Mês: junho 2016



Barbóquio, o “ilibado” e “sincero”, é condenado. De novo

O ex-prefeito de Londrina Homero Barbosa Neto, o Barbóquio, passou a acumular mais uma condenação em sua extensa folha corrida. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira, o condenou desta vez pela fraude na concessão de um aditivo de R$ 955 mil, concedido em 2010, ao contrato com a Proguarda, empresa de prestação de serviços, passando por cima de dois pareceres contrários e demitindo a procuradora do município, autora de um dos pareceres. No lugar dela, foi nomeado Fidelis Canguçu, que autorizou o aditivo – também condenado.

A servidora pública Elisângela Arduin, a Proguarda e seu dono Marcelo Macedo da Fonseca engrossam a lista dos condenados. O juiz impôs a Barbóquio multa de 150% sobre o valor desviado – ou seja, de quase 1,5 milhão, que deverá ser corrigido. Os réus respondem também a processo criminal e Barbóquio, que teve os direitos políticos suspensos em várias condenações, foi penalizado nesse quesito mais uma vez. Assim como proibido de contratar com o poder público.

Barbóquio responde a uma dezena de processos por desvio de recursos públicos quando prefeito (assumiu em 2009 e foi cassado em 2012), foi condenado em vários, inclusive em segunda instância. E responde pelo mesmo crime praticado quando deputado estadual (um mandato) e federal (meio mandato). Apesar de passado tão glorioso, comanda um programa policial na RIC TV e processa essa blogueiro por ter apontado essa contradição ululante na postagem “Um criminoso no comando”, de julho do ano passado. Em sua defesa, alega ter “reputação ilibada” e se rebela com o apelido Barbóquio.

Um criminoso no comando

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Como são ousados esses Barros!

O pai é ministro da Saúde a mãe vice-governadora, o tio ex-prefeito e ex-secretário estadual de Planejamento, e ela, deputada estadual em primeiro mandato e no apogeu da juventude – tem 24 aninhos – quer ser prefeita de Curitiba. Oficializou sua pré-candidatura pelo PP há dois dias.

Este é, até o momento, o curriculum vitae de Maria Victoria Borghetti Barros, filha de Ricardo Barros e Cida Borgheti e sobrinha de Silvio Barros, que tentará novo mandato e é o favorito na disputa pela Prefeitura de Maringá.

O currículo não é problema para Maria Victoria. O problema será convencer os curitibanos a votarem numa maringaense…

Seja lá como for, como são ousados esses Barros!

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Bernardo recupera provisoriamente a liberdade. A imagem, jamais

O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli mandou soltar o ex-ministro petista Paulo Bernardo, principal personagem da Operação Custo Brasil, que desvendou um gigantesco, grotesco, despudorado e cruel esquema de rapinagem dos servidores públicos federais. O roubo foi praticado a conta-gotas, por meio da concessão de crédito consignado, administrado pela Consist, empresa contratada fraudulentamente pelo Ministério do Planejamento quando sob a chefia de Bernardo.

O esquema rendeu pelo menos R$ 100 milhões aos criminosos, entre os quais são apontados o ex-ministro da Previdência e amigo da presidente@ afastada Dilma Rousseff e, como principal beneficiário, o diretório nacional do PT.

Bernardo, segundo a acusação, teria embolsado pelo menos R$ 5,4 milhões e o advogado Guilherme Gonçalves, que atendia o ex-ministro e a mulher, a senadora petista Gleisi Hoffmann – também beneficiária do esquema –, R$ 1,6 milhão. A Consist superfaturou as tarifas de administração de crédito consignado para repassar dois terços delas aos criminosos.

Toffoli alegou que Bernardo foi submetido a “constrangimento ilegal”, uma vez que, na sua opinião, não havia a necessidade de decretar sua prisão preventiva, ordenada pelo juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, de São Paulo. O ministro desqualificou a possibilidade, um dos fundamentos da ordem de prisão, de Bernardo continuar delinquindo ou atrapalhar as investigações. Evocou o mensalão, que puniu os criminosos submetendo-os a julgamento em liberdade, e orientou o juiz federal a adotar procedimentos coercitivos em relação a Bernardo. Entre eles o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se encontrar com outros envolvidos no roubo e recolhimento em sua residência ao cair da noite, etc.

Bernardo recupera a liberdade – pelo menos provisoriamente, já que a decisão de Toffoli pode ser revista pelo plenário do tribunal – até que a Justiça se manifeste sobre a acusação que recai sobre ele e seus comparsas. As provas e testemunhos são eloquentes, o que faz antever que seu destino é amargar um bom tempo atrás das grades.

Mas o ex-ministro jamais recuperará a imagem de bom moço que os crimes dos quais é acusado comprometeram definitivamente. Sua máscara caiu, revelando um monstro insensível que, para enriquecimento pessoal e financiamento das atividades da organização criminosa a que pertence, constrangeu ilegalmente, assaltando-os, os servidores públicos fragilizados financeiramente.

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Poste bêbado choca-se com caminhonete de vereador

O vereador londrinense Joaquim Donizete do Carmo, o folclórico jogador de sinuca Gaúcho Tamarrado – que é mineiro mas se fantasia de gaudério -, bateu sua caminhonete num poste domingo à noite.

Segundo o advogado Maurício Carneiro, a causa do acidente foi o estouro de um pneu da caminhonete.

Testemunhas têm outra versão: o culpado é o poste, que, embriagado, avançou trôpego sobre a possante de Tamarrado, que não teve chance de evitar a colisão.

O vereador passa bem, o estado da caminhonete, apesar de grave, é estável, e o poste, atendido prontamente pelos socorristas da Copel, não resistiu aos ferimentos.

Tamarrado, no entanto, está magoado. Nem tanto com as avarias em seu veículo – o salário de mais de R$ 12 mil cobrirá facilmente -, mas com os engraçadinhos que fazem trocadilho com seu nome de guerra, chamando-o de Tamamado.

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Dilma é inocente? Uma ova!

O criminoso responde por quatro assassinatos com arma de fogo e um com arma branca, é absolvido no último e condenado nos primeiros e se jacta de ser “inocente”.

O caso fictício exemplifica o que fizeram Dilma e o PT em relação aos crimes de responsabilidade a que responde no Senado, que, entre tantas barbaridades cometidas pela presidente@ afastada, a julga tão somente por uma “pedalada fiscal” e quatro decretos de suplementação sem previsão orçamentária e sem autorização do Congresso, editados em 2015.

A “pedalada” foi o uso de recursos do BB para financiar o Plano Safra, cujo atraso no pagamento – que caracteriza empréstimo e, portanto, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal – acarretou um prejuízo de quase R$ 500 milhões ao Tesouro, que teve de pagar juros ao banco.

Os peritos nomeados pelo Senado para analisar a acusação contra Dilma concluíram que não há impressão digital dela na condução do Plano Safra, mas atestaram que ela é responsável pelos decretos – três dos quais violaram a lei orçamentária.

Tanto num como noutro caso, se constatada a responsabilidade de Dilma – o que aconteceu no caso dos decretos – a presidente@ afastada cometeu crime de responsabilidade, base da denúncia que pode levar à cassação do seu mandato.

A lei 1.079/50 tipifica como crimes de responsabilidade 11 procedimentos, entre eles o desrespeito à lei orçamentária. São 12 as infrações previstas neste tópico (artigo 10), entre elas “exceder ou transportar, sem autorização legal, as verbas do orçamento” e “infringir , patentemente, e de qualquer modo, dispositivo da lei orçamentária”. Foi o que fez Dilma, atestaram os peritos do Senado e convalidaram – numa extensão e gravidade muito maior – os técnicos do TCU, que recomendaram ao tribunal a rejeição das contas dela relativas a 2015 (as de 2014 foram reprovadas por unanimidade).

Não há, portanto, como livrar Dilma da acusação. Mas, para ela e para o PT, que fazem da mentira um método continuado de ação, a pobrezinha é “inocente” e “vítima de um golpe parlamentar”. Afinal, foi absolvida do assassinato com arma branca…

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Como é ingênua essa Gleisi…

“Conheço o pai dos meus filhos. Sei das suas qualidades e do que não faria, por isso sei da injustiça que sofreu nesta manhã”, afirmou a senadora Gleisi Hoffman, em carta aos colegas da comissão de impeachment – a “bancada do holofote”, da qual é a integrante mais estapafúrdia.

Gleisi se referia à prisão, ocorrida quinta-feira passada, do ex-ministro Paulo Bernardo, seu companheiro conjugal. Bernardo é acusado de contratar, quando ministro do Planejamento, a empresa Consist para gerenciar créditos vinculados aos servidores federais. A empresa superfaturou suas tarifas – roubando, assim, dos trabalhadores – para repassar propina a Bernardo e ao PT.

Convivendo maritalmente com Bernardo há vinte anos, é surpreendente que Gleisi não tenha percebido que o companheiro se comportava criminosamente. Afinal, parte do dinheiro desviado dos servidores públicos cobriu despesas pessoais da senadora – como motorista, multas eleitorais e até cabeleireiro.

O STF está de posse desses comprovantes, e Gleisi só não foi presa junto com Bernardo porque tem foro privilegiado. O processo contra ele sobre esses desvios está em segredo de justiça.

Mas outro processo corre à luz do dia e é derivado da Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro: o aporte de pelo menos R$ 1 milhão desviados da Petrobras na campanha que a elegeu senadora. A Procuradoria-Geral da República a denunciou ao STF. Foi graças às “qualidades” de Bernardo, que o solicitou ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que o dinheiro chegou à campanha dela. E ela não sabia de nada…

Gleisi, a mais ingênua das esposas, deveria, a partir desse episódio, rever seu conceito sobre o marido e sobre a “ética” do PT – exposta despudoramente na comissão de impeachment há pouco mais de uma semana. Segundo ela, os petistas são seres iluminados que roubam para financiar as atividades do partido e não para se enriquecer.

Só com a Consist, Paulo Bernardo embolsou R$ 5,4 milhões!

O narizinho de Gleisi está severamente comprometido.

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A desonra (mais que) merecida de Paulo Bernardo

Pode haver maior desonra do que ser preso na frente dos filhos?

Não conheço outra situação mais aviltante.

Foi o que aconteceu com o ex-ministro Paulo Bernardo, quinta-feira passada. Ele foi surpreendido no apartamento funcional ocupado pela companheira conjugal, a senadora Gleisi Hoffmann, em Brasília. Os filhos, menores de idade, assistiram à sua detenção e à operação de busca e apreensão dos pertences do pai.

O ex-ministro – de Planejamento no govermo Lula e de Comunicações no Dilma – é acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro de servidores endividados do governo federal por meio de empréstimos consignados. Empréstimos que tiveram a taxa de administração triplicada para garantir o lucro da empresa – a Consist – e remunerar seus “padrinhos”: o ex-ministro, agentes públicos, entre eles o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, amigão de Dilma, e o diretório nacional do PT.

O esquema criminoso arrecadou R$ 100 milhões, estima a Justiça Federal, surrupiados dos trabalhadores – justamente a categoria que dá nome ao partido ao qual pertencem os criminosos.

Suspeitas sobre a conduta de Bernardo o perseguem desde que apareceu numa lista de beneficiários de dinheiro desviado da Prefeitura de Londrina, na administração de Antonio Belinati. O dinheiro, segundo o MP, abasteceu a campanha de Bernardo, que tentava o terceiro mandato como deputado federal. Derrotado, assumiu, em 1999, a Secretaria de Fazenda do Mato Grosso do Sul, o primeiro estado a ser governador por um petista – Zeca do PT. E, então, as suspeitas sobre Bernardo se avolumaram.

Apesar de volumosas, não prosperam, mas Bernardo descobriu um filão promissor de negócios aparentemente seguros: os empréstimos consignados, expertise que levou para Londrina, para onde voltou, dois anos depois, para comandar também a Fazenda na administração do petista Nedson Micheleti. Com as benções do PT, que controlava o sindicato dos servidores municipais, Bernardo intermediou a contratação do Paraná Banco para conceder empréstimos ao funcionalismo. O procedimento foi aperfeiçoado e ampliado no Ministério do Planejamento, por meio da Consist.

O retorno a Londrina, seu reduto eleitoral, era uma escala necessária para Bernardo reassumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. A um amigo, confidenciou que, caso voltasse, agiria diferentemente dos mandatos anteriores, nos quais se destacara na denúncia à corrupção – integrou a CPI do Orçamento: “Quero fazer grandes negócios”, disse ele ao amigo, “assim como outros petistas fazem”. E foi além: “Lula é quem mais faz negócios no PT”.

Seu comentário foi profético, tanto em relação a ele quanto ao líder do PT: Bernardo fez um “grande negócio” que lhe rendeu R$ 5,4 milhões roubados dos trabalhadores federais – e isso pode ser apenas a ponta do iceberg. E Lula se revelou, de fato, o melhor negociante do PT – tanto em volume de dinheiro arrecadado ilegalmente, quanto na arte de dissimular sua índole a ações criminosas.

Bernardo, o assaltante de trabalhadores endividados, mereceu a desonra de ser preso na frente dos filhos. Lula está a caminho de ser preso, consumando uma desonra ainda maior, pois deverá levar consigo, mais cedo ou mais tarde, parte da família, que se associou a seus crimes.

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A sentença de morte (e precisa) sobre a índole de Paulo Bernardo

“(…) esse cara (Bernardo) é tão bandido quanto o cara que me aponta a arma e leva minha bolsa.”

Ana Giori, servidora da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), em São Paulo, em entrevista ao Globo/Extra.

Dependente de crédito vinculado há 16 anos, afirmou que, ao saber que tinha sido vítima de um golpe comandado pelo ex-ministro Paulo Bernardo, “chorei por mim e pelos meus amigos. Eu estou indignada”.

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PT faz “ato de desagravo” a Gleisi. E ignora os milhares de trabalhadores que o companheiro dela lesou

A bancada petista no Senado saiu ontem em defesa da companheira Gleisi Hoffmann, que teve o apartamento em Curitiba revistado pela PF e o seu em Brasília invadido para que o companheiro conjugal Paulo Bernardo fosse preso.

Disseram os petralhas que essas ações visaram a “fragilizar” a defesa de Dilma na comissão de impeachment, onde Gleisi se destaca como membro da atabalhoada e enervante “bancada do holofote”. Para esse petistas, a prisão de Bernardo teve a finalidade de “constranger” Gleisi – que se ufana de ser “soldada do Planalto” e cuja reforma no apêndice nasal lhe deu o apelido de “narizinho”.

Um por todos, todos por um, os petralhas do Senado fizeram um “ato de desagravo” à companheira.

Gleisi, que não compareceu à sessão de ontem, divulgou nota para afirmar que a prisão do companheiro foi uma manobra para “tirar o foco” da corrupção do governo Temer (sic) e que ela – snif! snif! – se sentiu agredida na “condição de esposa e mãe”.

Nenhuma palavra sobre o crime imputado a Bernardo e fartamente documentado, que foi o desvio de R$ 100 milhões de servidores federais por meio de uma empresa contratada pelo Ministério do Planejamento, quando ele era o titular, para gerenciar crédito consignado.

Milhares e milhares de trabalhadores do serviço público federal foram lesados, e o Partido dos Trabalhadores faz um “ato de desagravo” à companheira do acusado de comandar o roubo!

E este não foi um episódio isolado: a roubalheira que o PT comandou na Petrobras e estatais, nas obras públicas, no uso do BNDES para financiar, com juros subsidiados, empreiteiras financiadores do partido; a expansão dos programas sociais, com destaque para o Minha Casa, sem lastro no erário – o que obrigou o Tesouro a pagar juros escorchantes – comprovam que o Partido dos Trabalhadores se comportou no governo como o principal algoz daqueles que diz defender.

E, para culminar essa traição em série, Lula, que se proclama o maior defensor dos trabalhadores e pobres da história brasileira (modesto, ele!), foi aquinhoado com um tríplex de frente para o mar no Guarujá, mobiliado e equipado com elevador exclusivo pela empresa OAS, à qual o PT transferiu o passivo da Bancoop, a cooperativa habitacional que criou e espoliou para financiar suas atividades. Milhares de associados – todos trabalhadores – estão até hoje sem os imóveis que pagaram e os que os receberam tiveram que se submeter às condições extorsivas impostas pela empresa.

Empresa que, além de doar o tríplex a Lula, mobilizou o sítio em Atibaia que “não é dele”…

Os milhões de trabalhadores lesados – da Bancoop ao Planejamento, das estatais às obras faraônicas, superfaturadas e inacabadas, etc. – jamais mereceram um “ato de desagravo” do Partido dos Trabalhadores…

Crueldade!

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O poder uniu Bernardo e Gleisi. E os destruiu

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O primeiro envolvimento de Paulo Bernardo com uma ação nada republicana foi o recebimento de R$ 30 mil desviados da Prefeitura de Londrina, então sob o comando de Antônio Belinati, em 1998. Liberado por um assessor de Belinati e na forma de cheque, o dinheiro foi usado para financiar a campanha em que Bernardo tentava o terceiro mandato de deputado federal, que ele não obteve, e lhe custou uma ação penal, trancada pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Bernardo alegou que não tinha como saber que a origem do dinheiro era criminosa. O receptador do pagamento foi André Vargas, então um obscuro militante petista e de profissão incerta e não sabida.

Bernardo e Vargas foram unidos, e muito, até que o juiz Sérgio Moro os separou: Vargas foi condenado a dez anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desviado da Caixa Econômica. Bernardo, denunciado à Lava Jato por intermediar a injeção de R$ 1 milhão na campanha de Gleisi desviado da Petrobras, complicou-se com a descoberta de que a contratação marota de uma empresa pelo Ministério do Planejamento, que ocasionou o desvio de R$ 100 milhões, abasteceu sua conta pessoal em pelo menos R$ 5,5 milhões, financiou atividades de Gleisi e irrigou o caixa do PT e de petistas. Foi preso hoje. E Gleisi, a “soldada do Planalto” e feroz (e na maioria das vezes ridícula) defensora de Dilma na comissão de impeachment do Senado, foi denunciada pela Procuradoria Geral ao STF por corrupção passiva no caso do dinheiro desviado da Petrobras para sua campanha.

Nascido no interior de São Paulo, Bernardo foi dirigente do Sindicato dos Bancários de Londrina e milita no PT desde sua fundação. Destacou-se nacionalmente quando participou da CPI do Orçamento e, ao não renovar o mandato, foi indicado por Lula a ocupar a Secretaria de Fazenda do Mato Grosso do Sul, governado por Zeca do PT. Ficou lá – e lá se envolveu com a Consist, a empresa que contratou para desviar recursos do Planejamento, até a vitória de Nedson Micheleti em Londrina, dois anos depois – cuja campanha ele financiou parcialmente -, e então assumiu a Fazenda, de olho na volta à Câmara dos Deputados.

Bernardo e Gleisi, nascida em Curitiba, eram casados quando se conheceram. Ele, deputado federal, ela assessora parlamentar em Brasília – condição que preservou após assumir o relacionamento com ele. Com a ida do companheiro para Campo Grande, tornou-se secretaria estadual de Administração, transferindo-se para Londrina quando Bernardo se desincompatibilizou da prefeitura local para disputar uma vaga na Câmara. Com a posse de Lula – e retorno de Bernardo ao Congresso -, Gleisi assumiu a diretoria financeira de Itaipu, que deixou para disputar um cargo público. Enquanto não obtinha o mandato – o de senadora é o primeiro -, foi secretária de comunicação do PT paranaense e sua presidente regional.

Lula nomeou Bernardo ministro do Planejamento em 2005. Bernardo permaneceu no cargo até a vitória de Dilma, quando foi transferido para a chefia das Comunicações. Algum tempo depois, Gleisi, eleita senadora, assumiria a Casa Civil. O casal atingia o ápice da glória, tendo sido saudado, em reportagem de capa da Isto é, como o “mais poderoso da República”.

A carreira política de Bernardo está encerrada. A de Gleisi está com os dias contados, pois em breve deverá ser investigada pelo STF e está sujeita de responder também como cúmplice dos desvios praticados pelo marido no Planejamento. O processo, associado à degringolada do PT, selará sua sentença de morte.

A sede de poder uniu o casal Bernardo-Gleisi e os elevou aos píncaros da fama e da riqueza. O exercício inescrupuloso do poder os lançou ao pântano da desonra e os destruiu.

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