Mês: fevereiro 2015



O vacilo de Beto e a bandeira que o PT espera hastear

O governador Beto Richa reconheceu, em entrevista publicada ontem na Gazeta do Povo, ter errado na condução do “pacotaço”, que pretendeu ter aprovado em regime de toque de caixa pela Assembleia e que, por causa da mobilização de professores e servidores públicos, resultou no “derrotaço”.

É raro testemunhar um governante admitir o erro. Parabéns, Beto. Mas, como dizem os italianos, tra il dire e il fare c’è uma distanza di mare: entre o dizer e o fazer há uma distância oceânica.

Na mesma entrevista, o governador comete dois erros crassos: anuncia que congelará o aumento do seu salário e dos secretários e que reenviará à Assembleia a proposta de alteração do Paraná Previdência. A proposta, entre outras medidas, prevê a fusão do fundo previdenciário com o fundo financeiro e permite a livre utilização do que resultar disso.

Beto errou em relação ao aumento salarial porque não basta congelá-lo: tem de ser revogado para servir de exemplo da austeridade que impôs ao governo e contraponto à tentativa de retirada de direitos do funcionalismo, barrada pelo “derrotaço”.

A fusão e liberdade de uso do fundo previdenciário são a espinha dorsal do levante do funcionalismo, que o governo tentou desarticular após três rodadas de negociação com seus líderes. Evocar seu reenvio à Assembleia aumentou a desconfiança dos servidores em relação às boas intenções manifestadas pelo governo. E dá pretexto para que a greve dos professores continue.

A APP Sindicato, que é movida não apenas por interesses da categoria dos professores, mas, ou principalmente, por sua motivação político-ideológica – é o braço sindical mais poderoso do PT no Paraná –, encontrou nisso uma bandeira valiosa para continuar solapando a já combalida popularidade do governador.

Não se pode, contudo, promover uma greve por antecipação. O projeto tem de voltar à Assembleia, seu teor ser examinado e, se representar uma ameaça ao funcionalismo, este tem o direito de se mobilizar. O primeiro passo é fazer marcação cerrada com os deputados, desde que por vias democráticas.

Se decidir pela continuidade da greve antes mesmo de conhecer o que pretende o governador, o professorado extrapolará os limites de sua justa indignação para se curvar aos objetivos políticos de um partido. Partido que tenta de tudo para desviar a atenção do desastre administrativo, a corrupção, a manipulação inescrupulosa de corações e mentes e a truculência que promove em nível nacional.

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Caminhoneiros causam perplexidade ao Planalto

O Palácio do Planalto afirma, oficialmente, que não está prevista uma revisão das propostas feitas na noite de quarta-feira aos caminhoneiros. Ontem, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, cancelou uma entrevista coletiva que havia convocado para tratar do assunto. A assessoria da Secretaria-Geral afirmou que “a expectativa é de que o movimento de caminhoneiros se dissipe”.

Relatos de palacianos, contudo, dão conta de que o Planalto está perdido e tenta apostar no final da paralisação, com base nas conversas mantidas na mesa de negociações nas reuniões da noite de quarta-feira. Só que, apesar das promessas, as lideranças que se sentaram à mesa com o governo não obtiveram apoio de seus liderados e mantiveram pontos de interrupção de rodovias ou se transferiram para outros pontos para não serem penalizados por descumprir ordem judicial.

O Planalto está se vendo em dificuldades porque não tem como interferir no que está efetivamente emperrando as negociações: o valor do preço do frete, pois seria uma interferência no mercado. “Não vamos regular mercado. Há uma regulação livre deste mercado pelo setor privado”, disse um assessor palaciano.

O que o governo gostaria que fosse estabelecido é uma espécie de “preço referência de frete”, para que se chegasse a um consenso, mas não se conseguiu obter nenhum sinal neste sentido dos responsáveis por definir este preço. Há uma nova reunião marcada para o dia 10 de março, mas o governo não pode esperar este tempo porque, até lá, com a permanência da paralisação das estradas em vários pontos no País, o caos estará instalado.

No Planalto há uma perplexidade em relação ao problema porque o governo está se sentindo de pés e mãos atados, já que as lideranças do movimento são muito difusas e a maior parte das iniciativas, até agora, tem sido em vão. Mais uma vez, todos os esforços do governo para tentar reverter a pauta negativa que toma conta da Esplanada dos Ministérios foram perdidos. (O Estado de S.Paulo)

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Por que o Planalto endurece com caminhoneiros e amolece com o MST?

Minha memória (e o Google concorda com ela) não registra, desde a posse de Lula, qualquer ação do governo federal para desbloquear estradas, vias e prédios públicos e propriedades particulares ocupados pelo MST e pela mais recente coqueluche do petismo, o MTST – Movimento de Trabalhadores dos Sem Teto.

O governo federal aciona a Polícia Federal e ameaça convocar a Força Nacional de Segurança para desbloquear as estradas em que caminhoneiros protestam contra o custo do diesel e dos pedágios, pedem o refinanciamento de seus empréstimos (a que recorreram para comprar seus caminhões) e o aumento do frete. Protestam também contra o (des)governo Dilma Rousseff e a bandalheira disseminada pelo PT nesse país de dimensões continentais e recursos bilionários.

Além disso, o governo quer aplicar multa de R$ 10 mil por hora (!) a cada caminhoneiro que mantiver o bloqueio.

Os caminheiros se insurgem contra o (des)governo e denunciam as falcatruas petistas. A eles, todo o rigor (e mais um pouco) da lei.

Os “sem terra” e “sem teto” são paus mandados do petismo e vão ser utilizados, por ordem e Lula, para se contrapor nas ruas às manifestações pelo impeachment de Dilma.

A eles, tudo… e o afago!

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A movimentação inquietante (e agourenta) do procurador-geral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu-se ontem à noite, em seu gabinete, com o ministro da (in)Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem dedicados prestimosos esforços para melar a Operação Lava Jato.

Coincidência do encontro: o procurador prepara a denúncia contra os políticos envolvidos no PeTrolão. Esperava-se a revelação dos acusados esta semana, mas ele a adiou para a semana que vem. Por que? Não explicou. Fecha aspas.

O encontro não constava da agenda dos dois. No caso de Janot, o procedimento é incomum; no de Cardoso, têm sido rotineiros esses encontros não agendados, todos, por sinal, relacionados ao PeTrolão…

Hoje pela manhã, vai daqui, vai dali, ambos justificaram: era pra tratar de um projeto na iminência de ser enviado à Câmara sobre a criação de uma subprocuradoria especializada em combater a corrupção (desculpem minha ignorância, mas para que serve o MP senão para isso?)

Então tá. Mas eis que o Ministério da Justiça sai a campo, logo depois, para informar que o motivo da visita foi para prevenir o procurador que a segurança dele está ameaçada por causa da Operação Lava Jato.

Opa, a coisa é grave. Ou melhor, as coisas. A primeira versão, dada por ambos, então é falsa! O procurador-geral e o ministro da (in)Justiça cometeram falso testemunho! E a outra versão, sobre a ameaça à segurança do procurador, idem. Mais que grave: é preocupante.

Mas era necessária uma vista às pressas do ministro ao procurador-geral para isso? Não bastava um telefonema, acompanhado do rol de providências que o Ministério está tomando para garantir a segurança do procurador?

Ele se tornou alvo dos investigados somente agora, por que?

Saltemos essas indagações, pois valores mais altos (ou baixos) se alevantam: Janot foi visto saindo do Palácio do Alvorada por volta das 13 horas, informa o jornalista Claudio Humberto, do Diário do Poder.

O encontro também não estava agendado e surpreendeu os funcionários da Procuradoria da República.

O mistério se aprofunda.

A movimentação de Janot é inquietante. Que o mau agouro que prenunciam não se concretize.

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Os PTblocs entram em ação

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Os protestos gigantescos de 2013, que levaram a popularidade de Dilma à lona, foram abafados pelos black blocs, grupos violentos de extrema esquerda.

O governo petista enfrenta nova onda de indignação, que derrubou novamente a popularidade de Dilma – desta vez, em níveis ainda mais baixos do que em 2013. Desta vez, por causa da carestia, do estelionato eleitoral praticado pela [email protected], do PeTrolão (para ficar nos casos mais ostensivos).

O PT não pode mais se beneficiar dos black blocks, desarticulados pela polícia. E seu contato com os tais “movimentos sociais”, dos quais derivaram os black blocs, Gilberto Carvalho, goza de suculenta e merecida aposentadoria no comando do Sesi…

Sem alternativa, o PT assumiu de vez seu lado truculento: recrutou seus brutamontes para bloquear a entrada da ABI, onde o partido, por meio de seus sindicatos pelegos, promoveu ontem um ato – liderado por Lula, o inefável – em “defesa da Petrobras”.

Manifestantes que pediam o impeachment de Dilma foram agredidos covardemente pela nova divisão terrorista do PT: os PTblocs!

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Beto congela aumento de seu salário. Isso não basta

O governador Beto Richa anunciou hoje, em entrevista à RPC, que congelará o aumento do salário dele, da vice-governadora Cida Borghetti e de todos os secretários estaduais. O reajuste, fixado pelo STF, é determinado por legislação criada há 13 anos. Com isso, o salário do governador terá um corte de R$ 4,3 mil, o da vice-governadora será reduzido em R$ 4,1 mil e o dos secretários ficará R$ 3 mil menor.

Com o aumento, o salário dele foi para R$ 33,7 mil – o maior de todos os governadores -, o da vice para R$ 32 mil e dos secretários para R$ 23,6 mil

Boa iniciativa, mas insuficiente para cortar na própria carne aquilo que pretendeu fazer no funcionalismo por meio do “pacotaço”, retirado no dia 12, após ocupação e bloqueio da Assembleia. O projeto voltará à apreciação dos deputados, com alterações.

Em 29 de janeiro, Beto assinou decreto “suspendendo” o pagamento daquele mês do seu salário e dos secretários. Acreditava-se que, com isso, ele e o primeiro escalão teriam um pagamento a menos no ano – mas era apenas um truque. A suspensão era temporária. O salário de janeiro será incorporado ao de fevereiro.

Para recompor a autoridade que lhe permite exigir sacrifícios do funcionalismo e do contribuinte, a quem impôs aumento significativo do IPVA e do ICMS, Beto terá de abrir mão deste aumento. Revogá-lo em vez de congelá-lo, como afirmou na entrevista.

Do contrário, não há marqueteiro que refaça sua imagem.

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Mercosul une a bela e a fera

afA bela…

Maria Victória (PP), a mais jovem deputada da Assembleia do Paraná, presidirá a Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais. Sua eleição aconteceu ontem.
Compete à comissão “manifestar-se sobre toda e qualquer proposição que se refiram ao Mercado Comum do Sul – Mercosul e relações internacionais em geral.”

… e a fera

O ex-deputado Dr. Rosinha (PT-PR) assumirá hoje, em Montevidéu, o cargo na Alta Representação do Mercosul. A vaga brasileira estava até agora ocupada pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães – ardoroso defensor do bolivarianismo.ag

Os salários são pagos em dólar.

A permanência no Uruguai dará a Rosinha a oportunidade de conferir in loco os efeitos da legalização do plantio e comercialização da maconha, que setores políticos – o que o inclui – e da sociedade civil querem adotar no Brasil.

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Professores têm hoje terceira reunião com o governo do Paraná

A APP-Sindicato promove neste momento em Curitiba duas passeatas no centro da cidade que vão convergir para o Palácio Iguaçu após se unirem na Praça Tiradentes.

Os manifestantes devem chegar ao palácio no momento em que começar a terceira rodada de negociações do governo com os representantes dos professores.

As negociações tiveram início na semana passada e foram provocadas pelo “pacotaço”, conjunto de propostas restritivas ao funcionalismo que o governador Beto Richa tentou aprovar em regime de “comissão geral” – o “tratoraço” – na Assembleia. O “pacotaço” foi retirado no dia 12, após quatro dias de ocupação e, finalmente, bloqueio da Assembleia – resultado daí o “derrotaço” do governador.

O Palácio do Iguaçu informou esta manhã o que foi atendido até o momento da reivindicação dos professores:

– Pagamento integral da rescisão dos professores temporários (PSS) – R$ 70 milhões (fevereiro);

– Porte das escolas e turmas conforme normas de dezembro de 2014;

– Convocação imediata de mais mil professores e pedagogos aprovados em concurso;

– Retomada imediata de projetos de contraturno (educação física e língua estrangeira);

– Indicação de diretor assistente em 300 escolas que funcionam em três turnos;

– Garantia do número suficiente de agentes de apoio nas escolas;

– Disponibilidade imediata de salas de apoio para reforço escolar;

– Pagamento de auxílio alimentação para agentes de apoio.

Em reunião com os reitores ontem, o governador se comprometeu a liberar integralmente a verba de custeio das universidades estaduais.

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O pecado mortal de Lula, Dilma e do PT

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A [email protected] Dilma, integrantes de seu governo e o PT deram de apontar os dedos sujos pela corrupção para o ex-presidente FHC, acusando-o de leniência com a corrupção na Petrobras.

Segundo eles, se FHC tivesse “investigado e punido”, a “corrupção não chegaria onde chegou” (as aspas reproduzem, com liberdade poética (!), o comentário de Dilma, feito na semana passada, em sua primeira manifestação pública em dois meses).

Falácia

O argumento é falacioso. Não havia denúncia concreta e a admissão de práticas criminosas na Petrobras naquele período só foi admitida recentemente. O ex-gerente Pedro Barusco, réu e delator do PeTrolão, reconheceu que passou a receber propina em 1997 – sob a gestão de FHC, portanto.

Mas entre beneficiar-se pessoalmente de uma prática criminosa e compartilhá-la com os partidos governistas a distância é tão abissal quanto um poço do pré-sal.

A divisão, segundo Barusco, passou a ocorrer logo após a posse de Lula – isto é, 2003. O primeiro operador da propina institucionalizada, segundo o denunciante, foi o então tesoureiro do PT Delúbio Soares. Com a eclosão do mensalão, os negócios foram assumidos pelo substituto de Delúbio, João Vaccari Neto.

Efeito bumerangue

A acusação de Dilma, seu governo e do PT é frágil em seu conteúdo, serve mais para jogar petróleo no olho da opinião pública e, ao mesmo tempo, os compromete.

Em 2009, o Tribunal de Contas da União denunciou sobrepreço em várias obras da Petrobras, principalmente na refinaria Abreu e Lima, e recomendou o bloqueio de recursos destinados a elas. A Câmara dos Deputados acatou sugestão do tribunal e retirou da LDO os recursos previstos no orçamento do ano seguinte, mas Lula e a [email protected] da Casa Civil – quem seria, quem? – vetaram esse dispositivo. O argumento deles: a paralisação das obras custaria ainda mais caro, ameaçaria a saúde financeira das empresas e ameaçaria os trabalhadores.

Uma CPI foi criada, o governo fez o que pôde para transformá-la em pizza sabor petróleo cru. O porta-voz da manobra de sepultamento da CPI foi… quem, quem foi?

Em 2009 havia indícios sólidos de corrupção. O governo Lula e a [email protected] da Casa Civil e coveira da CPI, Dilma, sabotaram todos os esforços para investigar esses indícios e punir os eventuais responsáveis.

Projeto de poder

Hoje sabemos por quê: postos-chave da estatal haviam sido ocupados por executivos a serviço do partido para financiar seu projeto de poder – eterno, de preferência.

Dilma, seu governo e o PT atribuem a FHC, quando muito, um pecado venial – pois não havia denúncia de crime, repito. Ao mesmo tempo, cometeram um pecado mortal continuado, por impedir a investigação de fato concreto – o sobrepreço das obras – e se beneficiar da propina que passou a jorrar para o partido seis anos antes da denúncia do tribunal.

Poço cada vez mais fundo

E, mais uma vez sob o argumento de que as empresas que participaram do mega-roubo não devem ser punidas, para que empregos sejam preservados e a economia nacional não seja afetada severamente, eles comandam o sórdido espetáculo de tumultuar, confundir e ameaçar a Operação Lava-Jato.

E com isso a Petrobras afunda cada vez mais, suas prestadoras de serviço enfrentam séria crise de liquidez, as demissões proliferam.

E o culpado de tudo isso é o FHC!

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A revolta do proletariado ameaça o PT

E agora, Lula, Dilma & petralhas: é a “elite golpista” que está protestando; protesto que, ampliado e prolongado, ameaça a permanência de vocês no poder?

Não: são os caminhoneiros, os proletários das rodovias mal sinalizadas, mal pavimentadas, inseguras e caras que se erguem contra o domínio de vocês.

Exigem combustível e pedágio mais baratos e mais segurança. Exigem também que recebam mais pelo trabalho que executam – trabalho sem o qual este país não funcionaria.

Exigem tudo isso e mais um pouco, e o que exigem é sensato. Mas essas exigências se confundem – ou teriam sido inspiradas? – pelo profundo desapontamento que vocês, Lula, Dilma & petralhas provocaram neles, assim como a quantidade crescente (e com cresce!) da população.

Entre outros e muitos males, vocês são os responsáveis pelo maior roubo da história republicada brasileira – o PeTrolão.

Por isso, muitos caminhões expõem faixas clamando: “Fora Dilma” e “Fora PT”.

Atenda-os, pelo menos no que exigem. Disso depende a permanência de vocês no poder – o país sobreviverá a vocês, com ou sem bloqueio de estradas.

No quesito decepção, não há o que fazer… a não ser sepultar o defunto que apodrece em praça pública e cuja catinga percorre as rodovias para nausear o Brasil profundo.

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