Ministros do STF se revelam: “Somos oito contra Moro”

O Gaeco, grupo de combate ao crime organizado e formado pelo MP e Polícia Civil, conseguiu, após mobilização popular, que o Tribunal de Justiça do Paraná designasse o mesmo juiz para cuidar de dois casos de corrupção pública – Publicanos e Voldemort.

O primeiro investiga (já denunciou mais de 100 pessoas, entre fiscais, contadores e empresários) um esquema de propina montado há mais de vinte anos na Receita Estadual.

E o segundo, a suspeita de fraude em licitação que permitiu a contratação de uma oficia mecânica para dar manutenção a viaturas do governo estadual. A oficina pertence, segundo o Gaeco, a um parente do governador tucano Beto Richa, Luiz Abi Antoun.

Como Abi foi apontado como “coordenador político” ou algo parecido dos fiscais acusados de corrupção, o Gaeco julgou conveniente unificar os dois casos. E o TJ acatou.

A decisão, portanto, opõe-se frontalmente à tomada ontem pelo STF, que desmembrou as investigações da Lava Jato – e tirou a exclusividade do juiz Sergio Moro de conduzir os processos – em situações que não se relacionem diretamente com os desvios da Petrobras.

A decisão do STF é questionável, já que o butim promovido pelo PT e seus cúmplices na Petrobras foi descoberto quando se investigava uma quadrilha de doleiros, especialistas em lavagem de dinheiro. A denúncia partiu de um empresário que se sentiu lesado comercialmente por José Janene, a quem se associara.

Outros casos vieram de roldão, como os desvios na Eletrobras e Eletronuclear e também a contratação irregular de uma empresa pelo Ministério do Planejamento, então sob a chefia de Paulo Bernardo. Essa empresa abasteceu um propinoduto que acabou pingando (foram descobertos míseros R$ 50 mil) na horta da companheira conjugal do ministro, a senadora petista Gleisi Hoffmann – que escapou da jurisdição de Moro

Para motivar o TJ a unificar os processos, foi criado em Londrina, epoicentro das duas operações, o grupo “Vai, Gaeco”. Que seria muito bem-vindo em possível mobilização pelo “Fica, Moro” não fosse seu servilismo ao PT e aliados…

O STF contrariou decisão de um tribunal inferior – e daí? – e revelou que seus membros não aderiram à campanha “Somos todos Sérgio Moro”. O placar foi de 8 a 2. Então, eis o lema do STF: “Somos dois Sérgio Moro”. Ou: “Somos oito contra Moro”..

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