O pecado mortal de Lula, Dilma e do PT

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A [email protected] Dilma, integrantes de seu governo e o PT deram de apontar os dedos sujos pela corrupção para o ex-presidente FHC, acusando-o de leniência com a corrupção na Petrobras.

Segundo eles, se FHC tivesse “investigado e punido”, a “corrupção não chegaria onde chegou” (as aspas reproduzem, com liberdade poética (!), o comentário de Dilma, feito na semana passada, em sua primeira manifestação pública em dois meses).

Falácia

O argumento é falacioso. Não havia denúncia concreta e a admissão de práticas criminosas na Petrobras naquele período só foi admitida recentemente. O ex-gerente Pedro Barusco, réu e delator do PeTrolão, reconheceu que passou a receber propina em 1997 – sob a gestão de FHC, portanto.

Mas entre beneficiar-se pessoalmente de uma prática criminosa e compartilhá-la com os partidos governistas a distância é tão abissal quanto um poço do pré-sal.

A divisão, segundo Barusco, passou a ocorrer logo após a posse de Lula – isto é, 2003. O primeiro operador da propina institucionalizada, segundo o denunciante, foi o então tesoureiro do PT Delúbio Soares. Com a eclosão do mensalão, os negócios foram assumidos pelo substituto de Delúbio, João Vaccari Neto.

Efeito bumerangue

A acusação de Dilma, seu governo e do PT é frágil em seu conteúdo, serve mais para jogar petróleo no olho da opinião pública e, ao mesmo tempo, os compromete.

Em 2009, o Tribunal de Contas da União denunciou sobrepreço em várias obras da Petrobras, principalmente na refinaria Abreu e Lima, e recomendou o bloqueio de recursos destinados a elas. A Câmara dos Deputados acatou sugestão do tribunal e retirou da LDO os recursos previstos no orçamento do ano seguinte, mas Lula e a [email protected] da Casa Civil – quem seria, quem? – vetaram esse dispositivo. O argumento deles: a paralisação das obras custaria ainda mais caro, ameaçaria a saúde financeira das empresas e ameaçaria os trabalhadores.

Uma CPI foi criada, o governo fez o que pôde para transformá-la em pizza sabor petróleo cru. O porta-voz da manobra de sepultamento da CPI foi… quem, quem foi?

Em 2009 havia indícios sólidos de corrupção. O governo Lula e a [email protected] da Casa Civil e coveira da CPI, Dilma, sabotaram todos os esforços para investigar esses indícios e punir os eventuais responsáveis.

Projeto de poder

Hoje sabemos por quê: postos-chave da estatal haviam sido ocupados por executivos a serviço do partido para financiar seu projeto de poder – eterno, de preferência.

Dilma, seu governo e o PT atribuem a FHC, quando muito, um pecado venial – pois não havia denúncia de crime, repito. Ao mesmo tempo, cometeram um pecado mortal continuado, por impedir a investigação de fato concreto – o sobrepreço das obras – e se beneficiar da propina que passou a jorrar para o partido seis anos antes da denúncia do tribunal.

Poço cada vez mais fundo

E, mais uma vez sob o argumento de que as empresas que participaram do mega-roubo não devem ser punidas, para que empregos sejam preservados e a economia nacional não seja afetada severamente, eles comandam o sórdido espetáculo de tumultuar, confundir e ameaçar a Operação Lava-Jato.

E com isso a Petrobras afunda cada vez mais, suas prestadoras de serviço enfrentam séria crise de liquidez, as demissões proliferam.

E o culpado de tudo isso é o FHC!

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