A movimentação inquietante (e agourenta) do procurador-geral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu-se ontem à noite, em seu gabinete, com o ministro da (in)Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem dedicados prestimosos esforços para melar a Operação Lava Jato.

Coincidência do encontro: o procurador prepara a denúncia contra os políticos envolvidos no PeTrolão. Esperava-se a revelação dos acusados esta semana, mas ele a adiou para a semana que vem. Por que? Não explicou. Fecha aspas.

O encontro não constava da agenda dos dois. No caso de Janot, o procedimento é incomum; no de Cardoso, têm sido rotineiros esses encontros não agendados, todos, por sinal, relacionados ao PeTrolão…

Hoje pela manhã, vai daqui, vai dali, ambos justificaram: era pra tratar de um projeto na iminência de ser enviado à Câmara sobre a criação de uma subprocuradoria especializada em combater a corrupção (desculpem minha ignorância, mas para que serve o MP senão para isso?)

Então tá. Mas eis que o Ministério da Justiça sai a campo, logo depois, para informar que o motivo da visita foi para prevenir o procurador que a segurança dele está ameaçada por causa da Operação Lava Jato.

Opa, a coisa é grave. Ou melhor, as coisas. A primeira versão, dada por ambos, então é falsa! O procurador-geral e o ministro da (in)Justiça cometeram falso testemunho! E a outra versão, sobre a ameaça à segurança do procurador, idem. Mais que grave: é preocupante.

Mas era necessária uma vista às pressas do ministro ao procurador-geral para isso? Não bastava um telefonema, acompanhado do rol de providências que o Ministério está tomando para garantir a segurança do procurador?

Ele se tornou alvo dos investigados somente agora, por que?

Saltemos essas indagações, pois valores mais altos (ou baixos) se alevantam: Janot foi visto saindo do Palácio do Alvorada por volta das 13 horas, informa o jornalista Claudio Humberto, do Diário do Poder.

O encontro também não estava agendado e surpreendeu os funcionários da Procuradoria da República.

O mistério se aprofunda.

A movimentação de Janot é inquietante. Que o mau agouro que prenunciam não se concretize.

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