Mês: janeiro 2015



Empreiteiras querem levar Lula e Dilma à Justiça

aaCom os processos da Operação Lava-Jato a caminho das sentenças, as empreiteiras querem Lula e Dilma junto com elas na roda da Justiça

Rodrigo Rangel, Robson Bonin e Bela Megaele – Veja

Há quinze dias, os quatro executivos da construtora OAS, presos durante a Operação Lava-Jato, tiveram uma conversa capital na carceragem da polícia em Curitiba. Sentados frente a frente, numa sala destinada a reuniões reservadas com advogados, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos Mateus Coutinho, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli discutiam o futuro com raro desapego. Os pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça, as fracassadas tentativas de desqualificar as investigações, o Natal, o réveillon e a perspectiva real de passar o resto da vida no cárcere levaram-nos a um diagnóstico fatalista. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, era chegada a hora de jogar a última cartada, e, segundo eles, isso significa trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão. Com 66 anos de idade, Agenor Medeiros, diretor internacional da empresa, era o mais exaltado: “Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho”.

A estratégia dos executivos da OAS, discutida também pelas demais empresas envolvidas no escândalo da Petrobras, é considerada a última tentativa de salvação. E por uma razão elementar: as empreiteiras podem identificar e apresentar provas contra os verdadeiros comandantes do esquema, os grandes beneficiados, os mentores da engrenagem que funcionava com o objetivo de desviar dinheiro da Petrobras para os bolsos de políticos aliados do governo e campanhas eleitorais dos candidatos ligados ao governo. É um poderoso trunfo que, em um eventual acordo de delação com a Justiça, pode poupar muitos anos de cadeia aos envolvidos. “Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles?”, disparou, ressentido, o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de bonança, ele descobriu na cadeia que as amizades nascidas do poder valem pouco atrás das grades.

Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula, de quem esperava um esforço maior para neutralizar os riscos da condenação e salvar os contratos de sua empresa. Léo Pinheiro reclama que Lula lhe virou as costas. E foi dessa mágoa que surgiu a primeira decisão concreta do grupo: se houver acordo com a Justiça, o delator será Ricardo Breghirolli, encarregado de fazer os pagamentos de propina a partidos e políticos corruptos. As empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff.

(O restante da reportagem… só na edição impressa ou digital, para assinantes)

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Procura-se um ex-prefeito de Londrina

De tanto dar com os burros n’água, ou com a cara na porta, a Câmara de Vereadores de Londrina publicou hoje edital na imprensa intimando o ex-prefeito petista Nedson Micheleti (requiescat in pace) a prestar esclarecimentos sobre a prestação de contas de 2007, glosada pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Tentaram na presidência da Caixa Econômica, da qual se diz assessor?

Certamente.

Tentaram no apartamento funcional do companheiro cassado André Vargas, em Brasília, onde se hospedava?

Certamente.

É compreensível o apelo da Câmara. Se nem quando ocupava a função de prefeito Nedson era encontrável, imagina agora, que está em lugar incerto e não sabido e desempenhando função que nem seu próprio chefe é capaz de especificar!

Essas são as irregularidades detectadas pelo tribunal, aprovadas por unanimidade pela Segunda Câmara: “Falta de repasse ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de valores retidos na folha de pagamento dos servidores e omissão no pagamento de precatórios.”

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Dilma, o sangue búlgaro e a graça elefantíaca

aaO que foi mesmo que Dilma disse na primeira reunião com o ministério na Granja do Torto, segunda-feira, depois de mais um mês sumida?

O mesmo blábláblá de sempre, a mesma cantilena de sempre, as mesmas mentiras e meias verdades de sempre.

Pediu austeridade, avalizou os cortes nos gastos sem jamais atribuir a si a responsabilidade pelo péssimo momento em que vive a economia. Pediu, e nisto pôs ênfase, que seus ministros combatam os “boatos” contra o governo, que falem a verdade, etc., esquecendo-se da bronca que dera dias antes a dois de seus ministros vitais, Joaquim Levy, da Fazenda, e Nelson Barbosa, do Planejamento. E a bronca foi motivada porque disseram a verdade…

O discurso de Dilma se mistura à longa lista de bazófias que proferiu ao longo do primeiro mandato – com ou sem a ajuda de um ghost writter ou de um telepronter.

Por falta de conteúdo, vicejaram os detalhes: as olheiras (teria se submetido, como em Portugal, a nova cirurgia rejuvenescedora?), o perfil mais esguio, os cabelos mais amarelados, talvez tingidos na última hora para combinar com o tailleur acobreado. Mas o que mais ressaltou foi sua briga com o operador do telepronter – o que seria dela sem este equipamento salvador; que permite ler o texto fingindo que está falando de improviso; o que seria dele sem um operador eficiente; o que seria dela sem um texto para chamar de seu?

Mesmo com o aparelhinho e um bom operador, seu desempenho é sempre medíocre. Ela não sabe o que é impostação de voz, como utilizar as pausas para enfatizar o discurso, quando acelerar seu ritmo ou desacelerá-lo para tocar a sensibilidade do ouvinte. Nuances em seus discursos? Jamais. Emoção? Jamais. Jamais um voo de gaivotas. Sempre o marchar desengonçado de uma manada de elefantes.

E quando o operador não a acompanha, então seus dois neurônios entram em pane e/ou seu delicado sangue búlgaro ferve. Como ferveu na Granja do Torto, depois que o Tico e o Teco se perderam. O vídeo é a prova Assista. Seu péssimo desempenho como oradora desconsola até um de seus colaboradores mais sabujos, o ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, que leva a mão à testa…

Dilma Rouseff. O Brasil a merece, pois a maioria do eleitorado a elegeu. Mas Dilma Rousseff não merece o Brasil!

(Assista ao vídeo em https://www.youtube.com/watch?v=Rka3OUTXQk4&feature=youtu.be)

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Beto e secretários renunciam ao salário de janeiro

Informa a Agência Estadual de Notícias:

O governador Beto Richa abriu mão da remuneração mensal (subsídio) a que tem direito no mês de janeiro. Uma resolução publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial do Estado determina que a mesma medida seja cumprida pela vice-governadora Cida Borghetti, pelos secretários de Estado e secretários especiais.

Richa afirma que a decisão reforça as medidas de austeridade que estão sendo adotadas para o ajuste fiscal do Estado em razão das perspectivas negativas em relação à economia nacional. “É uma contribuição da nossa equipe para o ajuste das contas do governo. Este ano de 2015 será muito difícil para o País”, disse o governador.

Por lei, desde 2002 o subsídio pago ao governador do Paraná é igual ao do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A legislação também fixa a remuneração para o cargo de vice-governador e secretários de Estado em 95% e 70%, respectivamente, do valor percebido pelo chefe do Executivo.

Isso responde à minha postagem (“Baixar o salário, a atitude indispensável a Beto Richa”), desta manhã. Torcemos que a renúncia se repita nos próximos anos…

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Baixar o salário, a atitude indispensável a Beto Richa

aaO governador Beto Richa acena com a possibilidade de rever o aumento de 14,6% no salário dele, da vice e dos secretários, consequência do alinhamento automático, determinado em lei estadual de 2007 – segundo mandato de Roberto Requião -, ao teto do funcionalismo federal.

Como o teto subiu, por decisão da president@ Dilma (e o teto sempre sobe mais, muito mais que o piso!), o salário dele passou de R$ 29,4 mil para R$ 33,7 mil – o mais alto entre os govenadores. A vice-governador Cida Borgheti tem direito a 95% desse valor – deve ser a figurante mais bem paga no mundo! – e os secretários e alguns comissionados a 70% (ou R$ 23,6 mil). Os comissionados, mantido esse salário, receberão R$ 2 mil a mais que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin…

(Observação: o aumento determinado por Dilma não poderia ter acontecido em pior hora. Para o país, para ela e para a imagem já esgarçada do PT.)

A possibilidade de mudança de rumo foi noticiada hoje pela Folha de Londrina e se choca com informação de dois dias atrás da Gazeta do Povo, que informava que o governador manteria o aumento.

Nada mais coerente com a péssima situação financeira do Estado do que rever para baixo esses salários. As finanças agradeceriam, o eleitorado de Beto se sentiria correspondidos e os adversários teriam um motivo a menos para criticá-lo. E o funcionalismo idem.

Nada mais incoerente do que mantê-los. Como entender, diante desse aumento, a viagem de Beto no final do ano em avião de carreira e com direito a ser fotografado com mochila às costas no aeroporto de São José dos Pinhais? Aumento que desafia a determinação de Beto de conter em 30% os gastos de custeio; afronta o funcionalismo, que teve parcelado o abono de férias no final do ano e é ameaçado de perder gratificações e outras vantagens, dá munição aos adversários e esbofeteia o eleitor, que está sendo onerado pelo aumento do ICMS e do IPVA.

Se o aumento automático é previsto em lei, que se mude a lei! A nova legislatura toma posse domingo – e nunca antes na história deste Estado um governador terá tido maioria tão acachapante na Assembleia.

O recuo de Beto não será apenas bem-vindo. Será indispensável à sua autoridade e imagem no momento e no futuro. Daqui a três anos e meio ele estará pedindo votos…

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A Vaca tossiu e o Bezerra sumiu

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Wilson Bezerra era assíduo, durante a última campanha eleitoral, na timeline dos amigos do Facebook, a quem chamava de companheiros. Ele tinha sempre uma tese sobre a fuga de capitais, sobre a proteção do trabalhador, altas de juros. Qualquer argumento era rebatido com números sobre como a desigualdade caiu e como o governo tucano ia adotar medidas “neoliberais” como aumento de impostos, de tarifas, juros e desemprego. “Nem que a vaca tussa”, dizia ele, feliz, repetindo o bordão de Dilma Rousseff.

Desde que a vaca começou a tossir, Wilson sumiu. Amigos contam que ele não aparece mais nas redes sociais. Ativista convicto, Wilson parece ter se desintegrado no ar. “Estamos preocupados. Ele nunca mais postou nada, por isso resolvemos fazer uma campanha”, disse um amigo. Conhecidos de Wilson espalharam cartazes pelas ruas de várias cidades do país, com a foto do militante segurando uma bandeira do PT. A esperança é que ele seja finalmente encontrado para defender mais uma vez seus pontos de vista. (do site Sensacionalista)

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Crônica de uma marmelada anunciada

O presidente do TCU Aroldo Cedraz é o homem certo, no lugar certo, na hora certa – e para fazer a coisa certa (para os detentores do poder).

Ele disputa essa condição com o mais novo membro do tribunal, Vital do Rêgo, aquele que, quando senador pelo PMDB, fez o que pôde – e pôde muito, com a ajuda da base aliada – para melar no ano passado as duas CPIs da Petrobras criadas para investigar o PeTrolão.

Recapitulando: Cedraz pediu no final de agosto vista do processo de Pasadena, impedindo que a corte levasse adiante o pedido de bloqueio de bens dos diretores da Petrobras. O tribunal havia inocentado os membros do conselho de administração da estatal pela negociata – Dilma Rousseff era a presidente do dito cujo.

Ele assumiu a presidência do TCU em 10 de dezembro, sem se definir sobre o caso. Que passou para a análise de Augusto Nardes, seu antecessor na presidência do colegiado. Evidentemente, Nardes não teve tempo de se pronunciar.

E aí entra em cena outro personagem vital, o tal do Rêgo: 12 dias depois da posse de Cedraz na presidência, o ex-senador assumiu uma cadeira de ministro. Foi indicado por Renan Calheiro (ele, sempre ele!) com o aval (ou a pedido?) da president@ Dilma.

E por que a entrada em cena de Rêgo foi vital? Porque ele assumiu o lugar do aposentado José Jorge, um grande equilibrista em se tratando de examinar as contas do pessoal ligado ao PT. E era Nardes – santa coincidência! – o relator do caso… Pasadena, que, de tão cabeludo, exigiu dele um relatório duro.

Mataram a charada?

Esta é a primeira parte da Crônica de uma Marmelada Anunciada. A segunda é esta, da qual podemos deduzir a terceira:

Cedraz ordenou a Vital do Rêgo que reavalie o valor do prejuízo atribuído pelo TCU à compra de Pasadena (cerca de US$ 800 milhões) e o pedido de bloqueio de bens dos diretores de estatal à época do negócio – 2006.

O pedido de Cedraz a Rêgo foi feito em 29 de dezembro – quatro dias depois de Papai Noel ter feito sua visita anual à casa dos crédulos e dois dias antes da posse de Dilma, durante a qual ela prometeu uma luta “sem tréguas” contra os “inimigos externos” e os “predadores internos” da Petrobras (kkkkk: otário e otária quem acreditou!)

Em tempo: o advogado Tiago, 31 anos, filho de Cedraz, defende dezenas de réus… do TCU! Em agosto, O Globo informou que ele “atuou na execução do contrato que previa um suposto pagamento de propina de US$ 10 milhões em caso de venda de uma refinaria da Petrobras em San Lorenzo, na Argentina.”

Tal filho, tai pai. Ou vice-versa?

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Kirchner já admite assassinato de promotor

Numa reviravolta nada surpreendente – já que os indícios são ululantes -, a presidente argentina Cristina Kirchner, que insistia na tese de que o promotor Alberto Nisman havia se suicidado, mudou de lado.
Admite agora, em postagem no twitter: “Estou convencida de que não foi suicídio”.

Sem querer mas querendo, ela e o secretário-geral da presidência, Aníbal Fernández, apontam como suspeito do crime Diego Lagomarsino, funcionário da promotoria que disse ter levado a pistola .22 que matou Nisman. Cristina também lançou suspeita sobre os policiais federais que cuidavam da segurança do promotor.

A tese de suicídio começou a desmoronar logo depois da divulgação da autópsia do corpo de Nisman. A promotora encarregada do caso disse que. “infelizmente” (a expressão lhe custou duras críticas nas redes sociais), não havia resíduos de pólvora nas mãos da vítima.

E daí, uma coisa foi puxando outra, culminando ontem com a revelação do chaveiro – que contraria a oficial – de que a porta de serviço do apartamento de Nisman não estava trancada.

A versão do suicídio não pôde mais ser mantida.

Cristina e seus assessores apontam alguns suspeitos, mas ainda não foram capazes de responder a uma pergunta intrigante – talvez a mais crucial de todas: por que o secretário de Segurança Sergio Berni (equivalente no Brasil a ministro da Justiça) chegou ao apartamento de Nisman antes da promotora e dos legislas.

Por quê?

A morte do promotor desviou a atenção da opinião pública da denúncia, da autoria dele, de que o governo Kirchner negociou acordos econômicos em condições vantajosas com o Irã para não envolver aquele país no atentado à entidade assistencial judaica Amia, ocorrido em 1994 e que matou quase 90 pessoas. A divulgação da íntegra da acusação, na terça-feira, caiu no vazio.

Se a morte de Nisman tinha essa finalidade, ela atingiu seu objetivo. Até o momento. Suas consequências, no entanto, podem – e devem – ser ainda mais graves.

Não poderia haver nada pior, para um governo em estado agônico como o de Cristina, do que conviver em seus momentos finais – encerra-se este ano – com a sombra de um defunto.

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Suicídio perfeito. Ou a morte do governo Kirchner?

Não havia pólvora nas mãos do promotor Alberto Nisman, encontrado morto no domingo com um tiro na cabeça em seu apartamento em Buenos Aires.

Não havia também bilhete de despedida, contrariando o procedimento da maioria dos suicidas.

O que havia era uma relação de compras destinada à sua empregada, que voltaria ao trabalho na segunda-feira.

A Argentina está diante de um mistério, que se segue a uma revelação bombástica – que o governo da presidente Cristina Kirchner barganhou com o Irã acordos comerciais em condições favoráveis para não responsabilizá-lo pelo atentado à entidade assistencial judaica Amia, em 1994, que provocou cerca de 90 mortes.

O autor da revelação foi o promotor Nisman, que a fizera no início da semana passada. E se preparava para aprofundá-la ontem, em depoimento ao senado – que o peronismo se articulava para sabotar

Os familiares disseram não ter observado nenhum indício de que Nisman pretendia se suicidar. Jornalistas que estiveram com ele em sua última semana de vida observaram o contrário: sua enorme disposição de levar adiante o processo, iniciado havia quatro anos. Estava empolgado com sua apresentação no Congresso, para a qual se preparara durante todo o sábado, em seu apartamento. E foi no sábado à noite que morreu…

A sequência de fatos e seu comportamento não batem com a versão do suicídio.

“A página mais negra da história da nova democracia”: assim descreve o episódio um articulista de La Nación. De fato. Não bastasse a denúncia – baseada em provas robustas, garantia o promotor -, ela foi seguida da morte em condições mais que estranhas e às vésperas de o Congresso ser apresentado aos detalhes da investigação.

A denúncia de Nisman suscitou nos meios peronistas reação similar ao que ocorre no Brasil quando o governo petista ou membros da cúpula do partido são abalados por um novo escândalo e os petralhas saem em massa para defendê-lo – recorrendo à difamação dos opositores como primeira e principal arma de defesa. Os peronistas devassaram a vida de Nisman, não encontraram nada, mas o xingaram de tudo.

A pressa com que o governo decidiu que a morte fora provocada por suicídio – antes mesmo do laudo do IML – e as manifestações confusas de Cristina Kirchner, que replicou argumentos empregados por seus seguidores na semana anterior contra o promotor, reforçam a suspeita de que ele foi vítima de uma conspiração.

A morte de Nisman pode ser as últimas linhas da “página mais negra da história da democracia recente”. Uma “democracia” impregnada pela corrupção, autoritarismo e truculência (conhecem algum país que manifeste os mesmos sintomas?) O “suicídio” de Nisman pode ter deflagrado a morte do governo Kirchner.

Ou assistimos ao suicídio perfeito: o que não deixa sinais para não incriminar o morto?

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Aécio: “Herança maldita assusta o país”

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou na noite desta segunda-feira uma nota com duras críticas à presidente Dilma Rousseff.

No texto intitulado “Onde está a presidente?”, o tucano diz que o “tamanho da herança maldita” deixada pelo primeiro mandato da petista assusta o país e que, neste momento, faltam a ela “responsabilidade e coragem” para assumir as medidas impopulares que vem sendo adotadas pelo governo.

Aécio, derrotado por Dilma na última eleição presidencial, relaciona “apagão, racionamento de energia, aumento de impostos e cortes de direitos trabalhistas” como resultados de erros da primeira administração da presidente reeleita e diz que a população foi enganada por ela durante a campanha.

“Os erros do governo do PT não podem mais ser ‘escondidos embaixo do tapete’ e a conta de todos esses erros será, injustamente, paga pela população”, diz o senador.

O tucano afirma que “focada apenas em vencer as eleições”, Dilma “adiou medidas necessárias” e que por isso, o quadro se agravou.

“Hoje, falta à presidente coragem para olhar nos olhos dos brasileiros e reconhecer que está fazendo tudo o que se comprometeu a não fazer”, critica.

Aécio diz ainda que a presidente tem se omitido “no momento do anúncio de medidas que afetarão gravemente a vida do nosso povo” e que, com isso, parece querer “terceirizar responsabilidades que são essencialmente dela”.

Nesta segunda, o ministro da Fazenda Joaquim Levy deu publicidade a uma série de medidas de ajuste fiscal, entre elas aumento de impostos e do preço da gasolina.

Também nesta segunda, vários Estados do país foram atingidos por um apagão.

“A pergunta que milhões de brasileiros se fazem hoje é : Onde está a presidente?”, diz o tucano no fim do texto. (Folha de S.Paulo)

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