Mês: dezembro 2016



E o PT fecha 2016 com algemas de ouro…

E com mais essa denúncia contra José Guimarães, ex-líder do governo Dilma na Câmara apesar, ou exatamente por isso, dos milhares de dólares encontrados na cueca de um assessor, o PT fecha 2016 com algemas de ouro: afundou-se de vez na Lava Jato, foi apeado do poder por crime de responsabilidade (os outros não constaram do julgamento), lançou o país na pior e mais prolongada recessão de sua história, teve vários de seus expoentes condenados à prisão por corrupção ou flagrados com a boca na botija (bom dia, Paulo Bernardo; bom dia, Gleisi Hoffmann), e assiste – atribuindo isso a uma “conspiração golpista” – seu líder Lula, a “viva alma mais honesta deste país”, tornado réu em cinco processos por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência, etc. E esse etc. inclui as investigações a que ainda é submetido…

Como nunca antes na história deste país, uma organização criminosa, disfarçada de partido político, ousou tanto, conseguiu tanto – e prejudicou tanto. Enganou muitos e muitos durante muito tempo – mas não todos. E agora recebe o que merece: a punição da Justiça, a rejeição da população.

Lula presidente da República? Quem confia nas pesquisas de certo instituto paulistano ainda não se livrou do vírus do ilusionismo inoculado pelo PT durante os 13 anos em que saqueou o país – e também corações e mentes.

Guimarães foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 97,7 mil em propina para pagar despesas pessoais com um escritório de advocacia e uma gráfica que trabalhou em sua campanha. O relator da denúncia é o ministro Edson Fachin.

Segundo a acusação, do valor total recebido pelo deputado, R$ 30 mil consistiam em vantagens indevidas para favorecer a empreiteira Engevix em um contrato de crédito com o Banco do Nordeste, avaliado em R$ 260 milhões, para construção de usinas eólicas na Bahia.

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Eleições já: a única chance de salvar Lula!

Companheiros e companheiras,
Brasileiros e brasileiras

A “caçada judicial” a que nosso companheiro Lula está sendo submetido teve novo lance hoje – lance mais que esperado, porque o juiz Sergio Moro, tucano a serviço das multinacionais que querem comprar a Petrobras a preço de banana antes da retomada inflacionária (e isso é culpa da turma do FHC!), aceitou, como tudo indicava que aceitaria, a denúncia que os golpistas do MPF fizeram contra ele na semana passada.

Que denúncia é essa? Que nosso líder, a “viva alma mais honesta deste país”, seria dono de uma cobertura contígua à sua em Bernardo do Campo – que é seu único imóvel, ressalte-se – e que a Odebrecht teria comprado um terreno para alojar o Instituto Lula como forma de disfarçar a propina a ele por supostos benefícios em obras contratadas pela Petrobras.

Infâmia! Calúnia! Difamação!

Difamação! Infâmia! Calúnia!

Esse juizeco e esses promotorzinhos – e também os policialecos federais que o indiciaram – serão devidamente processados, como, aliás, têm feito os competentes e zelosos advogados do nosso companheiro a todos aqueles que ousam levantar suas mãos sujas (todo mundo é corrupto, afinal) contra o impoluto companheiro Lula.

Cadeia para eles! Liberdade para Lula!

E por que o submetem a essa “caçada judicial”? Estamos carecas de dizer, mas vamos repetir: para “deslegitimá-lo” para a eleição presidencial de 2018. Só mesmo preso ou condenado em segunda instância é que Lula, o presidente que mais fez pelos pobres (e também pelos ricos, principalmente os mais ricos) da história deste país, não vencerá essa eleição!

Prova disso é a última pesquisa Datafalha, que o aponta como vencedor em todos os cenários do segundo turno, exceto se seu desafiante for Marina Silva (kkkkk: dá na mesma, porque ela é do nosso time!). Bastou a pesquisa ser divulgada, e a PF indiciou Lula, o MP o denunciou e o juiz tucano a serviço do capital espoliativo transnacional o tornou réu. Prova inconteste da “conspiração diabólica”, para usar a expressão correta de Lula.

Lula tornou-se réu pela quinta vez e caminha, em ritmo célere, para empatar com as conquistas da Seleção brasileira no Mundial! É hexa! É hexa! É hexa! – comemorarão os tucanalhas golpistas quando a “viva alma mais inocente deste país” tornar-se réu pela sexta vez. Não percamos a esperança, companheiros e companheiras: Lula vai ultrapassar em número de processos a quantidade de títulos mundiais obtidos pelo nosso futebol.

Vencer judicialmente essa disputa é impossível: Lula está condenado mesmo antes de ser julgado. E condenado não por causa das provas contra ele, porque elas simplesmente não existem – onde estão, por exemplo, os documentos que atestam que é dono do tríplex do Guarujá, da cobertura contígua à sua, do sítio de Atibaia? Onde estão os recibos das propinas que dizem que recebeu? Onde está o documento, vídeo, gravação, seja lá o que for, que prove que ele convenceu a companheira Dilma a renovar medida provisória que favoreceu o setor automotivo, onde está?

Condenado por ele ter sido o presidente – repito – que mais ajudou os pobres, que mais combateu a corrupção, que mais projetou o Brasil internacionalmente. Condenado para que não volte ao poder pelas mãos do povo trabalhador!

Só há um caminho para vencer essa conspiração: elegendo-o presidente da República Federativa dos Pobres do Brasil para, assim, conceder-lhe foro privilegiado e entregá-lo aos companheiros ministros do STF (Toffoli, Lewandowski, Marco Aurélio: como sempre, contamos com vocês!) Como viabilizar sua vitória? Antecipando as eleições. Como? Intensificando a campanha pelas “diretas já” que, com o enfraquecimento do governo golpista de Michel Temer, conquista mais adeptos dia após dia.

E não são apenas os brasileiros e brasileiras que querem o fim antecipado do governo do golpista Temer: há senadores, deputados, apresentadores de televisão, garotos-propaganda e, é claro, a companheira Marina que estão de olho na faixa presidencial. Esses são nossos aliados estratégicos, por mais que se oponham ou finjam se opor a nós.

Diretas já-já-já! Nosso companheiro Lula, “a viva alma mais honesta deste país”, precisa de nós mais ainda do que de seus advogados.

Nós somos a esperança; os advogados, o pesadelo.

(E por falar em advogados, companheiros e companheiras: participem da campanha “Por um brasil junto pra todos e pro Lula” – a distinção é necessária porque Lula está acima de todos. Essa campanha visa a pagar os honorários dos advogados do companheiro Lula. Não é barato pagar advogados que se disponham a mentir tanto e afrontar tanto a lei quanto o réu…)

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Lula X Moro: quem quer “deslegitimar” quem?

Tivemos na segunda-feira mais um embate entre o juiz Sergio Moro e um dos advogados (quantos seriam? Já perdi a conta) do ex-presidente Lula. O entrevero ocorreu durante o interrogatório de uma engenheira da OAS: o advogado Juarez Cirino tentou impugnar a pergunta feita pelo promotor, Moro negou, e então o advogado partiu para cima do juiz, acusando-o de ser parcial, de obstruir a defesa, etc. e tal. Moro levantou a voz, o advogado enfiou o rabo entre as pernas, mas, no dia seguinte, protocolou queixa contra o juiz.

O episódio torna ainda mais clamorosa e vil a estratégia de defesa de Lula, que é tentar tirar de Moro o processo contra o ex-presidente. Já se queixaram contra ele à ONU, ao CNJ, ao TRF da 4ª Região – ao papa, quando irao ao papa?. Chegaram a pedir a prisão dele! Mas o juiz continua ali, firme e forte, avançando, apesar da obstrução da defesa, em seu trabalho, sem atropelar em momento algum o rito processual e o direito à ampla defesa do acusado.

Em outra frente, os defensores do ex-presidente lançaram uma campanha, aqui e alhures, para tentar tapar o sol de seus crimes com a peneira da desinformação personificada na tese furada de que ele está sendo “perseguido” por Moro e também por outros magistrados. Afinal, é réu em mais duas ações por corrupção, tráfico de influência, obstrução da Justiça, lavagem de dinheiro, etc., denunciado em outra (junto com seu filho caçula por tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro) e, nesta semana, indiciado mais uma vez pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato (o caso envolve o apartamento contíguo ao seu em São Bernardo, registrado em nome de um laranja, e a compra, pela Odebrecht, de um terreno destinado ao Instituto Lula – o terreno foi comprado, também em nome de laranja, mas a obra não saiu do chão).

Alegam esses defensores que, a “caçada judicial” a que Lula é submetido visa a “deslegitimá-lo” para a eleição presidencial de 2018.

Ora, ora, ora. O que assistimos é a uma avalanche de denúncias, amparadas em provas robustas, de que Lula instituiu, comandou e se beneficiou do maior e mais bem estruturado esquema de assalto aos cofres públicos de que se tem notícia em nossa história. Quem o “deslegitima” a tentar o retorno à Presidência ou qualquer cargo público não é Moro nem outro juiz: é o próprio Lula e sua avantajada, e em processo de expansão, folha corrida.

Se alguém está querendo “deslegitimar” o outro, é Lula em relação a Moro, que personifica a Justiça. A tão esperada Justiça, que tardou, mas – enfim – está revelando o farsante que se faz passar pela “viva alma mais honesta deste país”. Evoé!

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STF ou CMJ?

E a nova vítima do falastrão Gilmar Mendes é seu colega Luiz Fux, que ontem devolveu à Câmara o projeto das Dez medidas Contra a Corrupção para que seja votado de novo, já que a proposta original – do MPF e avalizada por 2,4 milhões de eleitores – foi desfigurada radicalmente por suas excelências.

“Feche o Congresso e dê a chave à Lava Jato”, aconselhou Gilmar ao colega, que, segundo ele, agiu como os milicos ao editaram o AI-5.

Dias atrás, a vítima de Gilmar foi Marco Aurélio Mello, que destituiu Renan Calheiros da presidência do Senado, medida revogada pelo plenário da corte.

De fato, a decisão desses dois ministros é questionável. Mas o mínimo que se deveria esperar de seus pares seria a discrição. Contencioso se discute no processo, não diante dos microfones.

A anomalia vem de longe. É Cármen Lúcia dando pito em Gilmar, Gilmar nos colegas, os colegas em Gilmar – por causa disso a confraternização de final de ano foi suspensa. E, ainda, o ex-presidente Ricardo Lewandowski que participa de um autêntico golpe à Constituição, que foi a manutenção dos direitos políticos de Dilma apesar de sua cassação e outro ministro, Dias Toffoli, que, ao pedir vista do processo que estabelece a destituição de quem estiver na linha sucessória e se tornar réu, contribui decisivamente para a permanência de Renan.

E isto e mais aqui, e então pergunto: o STF – Supremo Tribunal Federal – não teria se convertido na CMJ – Casa da Mãe Joana?

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Nariz em riste, dedo empinado, Gleisi me ordena: retire o que escreveu!

Nariz em riste, dedo empinado – sua postura recorrente nas últimas semanas, quando demonstra, na tribuna do Senado, estar à beira de um ataque de nervos -, a senadora petista Gleisi Hoffmann partiu agora para cima deste blogueiro. Demorou!

Por meio de uma banca de dez advogados de Brasília, enviou-me “notificação extrajudicial” para que eu “bloqueasse o acesso”, no prazo de 24 horas, à postagem “A história não poupará Gleisi por mais esse crime” de 24 de outubro, estendendo essa operação a todos os hospedeiros de meu blog e a um área inacessível sem ordem judicial: todos os “sites de busca”. Na postagem, responsabilizei Gleisi pela morte de um adolescente, assassinado por seu colega, durante a invasão de uma escola de ensino médio, em Santa Felicidade, Curitiba. A vítima chamava-se Lucas Eduardo Araújo Lopes e tinha 16 anos.

Por que a responsabilizei? Por ter usado o Senado para incentivar as invasões – ela fez discurso inflamado de apoio às invasões, criticou o MEC por exigir a identidade dos invasores e levou para uma reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (!) a estudante Ana Júlia Ribeiro, que havia defendido o movimento na Assembleia Legislativa.

Em artigo publicado por blogueiros alinhados (e financiados) pelo PT (que seus advogados não citaram na “intimação”), ela afirmou: “O movimento dos estudantes secundaristas paranaenses realmente está sendo exemplo de resistência”. O título do artigo é: “Força, garotada”.

O “exemplo” apresentado por Gleisi foi, infelizmente para ela, contrariado pela Justiça, que concedeu reintegração de posse a todas – todas – as escolas do Paraná invadidas. E foram mais de 800! Era um esbulho possessório ao atacado, portanto.

As invasões – que extrapolaram para as universidades – fizeram parte da ofensiva do PT para inviabilizar o governo de Michel Temer, tendo como pretexto a proposta de reforma do ensino médio.

“O estudante assassinado hoje”, afirmei em meu comentário, “é uma vítima da violência dos que não se conformam em terem sido alijados no poder – e o foram pelo acúmulo de crimes que praticaram contra a nação. O homicídio direto não fazia parte desse rol. Agora faz. Todos os que incentivaram as invasões de escolas são responsáveis por esse crime. Sobretudo aqueles que usaram seu poder, conferido pelas urnas, para incentivar a violência”.

Admito: o termo “homicídio direto” é inapropriado, já que desde o início do texto referia-me à responsabilidade indireta da senadora e demais incentivadores das invasões. A responsabilidade (objetiva ou subjetiva) por dano é tipificada pelo Direito Civil, Penal e Administrativo. Com base nisso, o MEC está exigindo da UNE e UBES – os movimentos que lideraram as invasões – o pagamento de R$ 20 milhões, mais isso e mais aquilo, para cobrir os custos da realização do ENEM para os mais de 200 mil estudantes de escolas que não puderam, na data inicialmente marcada, ser usadas para a prova porque estavam invadidas.

O prazo concedido pela banca de advogados venceu há mais de uma semana. E mesmo que o tivesse acatado, eu continuaria sujeito a “outras medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis”. Então…

Proponho aos advogados um acordo: Gleisi devolve a vida ao Lucas, indeniza sua família pelo sofrimento por que passou e ele pelo tempo que esteve no Além, e eu, compungido, ajoelhar-me-ei a seus pés e oferecerei meu notebook para que ela o estilhace com seus sapatinhos Louis Vuitton…

“Gleisi Hoffmann: a história não a poupará!”

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Se o futuro é Marina, não temos futuro

A informação mais preocupante das últimas semanas está estampada na edição de hoje da Folha de S.Paulo: o Datafolha mostra Lula na dianteira em qualquer cenário no primeiro turno da disputa pela Presidência em 2018, caindo para segundo lugar se seu adversário na segunda etapa for… Marina Silva!

Os tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra estão numericamente abaixo de Lula, mas empatados tecnicamente com ele.

Marina Silva, a fundadora da Rede Sustentabilidade, mera dissidência ecológica (e escatológica) do PT, aquela que consegue ser ainda mais confusa que Dilma Rousseff e cujo partido só conseguiu eleger meros cinco prefeitos este ano?!

Se esse é o nosso futuro, não temos futuro!

Esse é o pesadelo que nos ronda, embora a realidade o torne de difícil consumação.

Em primeiro lugar, porque Lula estará impedido de ser candidato, uma vez que terá sido condenado numa das frentes em que é investigado – é réu em três processos por corrupção e lavagem de dinheiro e organização criminosa, acusado em outro e investigado pela Justiça Federal por obstrução da Justiça e pelo STF por formação de quadrilha.

Sua condenação é primeira instância é mais do que certa, devido à abundância de provas – objetivas e subjetivas – contra ele. E certamente será referendada em segunda instância, sobretudo na relativa à Lava Jato, cujas sentenças do juiz Sergio Moro têm sido mantidas em 96% pelo TRF da 4ª Região.

Em segundo lugar, Marina já foi testada em duas eleições – na segunda, participou após a morte de Eduardo Campos, ameaçando seriamente a candidatura de Dilma por duas, três semanas. Em ambas, não teve fôlego para chegar ao segundo turno.

A pesquisa foi feita na semana passada, quando se observou uma queda acentuada da popularidade do presidente Michel Temer e estilhaços da delação de executivos da Lava Jato atingiram os tucanos citados na pesquisa – todos, por enquanto, envolvidos em denúncia de caixa dois, que é crime, embora de gravidade menor que o de propina, que atinge petistas, pepistas e peemedebistas ilustres.

O retrato do presente é nebuloso – como explicar, por exemplo, o aumento da popularidade de Lula ao mesmo tempo em que a Justiça aumenta o cerco sobre ele? Só mesmo como efeito da contrainformação formulada por seus advogados e disseminada pela rede petista na internet e nos meios de comunicação.

Se o presente é nebuloso, sua projeção no futuro é fantasmagórica…

Só nos resta confiar que Temer acerte os próximos movimentos, mantenha o apoio do Congresso para suas medidas de reconstrução – PEC dos gastos, reforma do ensino médio e da Previdência – e, acima de tudo, apresente ao país um programa de reformas que restabeleça a confiança e reflita positivamente no desempenho da economia.

Do contrário, as Marinas Silvas estarão aptas a confiscar nosso futuro.

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Moro, o juiz condenado à solidão, ao silêncio e à sisudez

sergio-moro-picassoO juiz Sergio Moro é acusado de vinculação com os opositores do PT porque compareceu a lançamentos de livros (sobre ele, o juiz) em que estavam presentes… opositores do PT!

O juiz Sergio Moro é acusado de pretender algum cargo eletivo porque sua esposa postou nas redes sociais um vídeo em que ele lê pensamentos de Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln sobre a corrupção.

O juiz Sergio Moro é acusado de “perseguir” Lula porque ordenou sua condução coercitiva e busca e apreensão em seu apartamento e no sítio de Atibaia, operações que resultaram na apreensão de material letal contra o ex-presidente. E também por ter autorizado grampos em telefones que usavam, do que resultou a constatação de que sua nomeação para a Casa Civil foi um ato explícito de obstrução da Justiça. A revelação frustrou a manobra.

O juiz Sergio Moro é acusado de proteger os tucanos em geral e Aécio Neves em particular (sobre o qual não há nada por enquanto relativo à Operação Lava Jato) porque foi flagrado, em solenidade promovida pela Istoé, gargalhando ao lado do senador.

Moro é um juiz condenado ao silêncio, à solidão e à sisudez. E, se depender dos petralhas, seus acusadores, condenado principalmente à inanição…

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Por que um réu não pode ser presidente do STF? Ou ocupar a Presidência da República?

A decisão estapafúrdia tomada hoje pelo STF, de permitir que um réu em ação penal ocupe a presidência da Câmara ou do Senado, porém fica fora da linha sucessória da Presidência da República, impõe uma pergunta inevitável, formulada pelo jornalista Fernando Nandé, de Curitiba: se há igualdade entre os Poderes, como estabelece a Constituição, por que o mesmo princípio não pode ser aplicado ao STF? Afinal, o presidente do STF integra a linha sucessória da Presidência…

De loucura em loucura, logo chegaremos à conclusão de que um presidente da República pode permanecer no cargo caso seja declarado réu: afinal, ele não está na linha sucessória de si mesmo!

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Agora é guerra: Senado se rebela contra ordem de Marco Aurélio

Foi assim, ao estilo Velho Testamento – “olho por olho, dente por dente” – que a Mesa Diretora do Senado reagiu ao afastamento de Renan Calheiros da presidência da Casa por decisão monocrática e em caráter liminar do ministro do STF Marco Aurélio Mello.

“Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, verbalizou Renan (em outros termos, é claro), que, assim como seus pares, disse que só vai arredar pé do puder e das mordomias inerentes a ele se e quando o plenário do STF avalizar a decisão de Marco Aurélio.

Renan foi afastado a pedido da Rede Sustentabilidade – um dos braços que o PT utiliza para não ser flagrado à luz do dia -, alegando-se que ele, tornado réu por peculato na semana passada, não pode estar na linha sucessória da Presidência da República e, portanto, do comando do Senado.

E eis que, então, com essa decisão voluntariosa do Senado, temos um conflito escancarado entre dois Poderes e uma insubordinação ostensiva do chefe de um deles em relação à decisão do um integrante do outro. Crise institucional? Guerra declarada? Prenúncio do Apocalipse? Seja lá o que for, essa barafunda – creio eu – não tem precedente e é um péssimo exemplo, pois o presidente do Senado deveria ser o primeiro a respeitar uma decisão da Justiça – ainda mais do STF.

Há, no entanto, a atenuante de que a decisão é monocrática e provisória, que partiu justamente do ministro que tem demonstrado nos últimos meses certo descompasso (estou sendo elegante) com seus pares e com os fastos. Comportamento que, coincidentemente, tornou-se recorrente após sua filha Letícia, 37 anos à época, ter sido nomeada desembargada do TRF da 2ª Região pela agora ex-presidente Dilma Rousseff.

Deixando essa questiúncula de lado, por mais que Renan seja o homem errado, na hora errada e para o cargo errado – além de réu, é investigado em 11 inquéritos pelo STF -, Marco Aurélio jamais deveria ter tomado essa decisão solitariamente. Deveria, como fizeram seus pares em relação ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, levado o tema ao plenário.

É o que acontecerá amanhã – o tema foi pautado pela presidente Cármen Lúcia. Dificilmente Renan escapará da sentença de morte, mas, se isso vier a acontecer, sua permanência no comando do Senado já está em contagem regressiva: 31 de dezembro, quando termina seu mandato.

E, então, nos livraremos de um corrupto notório para, seguramente, cair nas mãos de outro que virá a sê-lo…

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E o “golpe dentro do golpe” se consuma. Com outros personagens e em sentido inverso

Pois não é que o novo surto psicótico do PT, de que se estava tramando um “golpe dentro do golpe”, consumou-se mesmo, só que com outros personagens e em sentido inverso?

Em primeiro lugar, o que é esse tal “golpe dentro do golpe”: é a nova alucinação petralha, segundo a qual “os derrotados em 2014” tramam a destituição de Michel Temer depois de terem destituído Dilma, a “presidenta inocenta”, para tomar, por meio de eleição indireta, o poder que as urnas lhes negaram. Os conspiradores ocultos são, naturalmente, os tucanos, que arquitetaram a Lava Jato para implodir a Petrobras e vendê-la a preço de banana aos ianques e “deslegitimizar” Lula para as eleições de 2018.

E eis que, antes que o “golpe dentro do golpe” urdido pelo inimigo número um do povo fosse aplicado, os petistas, legítimos defensores do povo, revidaram, destituindo o presidente do Senado, o corrupto Renan Calheiros, substituindo-o pelo petista Jorge Viana!

Soem as trombetas, badalem os sinos, rufem os tambores! Hosana nas alturas: a contrarrevolução foi deflagrada!

O “golpista” Temer terá, a partir de agora, um adversário à altura, aquele que aconselhou Lula a “afrontar” o juiz Sergio Moro para que ele perdesse a paciência e o mandasse prender, dando o pretexto para a “viva alma mais honesta deste país” declarar-se “perseguido político” e asilar-se em algum lugar em que pudesse manter a vida nababesca que leva. Jorge Viana, o salvador da pátria petista, foi entronizado e fará Temer lamber suas botas, já que todas as reformas pretendidas pelo “golpista” e seus temporariamente aliados tucanos – reformas que visam única e exclusivamente tirar dos pobres e dos trabalhadores as conquistas que o PT lhes concedeu regiamente – dependerão de sua caneta para tramitarem no Senado.

Marco Aurélio Mello, que concedeu a liminar afastando Renan, botou sob a toga Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, revelando-se o quinta-coluna mais eficiente que o PT já teve até o momento no STF!

Aurélio/guerreiro/do povo brasileiro!
Aurélio/guerreiro/do povo brasileiro!

A teoria do “golpe dentro do golpe” difundida pelas redes sociais financiadas pelo PT e verbalizada dias atrás por Dilma revela-se uma astuciosa manobra de despiste: o que se pretendia era criar uma cortina de fumaça até a destituição do presidente do Senado, abrindo-se caminho para a retomada do Palácio do Planalto e da Alvorada e da Granja do Torro – com todas as suas mordomias! E, é claro, dos cofres públicos, por mais espoliados que estejam no momento (e assim estão por culpa dos “golpistas” e da ‘imprensa monopolizada”).

E viva Lula!
Viva o PT!
Viva Fidel!
Nada é a esmo
O Brasil é mesmo
Um imenso bordel!

(Dedico este manifesto da antirrazão à loucura que se apossou do país, lembrando que o mandato do presidente do Senado termina dentro de 25 dias… não dá tempo para sabotar ninguém!)

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