Mês: agosto 2014



O Apocalipse assombra o PT

NuncaantesnahistóriadoPT – que, para seus membros, corresponde à da civilização – o partido esteve tão próximo de perder o poder – seu deus supremo, cujo culto permite o recurso a todos os meios.

Não bastasse a degringolada da popularidade de Dilma, a capataz que, em nome do partido e sob a égide de Lula, seu criador, exerce o poder; não bastasse a degringolada da economia, referendada hoje pela pesquisa do IBGE, que aponta um recuo do PIB dois trimestres consecutivos – é a recessão técnica -; não bastasse isso e mais o contínuo distanciamento do PT em relação ao pensamento, gostos e anseios nacionais – e vice-versa-, o destino pôs em seu caminho Marina Silva.

Marina torna-se cada vez mais a opção para aqueles que, descontentes com o PT e com os rumos que impôs ao país, não encontravam em Aécio Neves o instrumento para enxotá-lo do poder. O ideário de Marina é uma incógnita em constante evolução, mas a corrente crescente de seus adeptos não está preocupada – o que é uma pena – com o que pensa e poderá ou deixará de fazer – ela conquistou seus corações, e está é sua principal vantagem, a força avassaladora que demonstra em relação aos adversários.

A entrada apoteótica de Marina na disputa eleitoral dificulta ainda mais o desejo do PSDB de retomar o poder e, a julgar pelo panorama que as pesquisas esboçam, poderá levar Aécio Neves à dupla derrota – a presidência e o governo de Minas, onde o candidato do PT, Fernando Pimentel, tem folgada vantagem sobre o tucano Pimenta da Veiga.

Ruim para o PSDB, trágico, calamitoso para o PT. Que perderá a presidência, os ministérios, as estatais que usa sem pudor em seu benefício – político e pessoal de muitos de seus membros -, os milhares de cargos nos quais acomodou a companheirada e aliados, as embaixadas e – dor suprema – as nababescas oportunidades de negócios. Que o digam Lula, “o palestrante” regiamente pago por empreiteiras, Zé Dirceu, Antônio Palocci, Erenice Guerra, os pródigos companheiros que enriqueceram à sombra do poder (para citar apenas os mais notórios).

A força de Marina é tão avassaladora que, indicam pesquisas em poder da cúpula petista, reveladas hoje pelo colunista Claudio Humberto, nem Lula seria capaz de confrontá-la…

Além de ameaçado de perder o poder central, o PT tende a ficar só com um dos nove governos estaduais que disputa. O desastre se estenderá ainda ao Congresso, onde sua bancada tende a ser reduzida substancialmente – e lá se vão mordomias, poder de barganha e recursos do fundo partidário…

O Apocalipse assombra o PT.

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Richa se impõe, Gleisi se mantém, Requião cai do cavalo

O desempenho dos principais candidatos ao governo do Paraná no debate de ontem à noite pode influenciar as pesquisas de intenção de voto?

Eis a questão.

O debate permitiu o primeiro confronto direto entre Beto Richa, Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, citados de acordo com a posição que ocupam nas pesquisas.

Não trouxe nada de novo, uma ou outra proposta vaga – Gleisi anuncia o PAC Paraná (meu Deus!) e o Mais Cubanos, digo Mais Médicos (de novo, meu Deus!), mas ensinou um pouco sobre o temperamento dos postulantes.

Richa não apenas enfrentou com firmeza, e argumentos sólidos, os ataques de Requião e Gleisi, mas contra-atacou com vigor – comportamento pouco usual, já que se destaca pela cordialidade. Foi duro com ambos, sem, no entanto, ser descortês. Não deixou ataque passar em branco. Impôs-se.

Gleisi foi pedra e vidraça. Dosou os ataques tanto a Richa quanto a Requião, que precisa desconstruir para reaver a segunda colocação na corrida eleitoral. Seu melhor momento foi quando observou, após a resposta de Requião de que apelou à aposentadoria como ex-governador para pagar indenizações por danos morais, que “o povo do Paraná paga pelo que o senhor fala”. Teve, como sempre a incômoda missão de defender o governo Dilma e a si própria de malfeitos e más companhias. Não pôde esconder a irritação ao ser confrontada com temas espinhosos. Os gestos bruscos e a voz alguns decibéis acima do normal denotaram arrogância. Manteve-se, no entanto.

Requião foi um desastre do início ao fim. Pautou-se, como sempre, pela agressividade, mas embaralhou argumentos, vacilou nas respostas, fez cara de amuo ao ser emparedado por Gleisi e, pecado mortal para um debatedor, não conseguia concluir as perguntas e respostas no prazo – e era interrompido pelo mediador. A petulância do velho guerreiro murchou diante das câmeras – e dos eleitores. Encolheu.

Requião, o colecionador de equinos, caiu do cavalo.

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Requião experimenta o próprio veneno

Senador é emparedado por adversários durante o debate na Band,
perde o tempo e o compasso. Mas o dedo se mantém em riste.

A agressividade que pauta a conduta do senador Roberto Requião virou-se contra ele em vários momentos do debate promovido na noite de ontem pela Band entre os oito candidatos ao governo do Paraná. Ele foi emparedado tanto pelo governador Beto Richa como pela petista Gleisi Hoffmann. O primeiro, ao responder a um ataque de Requião, segundo colocado nas pesquisas, já no início do debate, apontou os cabelos brancos do adversário para sugerir que ele está velho para continuar na política. Beto cobrou explicações sobre os cavalos que, suspeita-se, Requião manteve com dinheiro público quando governador, lembrou que foi um dos senadores que mais gastou em viagens ao exterior, chamou-o de ‘mitômano” e exortou-o a manter o “equilíbrio.”

Richa, entre outras investidas, lembrou que Requião – que se elegeu duas vezes prometendo baixar o pedágio ou fechá-lo – está aliado nesta campanha ao maior concessionário de pedágios no Paraná, o candidato ao senado Marcelo Almeida.

Gleisi, que está na terceira colocação, colocou o senador numa saia-justa ao acusá-lo de incoerência por ter pautado sua primeira campanha para o governo no ataque à aposentadoria de governadores e estar usufruindo agora o mesmo privilégio. Requião saiu-se com a desculpa de que precisou da aposentadoria (que garantiu apelando à Justiça) “num momento de dificuldade” para pagar indenizações a pessoas a quem acusara de “ladrão”. Gleisi não se comoveu – afinal, seu marido, o ministro Paulo Bernardo, venceu uma causa contra Requião por calúnia -: retrucou: “Fazer o povo do Paraná pagar por aquilo que o senhor fala?”

A firmeza dos principais adversários confundiu Requião, que, apesar de manter a voz tonitruante e os gestos incisivos – o dedo indicador teimando em mirar o contendor–, não conseguia respeitar o tempo para formular e responder as perguntas. Teve a fala interrompida várias vezes por isso.

O experiente orador experimentou o próprio veneno.

Seus argumentos e seu alvo principal foram mais que previsíveis: Richa e seu governo. O governador não deixou o adversário sem resposta. Foi incisivo tanto na defesa quanto no ataque, sem, no entanto, perder a compostura. Passou a impressão de equilíbrio e firmeza.

Gleisi, que em alguns momentos abandonou seu jeito meigo de ser, foi cobrada pela multa do FGTS indevida que recebeu ao deixar a direção de Itaipu voluntariamente e a contratação do ex-prefeito pedófilo de Realeza Eduardo Gaievski como assessor especial da Casa Civil. Tergiversou no primeiro caso – ao ser flagrada prometeu devolver o dinheiro se a Advocacia Geral da União considerasse que esse era o procedimento correto, mas o órgão jamais se manifestou sobre o tema… No segundo caso preferiu o contra-ataque: acusou Tulio Bandeira, autor da pergunta, de ser estelionatário e ter cumprido pena por isso. Ele admitiu e disse que provaria sua inocência…

A presença de todos os candidatos impediu que os principais concorrentes expusessem suas propostas – inexistentes no debate – e pulverizou o embate entre eles. Se as estrelas de Beto e Gleisi não brilharam tanto quanto queriam, a de Requião perdeu massa, volume e luz.

Ô, coitado!

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Presidente do BB paga multa. E se livra de investigação da Receita

1aIsto é motivo de escândalo. Mas não será: nos acostumamos, sob o PT, a assistir a todo tipo de falcatrua sem nos alarmar.

Folha de S. Paulo

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, pagou multa de R$ 122 mil à Receita Federal para se livrar de questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio pessoal e um apartamento pago com dinheiro vivo em 2010.

Bendine foi autuado por não comprovar a procedência de aproximadamente R$ 280 mil informados em sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. Na avaliação da Receita, o valor de seus bens aumentou mais do que seus rendimentos declarados poderiam justificar.

Dirigente da maior instituição financeira da América Latina, Bendine tem por hábito declarar que mantém dinheiro vivo em casa, de acordo com documentos aos quais a Folha teve acesso. Ele informou em suas declarações à Receita ter recursos em espécie quatro anos seguidos, entre 2009 e 2012, no valor de pelo menos R$ 400 mil.

Meu pitaco:

Guardar dinheiro no colchão não é uma prática petista & afins, mas é inconcebível que a president@ Dilma declare possuir R$ 180 mil no colchão e mais inconcebível ainda que o presidente da maior instituição bancária do país guarde R$ 400 mil em casa. No caso da primeira, ela debocha do sistema financeiro e da mais elementar regra de economia, que impõe a aplicação do dinheiro para evitar sua desvalorização. No caso do segundo, além de debochar do sistema financeiro, ele agride a instituição que preside.

Se a president@ não foi demitida por isso, não é de se esperar que o presidente do Bb o seja – embora esta seja a exigência mínima.

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“Taca-lhe pau”, Requião, “taca-lhe pau”

1aIsso mesmo, Requião, “taca-lhe pau”, “taca-lhe pau”, como exorta o refrão de um jingle de sua campanha.

A peça, que faz a apologia da violência e incentiva as crianças a praticá-la, pois o refrão é entoado por um garoto, é a versão musical da estratégia da truculência aplicada por Requião para reconquistar o Palácio Iguaçu.

Não é apenas uma estratégia de marketing, passageira como todos os recursos do gênero – ela corresponde à sua índole e permeia sua história.

Requião fez do rancor, do ódio, da agressão ao adversário seu modus operandi. É impossível concebê-lo cordato, atencioso, compreensivo, colaborativo. Dialogando em vez de ordenando. Ele não mede palavras, tampouco consequências. Por isso responde a cerca de uma centena de processos, a maioria por calúnia e suas congêneres, a injúria e a difamação.

Acaba de ser condenado em dois processos, cujas indenizações, somadas, são de R$ 60 mil. Um em relação ao ministro Paulo Bernardo, outro ao ex-governador Jaime Lerner.

Requião recorreu à truculência para consolidar sua candidatura, chegando ao extremo de invadir a sede do diretório regional do PMDB e destituir sua executiva, em represália à oposição de parte dela a que concorresse ao Iguaçu. E tem “tacado o pau” em seu principal adversário, o governador Beto Richa, acusando-o e ao seu governo de mundos e fundos – acusações destrambelhadas e sem sustentação.

Não fosse truculento, e talvez não tivesse arrancado a fórceps o aval do partido à sua pretensão eleitoral. Não fosse truculento, e talvez não tivesse superado a petista Gleisi Hoffmann na segunda posição da corrida eleitoral – para quem, aliás, sobram algumas bordoadas de vez em quando. Mas Requião está se enforcando com a própria corda, pois a truculência de sua campanha impulsionou a de Richa, que, segundo o Ibope (*), abriu 17 pontos de vantagem após a primeira semana de propaganda eleitoral gratuita.
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Como não poderia deixar de ser, Requião “tacou-lhe o pau” no Ibope, antes e depois da divulgação da pesquisa, sugerindo que o instituto tenha se vendido.

É isso aí, Requião, “taca-lhe pau”, “taca-lhe pau”, que vossa excelência saberá, em 5 de outubro, o que é a dor de uma paulada.

(*) A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 23 de agosto, entrevistou 1.008 eleitores em 59 cidades. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o número 00411/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR- 00411/2014.

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Debate na Band expõe virtudes e fraquezas. E um certo detalhe facial

Uma Marina Silva incisiva, expondo como sempre ideias difusas e atacando seus dois principais concorrentes ao mesmo tempo em que procurava ser simpática aos eleitores de ambos; uma Dilma Rousseff carrancuda, despejando números e evitando olhar para a câmera; um Aécio Neves propositivo, senhor de si e contundente, sem perder a elegância, ao inquirir tanto Marina quanto Dilma.

Isto, ao meu ver, resume o comportamento dos três principais concorrentes ao Palácio do Planalto no debate promovido ontem à noite, e que avançou pela madrugada, pela Band TV.

O debate durou quase três horas. O número excessivo de candidatos – sete – impediu que os três com chances reais de vencer a disputa detalhassem suas propostas. Isso foi ótimo para Marina, pois ela não conseguiu se aprofundar em nenhuma – se é que apresentou alguma. Igualmente para Dilma, pressionada por Aécio e Marina – a president@ jogou no contra-ataque e a empáfia que a caracteriza aflorou. Ela não admitiu nenhum erro na condução de seu governo, culpou a crise mundial pela estagnação econômica, disse que tudo o que prometera após os protestos de junho do ano passado foi plenamente realizado. Mentiu ao afirmar que a inflação está sendo reduzida. E só se lembrou do seu talismã preferido, o ex-presidente Lula, no final do programa. Citou-o apenas uma vez.

Em contrapartida, FHC foi o ex-presidente mais lembrado: para satanizá-lo, no caso de Dilma, para reconhecer os méritos do seu governo, no caso de Marina e, claro, Aécio.

Marina deixou de lado a fala mansa que a caracteriza para impor energia à voz e aos gestos (estapeou os microfones algumas vezes), mas foi tão confusa em suas teses que permitiu a Aécio, que lhe exigira explicações sobre algumas de suas propostas, sair-se com essa: “Continuo não entendo nada”.

Bom momento protagonizado pelo tucano foi a afirmação de que o sonho de todo brasileiro “é morar na propaganda do PT, onde não tem miséria, o país vive às mil maravilhas, sem violência, sem crise”. E respondeu com classe a uma provocação grosseira de Dilma. De dedo em riste, a voz metálica, Dilma disparou: “O senhor disse que, se eleito, tomará algumas medidas impopulares. Além do desemprego e de baixar o salário mínimo, que outras medidas impopulares o senhor adotará? Aécio evocou as ações de FHC que contribuíram para o bom desempenho do governo Lula nas áreas econômica e social e disse que as aperfeiçoaria e ampliaria.

Justiça seja feita: comparada com seu desempenho na frente das câmeras quatro anos atrás, Dilma evoluiu muito: ela já consegue concluir as frases!

Dilma poupou Marina para concentrar-se em Aécio, que, sem deixar de atacar o PT, procurou minar aquela que lhe confiscou o segundo lugar na corrida eleitoral.

Quanto aos demais candidatos: Pastor Everaldo decepcionou, vacilando nas respostas; Luciana Genro comportou-se como uma Rosa Luxemburgo ressuscitada; Eduardo Jorge parecia ter fumado uma cannabis sativa antes de entrar no estúdio, pois estava lelé; e Levy Fidélix foi ocultado por seu bigode.

Não houve vencedores nem vencidos. Mas cada um pôde expor suas virtudes e fraquezas. Ou um certo detalhe facial.

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Dalton Paranaguá, um homem além do seu tempo

Dalton Fonseca Paranaguá morreu hoje, em sua casa, aos 87 anos.
Foi um homem que, para a infelicidade geral da nação, exerceu apenas dois cargos públicos – o de secretário estadual da Saúde no início do governo Paulo Pimentel (1966-70) e prefeito de Londrina, de 1969 a 72.

Como secretário debelou doenças endêmicas, dotou a maioria das cidades de unidades de saúde, enfrentou com coragem a doença de Chagas importando BHC a 33% da África (os tempos eram outros…), estruturou o atendimento aos tuberculosos (doença hoje praticamente extinta) por meio da Fundação Hospital do Paraná, que criou. E era tão rigoroso na inspeção sanitária que lacrou o restaurante do… Palácio Iguaçu!

Entrou no MDB para disputar a prefeitura de Londrina pelas mãos de José Richa. E desbancou o favoritismo de João Olivir Gabardo, seu companheiro de partido (havia as sublegendas) percorrendo a pé toda a cidade, quando fez despontar seu jeito irreverente e suas ideias revolucionárias. Um slogan o consagrou: “Moringa fresca”, contraponto à repressão política, que se intensificava em todo o país, assim como a violência praticada pelos grupos armados.

“A saúde é a suprema lei”. Esta ditado inspirou seus investimentos em saúde. Motivado por um grupo de médicos do partidão (PCB), criou postos de saúde nos bairros, iniciativa que o governo federal disseminaria pelo país. Contratou professores, aumentou seus salários, criou estímulos para que elevassem a produtividade e construiu escolas, muitas escolas. Uma delas recebeu o nome de Corveta Camapuã, em homenagem à embarcação afundada pelos alemães durante a Segunda Guerra. Seu primeiro emprego como médico fora na Marinha, daí sua ligação afetiva com esta Arma.

Abandonou a medicina para dedicar-se à prefeitura. Trabalhava sete dias por semana. Construiu o ginásio de esportes Moringão (“Moringa Fresca”, lembram-se?), que permitiu aterrar o Buraco do Azevedo, primeiro passo para a instalação (na administração Wilson Moreira – 1983/88) do Zerão – área de lazer e prática de esportes. Lançou o projeto de captação de água do rio Tibagi, viabilizado por Alvaro Dias quando governador (1986-89). Alvaro se elegeu vereador, seu primeiro cargo eletivo, quando Paranaguá conquistou a prefeitura.

E fez isso e mais aquilo…passaria o dia enumerando as obras de Paranaguá, já que tive o privilégio, incentivado pelo amigo Luiz Carlos Hauly, de ser seu biógrafo (“Dalton Paranaguá e a construção do futuro”, disponível nos melhores sebos do ramo…).
1b
As obras materiais são importantes. Influenciam, para o bem (no caso de Dalton) e para o mal o presente e o futuro de uma comunidade. E referenciam o homem público.

Mas Dalton Paraná, mais do que suas realizações materiais, deixa um legado de honradez e dedicação ao bem coletivo. “Fui eleito para servir e não para me servir”, repetia ele, que abandonou a vida pública ao concluir seu mandato de prefeito.

Para a infelicidade geral da Nação, que tanto carece de homens e mulheres como ele,

Paranaguá deixou a vida pública mais pobre do que antes e dependeu nos últimos anos da ajuda dos filhos para se manter.

A família terá dificuldade para escolher a frase de sua lápide. Foram muitas, e geniais, as que proferiu. Humildemente, sugiro o bordão que usava ao terminar seus discursos: “Aos companheiros, minha gratidão; aos adversários, meus respeitos”.

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Richa consolida a liderança. Mas a batalha está apenas no começo

O governador Beto Richa (PSDB) abriu uma avassaladora vantagem de 17 pontos, segundo o Ibope, sobre seu principal adversário, o ex-governador e senador Roberto Requião (PMDB). A terceira colocação continua com a senadora petista Gleisi Hoffmann, com 14% das intenções de voto.

Richa tem 43% contra 26% de Requião.

A primeira pesquisa da corrida eleitoral foi divulgada na semana passada pelo Datafolha – Richa, o líder, surgiu com 6 pontos à frente de Requião – 39% a 33% (Gleisi com 11%).

Como explicar esse salto no espaço de apenas uma semana?

Comparar pesquisas é um exercício temerário. Os institutos aplicam metodologia e utilizam amostragem diversas e, ademais, a pesquisa Ibope foi feita no decorrer da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na tevê; o Datafolha se antecipou a ela.

A propaganda teria sido a causa desse salto de Richa?

É a causa mais provável. O horário eleitoral gratuito tem permitido ao governador expor suas realizações (76% de suas propostas de campanha foram executadas, segundo a Gazeta do Povo), tarefa que ele cumpre com elegância e simplicidade. Ao mesmo tempo e, à revelia de Richa, a propaganda eleitoral ressalta a fragilidade dos concorrentes.

Requião surge como o mesmo do mesmo – raivoso e prepotente, senhor do mundo, o sábio dos sábios -, e Gleisi como a versão boutique do PT – partido com alta rejeição no Paraná. Sua voz melíflua e monocórdia transmite insegurança; o nariz empinado e o queixo levantado (teria sido também aprimorado por bisturis habilidosos?) sinalizam arrogância.

A liderança de Richa está se consolidando. Mas a batalha final está apenas no início.

Pesquisa Ibope: entrevistados 1.008 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto em 59 municípios. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou menos com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o número PR-00024/2014.

Pesquisa Datafolha: realizada entre os dias 12 e 14 de agosto. Entrevistados 1.226 eleitores em 46 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95. Registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o número 00014/2014.

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Ibope: Richa tem 43%, Requião 26% e Gleisi 14%

Gazeta do Povo

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (25) os primeiros números para a campanha de governo e Senado no Paraná. A pesquisa mostra o governador Beto Richa (PSDB) empatado tecnicamente com a soma dos outros candidatos, o que torna impossível dizer se haverá ou não segundo turno. Richa aparece com 43% das intenções de voto.

Roberto Requião (PMDB) aparece em segundo lugar com 26% e Gleisi Hoffmann (PT) está em terceiro com 14%. Túlio Bandeira teve 1%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 7% não souberam responder. Bernardo Pilotto (PSol), Ogier Buchi (PRP), Genoisio Marinho (PRTB) e Rodrigo Tomazini (PSTU) somaram juntos 1%.

O Ibope também divulgou números para o Senado. Alvaro Dias (PSDB), que tenta a reeleição, ficou em primeiro lugar com 64%. Ricardo Gomyde (PCdoB) tem 4% e Marcelo Almeida (PMDB), 2%.

Etc

Foram entrevistados 1.008 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto em 59 municípios. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou menos com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o número PR-00024/2014.

Mais em
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/eleicoes/2014/conteudo.phtml?id=1491482

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