Mês: novembro 2014



A “equipe de transição” de Dilma. Como?

O Palácio do Planalto informou que a nova equipe econômica será anunciada hoje – embora todos saibamos quais serão seus integrantes: Joaquim Levy na Fazenda; Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no mesmo lugar – o BC.

Eles serão anunciados, mas não vão assumir o cargo. Vão compor, segundo o Planalto, a “equipe de transição” do governo que assumirá em 1º de janeiro.

O blogueiro Reinaldo Azevedo ironiza:

“Levy e Barbosa vão integrar a equipe de transição… Como? É mais uma jabuticaba, mais uma inovação: é a transição de um grupo para si mesmo. Isso simplesmente não faz o menor sentido.”

E não faz mesmo.

Mas, convenhamos, Dilma teve ao menos uma “ideia nova” em todo o seu mandato: criou uma “equipe de transição” do seis para o meia dúzia.

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Ministro é intimado a responder sobre fraude praticada por Gleisi

A senadora Gleisi Rousseffman, digo Hoffmann, tem outro abacaxi pela frente. Que não é novo: já passou por seu caminho, ela desviou daqui, desviou dali, e empurrou o dito cujo para a Advocacia Geral da União, comandada pelo companheiro Luis Adams. Que, como tal, o engavetou (*).

Trata-se da multa indevida que Itaipu pagou sobre o FGTS dela, quando, em 2006, dona Gleisi se desligou da empresa – era a diretoria-financeira, que chique! – para se candidatar ao Senado pela primeira vez. Foi derrotada.

A saída dela foi mais que anunciada, e eis que o decreto – assinado pelo companheirão Lula, o próprio – a oficializou como “exoneração”, sem a ressalva de que fora a pedido.

Resultado: sobre os R$ 104 mil que ela acumulara de FGTS no período, a binacional – nós, portanto – pagou mais R$ 44 mil.

A volta à cena do abacaxi não poderia ser em momento pior para Gleisi, que, humilhada na disputa pelo Palácio Iguaçu, amarga a denúncia de que sua campanha de 2010 – desta vez vitoriosa – recebeu dinheiro do PeTrolão a pedido de seu companheiro conjugal, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Os denunciantes são Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef (devem saber o que estão falando…)

Ocorre que deputado gaúcho Nelson Marchezan (tinha que ser um tucano!) formalizou pedido ao ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, para que esclareça de uma vez por todas: por que Itaipu fez essa manobra ilegal?

O ministro tem até 5 de dezembro para responder. E que não ouse ficar em silêncio, pois um pedido do Congresso tem de ser respondido. A penalidade é severa para a autoridade que desacatar o Legislativo.

E então, companheiro Jorge Samek, diretor brasileiro de Itaipu, prepare-se: vai sobrar para o senhor, que autorizou a ilegalidade. E então, companheirão Lula, coloque a barba cada vez mais rala de molho. Porque vai sobrar também para vossa excelência, que foi cúmplice desta tramoia. De mais esta tramoia.

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Protetor de corruptos é indicado para o TCU

aaO senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente das duas CPIs da Petrobrás no Congresso, foi indicado ontem para uma vaga no Tribunal de Contas da União, e obteve apoio de 40 senadores. O peemedebista é considerado fiel aliado do governo Dilma Rousseff. A indicação precisa do aval do Senado e da Câmara. Vital, de 51 anos, poderá ficar no cargo de ministro do TCU até 2033, quando completará 70 anos. (O Estado de S.Paulo)

De fato, ele é o homem certo para o lugar certo: um governo corrupto precisa de alguém que não tenha o menor escrúpulo em esconder a corrupção, como tem feito esse do Rêgo no comando das CPIs (sic) da Petrobras, a mais sabuja e vil de todas as farsas da história recente do Congresso.

Em frente, do Rêgo: o seu trabalho é Vital!

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Paraná poderá ter o privilégio de ficar fora do (des)governo Dilma 2.0

Estará certa a madame Dilma se não acolher nenhum paranaense em seu futuro ministério: afinal, como dar algum ministério ao Paraná, esse estado ingrato que preferiu Aécio Neves a ela?

O Paraná chegou a ter três ministérios no governo Dilma: Secretaria-Geral (Gilberto Carvalho), Comunicações (Paulo Bernardo*) e Casa Civil (Gleisi Hoffmann). Todos petistas.

Gleisi deixou a pasta em janeiro para disputar o governo do Paraná. Apresentava-se como a favorita para derrotar Beto Richa e saiu humilhada. E demonstra, por suas declarações atabalhoadas, estar zonza até agora.

Não tem a menor chance de voltar ao ministério depois que teve seu nome foi citado como beneficiária do PeTrolão.

Bernardo e Carvalho ainda estão lá.

Ainda.

Carvalho será substituído por Miguel Rosseto, o amigo do MST (será que ele vai permitir que esse grupelho invada o Planalto? Kkkk). E já está esvaziando as gavetas. Não há espaço para ele em outro endereço na Esplanada dos Ministérios. Dilma o detesta. Deve engrossar a lista dos marajás do Instituto Lula.

Bernardo, cujo relacionamento com Dilma vinha se esgarçando, fez a maior lambança ao viabilizar, retirando processo criminal de sua autoria que estava na pauta do dia do STF, a candidatura do peemedebista Roberto Requião ao governo do Paraná (se fosse condenado, Requião ficaria inelegível). A entrada em cena de Requião foi um dos fatores que levou Gleisi ao vexame.

E é apontado como o mediador da bufunfa do PeTrolão que abasteceu a campanha de Gleisi em 2010.

Não há, portanto, espaço para ele no segundo (des)governo Dilma.

Mas as estatais e seus conselhos são como coração de mãe: sempre acolhem mais um petista. Principalmente um que saiba muito. E os paga bem.

Não se vislumbra que algum paranaenses tenha méritos ou, principalmente, deméritos suficientes para integrar o ministério de Dilma 2.0.

Além do mais, por que dar ao Paraná este privilégio (sic), se o estado preferiu Aécio a Dilma? Estará certa a madame Dilma se acatar este raciocínio.

Cá entre nós: a ausência de um paranaense não fará falta alguma. O que os três ministros fizeram pelo estado? Apenas sabotaram seu governador, que não joga no time deles – e, consequentemente, sua população.

Ficar de fora do (desgoverno) Dilma 2.0 será uma honra para o Paraná.

(*) É paulista, mas fez sua carreira política no Paraná.

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A Casa da Mãe Dilma

dilma nuaA aprovação, na madrugada de hoje, pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, da alteração da meta fiscal da União – o que, na prática, manda às favas este dispositivo – encerrou um dos mais duros embates entre governo e oposição. Foram três sessões tumultuadas, com a situação – em maioria, sempre – impondo as regras do jogo, cabendo à oposição espernear. Tão somente espernear.

E revela o quanto o governo e seus aliados não estão nem aí com a lei e a ordem, submetendo-as a seus interesses imediatos – que, neste caso, é dar a aparência de normalidade ao descontrole dos gastos públicos e chancelar a irresponsabilidade fiscal da president@ Dilma.

Não fosse essa alteração, que depende do aval do plenário do Congresso, Dilma se sujeitaria às penalidades previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, já que foi incapaz – pelo quarto ano consecutivo, aliás – de cumprir as metas de superávit fiscal.

Nos anos anteriores, ela apelou para a tal “contabilidade criativa”, empurrando gastos para o exercício seguinte, antecipando dividendos das estatais, etc. De agora em diante, não precisará apelar para nenhum artifício contábil: tudo é válido, desde que seja de seu agrado.

O superávit exigido por lei pode virar déficit, como ocorrerá este ano, que estará tudo bem, tudo muito bom, obrigado.

Se o Congresso aprovar essa aberração, estará instituindo a Casa da Mãe Dilma, onde tudo é permitido, menos o cumprimento da lei.

A prostituição fiscal terá enxotado de vez a responsabilidade fiscal. Governar, a partir de então, será o mesmo que administrar um imenso bordel.

Imenso, perdulário e a caminho da falência.

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Só eles – petralhas – é que não sabem

Reproduzo trecho de reportagem do Estadão de hoje e comento em seguida:

Assustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.

O resultado vai servir de base para os debates da última etapa do 5.º Congresso Nacional do partido, marcada para junho do ano que vem em Salvador (BA)

Pois é. Esta pesquisa mostra que, de fato, petralhas, petistas & cia, vivem num universo paralelo. Foram de tal forma vítimas da lavagem cerebral que aplilcam à nação que perderam a noção da realidade: o espelho no qual se miram projeta uma imagem radicalmente diferente daquela percebida por uma parcela crescente da população – e esta é a imagem real.

A vivência nesse universo paralelo os cegou. Por isso não sabem por que são rejeitados – e ficam perplexos diante desta rejeição.

São rejeitados porque personificam a corrupção em seu estado puro, deslavado. Ousado.

Personificam a intolerância e a agressividade. A arrogância. A incompetência administrativa. A manipulação. A mentira.

Semearam o ódio, que atribuem a todos que lhe fazem oposição, e agora colhem o desprezo. O crescente distanciamento da população.

Íntegra da reportagem
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pt-contrata-pesquisa-para-tentar-mapear-antipetismo-imp-,1597126

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Barbóquio terá que indenizar major aposentado

O ex-prefeito cassado de Londrina, Homero Barbosa Neto – o Barbóquio (vade retro) – teve duas notícias relevantes esta semana vinda do Tribunal de Justiça.

Uma boa, outra má.

A boa: o tribunal considerou inconstitucionais as leis a que a Câmara recorreu para cassá-lo, em 30 de julho de 2012. Ele foi acusado – e a acusação foi comprovada – de pagar com dinheiro público vigilantes para a rádio de sua propriedade.

A decisão do TJ preserva, no entanto, a cassação, mas permite que Barbóquio dê prosseguimento à sua cruzada para reaver os direitos políticos e, quem sabe, ser indenizado pelos meses que ficou sem receber salário.

Enquanto faz as contas do quanto poderá reaver, Barbóquio terá que se virar nos 30 para indenizar o major aposentado, ex-vereador e ex-secretário de Governo Adalberto Pereira da Silva.

Esta é a notícia má (para ele, Barbóquio).

O TJ manteve sentença que determina a Barbóquio e à sua rádio, a Brasil Sul, pagar R$ 40 mil (mais juros, correção, etc.) a Adalberto como indenização por danos morais.

O busílis é o seguinte: Barbóquio vilipendiou a reputação de Adalberto, em declaração transmitidas por sua rádio, porque o major aposentado havia criticado a instalação da Guarda Municipal.

Adalberto disse que a Guarda teria pouca serventia além de representar o cumprimento de uma promessa de campanha de Barbóquio.

A resposta do prefeito foi uma coleção de desvarios: “O senhor tem as mãos, sujas, a alma suja (…) fica enchendo o rabo de cachaça o dia inteiro (…) vai trabalhar, vagabundo”.

Comentários, aliás, dignos de um Barbóquio, que falou o que quis. E agora terá de pagar o que não quer.

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Delator do mensalão orientou Dilma e Lula a enfrentar o TCU

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – um dos delatores do PeTrolão – orientou Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil, e o presidente Lula, em setembro de 2009, a como enfrentar o TCU, que recomendava a paralisação das mais importantes obras da estatal – entre outras do PAC.

O TCU havia detectado superfaturamento, comprovado pela Operação Lava Jato.

Pois não é que Lula e Dilma, auxiliados pelo então ministro do Planejamento Paulo Bernardo, seguiram fielmente o roteiro de Costa? Para isso, foi necessário atropelar decisão do Congresso, que vetara a liberação de recursos para essas obras.

Este é o tema da reportagem de capa da Veja desta semana, que se baseia em e-mail enviado por Costa a Dilma.

A informação confirma a denúncia, feita pelo doleiro Alberto Youssef – que foi capa da Veja às vésperas do segundo turno -, de que Lula e Dilma sabiam do megaesquema de corrupção montado na Petrobras para irrigar as finanças do PT e seus cúmplices no Congresso.

E nem precisava: o TCU já os havia advertido.


Eis o que a Veja liberou para os não assinantes
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/e-mails-provam-que-lula-e-dilma-poderiam-ter-interrompido-o-propinoduto

Leia também: Técnicos alertaram para ‘consolidação de danos’ após veto de Lula
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,tecnicos-alertaram-para-consolidacao-de-danos-apos-veto-de-lula,1596366

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Crise fiscal chega ao Bolsa Família

1aReajuste anual do benefício está descartado por ora para permitir que o governo retome o controle dos gastos públicos. Pois é… quem é mesmo que adotaria, se eleito, “medidas impopulares”?

BRASÍLIA – Na tentativa de recuperar a confiança dos investidores, a presidente Dilma Rousseff quer anunciar o mais rapidamente possível um pacote de medidas na área fiscal, mirando 2015. Segundo técnicos, para fazer uma economia de gastos equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), várias ações estão no radar da equipe econômica. Entre elas, mais contingenciamento e a não renovação das desonerações que vão vencer no próximo ano. A informação é de O Globo.

Para segurar gastos, o governo deverá adiar a contratação de novos servidores públicos, bem como congelar salários e autorizar somente os aumentos programados. Benefícios como Bolsa Família não deverão ser reajustados e seguro-desemprego superior ao salário mínimo só deverá ter a reposição da inflação. A volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide, que incide sobre combustíveis) não está descartada, diante da queda no preço do petróleo e derivados no mercado internacional.

Na avaliação de uma fonte, diante das dificuldades do governo em ajustar as contas públicas pelo lado do corte de gastos, a arrecadação se apresenta como a via mais fácil. O fim das desonerações e a volta da Cide, um imposto já existente, são as alternativas. Não há muita margem para diminuir despesas no Orçamento e o contingenciamento tem atingido mais o custeio com a máquina, já que o Executivo tem evitado reduzir investimentos e mexer nos programas sociais.

Leia mais em
http://josepedriali.blogspot.com.br/2014/11/crise-fiscal-chega-ao-bolsa-familia.html

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Osmar perde vaga no Ministério para Kátia Abreu

Não adiantou colocar as barbas brancas ao vento no segundo turno da eleição presidencial, percorrendo o Paraná em busca de votos para sua patroa Dilma Rousseff – ele é diretor do Banco do Brasil e, portanto, submisso a ela.

O ex-senador Osmar Dias (PDT) terá de adiar, mais uma vez, seu já tantas vezes adiado sonho de ocupar o Ministério da Agricultura.

A eleita para o cargo – informa a Folha de S.Paulo – é a senadora Kátia Abreu (PMDB), recompensada, assim, por sua mudança de lado – de crítica, transformou-se em ardorosa defensora do Planalto.

Resta a Osmar esperar. Sua vez, quem sabe, um dia há de chegar.

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