Dilma cai na armadilha que montou para o PMDB

Em sua primeira atividade após voltar dos EUA – onde sua sabedoria voltou a resplandecer na sede da ONU -, a cada vez menos [email protected] Dilma Rousseff reuniu-se com o vice Michel Temer para adoçar sua boca e a de seus pares, prometendo aumentar de seis para sete as pastas que prometera ao PMDB. A Saúde, em poder do PT, ocupa o topo da lista de ministérios que o PMDB abocanhará.

O aumento – e em densidade, volume e quantidade jamais vistos – da presença do PMDB foi orientada por Lula para frear a mobilização pelo impeachment e, de sobra, manter os vetos de Dilma à pauta-bomba aprovada pelo Congresso.

A maior participação do PMDB no governo – principal movimento da anunciada “reforma ministerial” que não reformará nada – era para ter sido oficializada na semana passada e foi decisiva para o Congresso manter 26 dos 32 vetos de Dilma. Espertamente, a bancada do PMDB se retirou do plenário antes da votação sobre os vetos decisivos – o mais importante deles o reajuste salarial dos servidores do Judiciário. E então Dilma viajou para os EUA, deixando os peemedebistas a ver navios.

Terminada a reunião com Temer, Dilma deixou vazar que a “reforma” somente será consumada na quinta, após a votação decisiva dos vetos, marcada para amanhã. E então Eduardo Picciani, líder do PMDB e braço direito do presidente da Câmara, respondeu, na lata: os vetos só serão levados a plenário depois que Dilma cumprir o que prometeu.
Impasse criado. Ou chantagem de ambas as partes?

Quem cederá primeiro?

O verbo tem de ser usado no passado. A cada vez menos [email protected] sentiu que caíra na armadilha que ela mesmo criara e tomou a iniciativa de sinalizar com clareza suas intenções em relação ao PMDB: demitiu o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Fiel ao seu estilo gentil de ser, Dilma demitiu o companheiro por telefone.

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