Mês: maio 2016



Não foram 2,5 milhões, mas 10 milhões o que o caçula de Lula faturou sem trabalhar

A Operação Zelotes, que investiga fraudes no Conselho Administrativo da Receita Federal (Carf), descobriu que não foram R$ 2,5 milhões, mas R$ 10 milhões o que Luiz Claudio Silva, filho caçula de Lula, recebeu sem ter prestado serviço, entre 2009 e 2015. A informação é do Estadão.

Os R$ 2,5 milhões referiam-se a um pagamento de uma empresa de consultoria automotiva, a Marcondes & Mautoni, à LFT, de Lulinha, criada em 2011. Os investigadores da Zelotes associam o pagamento à renovação de uma MP editada por Lula que beneficiou o setor automotivo.

Lula também é investigado.

Ao analisar a movimentação bancária e fiscal de Lulinha e sua empresa, autorizados pela Justiça, os investigadores constataram o engano: a Marcondes & Mautoni pagou R$ 4 milhões à LFT, sem que a empresa, que nunca teve qualquer funcionário, comprovasse a prestação de serviços. Aos investigadores, Lulinha entregou simulacros de projetos copiados da Wikipédia.

A origem dos demais R$ 6 milhões ainda é misteriosa.

Lulinha e o papai são suspeitos de também receberem propina pelo contrato com a Gripen sueca, que fornecerá caças à Força Aérea. O contrato foi assinado pela [email protected] afastada (aleluia!) Dilma.

Quanto mais se cava, mais fundo fica o buraco em que papai e filhinho se meteram. E mais fundos são encontrados na conta de ambos.

Sem categoria
Comente aqui


Imprensa derruba segundo ministro de Temer. É golpe! É golpe!

O título é jocoso (e nada original), mas expressa o que os petistas e a sua subespécie mais estrepitosa estaria xingando que o ministro derrubado fosse petista ou aliado.

Aliás, um dia depois da eclosão do escândalo, o tal ministro não teria caído: estaria fazendo juras de inocência e sendo aclamado como “herói do povo brasileiro” por petistas e petralhas. E o presidente da República de turno divulgaria nota oficial, ou convocaria a imprensa, para dizer que confia “plenamente” na inocência do dito cujo, ao qual, sem pestanejar, daria um “cheque em branco”.

O governo Temer não é nenhuma Brastemp, mas reage prontamente aos passos em falso de seus ministros. Se desfez primeiro de Romero Jucá, do Planejamento, abatido por uma reportagem da Folha de S. Paulo. Agora, de Fabiano Silveira, da Transparência, alvejado mortalmente por reportagem do Fantástico. Ambos flagrados em conversas nada republicanos em grampo feito pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.

O governo Temer melhoraria, e muito, se se livrasse de todos os que estão denunciados ou investigados pela Lava Jato, como Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo.

O álibi de Temer, referendado por Dias Toffoli, do STF, é que, até o julgamento, deve-se atribuir presunção de inocência aos suspeitos. OK. Mas seria muito bem-vindo se o governo que sucede o mais corrupto da história se comportasse como a mulher de César, que não basta ser honesta, mas tem de parecer tal e qual.

E nas redes sociais – que maravilha! -, nada de xingamentos, teorias conspiratórias , críticas a “vazamentos seletivos” e o lenga-lenga petralha: “é golpe!” “é golpe!”.

Convenhamos: depois do desgoverno Dilma – e viva o filósofo Tiririca! – “pior que estava, não fica”.

Sem categoria
Comente aqui


O petismo se revela uma doença. Incurável, mas não contagiosa

Dilma Rousseff estuprou as finanças do país para se reeleger;

estuprou a contabilidade do país para esconder o desastre que praticava;

estuprou a verdade como [email protected] da República, prática que atingiu o ápice na campanha da reeleição;

Dilma Rousseff estupra o português em todas as suas manifestações;

estupra a lógica em todas as suas manifestações;

estuprou o senso do ridículo ao – entre outras manifestações do gênero – saudar a mandioca, homenagear o cachorro que está por trás de toda criança e anunciar o surgimento da mulher sapiens;

estuprou a ética ao nomear ministro do STJ com a missão de impedir a delação, concedendo habeas corpus, a empresários presos pela Lava Jato;

estuprou a ética e a liturgia do cargo ao nomear chefe da Casa Civil seu antecessor para blindá-lo do juiz Sérgio Moro.

Dilma Rousseff estuprou a economia brasileira, o nível de emprego, o poder aquisitivo, a Petrobrás, a Eletrobrás, os fundos de pensão, o FGTS;

estuprou a possibilidade de reconduzir o país ao trilho do qual não deveria ter sido afastado para seguir a rota da “nova matriz econômica”.

Dilma Rousseff estuprou a esperança e o futuro de milhões de brasileiros.

Por esses e outros crimes, e para que não atingisse seu objetivo de destruir o Brasil como seu companheiros de ideologia chavista fizeram com a Venezuela, foi afastada do cargo para responder a julgamento. E afastada em observância às leis e ao rito do processo de impeachment.

Apesar disso, um petralha – Paulo Nogueira, editor do blog Diário do Centro do Mundo -, o mesmo que há poucos dias aconselhou o Brasil a “pedir perdão” a Dilma por tê-la afastado do cargo, afirma – a pretexto do caso horroroso do Rio de Janeiro – que ela foi vítima de “um estupro coletivo”!

Praticado por homens e mulheres que a afastaram do cargo para impedir que a Lava Jato avançasse sobre seus interesses…

Como explicar tamanha agressão aos fatos, que não é exclusividade desse boçal, mas da organização criminosa que o sustenta e ao qual ele se entrega com prazer?

Eis um desafio a psicólogos, psiquiatras, cientistas: determinar a extensão e gravidade do petismo, que mais que uma seita que cultua seu líder como “deus”, transforma suas narrativas, sempre mutantes, em dogmas, recorre a todo tipo de violência verbal para se defender, explicar o inexplicável e agredir os inimigos; mais que um partido político que se transformou em organização criminosa – ou vice-versa, tanto faz -, promovendo o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia; mais do que isso: o petismo é uma doença que, até o momento, não demonstra a menor possibilidade de cura.

Por sorte, não é contagiosa, atingindo um contingente específico de portadores da Síndrome da oniPoTência, gerada pela arrogância, má fé, deturpação ideológica, indigência intelctuail e alucinação em estado permanente.


Confira em http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-a-garota-do-rio-dilma-foi-tambem-vitima-de-estupro-coletivo-por-paulo-nogueira/

Sem categoria
3 Comentários


Pimentel, outro petista a caminho da prisão

O governador petista de Minas Gerais, ex-ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento de Dilma em seu primeiro mandato e ex-companheiro de luta armada da [email protected] afastada Fenando Pimentel (à esquerda) se complica cada vez mais na Operação Acrônimo, deflagrada para tentar desvendar seus muitos negócios nada republicanos.

Se já havia evidências de sobra de que ele levou milhões de propina quando na chefia do ministério, tendo como principais “clientes” as montadoras de veículos, especialmente a Caoa, detentora da marca Hunday no Brasil, eis que agora seu braço direito, confidente e empresário que enriqueceu à sombra do PT, Benedito Rodrigues, o Bené, decidiu dar com a língua nos dentes.

E não só endossou tudo o que a Polícia Federal e o Ministério Público haviam descoberto até agora com foi além: cravou em R$ 20 milhões o total de “pixulecos” – resgatemos esse termo tão querido aos réus do PeTrolão – somente da Caoa.

E deu detalhes das operações que renderam essa fortuna – alterações em portarias e medidas provisórias que beneficiaram a empresa -, da transferência do dinheiro e de sua aplicação: parte na campanha de Pimentel ao governo mineiro, parte para uma conta pessoal no exterior.

Bené é velho conhecido dos investigadores e tornou-se público e notório ao ser detido no aeroporto de Brasília transportando uma mala com mais de R$ 100 mil no início do segundo turno da campanha eleitoral. Vinha de Belo Horizonte.

A delação de Bené, que está preso em Brasília desde o mês passado, é volumosa – tem 20 anexos, um deles relativo à Caoa. E ele conhece os subterrâneos não apenas das negociatas de Pimentel, mas de outros figurões do PT, ao qual serviu com todo o empenho desde que Lula chegou à presidência, no longínquo 2003. Foi ele, por exemplo, que alugou a casa em que, na pré-campanha de Dilma para a presidência em 2010, articulou-se a quebra de sigilo bancário e fiscal de tucanos, entre eles José Serra, adversário da madame.

Em compensação, a empresa de sua família, uma gráfica de fundo de quintal, abocanhou centenas de milhões de reais em contratos com o governo. E viva a ética petista!

A Acrônimo envolve a mulher de Pimentel, Carolina de Oliveira, que teria recebido propina por meio de uma empresa de comunicação em seu nome, a Oli. Para obter foro privilegiado, ela foi nomeada no final do mês passado secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, mas sua nomeação foi anulada pela Justiça.

A Procuradoria-Geral – que homologou a delaçaõ de Bené – pediu ao STJ o afastamento de Pimentel do cargo sem a necessidade de autorização da Assembleia mineira, onde o petista tem maioria. O por enquanto governador teve as contas de campanha reprovadas pelo TRE e corre o risco de ter anulada sua diplomação.

Sem categoria
Comente aqui


Plano de Lula põe pá de cal no esforço contra impeachment

Em reunião no Palácio da Alvorada, na noite de terça-feira, com Dilma e senadores petistas e afins – o regabofe ficou por conta do contribuinte -, o ex-presidente Lula soou o diapasão que os aliados devem entoar para convencer seus colegas que votaram pelo julgamento de Dilma a mudarem de posição: a antecipação das eleições.

Antecipação que seria feita por meio de plebiscito, convocado por Dilma assim que escalasse a rampa do Planalto…

A flauta mágica de Hamelin que os aliados deverão tocar terá como melodia o desgaste que o governo Temer sofreu em sua estreia, desgastes que culminaram a saída de Romero Jucá.

Por que antecipar as eleições?

Lula admitiu a seus atenciosos ouvintes – 12 senadores dos 22 convidados – que, se Dilma voltar ao poder, ela estará mais enfraquecida do que antes e não terá condição de concluir seu mandato. A antecipação das eleições será, assim, o caminho para abreviar a agonia e permitir que ele, Lula, o salvador da nação petista, tenha chance de voltar ao poder – se até lá não estive preso, o que lhe dará o tão esperado salvo-conduto contra o juiz Sergio Moro.

Ao admitir a inviabilidade do governo Dilma no caso surreal de ela voltar ao poder, Lula põe a pá de cal no esforço contra o impeachment, pois nenhum senador em sã consciência, de posse dessa informação – que é pública, pois está no Estadão de hoje – ousará devolver ao poder um cadáver político.

E a ausência de dez dos senadores convidados pressagia o fracasso da estratégia, tornando ainda mais lúgubre o horizonte petista. Os faltosos ao encontro com a “viva alma mais honesta deste país”, que capitaneia o esforço para devolver ao poder sua criatura, vítima de um “golpe” promovido por “conspiradores corruptos”, votaram contra a abertura de seu processo…

Moral da história: nem os ratos se deixam levar pelo encanto da flauta mágica…

Sem categoria
Comente aqui


Petistas retomam a chicana. E se condenam ao fracasso

Os petistas cumprem à risca no Congresso a estratégia de sabotar o governo do interino Michel Temer e tumultuar o processo de impeachment. Mas, assim como perderam nas ruas e no Judiciário, vão acumulando derrotas nesse front.

A primeira grade derrota foi a aprovação, na madrugada de ontem, da nova meta fiscal, se é que pode ser chamado de meta um rombo de R$ 175,5 bilhões nas contas deste ano, o que transforma um superávit de R$ 24,5 bilhões estimado pelo defunto governo Dilma num fracasso retumbante de R$ 200 bilhões!

Fizeram o que puderam para tumultuar a sessão conjunta do Congresso, que durou 16 horas e duraria muito mais não fosse a firmeza de Renan em comandá-la. Chicanas regimentais foram usadas e abusadas pelos petistas e aliados. Para mostrar que estão dispostos a tudo, chegaram ao ponto de, na primeira parte da sessão, destinada a analisar 24 vetos da [email protected] deposta a votar contra os vetos!

Perderam. E dizem que vão recorrer à Justiça!

E perderam na comissão especial do impeachment, que retomou os trabalhos ontem, ao invocar – como fizeram na Câmara e na primeira fase do processo no Senado -, que o processo tem “vício de origem”. Ontem, por causa de Eduardo Cunha, hoje por causa de Romero Jucá. Amanhã, por causa da disfunção gástrica de algum opositor…

Perderam e disseram que vão recorrer!

E vão recorrer inutilmente, pois o STF tem referendado todos os atos do Congresso desde que, em dezembro, foi determinado o ritmo do impeachment.

Os petistas e aliados ressuscitam o procedimento de antes da chegada ao poder – obstrução, tumulto, chicanas, gritos, dedos em riste -, mas sem o poder dos velhos tempos. O método pavimentou o caminho para a conquista do poder; agora – desacreditados, humilhados, depostos desonrosamente do poder e acuados por uma cordilheira de crimes – o que fazem consolida a sepultura que cavaram para si próprios.

Sem categoria
1 Comentário


Janot sepulta mais uma esperança do PT

De fato, há uma conspiração golpista em curso e ela inclui o procurador-geral da República Rodrigo Janot, o “ingrato”, segundo Lula, que não sabe reconhecer a quem deve sua indicação para o cargo – Dilma Rousseff.

Demonstrando que o parecer de Lula a seu respeito está mais do que correto – para o bem geral da nação -, Janot recomendou ao STF que rejeite ação que considera ilegal – e portanto inválida para fins processuais – a gravação autorizada pelo juiz Sergio Mouro que flagrou Lula e Dilma tramando a nomeação dele para afastá-lo da Lava Jato. A ação foi movida por José Eduardo Cardozo quando advogado-geral do Dilmão.

Os petistas perdem, assim, mais uma ação entre as tantas muitas que impetraram, em sua estratégia de “judicialização” do processo de impeachment, na vã tentativa de revertê-lo.

O parecer de Janot é consequência lógica do pedido que fez ao STF para investigar Dilma e Lula por obstrução da Justiça, que tem como ponto inicial a gravação. E enfraquece ainda mais ação dos advogados de Lula que requerem ao STF que se pronuncie sobre a validade da nomeação de
Lula para a Casa Civil, suspensa por Gilmar Mendes, que a arquivou depois que Dilma assinou a exoneração do ex-presidente, um dia antes de ser formalmente deposta.

Se, numa hipótese inverossímil, o STF reconhecer o status de ministro a Lula, seus advogados deliram – o termo correto é esse – em usá-lo em nova tentativa para anular a gravação.

Portanto, petistas, se estavam esperando Janot com esperança, sepultem mais esta!

Sem categoria
1 Comentário


Publicanos: juiz desmascara outra fraude de delator e advogado – o valor de bens entregues à Justiça

Decisão do juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, complica ainda mais a situação de Luiz Antonio de Souza, principal delator da Operação Publicano, e de seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira.

O juiz determinou que Souza complete os R$ 20 milhões que ele disse valer duas fazendas que entregou à Justiça como compensação por seus crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, ocultação de patrimônio, exploração sexual de menor e estupro de vulnerável. Confira na Folha de Londrina

Se condenado, pegaria algumas centenas de anos de prisão, mas o acordo de delação premiada lhe permitirá – se for mantido – ir para casa em julho e, algum tempo depois, autorização para sair, embora com restrições, até reconquistar a liberdade total.

A Operação Publicano investiga corrupção na Receita Estadual do Paraná e descobriu, com a prisão de Souza, em janeiro do ano passado, uma rede de exploração sexual de menores, da qual ele fazia parte.

A avaliação das fazendas – que serão leiloadas com o valor mínimo de R$ 8,85 milhões atribuído por perito judicial de Rosário do Oeste (MT), onde se localizam – foi feita por Souza e Ferreira. Mas foi contestada pela Procuradoria-Geral do Estado com base em outro laudo pericial que atribuía aos imóveis valor de R$ 7,4 milhões.

O juiz Nanuncio considerou o pedido da PGE carente de “legitimidade processual e interesse de agir”, acatando, assim, tese do advogado Ferreira, segundo quem o interesse do Estado era obter a anulação da delação de seu cliente e poupar, assim, o governador Beto Richa.

Souza denunciara a existência de uma “organização criminosa” na Receita, manipulada por um parente distante do governador, Luiz Abi, que teria destinado R$ 800 mil, R$ 2 milhões ou R$ 4,3 milhões (esses valores foram citados por ele e seu advogado) à campanha de reeleição de Richa. O delator não conseguiu comprovar a denúncia, mas as investigações do Gaeco atestaram a corrupção na Receita, envolvendo auditores, empresários e contadores.

A delação de Souza acabou sob suspeição pelo Gaeco, responsável pelas investigações, depois da descoberta, na quinta fase da Publicano, encerrada na semana passada, de que ele teria extorquido donos de frigoríficos para não incluí-los na denúncia. A extorsão teria sido feita após a assinatura do acordo de delação.

O advogado Ferreira acabou indiciado pelo Gaeco, no início da semana e em decorrência da quinta fase da operação, por organização criminosa (punição: multa mais prisão de três a oito anos), lavagem de dinheiro (multa e prisão de três a dez anos) e extorsão (multa e prisão de quatro a dez anos). Os motivos do indiciamento não foram tornados públicos.

E agora Ferreira enfrenta um novo problema – este público e notório, advindo da decisão do juiz: a avaliação superestimada dos bens de seu cliente constitui crimes de falsidade ideológica (multa mais prisão de um a cinco anos) e perjúrio (multa e de um a três anos de reclusão) – este último será atribuído também a seu cliente.

Sem categoria
1 Comentário


O que Lula está querendo? Salário de quarentena?

Os advogados do ex-presidente Lula – a “viva alma mais honesta deste país” – recorreram da decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, que arquivou, depois de ter concedido liminar, mandado de segurança impetrado pelo PPS e PSDB contra a nomeação dele na chefia da Casa Civil.

Os partidos alegavam (e com razão) que a nomeação constituiu obstrução da Justiça, pois o tirava do alcance do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, uma das frentes em que Lula é investigado.

Mendes arquivou o caso depois que Dilma exonerou Lula na véspera de seu afastamento, mais do que previsto, para responder por crime de responsabilidade.

Os advogados do ex-presidente não se deram por satisfeitos. Querem que o plenário do STF decida sobre a encrenca. Alegam que Mendes não tinha o direito de fazer o que fez, já que, assim, impede Lula usufrua plenamente de seus “direitos políticos”.

Que vão catar coquinho esses advogados e seu cliente, pois está mais do que claro que isso não vai afetar em nada o currículo mais do que manchado do ex-presidente! E, menos ainda, sua situação jurídica!

O que eles querem é que, no caso surrealista de o plenário do STF confirmar a posse de Lula, o ex-presidente, insatisfeito que está com os milhões que amealhou com as “palestras” às empreiteiras envolvidas na Lava Jato e outras fontes de recursos, igualmente milionários, “não contabilizados”, possa pedir “quarenta”.

E, assim, ter direito a seis meses de salário – R$ 30 e tantos mil por mês -, como tiveram seus colegas de ministério que seguiram com Dilma para o exílio dourado do Palácio da Alvorada, que chamam de “bunker da resistência”…

Sem categoria
Comente aqui


Os tempos mudaram: o PT, quem diria, agora sai em defesa da “golpista” Lava Jato!

Romero Jucá foi exonerado do Ministério do Planejamento por causa da divulgação de uma conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual propunha um pacto nacional para “congelar” a Operação Lava Jato.

Não vi nenhum petista protestando contra o “vazamento seletivo” da conversa – de Lula e Dilma, passando pelo advogado-geral do Dilmão José Eduardo Cardozo, tampouco Rui Falcão e muito menos qualquer petralha das redes sociais.

Também não vi nenhum petista protestando pelo grampo ter sido feito sem autorização judicial (ao que tudo indica), pois foi de autoria de Machado, que negocia acordo de delação e, portanto, usou o grampo para valorizar seu cacife. E tampouco por envolver sua excelência um senador da República!

O que vi foram petistas & afins, dizendo que o grampo confirma que Dilma foi vítima de um “golpe”, que visava a calar a Lava Jato. Seria irônico não fosse uma fraude grotesca: eles, logo eles, petralhas, que tanto fizeram para sufocar a Lava Jato, conspiração que envolveu a [email protected] da República e seu mentor Lula, se dizem agora indignados!!!

Dilma participou da encenação. Vestida de Chapeuzinho Vermelho chorosa pela degustação que o lobo mau fizera da vovozinha, lascou, para um público de 700 pessoas, ontem à noite: “A gravação mostra o ministro do Planejamento interino, Romero Jucá, defendendo o meu afastamento como parte integrante e fundamental de um pacto que tinha como objetivo interromper as investigações”.

Não há comparação entre o que disse Jucá e o que os petralhas fizeram nas redes sociais para difmar o juiz Sérgio Moro, os delatores, os investigadores, o conteúdo das delações da Lava Jato.

Não há comparação entre o que fez Dilma ao dar foro privilegiado a Lula para afastá-lo do juiz Sérgio Moro, nomeação que coroou as articulações do ex-presidente para obstruir a Justiça.

Não há comparação entre a nomeação de um ministro do STF para dar liberdade aos executivos investigados pela Lava Jato para que eles não abrissem o bico – nomeação de autoria de Dilma.

Não há comparação entre a compra de silêncio de Cerveró por Delcídio do Amaral a mando de Lula.

Não há comparação entre a gravidade dos casos citados acima com as afirmações de Jucá – afirmações graves, sem dúvida, mas naquele momento incapazes de serem postas em prática por estarem muito além de suas possibilidades como senador. Eram, em síntese, meras declarações de intenção – graves, repito, mas que admitem a atenuante de que possam ter sido feitas para agradar seu interlocutor.

“Obstrução da Justiça!”, cuspiu um dos líderes petistas no Congresso, o mesmo que se arvorou na defesa da nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil. “Por muito menos, um senador (Delcídio) foi preso e cassado”, disse uma senadora do PCdoB, comparando o incomparável, já que Delcídio agiu para obstruir a Justiça comprando o silêncio de um condenado e Jucá apenas ficou no blablablá.

Mas os tempos mudaram. O PT & Cia. agora são oposição, veem o bem onde antes viam o mal e vice-versa; denunciam o que antes defendiam; exigem o que antes tentaram de todos os meios impedir; se indignam contra o que tratavam com naturalidade. Esqueceram-se todos – ou se fizeram de esquecidos – que no início da semana anterior a cúpula do PT considerou, em documento oficial, que a Lava Jato foi “crucial na escalada golpista”, configurando-se “paulatinamente em instrumento político para a guerra de desgaste contra dirigentes e governantes petistas, atuando de forma cada vez mais seletiva quanto a seus alvos”.

Enquanto petralhas e cúmplices esbravejavam, nenhum membro ou simpatizante do novo governo – que para os petralhas são “golpistas” tanto quanto os que articularam o afastamento de Dilma – condenava a divulgação do telefonema e saía em defesa de Jucá. Pelo contrário, exigiam seu afastamento e aplaudiram quando ele se efetivou.

A rápida saída de cena de Jucá oferece outro contraste com o governo petsita, que se celebrizou pela defesa ardorosa de seus membros, por mais cabeludas fossem as acusações contra eles. Muitos dos quais, apesar de condenados pelo STF, são ainda considerados “guereiros do povo brasileiro”.

Os tempos mudaram. E para melhor!

(*) Em tempo: nenhum petista acusou a Folha de ser “golpista”!

Sem categoria
Comente aqui