Mês: abril 2016



PT intensifica uma de suas especialidades: a sabotagem

Aproximando-se o momento de a catastrófica e cada vez menos [email protected] Dilma ser afastada para responder a julgamento no Senado por crime de responsabilidade, o PT intensifica uma das quatro coisas que melhor sabe fazer: a sabotagem.

Sabotagem traçada para ser desencadeada após a posse de Michel Temer no comando do país – fato que as estrelas há muito anunciam e que, apesar de todas as manobras à luz do sol e às sombras feitas pelo PT e seu mentor Lula, é tão certo quanto um dia após o outro. A iminência do despejo de Dilma do Planalto, o que privará o PT de sua razão de ser – o poder -, induziu-o a não esperar o amanhã para dar início à operação de terra arrasada.

A mando de Lula, as tais “organizações sociais” – todas, indistintamente, financiadas pelo PT, direta ou indiretamente -, radicalizam os protestos, paralisando cidades e bloqueado rodovias. Impedem o direito de ir e vir em nome da “democracia’, cujo único inimigo, no momento, é o próprio PT, que se recusa a aceitar as regras do jogo. E o jogo estabelece que, em primeiro lugar, a Constituição e as leis devam ser acatadas pelo presidente da República, que, uma vez desrespeitando esse princípio elementar, deve ser punido, e punido com a perda do mandato.

Sob a coordenação do ministro Ricardo Berzoini e do presidente do partido, Rui Falcão, petistas encastelados no governo decidiram sabotar a transição para o governo Temer, negando-lhe informações de Estado (e se ficar só nisso, que Temer agradeça aos céus…). E a desastrosa e cada vez menos [email protected] Dilma se prepara, nos estertores de seu melancólico e trágico governo, para anunciar um “pacote de bondades” com dinheiro que o governo não possui.

Se, de fato, anunciar o reajuste do Bolsa Família – uma das medidas em gestação -, estará, mais uma vez, pisoteando a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois não há previsão orçamentária para isso. Depois de reajustar o benefício acima da inflação em 2014 – mais um de seus artifícios grotescos, e criminosos, para se reeleger -, Dilma o congelou no ano passado, quando a tragédia econômica anunciada, e renegada despudoradamente durante a campanha eleitoral, se revelou com a toda a intensidade.

O pretendido reajuste do Bolsa Família é mais uma das iniciativas de sabotagem, pois ela consta da carta de intenções de Temer. Que, no entanto, o condiciona a uma filtragem rigorosa dos beneficiários e à revisão da meta fiscal. De acordo com a lei, portanto, lei que Dilma pisoteia sem escrúpulos e é aplaudida pelos petistas, que continuam a bradar que ela é a imaculada das vivas almas deste país.

A sabotagem está na índole do PT, que boicotou todas as iniciativas pós-regime militar para reerguer o país: da eleição indireta de Tancredo Neves ao Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal, passando pela Constituição e governo Itamar Franco. Os petistas se insurgiram contra tudo e todos e, uma vez no poder, demoliram um a um os alicerces fincados a duras penas para sustentar o crescimento econômico. O único ato que poderia honrar essa trajetória, que foi a liderança do partido no processo que culminou com o impeachment de Fernando Collor, foi manchado pela cooptação desse personagem para a base aliada do governo e para o colossal esquema de corrupção montado pelo partido, que é o PeTrolão.

E esse ato é hoje renegado solenemente pelo partido, na tentativa canhestra de caracterizar como “golpe de estado” o processo de impeachment de Dilma.

Para repetir a ladainha do golpe, petistas violaram o regimento do Senado, dando a palavra, no momento em que Paulo Paim dirigia a sessão ordinária de ontem, ao argentino Adolfo Pérez Esquivel. O nobel da Paz foi levado à Mesa Diretora, onde lhe concederam o microfone. O desrespeito enfureceu a oposição, mas o discurso de Esquivel frustrou o PT: o máximo que ele conseguiu foi apontar “um possível golpe de estado” na condução do processo de impeachment.

O que o PT poderá fazer até o fatídico 11 de maio, quando o Senado abrirá o julgamento de Dilma, obrigando-a sair de mala e cuia do Planalto e se confinar como alma penada no Alvorada?

Espera-se tudo, menos qualquer ato de grandeza, qualidade que o partido, assim como seu líder e mentor Lula, jamais demonstraram.


Ah, sim: e quais são as outras três coisas que o PT melhor sabe fazer? Mentir, ameaçar e roubar!

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O primeiro ato de grandeza de Temer: demitir ministro que não havia sido nomeado

O vice-presidente Michel Temer desautorizou qualquer especulação sobre a nomeação de seu advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça.

Criminalista experiente e amigo de Temer, Mariz havia dado entrevista ontem à tarde a vários jornais dizendo que não tinha sido consultado sobre a nomeação, mas que, caso convidado, assumiria a pasta da Justiça. À noite, ao saber das declarações de Mariz, Temer informou a seus assessor que o nome dele estava vetado para compor seu gabinete.

Os investigadores da Lava Jato respiram aliviados. Eles haviam se manifestado preocupados com a possível nomeação de Mariz, já que o criminalista é um dos signatários do manifesto lançado em janeiro contra a Lava Jato. Na entrevista, Mariz, que é defensor de um dos réus da Lava Jato, afirmou que não interviria nas ações da Lava Jato, mas criticou as delações em série que os investigadores têm obtido.

Temer considerou “muito ruins” e “erráticas” as afirmações do amigo e o demitiu antes de tê-lo nomeado. Agiu, portanto, da única maneira que poderia agir, uma vez que a postura do ex-futuro ministro reforçou a acusação, feita por petistas e afins, de que – não riam, pois é verdade – o “golpe” contra Dilma tem, entre outras, a finalidade de sufocar a Lava Jato…

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Lula, o quadrilheiro, chama de bandidos os que votaram contra Dilma

Lula, “a viva alma mais honesta deste país”, é investigado em várias frentes: tráfico de influência (MP de Brasília), corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica (Lava Jato), corrupção passiva (Operação Zelotes; nesta ao lado do filho caçula Luís Cláudio) e lavagem de dinheiro e falsidade ideológica (MP de São Paulo, que pede sua prisão preventiva). Em seu governo foi montada a maior organização criminosa de todos os tempos, que promoveu um assalto ciclópico aos cofres públicos; a organização funcionou até o final do ano passado – quando a sucessora e afilhada de Lula, Dilma, já estava em seu segundo mandato. Lula é suspeito de chefiar essa quadrilha.

Formada por agentes públicos e executivos de empreiteiras, a organização criminosa financiou atividades do PT e seus cúmplices PP e PMDB e enriqueceu alguns de seus líderes, entre eles Lula e José Dirceu. E levou para a prisão outro tesoureiro petista João Vaccari Neto. Segundo o procurador-geral Rodrigo Janot, os crimes devassados pela Lava Jato foram o aprimoramento do mensalão – uso de dinheiro público e de empréstimos fraudulentos para corromper congressistas, que condenou, além de outros petistas, José Dirceu e o tesoureiro Delúbio Soares.

A Câmara dos Deputados aprovou, por maioria acachapante de 367 votos, a admissibilidade do julgamento de Dilma por crime de responsabilidade, acusação que está agora sob a análise do Senado. O Planalto e Lula – escalado para comandar as articulações que impedissem a derrota de Dilma na Câmara – ofereceram mundos e fundos aos deputados para que votassem contra o impeachment. O Planalto leiloou cargos do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto… escalões. Do hotel em que Lula se hospedou – o Palácio da Jararaca -, saíram informações cabeludas sobre no que consistiam as ofertas do ex-presidente.

Em discurso ontem, em São Paulo – pouco antes de embarcar para Brasília para reassumir o cargo de articulador-mor da República falida do PT -, Lula classificou de “quadrilha parlamentar” os deputados que votaram a favor do julgamento de Dilma.

Com base no descrito nos dois primeiros parágrafos deste comentário, que moral tem Lula para chamar de “quadrilheiros” os opositores momentâneos da [email protected] tendo sido ele o tutor da organização criminosa instalada no poder central da República? Além disso, a Lava Jato e o mensalão mostraram que Lula e o PT criaram e financiaram uma autêntica quadrilha parlamentar para obter a aprovação de projetos desde o primeiro mandato do petista.

E, com base no terceiro parágrafo, que aborda as ofertas de Lula e do Planalto para segurarem a manada contra o impeachment, se há “quadrilha” na Câmara é a que rejeitou a abertura do processo de Dilma, pois essa turma aceitou os termos da negociação, seja em benefício próprio, seja em benefício do projeto de poder capitaneado pelo PT…

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Dez dias! Começa a contagem regressiva para Dilma deixar o poder

A comissão especial do impeachment do Senado decidiu hoje que o parecer do relator Antonio Anastasia, tucano de Minas Gerais – aquele que os petistas e comunistas queriam atropelar e terão de engolir – será apresentado no dia 4 de maio e votado dois dias depois.

Não precisava, mas a comissão ouvirá os autores do pedido de impeachment – os juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo – e a advogada Janaina Paschoal. Ouvirá também o advogado-geral do Dilmão, José Eduardo Cardozo.

A definição da data de apresentação e votação do relatório antecipa em pelo menos uma semana o que pretendia o presidente do Senado, Renan Calheiros.

E antecipa também o afastamento de Dilma, já que a maioria dos membros da comissão já se declarou favorável ao julgamento dela.

Faltam dez dias, portanto, para a votação do relatório: começa, assim, a contagem regressiva para o Brasil se livrar da principal causa de seus problemas.

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Dilma desmonta na ONU a tese do “golpe”

A cada vez menos [email protected] Dilma mudou na última hora sua agenda para participar da sessão de sexta-feira da ONU, destinada a ratificar o Acordo de Paris sobre meio ambiente.

A viagem, embora confirmada, havia sido tirado da pauta da cada vez menos [email protected] devido ao processo de impeachment a que é submetida no Congresso.

Afinal, como é que justificaria que é vítima de um “golpe” viajando ao exterior e deixando governo nas mãos do beneficiário do “golpe”, o vice-presidente Michel Temer, que o devolverá assim que ela pisar em solo pátrio?

Mais eis que, no calor da ofensiva palaciana para comover a opinião pública internacional sobre o “drama” que Dilma está vivendo, algum(ns) assessor(es) a convenceu(eram) de que a tribuna da ONU seria o local perfeito para denunciar o “golpe”.

Assim, quem sabe!, a comunidade internacional se condoeria e pressionaria os “golpistas” a abortarem seu plano sórdido…

Ocorre que, enquanto Dilma viajava para Nova York quatro ministros “golpistas” do STF, incluindo o ex-petista Dias Toffoli, detentor de uma longa folha corrida de serviços prestados ao partido, se insurgiram contra a tese da cada vez menos [email protected]

Consequência: o plano foi abortado na última hora. E dos oito minutos do discurso de Dilma – cinco a mais do que o estabelecido pelo secretário-geral, Ban Ki-moon – restaram pouco mais que 30 segundos, e no final, para ela mencionar a situação brasileira.

Foi então que reconheceu “o grave momento que vive o Brasil” – até aí morreu Neves, diriam os antigos. A partir desse trecho, no entanto, ela implodiu a tese falaciosa de que um “golpe” está em andamento, ao reconhecer que a sociedade brasileira “soube vencer o autoritarismo e construir uma PUJANTE DEMOCRACIA” e que, por isso, impedirá “quaisquer retrocessos”.

Assim sendo – data vênia aos exasperados petistas e petralhas que apostavam numa campanha mundial de solidariedade à sua [email protected], cuja permanência no cargo é a garantia da manutenção de seus salários, privilégios e pixulecos –, a própria Dilma exaltou o processo democrático em vigência. Processo que não permite – apesar dos Bolsonaros e Glauber Bragas do Congresso e estrebuchamentos dos petistas e afins – que a Constituição seja violentada.

Moral da história: Dilma reproduziu, na tribuna da ONU, o slogan do PT de que “não vai ter golpe”!

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Dilma recorre à ONU e ameaça a soberania do Brasil. Isso é crime de lesa-pátria!

O PPS representou contra Dilma na PGR acusando-a de usar recursos públicos para defender uma causa pessoal na ONU, que é a manutenção do seu mandato.

Iniciativa cabível, sem dúvida, e que se insere num rol imenso de crimes praticados ou atribuídos à madame [email protected]

Mas o que me parece mais grave – e acintoso – é Dilma pedir o apoio da ONU contra o “golpe”, que, segundo ela, está em marcha no Congresso com o aval do STF, e deixar o país sob o comando do principal beneficiário deste “golpe”, que é o vice-presidente Michel Temer.

Isso é crime de responsabilidade, pois atenta contra a ordem institucional e a segurança do Estado: Dilma viaja e põe o golpista no governo!

Impeachment nela!

Estão achando que é brincadeira?

Eis o que afirma o item IV do artigo 4º da Lei 1079/50, que tipifica os crimes de responsabilidade de um presidente da República:

São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra: IV – A segurança interna do país.

Ora, se um golpe institucional está em marcha e o presidente da República viaja para o exterior e repassa suas funções ao beneficiário do golpe, ele atenta frontalmente contra esse dispositivo.

E tem mais. O artigo 5º da mesma lei aponta como “crimes de responsabilidade contra a existência política da União”:

5 – auxiliar, por qualquer modo, nação inimiga a fazer a guerra ou a cometer hostilidade contra a República;

Ora, a denúncia que Dilma pretende fazer à ONU visa, portanto, a auxiliar a comunidade internacional a impedir seu afastamento e, em caso de esse objetivo ser frustrado, que não reconheça – o que equivale a hostilizar – o governo do seu sucessor…

A esse crime soma-se outro – o de lesa-pátria -, previsto no item 1 do artigo 1º da lei 7170/83, pois o que Dilma pretende fazer em Nova Iorque – atacar os poderes Judiciário e Legislativo e pedir que a comunidade internacional interfira nos assuntos internos do Brasil – é atentar contra a soberania nacional.

Ou seja, ela denúncia à comunidade internacional – com viagem paga pelo erário – um “golpe” inexistente quando, na prática, é ela quem está aplicando um autêntico golpe ao país.

Alguns anos de prisão, portanto, estão na linha do horizonte de Dilma, a “honesta”. Seus últimos atos como governante de direito mas não de facto sublimam a sua trajetória indecorosa.

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“Golpista” assume o poder no Brasil

Pois é. Nove dias depois de acusar o vice Michel Temer e o presidente da Câmara Eduardo Cunha de “chefes do golpe, da farsa e da traição”, a cada vez menos [email protected] Dilma viaja para Nova Iorque e… o poder fica em mãos do vice-presidente…

E, assim, assistimos ao consentimento explícito do presidente em dar poder ao “golpista”, poder que reassumirá quando voltar de viagem. E o “golpista” manifesta tanta sede pelo poder que… ficará em São Paulo enquanto durar a viagem do titular…

O surrealismo petista não tem limites!

Informa o Estadão:

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff embarcou na manhã desta quinta-feira, 21, para os Estados Unidos, onde vai assinar o Acordo de Paris sobre o clima, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, o vice Michel Temer assume interinamente como Presidente da República, em meio ao trâmite do pedido de impeachment no Congresso Nacional.

Às 6h, Dilma pedalou no entorno do Alvorada. O embarque ocorreu pouco depois das 9h e foi acompanhado por um grupo de cerca de 40 mulheres, que foram prestar apoio à presidente.

Assessores do Planalto afirmam que Dilma aproveitará o discurso na ONU para “denunciar o golpe”. A fala será às 9h40min desta sexta-feira, horário de Brasília. Ela deve conceder em Nova York pelo menos duas entrevistas à mídia estrangeira, para a qual pretende relatar que a democracia “está em perigo” no Brasil. O Movimento Vem Junto, pró-impeachment, está organizando um protesto contra Dilma na cidade norte-americana.

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Luiz Antonio de Souza e a fórmula da delação eficiente. Para o criminoso

1cO auditor fiscal Luiz Antonio de Souza foi flagrado num motel de Londrina com uma menina de 15 anos e R$ 20 mil em dinheiro. Tinha início a Operação Publicano, que desbaratou uma complexa rede de corrupção na Receita Estadual do Paraná e, de lambuja, uma organização dedicada à exploração sexual de menores.

Souza fazia parte de ambas, com a agravante de que também é acusado de estupro de vulnerável – prática de ato sexual com menor de 14 anos. Seu patrimônio milionário é incompatível com os rendimentos.

A condenação à prisão em regime fechado, e por muitos e muitos anos, era, portanto, mais que previsível. E exigida. Quatro meses depois de sua prisão, ocorrida em 13 de janeiro de 2015, Souza formalizou um acordo de delação premiada – a liberdade voltou à linha do horizonte.

O teor da delação foi divulgado, num procedimento incomum – já que isso costuma ocorrer por meio da Justiça ou por vazamento dos investigadores -, por seu advogado Eduardo Duarte Ferreira, um criminalista experiente. Experiência que muito deve à sua condição de procurador jurídico de Londrina na terceira e última gestão de Antonio Belinati, interrompida por decisão da Câmara de Vereadores. Belinati responde a dezenas de processos por corrupção.

O que revelou Souza, segundo o advogado? Além de fornecer o organograma e modus operandi da organização criminosa, segundo ele, instalada na Receita, acusou o governador Beto Richa de se beneficiar do esquema por meio de doações não declaradas à campanha que o reelegeu.

Bomba! Bomba! Claro, o efeito dessa revelação foi mesmo bombástico. A denúncia contra Richa foi aceita pelo STJ.

O que Souza tem para comprovar a denúncia? Sobre a rede criminosa na Receita, nada. Os auditores incriminados, sem exceção, a negam. Mas depoimentos de empresários e contadores e levanamento do governo do Estado atestaram um esquema de desvio bilionário. O Gaeco, que comandou as investigações, afirma que essa organização opera na Receita há pelo menos 30 anos.

E em relação ao caixa dois de Richa? Foram arrecadados pelo esquema criminoso R$ 2 milhões ou R$ 4,3 milhões? O auditor não sabe precisar; ora é um valor, ora outro. Seu advogado surfou por esses números e deu um aéreo em outro: R$ 800 mil.

Nenhum auditor processado confirma também essa denúncia. Mas Souza tem uma carta na manga: nota fiscal no valor de R$ 10 mil referente a divisórias compradas por ele e destinadas ao comitê eleitoral de Richa em Londrina. A nota cita o endereço em que o comitê funcionou. Souza disse que o então chefe da Receita em Londrina, Márcio de Albuquerque Lima, também réu da Publicano, prometeu-lhe repor o dinheiro, mas não cumpriu a promessa.

A fragilidade da prova impõe duas observações: se Albuquerque prometeu indenizá-lo, a despesa era de responsabilidade de Albuquerque e não do comitê de campanha. De qualquer forma, se o material foi mesmo entregue – e não há comprovação de que foi -, deveria constar da prestação de contas da campanha. Não foi.

Deduz-se disso que: a nota pode caracterizar despesa eleitoral não declarada – o famoso caixa dois -, mas não compromete o governador e sua campanha no esquema de corrupção da Receita.

A revelação de Souza permitirá que, em julho, sua prisão em regime fechado se converta em domiciliar. Passados três anos, poderá sair de casa, mas com tornozeleira. A restrição durará dois anos e, então, nos dez anos seguintes, a liberdade voltará a lhe sorrir, condicionada, no entanto, a comparecimentos ao Fórum quando intimado e impedimento de frequentar bares, boates e… motéis!

Parte de seu patrimônio milionário, adquirido de forma criminosa – duas fazendas em nome de terceiros –, será confiscada e transformada em recursos que abastecerão um vago “fundo municipal”. Há divergências sobre o valor das fazendas: os R$ 20 milhões estimados por Souza foram reduzidos a menos da metade por perícia técnica. Seu advogado, claro, diz que as fazendas valem muito mais.

O governo do Paraná chiou. Dizendo-se a principal vítima dos criminosos da Receita, que teriam desviado cerca de R$ 1 bilhão – que está tentando reaver por meio de ações judiciais -, o governo tenta anular o acordo de delação, já que não terá direito à parte do patrimônio que Souza acumulou apropriando-se de impostos. A primeira investida deu errado: o juiz Juliano Nanúncio, encarregado dos processos da Publicano, engavetou o pedido. O governo promete recorrer.

Beto Richa será julgado pelo STJ por corrupção passiva. Não há prova material que o incrimine; apenas uma denúncia solitária. Até seu julgamento, terá que amargar a suspeita. Enquanto isso, o criminoso estará no aconchego do lar ou já em liberdade. E com grande parte de sua fortuna obtida ilegalmente preservada. E indulgenciado de todos os crimes – o que inclui os de exploração sexual e estupro de vulnerável.

Meninas, cuidem-se!


Por se tratar de tema relacionado ao governo do Paraná, esse blogueiro se sente no dever de informar que, desde junho do ano passado, responde pela assessoria de imprensa da Coordenação da Região Metropolitana de Londrina, subordinada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano.

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O PT imerge nas sombras para impedir o futuro

O Brasil vive dois períodos de tempo simultaneamente: Michel Temer articula a composição e programa do novo governo – cuja duração está a cargo do TSE por causa das dúvidas sobre a lisura da campanha de 2014 -, enquanto Dilma, Lula e o PT apegam-se à esperança, cada dia mais remota, de se manter no poder.

Humilhados na Câmara dos Deputados, o trio parada dura vê minguarem os senadores que ainda se dispõem a impedir a abertura do julgamento de Dilma por crime de responsabilidade. Uma vez aberto o julgamento, o que ocorrerá num prazo de quase um mês – tempo demais para um país em ruínas -, Dilma se afastará e Temer assumirá a presidência.

Uma vez afastada – e é Lula quem admite o óbvio – dificilmente ela votará ao cargo. E então, como anuncia o próprio Lula, ele comandará uma “campanha de resistência” ao novo presidente, cuja legitimidade, expressa na Constituição, é rejeitada por ele e pela tigrada. Lula pretende liderar o esforço para impedir a reconstrução daquilo que ele, Dilma e o PT puseram abaixo!

Período de sombras

Até a definição do Senado sobre a admissibilidade do julgamento de Dilma, viveremos nesse período de sombras, e é nesse lusco-fusco que o PT aposta as fichas para reverter o desastre iminente.

A campanha pelas “eleições já” faz parte dessa estratégia: de difícil execução, ela atende parcela significativa da opinião pública que rejeita Temer, alimenta a esperança de Lula vir a suceder Dilma (tóc-tóc-tóc) já no início do ano que vem e, de lambuja, mela o processo de impeachment – que, se consumado, será em seguida abafado por eventual eleição de Lula.

O plano é surreal em todos os sentidos, pois tem como protagonista um investigado pela Lava Jato, na iminência de ter a prisão preventiva ordenada pelo juiz federal Sérgio Moro. Decisão do STF, esperada para hoje mas adiada sine die, pode restabelecer o foro privilegiado concedido pela nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil – nomeação suspensa e sobre a qual o tribunal se manifestará nesta quarta-feira.

As chances de Lula no STF, no entanto, são mínimas: a Procuradoria-Geral da República recomendou que a nomeação seja invalidada, pois caracteriza “desvio de finalidade”, uma vez que visava a blindá-lo do juiz federal.

Aposta nas “ruas”

O PT aposta nas “ruas” para pressionar os senadores a rejeitarem o julgamento de Dilma, mas essas “ruas” já se revelaram um fracasso retumbante. As “ruas” que o PT consegue mobilizar compõem-se de sindicalistas e ativistas sociais, financiados pelo partido, que, por sua vez, terceirizam as manifestações ao custo de sanduíches de mortadela, tubaína, transporte gratuito, kit manifestante e, ainda, uma diária!

As ruas autênticas já deram a sua cara, e várias vezes. Na última, seis milhões gritaram “fora Dilma, fora Lula, fora PT!” Nove em dez brasileiros rejeita o (des)governo Dilma.

O PT está isolado, Lula está desacreditado – como atesta o fracasso das negociações que comandou para impedir a derrota na Câmara -, Dilma, a governante que não governa, está condenada. Vencida em sua tentativa de sensibilizar os brasileiros para seus “sonhos e desejos torturados”, apela à parcela (diminuta) da imprensa estrangeira que lhe é simpática. E ensaia um discurso “contundente” na ONU para denunciar que é vítima de um “golpe”, pois, segundo ela, o processo de impeachment a que é submetida não passa de “uma fraude jurídica e política”.

Essa última acusação é uma afronta aos poderes Legislativo, que obedece à motivação e ao rito do processo, e Judiciário, que tem avalizado todas as ações do Congresso. A afronta caracteriza, isso sim, o “veio golpista” de Dilma, Lula e do PT, que ela injustamente atribuiu aos brasileiros.

Só falta Dilma pedir à ONU que envie os “capacetes azuis” para impedir a consumação do “golpe”…

Contradição e leviandade

Enquanto Dilma estiver em Nova Iorque, Michel Temer ocupará interinamente a presidência da República. Ora, que leviandade e que contradição da [email protected]: entregar o poder ao “conspirador” e sair em busca de ajuda estrangeira contra o “golpe”!

Dilma, Lula e o PT são o passado. Um passado que insiste em torturar os nossos sonhos e desejos de nos livrarmos de um governo deletério e corrupto. Temer amanhã, sabe-se lá quem depois dele, não importa; importa que p Brasil anseia e precisa sonhar com o futuro.

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A delação que fulmina a “honestidade” de Dilma

Se alguém ainda acredita na “honestidade” da [email protected] Dilma – responsável, entre outras falcatruas, pelo desastre de Pasadena – qualidade defendida com gritos, xingamentos e dedos em riste por petistas e comunistas do B na sessão da Câmara que admitiu seu julgamento por crime de responsabilidade, pode tirar mais esse cavalinho da chuva.

O ex-chefe de gabinete de Delcídio Amaral, Diogo Ferreira, põe uma pá de cal no que resta deste conceito positivo da madame – um dos poucos conceitos positivos de que desfruta. Ferreira não apenas confirma o que o disse o senador em relação à tentativa de Dilma de obstruir a Justiça, mas apresenta provas: mensagens trocadas com o hoje ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas em que o conluio fica explícito.

Aos fatos: Delcídio, então líder no governo na Câmara, disse ter sido convocado por Dilma, no início do ano passado, para negociar com Dantas sua indicação para o STJ em troca da concessão de habeas corpus de alguns tubarões presos pela Lava Jato. O mais notório deles era Marcelo Odebrecht; o segundo mais notório era Otávio Marques Azevedo, chefão da Andrade Gutierrez.

O desejo de liberação deles não era movido por humanitarismo, mas pelo receio de que abrissem o bico. Nesse caso, seria uma avalanche de acusações contra Lula, o PT e a própria Dilma (como confirma a delação de Otávio Azevedo, que denunciou o pagamento de propina em forma de doação declarada à campanha de reeleição de Dilma). O relator dos habeas corpus levados ao STF e relacionados à Lava Jato ocupava o cargo interinamente. Era, preciso, portanto, colocar no lugar certo, na hora certa… um homem certo.

Ribeiro Dantas aceitou a tarefa, segundo Delcídio. E foi empossado. Seu voto solitário, em dezembro, pela concessão de habeas corpus aos tubarões da Lava Jato, mais dois executivos das empreiteiras deles e o publicitário Ricardo Hoffmann equivale, portanto, a um atestado de que, de fato, era o homem certo pretendido por Dilma.

O ex-chefe de gabinete de Delcídio teve acordo de delação premiada homologada. E homologada porque a troca de mensagens que manteve com Dantas atesta a mutreta embutida em sua nomeação.

A revelação complica Dilma ainda mais junto à Procuradoria-Geral da República, que, em parecer ao STF em que recomenda a anulação da posse de Lula na chefia da Casa Civil, afirma que sua nomeação constituiu “desvio de finalidade”, pois visou tão somente a dar-lhe foro privilegiado para escapar do juiz Sérgio Moro, então na iminência de ordenar sua prisão preventiva.

A delação de Ferreira fulmina a “honestidade” de Dilma. E fornece uma prova eloquente de que ela tentou obstruir a Justiça. Isso é crime de responsabilidade, que deverá ser denunciado em breve pela Procuradoria-Geral. E quando isso vier a acontecer: petistas e comunistas – que foi o que sobrou da base de apoio de Dilma no Congresso – gritarão e xingarão de dedo em riste: “É golpe!”

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