Mês: outubro 2015



Os prodigiosos filhos de Lula

A LFT Marketing Esportivo, de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, recebeu R$ 1,5 milhão da empresa de lobby Marcondes e Mautoni na mesma época que os lobistas foram remunerados por empresas interessadas na renovação dos efeitos de uma medida provisória pelo governo federal.”

A Procuradoria da República no DF considera “muito suspeito” que uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a administração pública (Marcondes e Mautoni).

Entre 2013 e 2014, o grupo de lobistas atuou para renovar uma medida provisória de 2009, com prazo de validade de cinco anos, que na época havia gerado o pagamento de “comissões”. A nova empreitada, ocorrida entre 2013 e 2014, de acordo com a Operação Zelotes, resultou na edição da medida provisória n° 627, de 2013, convertida na lei nº 12.973, de 2014.

Que maldosos são os membros da Procuradoria da República! Como podem suspeitar do filho de um ex-presidente da República que se considera o mais genial chefe de Estado de todos os tempos, como? Um chefe assim só pode gerar uma prole extremamente prodigiosa, como atesta a incrível capacidade que seus filhos demonstram de fazer bons negócios. Assim como o pai, que ficou milionário dando “palestras” sobre suas realizações a clientes ou prestadores de serviços ao governo federal…

Luiz Claudio é o terceiro filho a revelar esse dom herdado do pai. O primeiro foi Lurian, a filha que passou a chefiar uma infinidade de ONGs abastecidas com recursos públicos depois de ter passado por diversas assessorias petistas Brasil afora. O segundo, Fábio, o primogênito – este sim é bom, tão bom que Lula o comparou a “Ronaldinho, o fenômeno” –, embolsou R$ 5 milhões por meio de uma empresinha de fundo de quintal, a Gamecorp, que, da noite para o dia, associou-se à Telemar. A empresinha faliu, mas a Telemar conseguiu o que queria: a mudança na Lei Geral das Telecomunicações, autorizada pelo papai, que permitiu sua fusão com a Brasil Telecom, da qual nasceu a Oi. E esse foi o primeiro grande negócio que fez, o que lhe abriu as portas para uma infinidade de outros, aqui e acolá, às vezes à tiracolo do papai, em viagem oficial.

E a Procuradoria da República ainda ousa desconfiar desses garotos, cujo pai se declara o mais ardoroso defensor da ética pública?

“É muito suspeito” esse comportamento dos promotores…

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Lula matou o mito e está sepultando o homem

O que restou do mito Lula, o retirante nordestino que ascendeu à presidência da República e fez de seu mandato um exemplo de ética e instrumento de ascensão social dos pobres?
Nada!

O mito, como os deuses de barro, desfez-se pelos fatos, que revelaram o embusteiro disfarçado de estadista.

Seu legado econômico, herdado do antecessor FHC (por mais que ele e seus discípulos neguem) derreteu sob o desgoverno do poste que ele pôs no Planalto para guardar sua vaga até 2018…

Mensalão, petrólão, dezenas de escândalos em seu governo e no da sucessora Dilma, o apodrecimento moral de seu partido destruíram o mito e enlamearam o homem. E revelaram seu maior legado: o assalto – sistemático e gigantesco – a um estado.

E o homem, convencido de que ainda é um mito, percorre o país para esbravejar contra os fatos e aqueles que o desnudaram. Deixou de criticar as “elites” para pregar que “quem rouba não pode chamar petista de ladrão”!

A que ponto chegamos! Ao ponto em que o líder da maior organização criminosa da história brasileira se indigna porque a organização é chamada de criminosa!

Comporta-se, assim, como a dona de bordel que não admite ser chamada de prostituta por suas sócias ou clientes…

E Lula xinga, esbraveja, espuma, compara os críticos aos nazistas e a si e ao seu bando aos judeus, para sentenciar serem vítima de uma “campanha de ódio”… Foi o que fez ontem em Salvador, anteontem em Teresina, trasantontem em…

Lula tenta desesperadamente salvar a si e ao seu bando. E o que consegue é incriminá-los cada vez mais.

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PMDB sequestrou Dilma. E o país

Por que apenas uma, composta de sete ministérios e a vice-presidência, se é possível ter as duas mãos cheias de poder?

Este é o pensamento que pauta o comportamento do PMDB em relação ao agravamento da crise política – e consequente agravamento da econômica.

O partido ampliou sua participação na Esplanada dos Ministérios, além de abocanhar a joia da coroa, que é a Saúde, para se tornar mais dócil aos desígnios do Planalto. Depois disso, tem agido de forma a prolongar a agonia do desgoverno Dilma.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, concedeu (e não era necessário) 45 dias para Dilma contestar o parecer do TCU, que reprovou suas contas do ano passado. Só a partir de então – se não houver adiamento do prazo – é que a Comissão de Orçamento começará a analisar o relatório do tribunal. Na melhor das hipóteses, somente daqui a três meses o tema será analisado pelo plenário. Na melhor das hipóteses.

E o congresso do partido, previsto para novembro, foi adiado para o ano que vem. Até lá, portanto, continua tudo como dantes no quartel de Abrantes – sem ruptura, sem adesão incondicional. O de sempre: metade a favor, metade contra.

A metade contra é liderada por Eduardo Cunha, que age como franco-atirador, pois está na linha de tiro da Operação Lava Jato e das artimanhas do Planalto. Compete-lhe, na condições de presidente da Câmara, dar início ao processo de impeachment de Dilma.

O pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale, repaginado, foi protocolado ontem na Câmara. Ele contém argumentos jurídicos sólidos para embasar o pedido de cassação, o que dá a Cunha uma preciosa arma de barganha com o Planalto – que lhe oferece um cessar-fogo no Congresso e centrar fogo nos ministros do STF alinhados com o projeto de poder do PT.

O presidente da Câmara é uma cunha no relacionamento do PMDB com o governo. Caso decida aceitar o pedido de impeachment – dando, assim, início ao processo – contrariará os interesses do PMDB.

Qual será o desfecho do processo? Impossível prever, embora o Planalto contabilize no momento margem segura para detê-lo na Câmara.

Os caciques do PMDB farão todo o possível para minar o processo de impeachment eventualmente desencadeado por Cunha. Assim, manterão Dilma e o PT como reféns e terão mais força para ampliar, e quanto mais melhor, seu poder… até que se complete a primeira metade do mandato da [email protected]

A partir de então o comportamento dos caciques peemedebistas será outro.

Ocorre que, até se completar a primeira metade do mandato presidencial, em caso de impeachment do ocupante do cargo é necessário convocar nova eleição. Qual, portanto, a vantagem de tirar agora Dilma no cargo se a partir da segunda metade do seu mandato, a vaga, em caso de cassação, será ocupada pelo vice-presidente… que é o peemedebista Michel Temer!

Nem um neófito na vida pública ousaria trocar o certo pelo duvidoso. Menos ainda o PMDB, o mais ardiloso dos partidos (o PT é o mais afoito, agressivo, soberbo – e, por isso, muitas vezes se comporta com extraordinária estupidez).

O PMDB capturou o governo e o PT. E, infelizmente, também o país, que se afunda mais e mais quanto mais se adia o desfecho da crise que tem nome, endereço e cara feia – Dilma Rousseff, personificação de todos os males protagonizados pelo PT desde o primeiro mandato de Lula.

Ave, Temer!

Ave, Calheiros!

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Ex-vereador do PT diz que dividia propina com Paulo Bernardo

1dGleisi Hoffmann e Paulo Bernardo: o casal, que já foi considerado “o mais poderoso da República” pela revista Istoé – que lhe deu a capa da semana – caminha agora, e com rapidez, para ser reconhecido como o mais corrupto da República. E sem aspas!

Informa a Folha de S.Paulo:

O mais novo delator da Lava Jato, o advogado e ex-vereador petista Alexandre Romano disse em seus depoimentos que dividia propinas ligadas a contratos do Ministério do Planejamento com o ex-ministro Paulo Bernardo e com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, entre 2010 e 2012. Os valores eram divididos em partes iguais, afirmou.

Depois de 2012, segundo Romano, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabbas também passou a se beneficiar do esquema.

Investigadores da Lava Jato dizem que os desvios no Planejamento chegam a R$ 51 milhões desde 2010. Foi nesse ano que a pasta contratou, sem licitação, a empresa Consist para avaliar para bancos qual era a capacidade financeira de funcionários da pasta para tomarem empréstimos consignados. Na época, Bernardo era o ministro.

A Consist contratava escritórios de advocacia em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre e o valor que a empresa pagava a eles era repassado para petistas. Um e-mail apreendido pela Polícia Federal aponta que Paulo Bernardo indicava o que deveria ser feito com os recursos. Um motorista de Gleisi foi pago com dinheiro do esquema, segundo a PF.

Romano é considerado um personagem-chave para a apuração do caso porque ele era o responsável por receber recursos da Consist em São Paulo. O acordo foi fechado com a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque Romano cita políticos em sua delação, como a senadora Gleisi Hoffmann.

O suposto esquema no Planejamento começou a ser investigado pela Operação Lava Jato, mas o Supremo decidiu mandar o inquérito para a Justiça Federal de São Paulo por entender que ele não tem conexão com a Petrobras.

Como tem foro privilegiado, Gleisi está sendo investigada pelo Supremo Tribunal Federal. Já o processo contra Paulo Bernardo, que não ocupa nenhum cargo desde que sua mulher perdeu a eleição para o governo do Paraná no ano passado, corre na Justiça Federal de São Paulo.

Segundo outro delator da Lava Jato, o lobista Milton Pascowitch, a Consist pagou R$ 10,7 milhões ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para conseguir o contrato no Planejamento. O ministério rompeu o acordo com a Consist depois que os investigadores apontaram o desvio.

Romano estava preso desde 13 de agosto em Curitiba, foi libertado neste sábado (17) por ter feito o acordo e ficará em prisão domiciliar.

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CPI da Petrobras condena… a Lava Jato!

cpi-luiz serrgioO Estado de S.Paulo

O relatório apresentado, após quase oito meses de trabalho, pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Câmara dos Deputados para investigar o escândalo da Petrobrás, o petista Luiz Sérgio (RJ), é um escandaloso e desavergonhado atestado da falência moral que compromete a imagem daquela Casa do Congresso Nacional. Trata-se de um documento que contraria evidências e se refugia na pura e cínica chicana para cumprir os desígnios que foram impostos a seu autor não pela condição de representante do povo, mas de advogado de defesa do PT e dos políticos envolvidos em denúncias de corrupção, muitos deles já expiando suas culpas atrás das grades.

O autor da desfaçatez, não satisfeito em se valer da condição de relator para sair em defesa de quem, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tem contas a acertar com a Justiça, esmerou-se também em fazer o papel de acusador – pasmem os leitores – da Operação Lava Jato, imputando-lhe “excesso de delações premiadas”. Além disso, atribuiu toda a responsabilidade pela corrupção reinante na estatal petroleira a um “cartel de empreiteiras” acumpliciado com funcionários e ex-funcionários da empresa. As dezenas de parlamentares investigados e denunciados na Lava Jato foram poupados pelo relator petista sob o argumento hipócrita de que a CPI “não é Conselho de Ética”.

O mau exemplo do deputado fluminense não deve levar os brasileiros a acreditar que a representação popular como um todo está em mãos carentes de discernimento e escrúpulos. Na verdade, são apenas alguns representantes que se sentem à vontade para insultar os brasileiros que, atingidos em seu brio, se sentem órfãos do poder político, que, numa sociedade democrática, exercido em nome de todos os cidadãos, é o único legítimo e capaz de corrigir equívocos e definir rumos na perseguição do bem comum. Atuações como a do petista Luiz Sérgio avalizam as afirmações de Lula da Silva sobre o Parlamento brasileiro estar nas mãos de picaretas. Mas essa é uma falsa impressão, pois há gente correta e honesta no Congresso.

O problema é que cargos de responsabilidade ficam com quem não a tem. O petista Luiz Sérgio, por exemplo, como não tinha compromisso com a apuração real dos problemas da Petrobrás, tomou a iniciativa de fazer uma defesa preventiva até de quem não é – pelo menos por enquanto – acusado de nada. O relatório chama a atenção para “um fato que tem passado despercebido da população: não há menção dos delatores sobre envolvimento dos ex-presidentes da Petrobrás”, como também “não há nos autos da CPI qualquer evidência neste sentido, seja em relação à presidente Dilma ou ao ex-presidente Lula”. Missão cumprida.

A farsa grotesca da CPI demonstra que há dois modos de desservir a moralidade e a transparência no trato da coisa pública: por ação ou por omissão. No primeiro caso, o protagonismo é do lulopetismo e de seus “aliados” da alta picaretagem brasiliense: não perdem oportunidade de desmoralizar as instituições. No segundo caso, o da omissão, brilha a inextricável oposição partidária. Com o Brasil mergulhado na mais grave crise política, econômica e moral da História recente, os partidos da oposição, à frente a maioria dos tucanos, só pensam e atuam em função da construção de atalhos para chegarem ao poder, sem se importar em saber se restará alguma coisa para ser governada quando e se conseguirem chegar lá.

No momento em que um pau-mandado petista enterra a CPI da Petrobrás sob um aviltante relatório-sob-encomenda, os oposicionistas apressam-se em anunciar que, “brevemente”, se manifestarão sobre o assunto, provavelmente apresentando um relatório paralelo. Vai depender, com toda certeza, de quanto tempo levarão para concluir até onde poderão ir sem ferir as suscetibilidades do poderoso Eduardo Cunha, o homem que no momento oscila entre abrir o processo de impeachment de Dilma Rousseff e barrar o processo de seu próprio julgamento por crime de corrupção.

O PT é acusado, por tudo o que tem feito depois da eleição de Lula, de ter trocado um projeto de governo por um projeto de poder. Fez tudo errado e hoje o País inteiro sabe disso. E a oposição? Faz o quê? Nada, e o País inteiro também sabe disso.

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Lula e seus bons, muito bons, compadres

Antes era o advogado Roberto Teixeira, lembram-se?

Faz tanto tempo que sumiu do noticiário que se justifica, portanto, que tenha caído no esquecimento.

Roberto Teixeira, seu compadre e advogado bem-sucedido, emprestava uma casa em São Bernardo para Lula em seu início de carreira política.

Agradecido, o então presidente Lula recompensou o amigo abrindo-lhe as portas e fechando os olhos para negócios faraônicos à sombra do estado. Um deles, talvez o mais notório, foi o desfecho, em 2008, da moribunda Varig. Todo o passivo da empresa, que eram centenas de milhões de reais, ficou para a União pagar. Os ativos – linhas, aviões, etc. – foram vendido para a VariLog pelo equivalente a US$ 24 milhões – num processo a toque de caixa e com uma penca de irregularidades. Pouco depois… a Gol arrematou a VariLog pelo correspondente a US$ 320 milhões. “Pequena” valorização, portanto, de 1,4 mil por cento.

E daí? Daí que quem mexeu os pauzinhos para a Viúva ficar com o abacaxi e autorizar a venda para a VariLog a preço de banana e depois vendê-la para a Gol foi… adivinhem: o amigão do Lula, claro! Denise Abreu, diretora da Anac, é quem apontou a participação de Teixeira no negócio, revelando que ele embolsou US$ 5 milhões.

E o que fez Lula? Fingiu que nada viu, nada ouviu. Pouco depois, Denise foi demitida.

Agora vem a público a ação de outro amigão de Lula, o pecuarista José Roberto Bunlai, tão amigão que entrava no Palácio do Planalto quando quisesse. Ele foi acusado por Fernando Baiano, apontado como operador do PT e do PMDB na Petrobras, de negociar propinas com o diretor de assuntos internacionais da companhia, Nestor Cerveró, exigindo – entre tantos pixulecos – R$ 2 millhões para cobrir despesas de uma nora de Lula (que despesas seriam essas, meu Deus: cabelereiro, spa, pedicure?)

Baiano aponta números e informa detalhes das operações – que envolvem gente graúda da política –, consolidando a presença de Bunlai no PeTrolão, já que o nome do amigão de Lula esvoaçava aqui e ali nas investigações. Bunlai é apontado também como tutor dos negócios dos filhos de Lula. Um compadraço!

Que bons amigos tem o Lula! E que bom amigo têm esses amigos…

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Lula garante inocência e promete auditoria nos bens da família (não é para rir; é sério!)

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A delação de Fernando Baiano (ver a segunda postagem abaixo) escancarou as portas da Lava Jato para Lula. Seu amigão do peito, José Roberto Bunlai, foi apontado como intermediador de propinas da Petrobras e gestor de negócios da filharada e noraiada de Lula (o que não é novidade; a novidade são os detalhes de seu procedimento e os ‘pixulecos” que abocanhou).

Na semana passada, e na surdina, Lula depôs ao Ministério Público do DF na ação que investiga se teve ou não (a dúvida é apenas formal…) influência na liberação de empréstimos do BNDES para empreiteiras amigas tocarem obras no exterior. O MP está cruzando as viagens de Lula e as liberações de empréstimos. Os resultados são animadores (para o MP) e acabrunhantes (para Lula).

Uma amostra desse cruzamento foi fornecido pela Época desta semana: a coincidência entre dez palestras contratadas pela Odebrechet e a liberação de empréstimos do BNDES (postagem abaixo).

Bem, advinhem o que Lula garantiu aos procuradores? Que é inocente, um anjo, a excelência da pulcritude.

Em depoimento no Congresso, também na semana passada, o sobrinho mais famoso de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos, não conseguiu explicar como e por que foi contratado pela Odebrecht para participar da construção de uma hidrelétrica em Luanda. O sobrinho famoso era vidraceiro e, eis que de repente, não mais que de repente, tornou-se mega empreiteiro… só nessa obra embolsou US$ 2 milhões.

Coincidentemente (as coincidências perseguem Lula), o titio havia intermediado a contratação da Odebrechet pelo governo angolano. E o financiamento do BNDES – também coincidentemente – foi liberado pouco depois de Lula voltar daquele país.

O cerco se fecha. Lula e seus filhos prodígios estão sentindo os borrifos da Lava Jato. O PT está preocupado, e Lula, para acalmar a companheirada, prometeu uma “auditoria” nos bens e negócios da família.

O país – e não só o PT – fica aliviado com tamanha disposição…

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Dilma ganha tempo para expor sua morbidez

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Os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do STF, acolheram os mandados de segurança interpostos por três deputados paus-mandados – dois petistas e um do PCdoB –, interrompendo o rito do impeachment estabelecido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Depois de uma semana em que perdeu – além da frente econômica, cada vez mais deteriorada – em três frentes, Dilma e seu séquito de desesperados tinha motivos de sobra para comemorar.

E foi o que fizeram, segundo o colunista Claudio Humberto: a festa começou na noite de segunda-feira, quando saiu a primeira liminar, assinada por Zavascki.

Dilma havia acumulado em poucos dias uma sucessão de derrotas: a abertura de investigação de suas contas de campanha pelo TSE, a rejeição das contas da União de 2014 e as duas sessões esvaziadas do Congresso que deveria votar seus vetos à pauta-bomba.

E o que significa a decisão do STF? Que Dilma ganha tempo, nada mais do que isso.

Tempo que ganharia de qualquer forma, já que o principal pedido de impeachment, principal por ser o mais bem fundamentado, seria, como foi, retirado de pauta para ser aperfeiçoado. O pedido é assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr.

Seu adiamento permitirá ser incluída a recomendação do Ministério Público do TCU para que os ministros do tribunal notifiquem Dilma de que ela está cometendo este ano as mesmas práticas que levaram à rejeição das contas do ano passado. (Essa foi, aliás, a quarta derrota da madame…)

Essa recomendação era tudo o que a oposição queria – e tudo o que o PT temia, tanto que arranjou às pressas pareceres de dois juristas alinhados ao partido, que chegaram à conclusão estonteante de que a rejeição das contas não constitui crime de responsabilidade, isentando, portanto, a governanta do Planalto do impeachment.

Balela! Como foi balela o parecer de outro jurista, Dalmo Dallari, também afinado com o PT, que determinou que o TSE não tem competência para cassar o mandato de Dilma.

A comunhão da mandioca com o milho, ou seja, dos três pareceres, leva à conclusão de que a lei tem de se ajustar às práticas criminosas do PT…

Voltemos ao impeachment.

O STF bloqueou a tramitação do impeachment como havia estabelecido Cunha – eventual rejeição dele aos pedidos de impeachment poderiam ser contestados em plenário, bastando, para isso, maioria simples dos deputados presentes. É isso, apenas isso, que o STF vetou, embora haja o precedente de 1999, quando o presidente da Câmara, Michel Temer, rejeitou pedido de impeachment de FHC, a bancada petista recorreu, o tema foi para plenário e pelo plenário sepultado.

Notaram o detalhe? Claro: o PT quer evitar hoje o que fez ontem. É a história se repetindo como farsa…

Nenhum petista ousará contestar a decisão de Cunha de arquivar outros pedidos de impeachment, com fez ontem, como fez na semana passada. Pois isso é atribuição dele. Da mesma forma, não poderá contestar o eventual acolhimento do pedido de Bicudo e Reale – e tampouco o STF. É isso, apenas isso, o que Dilma obteve ontem: vetar que o plenário reforme decisão do presidente da Câmara.

A partida continua, com leve alteração nas regras do jogo. Os times são os mesmos. E quanto mais tarda para o jogo ter início, mais a economia se deteriora, mais a bancada dos “picaretas” se assanha por cargos e verbas públicas, mais a presidente expõe à Nação sua morbidez em estado terminar, mais torcida se exaspera…

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OAB cria comissão para avaliar impeachment. Sei não, sei não…

aa‘É indiscutível a gravidade da situação consistente no parecer do TCU pela rejeição das contas da presidente da República por alegado descumprimento à Constituição federal.”

Esse foi o argumento utilizado pelo presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, ao anunciar hoje a criação de uma comissão para decidir se há “embasamento jurídico” em eventual pedido de impeachment após a decisão do TCU.
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O grupo terá um mês para apresentar o parecer.

Sei não, sei não. Gato escaldado tem medo de água, e por isso fico com os dois pés atrás.

Esse Marcus Vinícius deu inúmeras demonstrações de servilismo ao PT e ao seu desgoverno. Exemplo: o máximo que a entidade presidida por ele, entidade que tem o histórico honroso de combate à corrupção, produziu em relação ao PeTrolão foi um documento no qual afirma que a corrupção “é endêmica no Brasil”.

Ele fez tudo o que o diabo, oops, o governo quis, pois era cotado para suceder Joaquim Barbosa no STF. Perdeu a vaga para Luiz Edson Fachin. Teria sido esse o motivo que o levou a determinar a criação de tal comissão?

Pode ser, pode não ser. Posso estar cometendo uma grave injustiça. Mas não me surpreenderei se a comissão concluir que não há “embasamento jurídico” para o impeachment. E assim, o presidente da OAB terá fornecido munição para o PT intensificar sua campanha contra o “golpe”, a “elite branca” e a “onda conservadora” que se insurge contra o partido porque não se conforma com a ascensão social dos pobres!

Sabe como é: gato escaldado…

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Que paulada: TCU desaprova por unanimidade as contas de Dilma!

aaMas se depender disso para Dilma ser cassada, ela se manterá no cargo até o final do ano que vem. Pelo menos.

Aconteceu o que o Dilma e o PT podiam esperar de pior neste momento: o TCU endossou por unanimidade o parecer do relator Augusto Nardes que recomenda ao Congresso a desaprovação das contas do governo relativas ao ano passado.

Foi a primeira vez que o tribunal indicou a rejeição das contas de um presidente.

A bola (murcha) agora está com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, recém-convertido à base aliada de Dilma, que já avisou: o assunto só entrará na pauta no ano que vem… e, então, após ene e mais ene sessões, será julgado em plenário.

Na melhor das hipóteses, o plenário do Congresso se manifestará no início do segundo semestre de 2016.

Se as contas foram desaprovadas pelo plenário, o caminho estará desimpedido para a abertura do processo de impeachment baseado no crime de responsabilidade – que demandará um semestre para ser levado à votação.

Portanto, a decisão de hoje, por mais desastrosa que seja – e é – para Dilma, ela tem garantida a permanência no cargo até o final do ano que vem.

Há, no entanto, outras pedras – grandes e muitas – no caminho, que são os pedidos de impeachment apresentados à Câmara. E quem tem o poder de aceitá-los ou não é Eduardo Cunha, desafeto de Dilma e do PT e fera ferida depois da descoberta que mantinha contas secretas na Suíça.

E ele já garantiu: “Não cairei sozinho”.

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