Mês: dezembro 2014



2014, o ano que não vai acabar tão logo

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Estamos no último dia de 2014.

Ano do maior vexame do futebol brasileiro, humilhado em casa e em plena Copa do Mundo por 7 x 1. A Alemanha nos ensinou que criatividade e talento não bastam – são necessários disciplina, esforço individual e de equipe. E trabalho, muito trabalho.

Ano do crescimento zero, inflação roçando o teto, recuo histórico da indústria, desemprego em ritmo ascendente, juros em alta, comércio pífio – o pior Natal dos últimos dez anos!

Ano do déficit recorde nas contas externas.

Ano do maior rombo das contas públicas desde o início da série histórica (1997), ano em que – de tão grande e indisfarçável este rombo – o governo Dilma teve de pedir autorização do Congresso para abolir um dos alicerces do Plano Real – a meta do superávit fiscal, indispensável ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)

Ano em que o governo Dilma escancarou sua cara-de-pau, condicionando por decreto o aumento do valor das emendas parlamentares à aprovação de sua manobra fiscal e jurídica.

Ano em que jorrou o escândalo do PeTrolão – o maior esquema de corrupção da história republicana, comandado pelo PT e seus cúmplices no governo e no Congresso. O mensalão virou coisa de batedor de carteira.

2014 ficará na história como o ano em que não apenas veio à tona o pai e a mãe de todos os escândalos, mas também como o ano em que os corruptores – diretores ou proprietários das maiores empreiteiras do país – foram presos e responderão por corrupção ativa. Comprometeram-se, até o momento, a devolver cerca de R$ 1 bilhão.

Quantia vultosa, sim – mas equivalente, na melhor das hipóteses, a um décimo do que foi surrupiado da Petrobras. Estima-se, no entanto, que o rombo possa ter ultrapassado R$ 20 bilhões.

E a Petrobras atingiu o menor valor desde a chegada do PT ao poder. Suas ações derretem; sua dívida explode.

2014: ano em que a fatalidade tirou a vida de um político jovem e em ascensão – Eduardo Campos.

Ano em que a oposição quase apeou do poder a organização criminosa disfarçada de partido político…

A oposição, que não se limita a um conjunto de forças políticas e ao seu líder mais vistoso hoje, Aécio Neves, ganhou as ruas, os lares – conquistou corações e mentes. Nasceu, enfim!

Sim, o PT se manterá mais quatro anos no poder (se o PeTrolão ou outro deslize capital não levar a chef@ de Estado à perda do mandato), completando um ciclo vergonhoso de 16 anos de inépcia, falsidade e corrupção.

Sim, o PT venceu – venceu graças à mentira propalada sobre as realizações e pretensões de sua candidata; à agressão inescrupulosa aos adversários; à chantagem com milhões de eleitores, ameaçando retirar-lhes benefícios e direitos sociais.

Em 17 de setembro, a candidata Dilma atribuiu aos inimigos a intenção de reduzir ou acabar com direitos trabalhistas e garantiu: ela jamais o faria, “mesmo que a vaca tussa”. Não foi preciso que o ruminante em questão cumprisse a exigência: a president@ Dilma – ela, a própria – confiscou esses direitos… o anúncio foi formalizado pelo chefe da Casa Civil, o arrogante Aloísio Mercadante – bom dia papai, como vai o filhinho que ficou milionário com contratos assinados com o governo? – sob o disfarça de “corrigir distorções”.

2014: Dilma prometeu que, vitoriosa, faria um “governo novo, de ideias novas”. Venceu, e o ministério cuja composição vem revelando aos poucos não permite esperar nem uma coisa nem outra. A esperança repousa sobre a nova equipe econômica, que, se tiver liberdade para agir – é difícil conceber que Dilma o permita -, poderá reerguer o trem descarrilado. Isso exigirá suor e ranger de dentes provocados por “medidas impopulares” que Dilma profetizava seriam manejadas por seus adversários contra os “pobres deste país”.

Pobres são os que acreditaram nela! Haverá alguém que, após as medidas tomadas pela vencedora – aumento dos juros, da gasolina, das tarifas públicas e adoção de um doloroso conjunto de “medidas populares” – ainda acredite nela?

2014. Ano em que o ex-presidente Lula, o defensor dos pobres e oprimidos, tomou posse de um tríplex à beira mar, construído pela Bancoop, a cooperativa habitacional fundada pelo PT com a finalidade de desviar recursos para o partido – e que por isso faliu. Enquanto isso, dezenas de milhares de cooperados esperam o apartamento pago que jamais lhes será entregue…

O defensor dos pobres e oprimidos foi também citado como conhecedor do mega esquema de corrupção na Petrobras pelo doleiro Alberto Youssef, principal operador de recursos desviados da estatal. O simples conhecimento do esquema por parte dele é a hipótese mais branda. Esquema que começou ainda no primeiro governo dele e não foi detectado nem por ele nem pela “gerentona” Dilma, ministra das Minas e Energia e president@ do conselho de administração da Petrobras até quatro anos atrás….

E um grande serviçal de ambos foi flagrado com a boca na botija da corrupção: o petista André Vargas, que se celebrizou nacionalmente ao erguer o punho, imitando os companheiros mensaleiros, ao lado do presidente do STF Joaquim Barbosa, em pleno Congresso e na sessão que presidia como vice-presidente da Câmara, teve o mandato cassado por seu envolvimento indefensável com o doleiro Youssef.

2014… quantos fatos negativos gerados por um governo que não poderia e não deveria ser mantido por mais quatro anos.

Mas foi.

31 de dezembro marca apenas o fim simbólico do ano. O calendário será reiniciado dentro de algumas horas mas os efeitos deste ano perverso nos perseguirão por muito tempo.

2014 é um ano que não vai acabar tão logo.

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A que ponto chegamos…

A president@ Dilma afirmou ontem que vai consultar o Ministério Público sobre a idoneidade de seus (por enquanto secretos) escolhidos para ocupar a Esplanada dos Ministérios a partir de janeiro.

Ela teme que algum(ns) dele(s) esteja(m) envolvido(s) no esquema do PeTrolão.

O senador tucano Alvaro Dias não perdeu a oportunidade: classificou a intenção da president@ de “surrealista”.

E ele tem razão. Nuncaantesnahistóriadestepaís um chefe de Estado teve de pedir o aval do MP para nomear seu ministério.

E como o MP poderá eventualmente ajudar a president@, se as investigações estão sob segredo de Justiça? Já não basta, para orientar as nomeações, a lista de 28 políticos (entre eles a inefável Gleisi Hoffmann) beneficiados pela corrupção na Petrobras?

Esse impedimento faz supor que, na hipótese de o MP decidir contribuir com Dilma sem ferir seu regimento interno, o(s) promotor(res) piscarão ou mostrarão a língua ou beliscarão a orelha ou soltarão um pum a cada nome verbalizado por Dilma que estiver enroscado com o PeTrolão…

É o fim dos tempos!

E a quer ponto chegamos.

A propósito: se a intenção for levada adiante, Dilma ousará perguntar se, pelo mesmo motivo que a faz suspeitar de seus favoritos, ela tem condições de assumir o segundo mandato?

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O exemplo de Beto Richa

beto mochilaSexta-feira à noite, aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais: o governador Beto Richa, mochila às costas, prepara-se para embarcar para Foz do Iguaçu, num voo da Azul – passagem paga por ele -, onde passará o final de ano com a família. A esposa, Fernanda – secretária da Família e Ação Social – foi com ele no mesmo voo – e também pagou a passagem.

As despesas de hospedagem são igualmente de responsabilidade do casal.

Mesmo em viagem de lazer, Beto tem direito a usar os aviões a serviço do governo do Estado – mas abriu mão da regalia para demonstrar que, em tempo de contenção de despesas (ele determinou um corte de 30% nos gastos de custeio do Estado), o governador tem de dar exemplo.

Beto jamais usou a Granja do Canguiri, residência destinada aos governadores – onde seu antecessor Roberto Requião criava cavalos à custa do erário -, e, quando tem de resolver assuntos particulares em Curitiba, usa o próprio carro – e é ele quem dirige.

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Governo Dilma quer privatizar a Caixa. Acredite se quiser

Sim, é isso mesmo o que diz o título: depois de ter diminuído os recursos para o BNDES para o ano que vem, a presidenta Dilma 2.0, a mesma que acusava seus adversários de quererem diminuir o poder do bancos públicos, na melhor das hipóteses, e privatizá-los, na mais maldosa delas, agora quer abrir o capital da Caixa Econômica Federal.

Os petralhas naturalmente baterão os pés e insistirão: isso não é privatização, é apenas abertura de capital. Não foi mais ou menos o que disseram sobre as rodovias, ao entrega-las à exploração de empreiteiras: não é privatização, é concessão?

Ora bolas, carambolas: admitir sócios privados equivale a perder o controle absoluto dos negócios. Sócios que, pela lógica do mercado, tenderão, no decorrer do processo, a assumir o controle da instituição.

(Detalhe: a bufunfa que se pretende arrecadar com a venda de ações não será aplicada em programas da Caixa ou para fortalecer suas reservas. Será destinada a cobrir o rombo das contas públicas…)

Acredite se quiser.

Se não quiser acreditar (há ingênuos para tudo: afinal, 56 milhões reelegeram Dilma), não vai mudar nada…

Pensando bem, que a Caixa seja privatizada – integralmente – o quanto antes para evitar que o PT faça dela o mesmo que com a Petrobras.

Então, quando o governo lançar ações da Caixa, lembre-se do slogan de uma antiga propaganda: “Vem para caixa você também, vem!”

Da Folha de S.Paulo:

O governo estuda a abertura de capital da Caixa Econômica Federal. O projeto da equipe atual seria fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) daqui a um ano e meio aproximadamente, pois antes da operação, o banco teria de passar por um processo de saneamento.

A nova equipe econômica, segundo interlocutores, reconhece a pertinência e o fundamento econômico da ideia, mas considera que não está entre as prioridades a serem implementadas de início.

“É uma proposta de impacto político grande e, para ser colocada em prática, a Caixa teria de passar antes por um processo e ser preparada para a operação”, disse um interlocutor dos futuros comandantes da economia.

“Ainda não está nos planos”, completou.

A abertura de capital geraria recursos importantes para o Tesouro Nacional. Caso a ideia se viabilize em 2016, chegará em boa hora.

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Dilma e a chorumela do pacto contra a corrupção

Dilma propôs ontem, ao ser diplomada para o segundo mandato, um “pacto nacional contra a corrupção”.

Por não acreditar no que meus cansados olhos liam, conferi os principais jornais do país. E é isto mesmo o que ela propôs.

Registro o que anotou O Globo: “Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra a corrupção, envolvendo todos os setores da sociedade e todas as esferas de governo. Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover a partir do próximo ano.”

Pacto pressupõe a responsabilidade de todas as partes com o tema.

Pelo que me consta, não é a sociedade civil que está promovendo a maior roubalheira de todos os tempos, que é o PeTrolão. Que, aliás, é apenas mais um capítulo – embora o mais sórdido e amplo – da corrupto dependência manifestada pelo PT desde que chegou ao poder.

A sociedade civil não tem, portanto, que ser convocada a participar deste pacto – que os marqueteiros de plantão já devem estar batizando de PAC dos PACs: Pacto Amplo contra a Corrupção. Quem tem que se comprometer a não roubar é a turma do Lula e da Dilma – petralhas, petistas et caterva -, seus cúmplices do Congresso e seus agentes no comando e desvãos das estatais.

Para comprovar a autenticidade de seu propósito, Dilma teria que abrir processo contra si mesma e se demitir. Afinal, era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando da aquisição da refinaria de Pasadena, um “negócio de má-fé”, segundo o ex-controlador geral da União, Jorge Hage.

O resto, como diria um humorista dos bons tempos, é chorumela. História pra boi dormir.

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“Feminicídio”: a justiça, enfim, será feita

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aaO Senado aprovou quarta-feira a inclusão do crime conhecido como “feminicídio” no Código Penal. O termo define o homicídio praticado contra a mulher por razão de gênero ou mediante violência doméstica e/ou sexual.

A relatora do projeto é a petista Gleisi Hoffmann (caprichosamente caricaturada à esquerda), minha conterrânea.

Aleluia! Dobrem os sinos!

Finalmente a justiça será feita (se a Câmara dos Deputados não melar o projeto). Quinhentos anos depois da descoberta do Brasil, a morte de uma mulher será considerada crime e punida como tal!

Pois, até agora, somente os homens tinham essa regalia. É o que se deduz do termo “homicídio”, na interpretação – suponho – da excelentíssima relatora.

Nobre causa a da senadora, embora, na prática, nada mude: é mantida a pena de 12 a 30 anos de prisão já prescrita para o homicídio e não é eliminada a punição de outros delitos associados ao assassinato, como o estupro (tomei essa última informação emprestada do portal do PT no Senado). É claro que não se deve eliminar o agravante, ora bolas!

(Não tive – e nem pretendo ter tão cedo – acesso à integra do projeto, então pergunto: foram especificados o “femincídio” simples, doloso e qualificado?. Se não, terá sido uma indesculpável discriminação à mulher assassinada, que deve ter os mesmos direitos que o homem em igual condição…)

Voltemos ao tema central. Aplausos à senadora, mas há ainda um longo e tenebroso caminho a percorrer para que a justiça seja universal.

A começar – e ficando só na questão do gênero, para esgotar este item – a morte da mãe pelo filho tem também de ser incluída no Código Penal, pois, até o momento – Brasil, este país eternamente atrasado! – somente a morte do pai é punida. O código prevê apenas o parricídio. É hora – antes tarde do que nunca – do reconhecimento do matricídio.

E o irmão que mata o irmão e/ou a irmã comete fratricídio. O termo é derivado do latim (frater). Ora, é necessário distinguir o crime praticado pelo irmão (frater) contra a irmã (sister) por meio do sistercídio! Se a irmã for a autora do crime, liberdade total para ela!

Avancemos. Já que temos o infanticídio, por que não também o adolescentecídio, jovencídio, adultocídio e anciãocídio?

E uma vez especificada a faixa etária, consideremos o nível social – pobrecídio, remediadocídio e ricocídio. E o grau de instrução: analfabeticídio, instruídocídio, doutorcídio.

… e assim la nave da imbecilidade va. Avanti, sempre avanti!

(Espero não ter vítima tão cedo, nem tão tarde, do blogueirocídio…)

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PT brada contra Bossalnaro e se cala sobre o monstro Gaievski

Curiosa, e ao mesmo tempo reveladora, a indignação dos petralhas com o Bossalnaro! Onde estavam – e por que se calaram e se calam até hoje – quando o companheiro Eduardo Gaievski foi preso (e condenado) por estuprar dezenas de meninas menores de 14 anos?

Minha perplexidade inclui a senadora Gleisi Hoffmann, responsável por levar o facínora ao Palácio do Planalto, como assessor especial quando ela chefiava a Casa Civil.

Por que Gleisi não o mencionou quando o Senado aprovou, na quarta-feira, a figura esdrúxula do “feminicídio” a ser incluída no Código Penal, esquisitice da qual foi relatora? Bolsonaro, segundo Gleisi, foi o inspirador da aprovação do Senado à sua tese…

Bossalnaro foi grosseiro com a petista Maria do Rosário – que, aliás, o acusara de “estuprador”, sendo que não há sequer um indício de que ele tenha praticado esse crime. Ele disse que não a estupraria porque “você não merece”.

Palavras, nada mais do que palavras… e todo esse estardalhaço do PT e da nobre senadora.

E silêncio, silêncio sepulcral, dela e dos petralhas sobre as ações criminosas, dezenas de ações, do mostro – mas companheiro – Gaievski!

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Clima está mais para fim de feira do que festa

Ricardo Kotscho

Está feia a coisa. Dentro da margem de erro de 50 pontos para mais ou para menos, nossos astrólogos políticos e analistas econômicos de plantão são unânimes em prever que 2015 será um ano tenebroso, muito pior do que 2014. “Mas dá para piorar?”, podem contestar os otimistas. “Sempre dá”, responderão os urubólogos.

Uma coisa é certa: a duas semanas do final do primeiro governo Dilma e do início do segundo, o clima no país nesta passagem de ano está mais para fim de feira do que para posse festiva. Governo novo sempre significa uma renovação de esperanças, mas nunca vi tamanho baixo astral como agora.

(…) A verdade é que, recolhida a um silêncio obsequioso e preocupante frente à brutal crise que derrete a Petrobras, a presidente Dilma Rousseff também não ajuda nada a melhorar este clima. A montagem do seu novo ministério é um verdadeiro anticlímax, com os nomes sendo anunciados a conta-gotas, repetindo os mesmos erros nos métodos de fatiamento do poder entre aliados cada vez mais famintos, sem levar em conta a qualificação dos nomeados e os interesses maiores do país, com a solitária exceção da equipe econômica.

Íntegra em
http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/12/15/clima-esta-mais-para-fim-de-feira-do-que-festa/

Os senhores prestaram atenção no autor deste artigo, aqui reproduzido apenas parcialmente? É Ricardo Kotscho, petista histórico, amigão do Lula, ex-porta-voz dele em seu primeiro mandato, cargo que continua ocupando informalmente desde então.

Se alguém com uma credencial dessas é capaz destas afirmações… é porque realmente o clima é de fim de feira – e quão pródiga foi para os petistas esta feira!

O PT está se dando conta do erro que cometeu ao vencer a eleição…

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