do governo Dilma. Manter uma mulher dessas num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim, que eu sei como é que eu falo”. Confira

Menosprezemos o palavrão falado por Lula. Está se tornando corriqueiro nas aparições públicas dele. Além de configurar um comportamento incompatível com o que ele foi e é, expressa o desequilíbrio mental que as pesquisas, cada vez mais desfavoráveis à permanência do PT no poder, estão provocando nele e às suas hostes.

A bajulação ao presidente mundial do Santander, o “querido” Emílio Botin, é a artimanha que Lula, o líder sindical, recorre para pedir que o banqueiro demita a funcionária responsável pelo parecer.

A ética foi a primeira bandeira que Lula e PT queimaram. Outras tantas viraram cinzas – reforma política, reforma tributária, transparência administrativa, etc.. Pedir a demissão de uma trabalhadora é a capitulação final: o líder do Partido dos Trabalhadores trai agora – e publicamente – a categoria que seu partido e seu governo dizem representar.

Requiescat in pace.

E sem choro nem vela.

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André Vargas e a Ópera do Malandro

O comportamento de André Vargas em relação ao Conselho de Ética da Câmara, que o investiga por quebra de decoro parlamentar motivada por suas relações incestuosas com o doleiro Alberto Youssef, remete a Ópera do Malandro, de Chico Buarque, em especial à primeira estrofe do hino de abertura:

O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé.

Hoje, mais uma vez, Vargas não compareceu ao depoimento agendado pelo relator Paulo Souto – que, assim, concluirá o relatório sem ouvir o réu e algumas das testemunhas arroladas por ele – que, como ele, também deram o bolo na comissão.

O comportamento de Vargas aponta para o passo seguinte à eventual – e quase certa – cassação de seu mandato: questionar na Justiça a legitimidade do processo, alegando ter sido “cerceado”.

É o comportamento típico do malandro da peça de Chico Buarque: nega-se a pagar o que deve, ri dos que o acusam e procura fugir da responsabilidade.

A Ópera do Malandro é a trilha sonora perfeita para o enredo que Vargas – aquele que deixou o PT, mas o PT, de tão incorporado a seu coração e mente, jamais o abandonará.

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União lucra com pedágios no Paraná

Governo federal se livrou de um “problema” e arrecadação de impostos é maior do que o valor aplicado em obras nas outras BRs do estado

Gazeta do Povo

A criação do sistema paranaense de pedágio, há 17 anos, se transformou em um negócio lucrativo para o governo federal. Ao ceder a gestão de rodovias que estavam em condições precárias, como a BR-277, abriu mão de aplicar dinheiro para recuperá-las e conservá-las. Além disso, arrecadou R$ 2,5 bilhões em impostos no período. Por ano, aproximadamente R$ 300 milhões da receita do pedágio vão para a União na forma de tributos: é mais do que o governo federal destina para cuidar das outras BRs que continuam sob gestão pública no Paraná.

Em 1997, quando foi elaborado o chamado Anel de Integração, o governo federal concordou em ceder a gestão dos 1,8 mil quilômetros de BRs sem cobrar nada por isso e sem prometer que o dinheiro que deveria gastar nas rodovias seria aplicado em outro setor. Uma conta aproximada revela quanto a União deixou de aplicar nas estradas “emprestadas” ao sistema de concessões. Ao longo de 17 anos, seria preciso fazer ao menos duas restaurações nas vias. Ao custo estimado de R$ 1 milhão por quilômetro, seriam necessários R$ 3,6 bilhões.

Cidades

Quem também saiu lucrando diretamente com a instalação do pedágio foram as prefeituras. Em 84 municípios cortados por alguma rodovia do Anel de Integração, incide o Imposto Sobre Serviços (ISS). O valor é calculado de acordo com a extensão da rodovia dentro da área do município. Cidades com praça de pedágio recebem um adicional. Em Imbaú, cidade de 11 mil habitantes nos Campos Gerais, o ISS do pedágio – que foi de R$ 1,5 milhão em 2013 – representa 10% do orçamento anual da prefeitura.

Mais
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1487022&tit=Uniao-lucrou-ao-ceder-estradas-no-PR

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Imposto representa 20% da tarifa

Gazeta do Povo

Aproximadamente 20% da tarifa de pedágio no Paraná são resultado de tributos e taxas. Significa que descer a Serra do Mar de carro, saindo de Curitiba rumo ao Litoral, pela BR-277, custaria, sem impostos, R$ 12,32 – e não R$ 15,40.

A briga político-eleitoral travada entre os governos estadual e federal se apropriou do debate sobre a carga de impostos da União nas concessões de rodovias. À época mais “quente” da CPI do Pedágio na Assembleia Legislativa, no ano passado, deputados pediram a isenção tributária para reduzir a tarifa. A proposta não avançou porque isentar as concessionárias de Imposto de Renda (a maior fatia no pagamento de tributo) está fora de questão para o governo federal.

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Coices, relinches e empinamentos marcam a cavalgada de Requião

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Em sua cavalgada para tentar reocupar o Palácio Iguaçu, o senador Roberto Requião tem dividido suas ações em coicear o governador Beto Richa e empinar suas pretensas realizações quando um dia esteve lá. Empina-as e as enfeita como exige um corcel em dia de desfile. E relincha e mostra os dentes (“vou processá-los”, e os tem processado mesmo) a quem ouse criticar seu trote.

Apresenta-se como o melhor administrador que o Paraná já teve. Resume sua passagem pelo Iguaçu como tocador de 300 projetos e propõe-se, caso volte, a repeti-los e acrescentá-los de “tantos quantos forem necessários”.

Não enumera quais foram os 300 e não dá a mínima pista dos que virão se associar a ele.

Segredo que somente será revelado após as eleições ou mera embromação?

O mesmo procedimento genérico, guardadas as devidas proporções e circunstâncias, ele adota em relação ao adversário.

Em Londrina, no final da semana passada – e este é apenas um entre tantos casos -, disse que Beto Richa “não fez nada pela cidade”. O comentário lança uma séria dúvida sobre a capacidade visual de Requião, pois basta citar algumas obras de Richa – duplicação da PR-445; duplicação da captação e distribuição da água do Rio Tibagi, principal fonte de abastecimento de Londrina e Cambé; ampliação da rede de distribuição e construção de uma subestação que permitirão a integração de todo o sistema, evitando quedas de energia; reconstrução do Ouro Verde; construção do IML, etc. Isso significa R$ 300 milhões em investimentos. Realizações que opacam as de Requião em seus 12 anos de governo– as mais significativas foram a duplicação da avenida Carlos João Strass, uma miniatura se comparada à intervenção na 445, e a construção de uma ala de queimados no Hospital Universitário (e não Hospital dos Queimados, como disse em entrevista radiofônica).

Em Irati – para citar outro exemplo -, onde esteve no início da semana, Requião criticou Richa pelo “abandono” do teatro municipal. Ora, a obra está embargada por decisão do TCE, que encontrou falhas graves em sua execução… durante o último governo de Requião!

E assim a cavalgada continua, deixando um rastro de mentiras e meias verdades. Conscientemente ou não, Requião aplica o conselho de Voltaire: “Menti, menti, alguma coisa há de ficar”. Conselho que – neste caso conscientemente – associa a outro, fiel ao seu estilo: “Coiceie, coiceie, pois algo há de doer”.

(O mote deste comentário é inspirado nas cavalgadas promovidas por Requião em sua última passagem pelo Iguaçu.)

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