Mês: outubro 2016



O futuro do PT não é sombrio. Ele não existe!

A avassaladora derrota do PT nas eleições municipais deste ano, em que o partido foi literalmente varrido o mapa, conquistando apenas uma capital, a insignificante Rio Branco, revela que o PT não tem futuro.

Pois partido sem perspectiva de poder não tem futuro.

O PT não tem perspectiva para a conquista de governos estaduais – quem, por exemplo, lançaria no Paraná: Gleisi Hoffmann, a política mais rejeitada depois de Dilma Rousseff? E tem apenas um nome para lançar à corrida presidencial em 2018. É Lula, mas sua candidatura está inviabilizada, pois até lá ou estará preso ou, na melhor das hipóteses, condenado. Lula é réu em três processos – as provas contra ele são robustas – e investigado em outros. E vai responder a mais processos ainda, é só uma questão de tempo. Pouco tempo…

A isso se acrescentam as multas milionárias que o partido está sujeito a pagar em consequência de sua liderança na organização criminosa que assaltou o país desde 2003, o fatídico ano em que Lula chegou à presidência. O partido tem dinheiro para isso? Só se estiver no exterior e, mesmo assim, como poderá fazer uso dele para pagar a multa? Impossível!

E mais: o partido está na iminência de ser condenado por uso de caixa 2 na campanha de 2014 pelo TSE, crime que poderá redundar na cassação de seu diploma. Punição à qual também poderá estar sujeito se – e isso deverá ocorrer em meados do ano que vem – o conjunto de dez medidas contra a corrupção, apresentado pelo Ministério Público Federal, for aprovado pelo Congresso. Uma das punições é aplicar aos partidos políticos a mesma penalidade que às empresas flagradas corrompendo agentes públicos – sua inabilitação.

Sem perspectiva de poder, ameaçado juridicamente e dependendo única e exclusivamente de Lula, que está inviabilizado tanto pela via jurídica quanto eleitoral (não conseguiu eleger sequer seu filho vereador em São Bernardo do Campo), só resta ao PT dar início ao seu velório.

Porque morto ele já está. O atestado de óbito foi emitido ontem. Só falta ser enterrado.

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A humilhação final do PT

Não bastou ser varrido do mapa eleitoral, caindo da terceira para a décima colocação em número de prefeituras: o PT foi humilhado hoje em redutos históricos por seus arquirrivais tucanos.

Em São Bernardo do Campo, berço do petismo e domicílio eleitoral do ex-presidente Lula, o eleito Orlando Morando promete ainda tripudiar sobre os petistas, trocando a destinação do Museu do Lula (como é conhecido o Museu do Trabalhador), que está sendo construído com recursos federais.

Em Porto Alegre, domicílio de Dilma, a vitória é de Nelson Marchezan Júnior, que, assim, põe fim ao ciclo de poder iniciado há 30 anos pelo PT (que teve cinco prefeitos), PMDB e PDT.

São Bernardo e Porto Alegre são onde Lula e Dilma deveriam votar – mas não o fizeram hoje, num gesto de desapreço à democracia, pois os petistas haviam sido derrotados no primeiro turno nessas cidades.

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Greca vence e põe a cereja no bolo de Richa

Os deuses, tão solícitos com o ministro da Saúde Ricardo Barros (PP) nos últimos tempos, não sorriram para ele hoje: seu irmão e prefeito de Maringá duas vezes, além de ex-secretário do governo do Paraná, foi derrotado por Ulisses Maia, do PDT.

E não foi uma derrota qualquer – foi acachapante: Maia venceu por 59% contra 41% e encerra o ciclo de 12 anos do grupo de Barros no poder.

Ricardo, que é irmão mais novo de Silvio, é marido da vice-governadora Cida Borgheti e pai da deputada estadual Maria Victoria, que disputou – apenas para projetar seu nome – a prefeitura de Curitiba este ano.

O ministro sai chamuscado da eleição e tem o seu projeto político abalado, pois esperava se cacifar para emplacar seu nome ou o da esposa como candidato à sucessão de Beto Richa em 2018. Ele não sai, no entanto, com as mãos abanando dessa eleição: seu partido elegeu Marcelo Belinati prefeito de Londrina, segundo maior colégio eleitoral do estado.

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Derrota em Maringá abala projeto político de Ricardo Barros

barros-claOs deuses, tão solícitos com o ministro da Saúde Ricardo Barros (PP) nos últimos tempos, não sorriram para ele hoje: seu irmão e prefeito de Maringá duas vezes, além de ex-secretário do governo do Paraná, foi derrotado por Ulisses Maia, do PDT.

E não foi uma derrota qualquer – foi acachapante: Maia venceu por 59% contra 41% e encerra o ciclo de 12 anos do grupo de Barros no poder.

Ricardo, que é irmão mais novo de Silvio, é marido da vice-governadora Cida Borgheti e pai da deputada estadual Maria Victoria, que disputou – apenas para projetar seu nome – a prefeitura de Curitiba este ano.

O ministro sai chamuscado da eleição e tem o seu projeto político abalado, pois esperava se cacifar para emplacar seu nome ou o da esposa como candidato à sucessão de Beto Richa em 2018. Ele não sai, no entanto, com as mãos abanando dessa eleição: seu partido elegeu Marcelo Belinati prefeito de Londrina, segundo maior colégio eleitoral do estado.

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Curitiba: empate técnico, mas eleitores de Greca têm mais motivo para otimismo

Depois da dupla surpresa no primeiro turno – Rafael Greca não levou e Ney Leprevost tirou de ombro o prefeito Gustavo Fruet -, os curitibanos estão indo às urnas hoje sem poder apontar um favorito.

Pesquisa Ibope divulgada ontem mostrou Greca com 51% e Leprevost com 49% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos – ou seja, ambos estão estatisticamente absolutamente empatados.

Os eleitores de Greca, no entanto, têm mais motivos para o otimismo do que os do rival: ele cresceu 4 pontos entre um levantamento e outro, enquanto Leprevost caiu na mesma proporção.

E isso é de mau agouro para Leprevost, que chegou a estar na frente de Greca e depois foi minguando.

A vitória de Greca será também a vitória do governador tucano Beto Richa, cujo partido emplacou Eduardo Pimentel como vice. Se Leprevost vencer, estará criada uma situação esdrúxula: seu partido, o PSD, faz parte da base de apoio do governador, mas ele rompeu publicamente com Richa no início do ano passado e fez dele o alvo principal de seus ataques na reta final da campanha.

Uma dura negociação será necessária para fazê-lo baixar a crista. Do contrário, como ficará o PSD?

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A vítima que os órfãos do poder não esperavam

1aO PT, seu apêndice PCdoB e coligados – a maioria dos sindicatos – usou a PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos federais, e a reforma do ensino médio como bandeiras de sua guerra declarada ao governo Michel Temer. Guerra cujo objetivo é impedir, pela truculência – já que as urnas lhe negaram a vez e a voz -, que o Brasil se reerga depois da hecatombe provocada pelos 13 anos de governo petista, sublimados por Dilma Rousseff, o chefe de Estado mais incompetente de nossa história, talvez do mundo!

A invasão das escolas públicas de ensino médio, alcunhada poeticamente de “primavera estudantil”, foi o primeiro movimento no tabuleiro da sabotagem ao país. E o Paraná, o estado escolhido para a sua deflagração, que, para o bem geral da Nação, não acendeu o rastilho de pólvora como pretendiam seus idealizadores.

Por que o Paraná? Por causa da fragilidade do governador tucano Beto Richa provocada pela Batalha do Centro Cívico, a repressão que a Polícia Militar aplicou a sindicalistas que tentaram invadir, em 29 de abril do ano passado, a Assembleia Legislativa para, como haviam feito algumas semanas antes, interromper a tramitação de um duro pacote de ajuste fiscal. A repressão deixou mais de 200 feridos, sem gravidade.

Richa não ousaria repetir a dose, calcularam os idealizadores das ocupações, que ultrapassaram 800. Assim, as ocupações, incentivadas por diretores de escolas e professores alinhados ao sindicato da categoria, a APP, controlado pelo PT, se estenderiam por um bom tempo até que… quem sabe Richa perderia a paciência e mandaria a tropa de choque desalojar os adolescentes? E, então, a vitória: as imagens da truculência correriam o país e o mundo e reforçariam o argumento dos órfãos do poder de que vivemos “num regime de exceção” – como afirmou, esgoelando-se na tribuna do Senado, a petista Gleisi Hoffmann, defensora entusiasmada das invasões, que estimulou em artigo intitulado: “Força, garotada”.

Nada disso aconteceu. O governador não mobilizou sequer um policial, mas recorreu à Justiça, que, uma a uma, vem ordenando a reintegração de posse das escolas – são cerca de 40, até o momento. Ao mesmo tempo, várias escolas voltaram a abrir os portões devido ao esgotamento de seus invasores.

Minto: a polícia foi mobilizada, sim, e para periciar a cena em que foi encontrado o corpo de um adolescente de 16 anos numa escola invadida em Santa Felicidade. O garoto – Lucas Eduardo Araújo Lopes é o seu nome, e ele é o garoto da foto – foi morto no banheiro da escola por um colega, com o qual havia consumido droga.

Horas antes, um grupo denominado Advogadas e Advogados pela Democracia – nem precisa dizer que é petista, basta atentar para a distinção de gênero – havia responsabilizadp os opositores das invasões por eventual violência que ocorresse nas escolas. Em nota, replicada pela senadora Gleisi, e a pretexto da tentativa de pais de alunos e do MBL de documentarem o interior das escolas, afirmaram ser eles “obviamente os únicos responsáveis por essa exposição da integridade física dos adolescentes em risco, mas, sabemos, irão querer se esquivar se algo de ruim acontecer.”

Deixando de lado a cacofonia da oração e a vilania do conteúdo da nota, essas “advogadas” e esses “advogados” de democratas não têm nada, pois se alinharam à minoria que se impôs à maioria por um ato de força – a invasão – e se insurgiram contra os pais que queriam se inteirar do estado em que estavam as escolas de seus filhos.

As “advogadas” e os “advogados” pela “democracia” e a senadora Gleisi se calaram após a morte de Lucas. A APP Sindicato lamentou, num ato explícito de cinismo, as “tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio.”

Os órfãos do poder semearam a truculência e colheram a vítima que não esperavam. E agora querem enterrá-la na cova alheia.

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Igreja intervém para evitar guerra civil na Venezuela

O encontro do papa Francisco com o ditador venezuelano Nicolás Maduro, ontem, no Vaticano, fez brotar a esperança de que a tensão no país – agravada dia a dia pela violência do regime chavista e pela intensificação da crise econômica – não desborde numa guerra civil.

Maduro pediu e o papa o atendeu: a Igreja Católica mediará o diálogo entre o governo e a oposição, encastelada na Assembleia Nacional, onde tem maioria absoluta. Maioria inútil, no entanto, porque as decisões da Assembleia foram consideradas “nulas” pelo Tribunal Supremo, completamente aparelhado pelos chavistas (ah, como os petralhas os invejam…).

Tensão

A tensão atingiu o ponto de não retorno, com apelos abertos à insurreição armada feitos pelo presidente da Assembleia, Henry Allup, depois que o Tribunal Eleitoral, outro braço do regime, suspendeu a coleta de assinaturas para a realização do plebiscito revogatório, dispositivo previsto na Constituição (ah, como os chavistas se arrependem disso…) que permite a interrupção do mandato presidencial.

Rejeitado por três quartos da população, Maduro vislumbrava ser apeado do poder, e então, apelou para o que melhor sabe fazer – a truculência – para frustrar os planos da oposição. Ordenou que o Tribunal Eleitoral complicasse o quanto pudesse o processo: milhares e milhares de assinaturas foram invalidades, nova coleta foi ordenada em vários estados até que se decidiu que o processo deveria ser suspenso.

Ocorre que, se não promover o plebiscito este ano, quando o mandato de Maduro completa três anos para a infelicidade geral da nação venezuelana, o plebiscito pode ser realizado, mas, então, no caso de a maioria decidir pelo afastamento dele, o vice-presidente passará ao comando do país. E quem é o vice-presidente? É Jorge Arreazza, chavista como o titular do cargo, que, por sinal o nomeou (ao contrário do Brasil, o vice-presidente não compõe chapa com o titular, mas é indicado por ele. Não teve nenhum voto portanto – ah, como os petralhas gostariam que ele assumisse “legitimamente” o cargo no caso de afastamento de Maduro…)

Violência

A Venezuela está exangue – a crise de comida, gêneros de primeira necessidade e remédios se intensifica dia a dia e as finanças públicas estão um caos. As Forças Armadas continuam coesas, apesar de uma ou outra deserção, em torno do projeto político do chavismo, que é manter o poder a todo custo, e esse custo inclui a ruína de um país.

As Forças Armadas não estão sós no processo de repressão, que inclui morte, tortura e prisão de opositores sem julgamento – e quando são julgados, o são por tribunais subservientes ao governo (ah, como os petralhas gostariam e ter adotado essa Justiça popular e democrática no Brasil…). As Forças Armadas têm ao seu lado as “brigadas chavistas”, grupo paramilitar regulamentado, e os “colectivos”, bandos de marginais armados e treinados para aplicar a força aos opositores.

Que a mediação da Igreja se consuma e impeça a guerra civil. E só há um meio para isso: a saída de Maduro por meio do plebiscito. Compete-lhe, portanto, o primeiro passo: o respeito à Constituição.

Mercosul

O Mercosul se reúne nos próximos dias para revogar o que jamais deveria ter feito: admitir a Venezuela no bloco econômico, já que ela desrespeita a cláusula democrática. A decisão está tomada.

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A história não poupará Gleisi por mais esse crime

De todos os crimes atribuídos à senadora petista Gleisi Hoffmann – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e, na fila, obstrução da Justiça por pedir à Polícia Legislativa que rastreasse eventuais grampos em sua casa, postos pela Polícia Federal -, este é o mais cruel: a responsabilidade pela morte de um adolescente num colégio de Curitiba, onde ela reside.

A morte ocorreu hoje no Colégio Estadual Santa Felicidade. O rapaz, que não teve a identidade revelada, não integra o grupo que invadiu a escola, mas foi ao colégio para participar de uma atividade promovida pelos invasores. Seu corpo foi encontrado num banheiro, esfaqueado.

Gleisi é responsável por essa morte, já que, da tribuna do Senado, na semana passada, incentivou as invasões de colégios – que atentam contra o direito de milhares de estudantes, pois são feitas por um grupelho alinhado ao PCdoB e ao PT – e condenou o Ministério da Educação, que solicitou a identidade dos invasores. Disse ela:

“Em que tempo nós estamos onde professores e estudantes não podem se manifestar? (…) Nós lutamos muito contra uma ditadura militar, lutamos muito para ter a nossa democracia, lutamos muito para ter a nossa Constituição para ter que viver de novo situações como essa, onde querem calar a voz dos estudantes e dos professores”.

Em artigo publicado por blogueiros alinhados (e financiados) pelo PT, disse Gleisi: “O movimento dos estudantes secundaristas paranaenses realmente está sendo exemplo de resistência”. O título do artigo é: “Força, garotada”.

Seu conselho foi aplicado com todo o rigor…

O estudante assassinado hoje é uma vítima da violência dos que não se conformam em terem sido alijados no poder – e o foram pelo acúmulo de crimes que praticaram contra a nação. O homicídio direto não fazia parte desse rol. Agora faz. Todos os que incentivaram as invasões de escolas são responsáveis por esse crime. Sobretudo aqueles que usaram seu poder, conferido pelas urnas, para incentivar a violência.

Gleisi Hoffmann: a história não a poupará!

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Se jura ser inocente, por que Gleisi obstruiu o trabalho da PF?

Se você não tem nada a esconder e desconfia que seus telefones, escritório, casa etc foram grampeados pela polícia, que o investiga por alguma ação criminosa, o que você faria?

Mandaria rastrear esses locais e, em caso de encontrar os grampos, destruí-los? Ou daria de ombros, achando que quanto mais o investigarem, mais se certificarão de sua inocência?

A senadora petista Gleisi Hoffmann, feroz defensora da “inocência” de Dilma e Lula, foi denunciada ao STF, que acatou a denúncia, pela suspeita de ter recebido R$ 1 milhão desviado da Petrobras para sua campanha eleitoral. Ela é suspeita também de beneficiar-se do dinheiro desviado dos servidores federais por meio de serviço de crédito consignado, uma operação criminosa gestada por seu companheiro conjugal Paulo Bernardo quando ministro do Planejamento.

Gleisi ferve de raiva toda vez que alguém lhe apresenta essas suspeitas – como fez, por exemplo, com seu colega Ronaldo Caiado numa das sessões do processo de impeachment de Dilma. Acompanhada de seu coleguinha de olhos estatelados Lindbergh Farias, ela partiu para cima de Caiado, dedo em riste, fogo saindo pelas ventas.

Mas, vejam só: desconfiada de que seu apartamento funcional tivesse sido grampeado – foi lá que a PF deteve Bernardo –, Gleisi recorreu a um grupo de policiais legislativos e mandou rastreá-lo. A ação é ilegal e resultou na prisão hoje de vários desses policiais por obstrução dos trabalhos da Polícia Federal.

Se havia ou não grampo, se eventual grampo foi retirado ou não, isso possivelmente jamais saberemos. Mas não é necessário que o saibamos, porque o que se sabe é suficiente para conferir a Gleisi o atestado de culpabilidade, como base no princípio enunciado no início deste comentário.

E com base também no velho e sempre atual “quem não deve, não teme” – seja o que for, inclusive grampo.

Com isso, teremos a senadora “inocenta” respondendo a outra acusação: obstrução da Justiça!

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Na iminência de ser indiciado, filho de Lula deixa o Brasil

O ex-presidente Lula da Silva ainda não se escafedeu do país, mesmo na iminência de ser preso preventivamente, tal qual aconteceu como “inimigo número dois do PT” (1), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Motivos para prender Lula os há em fartura.

Ele fica, mas seu filho caçula Luís Cláudio, que, ao que tudo indica, papai usou como laranja para receber propina pela edição e reedição de medidas provisórias (2), já deixou o Brasil: está no Uruguai, um dos integrantes do clube bolivariano comandado por Tabaré Vásquez, da Frente Ampla.

A fuga de Luís Cláudio, que se diz preparador físico sem jamais ter praticado essa função (3), ocorreu de forma, digamos, bem calculada: ele assumiu a coordenação física e os programas sociais da “equipe de base” do Juventud, time de segunda categoria da primeira divisão do campeonato uruguaio. O time tem sede em Las Piedras, cidade de 70 mil habitantes no centro do país.

E como o Lulinha foi parar lá? Aí é que está o “pulo do gato”: o time assinou um acordo com a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura -, que indicou Lulinha para a função. E o que fez Lulinha ter tal prestígio nessa organização internacional, com sede em Roma?

Lembram-se do Fome Zero, o frustrado programa do primeiro mandato de Lula, que não serviu para nada além de propaganda e para cacifar seu coordenador, o petista José Graziano, como um paladino da abundância alimentícia? Pois é… o Graziano é o presidente da FAO! Captaram a malandragem, companheiros? Ele teve agora mais uma oportunidade de expressar sua gratidão a Lula. A primeira foi durante a campanha eleitoral de 2014, quando ele fez a organização retirar o Brasil do Mapa da Fome com base nos dados fornecidos pelo próprio governo petista…

Moral dessa história imoral: encontraram um álibi para tirar Lulinha do país antes do indiciamento (4). Antes de eventual prisão preventiva. Antes do Apocalipse, portanto.

(1) O inimigo número um do PT são a verdade e o patrimônio público.
(2) Ele e o pai são investigados pela Operação Zelotes. Empresa de Lulinha recebeu milhões de reais de uma consultoria e não pôde comprovar a prestação de serviços.
(3) Ele passou pelo Corinthias, como auxiliar técnico – ou seja, conferia uniformes e chuteiras, repunha água aos atletas e cronometrava seus exercídios…
(4) Brasil e Uruguai têm tratado de extradição. Mas lembremos que Lulinha tem dupla cidadania – brasileira e italiana. Ele poderá invocar essa segunda condição quando for requisitado pela Justiça brasileira. E então o imbróglio estará criado: o Brasil terá que tabelar com a Justiça italiana e é aí que a porca torce o rabo: o tratado de extradição do Uruguai com a Itália é semelhante ao que o Brasil assinou com os italianos: prevê-se a extadição de criminosos, mas ela não é obrigatória (o caso Cesare Battisti é exemplar).

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